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Caetano apresenta a música nova “Lobão tem razão”
21/08/2008 4:40 pm

Caetano Veloso canta a música que fez para Lobão na segunda fase do Obra em Progresso.

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16 Comentários sobre o Post “Caetano apresenta a música nova “Lobão tem razão””

  1. joana disse:
    Agosto 21st, 2008 at 5:18 pm

    “nem sempre se vê, lágrimas no escuro”
    morei no rio. e da janela, via o redentor.
    do lado de dentro, uma sala branca e um grande quadro de colagens coloridas, e rosas.
    sua música me lembra, que as vezes, chamar não é suficiente pra quem dorme.
    ela é mesmo bonita.
    e lobão tem razão…

  2. glauber disse:
    Agosto 21st, 2008 at 6:12 pm

    belíssima…gostei tanto quanto gostei de “para o mano caetano” do lobão. as duas foram escritas com sangue, suor e lágrimas.
    a banda cê é competentíssima, passional…é isso, tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

  3. Agua disse:
    Agosto 21st, 2008 at 6:54 pm

    …aijsss. ya extraño Água, susurrada por Caetano…son demasiadas horas sin escucharla: es posible que alguna musa consiga “postearla” a este sopresivo espacio circular de encuentro/blog?
    beijos de uma argentina dsifrutando de caetano y de RJ..:)

  4. Coisinha tao Bonitinha do Pai disse:
    Agosto 22nd, 2008 at 10:40 am

    muito linda essa musica!
    Sera que Lobao precisa ou sera salvo?
    E se ela nao chamar? Lobao tem razao.

  5. Angélica disse:
    Agosto 22nd, 2008 at 12:58 pm

    Caetano, esta canção é uma das mais belas que você já fez. Você não me decepciona mesmo! Sabe, eu fico vendo o Lobão, e me parece uma coisa tão difícil,aquele cara tão incrível e tão irreverente, querendo falar, sempre. Claro que ele tem razão! Só você para saber que os excessos dele, são apenas… excessos. Vejo um cara transtornado com todas as sacanagens do mundo, em todos os níveis, aí, ele atira. Talvez ele não saiba direito qual é mesmo o alvo porque na verdade, são muitos. Só você mesmo,na sua poética lucidez, para traduzir Lobão, o compositor, o poeta, o louco, o homem, o indignado, o rebelde, cheio de causas. Vejo ele falar e pessoas rirem, ainda que voce, em seu show, tenha chamado a atenção para incongruências que ele diz. Mas você sabe o que ele quer dizer. Por saber tanto, você compôs esta bela e eterna homenagem a este rebelde “menino”. Sei que mexe com você falar mal do João. Convenhamos, quem poderia traduzir melhor o Lobão, senão você que é PHD em rebeldia. Você também, pode criticar tudo, inclusive os paulistas por conta dos vícios do “português ruim”. Mas você pode porque nos deu Sampa e isso é “Muito”!!!!Um beijo pra você e obrigada!

  6. Renato Mangaba disse:
    Agosto 22nd, 2008 at 6:43 pm

    Lobão !?!?!?!!? até agora não entendi porque este assunto se alonga, e porque Caetano foi fazer uma música para esticar esta conversa.

    Desnecessário ??? Só o tempo dirá.

    Eu particularmente acho que um comentário sobre o desencanto do RJ e a candidatura do Gabeira daria uma música mais relevante do que todo este papo, entre outros tantos assuntos que nos interrogam a todo momento.

    Tomara que o tempo mostre que eu estou errado e que eu venha a gostar desta música.

    beijo Caetano

  7. tyrone de medeiros disse:
    Agosto 22nd, 2008 at 7:01 pm

    essa gravação é do segundo dia de CASA GRANDE. Neste dia Caetano disse que nao estava ouvindo a bateria, o vídeo está com som ruim: o microfone de Caetano muito alto, e a banda muito lá trás. Tanto é que no vocal no final, tá qualquer coisa.

    Mas no dia do espetaculo pra plateia, ficou tudo ótimo!
    e foi justamente neste segundo dia que a canção “LAPA” E “LOBAO TEM RAZAO” me tocaram.

    O arranjo é muito bom. Sugiro ao Caetano, que quando fizer o disco, colocar para cada canção, um minitexto explicativo de cada letra.

    “Lapa” e “Lobao tem Razao” tem muitas passagens que o vai ter quem se confunda…

  8. Hermano Vianna disse:
    Agosto 22nd, 2008 at 10:26 pm

    poi Tyrone: acho que a gravação é do primeiro dia - vou checar…

  9. glauber disse:
    Agosto 22nd, 2008 at 11:07 pm

    tyrone,
    a idéia de fazer textos falando das letras eh bacana, o macca fez isso no “flaming pie”.

  10. Exequiela -Lightness- disse:
    Agosto 22nd, 2008 at 11:13 pm

    Coincido con Tyrone: La voz altísima y no se escuchan los instrumentos. Qué lástima… no se puede apreciar. Se escuchó así en el recital o bajaron la calidad del sonido en el video a propósito para que la gente compre el DVD (con buen sonido)?

  11. Alan Veloso disse:
    Agosto 23rd, 2008 at 9:18 pm

    Um sempre fui esculhambado quando saia na luta a favor das novas músicas do Caetano, desde cê as pessoas falavam mal e eu metia o pau por que achava injusto. Eu não sabia se era falta de interpretação por partes deles ou por minha parte. Só sei que que essa música embora seja falsa por que o Lobão nem sempre tem razão, é a prova de que o Caetano ainda pode dar bons frutos.

  12. Marcelo Noah disse:
    Agosto 30th, 2008 at 12:35 am

    Fiquei, e fico até hoje, perplexo com a visceralidade confessional e agressiva de “Para o mano Caetano”, do Lobão. Gosto muitíssimo da canção (se é que podemos chamá-la assim, canção - petardo, granada ou morteiro, quem sabe?).

    Agora, que ótimo é escutar esta justa réplica de Caetano. Uma resposta sofisticada de suave beleza, quase um beijo de indecifrável sorriso no seu proponente beligerante.

    Duas canções de dois grandes caras no topo de suas verdades. Bonito Caetano!

  13. Rafa(eu) disse:
    Agosto 30th, 2008 at 1:33 am

    Pensei que a banda feita para o “Cê” logo não existiria mais. Mas não canso de ver sempre novas boas razões pra que continue existindo. Adorei a música.

  14. RenanBarbosa disse:
    Outubro 4th, 2008 at 11:37 am

    CAETANO VELOSO: O ÚLTIMO PROFETA!

    Caetano, como eu já mencionei tantas vezes no meu blog, é o meu artista preferido. Claro que eu não poderia viver sem as canções de Chico, a perene modernidade de Gil, as divinas vozes de Djavan, Milton e Luiz Melodia. Mas Caetano, ah, ele me fala mais de perto, até pelo seu jeito de ser artista, com tudo que há de bom e reprovável. Sou leonino como ele, entendo sua vaidade e sua arrogância… Não desconheço seus defeitos, mas queria ser (como) ele, queria “comê-lo”, “devorá-lo”…
    Mas o propósito desse texto não é explicitar nenhuma fantasia dionisíaca, e sim escrever sobre como me chama a atenção o modo profético com que Caetano se antecipou a grandes questões nacionais e mundiais, que hoje ocupam exaustivamente a mídia, e que ele soube abordar, via canção, de um modo poético e fascinante. Não, ele não estava nos palanques, ele não se pretendia ouvidor geral da (des)nação, embora sempre contundente e irascível. Sou eu que simplesmente identifico em algumas de suas canções uma atualidade, um predizer, uma riqueza de pensamento e uma sagacidade no olhar, próprias daqueles que enxergam o seu tempo e um tempo adiante, mostrando-nos o que ainda vamos ser, ter e ver.
    Artista genial que é, e um humanista, investido da lucidez e da loucura dos profetas, Caetano é daqueles que lêem e relêem para nós o passado, o presente o futuro, revelando-nos a nós mesmos, descortinando-nos o porvir que nossos olhos míopes se recusam a antever.
    E lá está “Um índio”, muito antes da decantada moda do aquecimento global e da sustentabilidade, nos lembrando o quão criminoso seria apagar povos, florestas, culturas… “Um índio preservado em pleno corpo físico” (…) “mais avançado que a mais avançada das tecnologias”… Caetano sinaliza, denuncia, alerta, sem ser panfletário, piegas ou dogmático. Mas vemos os índios e a floresta virando carvão, os mendigos (quase índios de tão pobres, ou quase pretos, ou quase invisíveis de tão marginais) virando carvão, e os assassinos ainda passando no sinal vermelho, perdendo o verde. Ah, somos mesmo uns boçais! “Depois de exterminada a última nação indígena”, e “as fontes de água limpa”, para onde terá caminhado o Brasil? Teremos futuro? Em que nos baseamos para concluir que somos mais “civilizados” do que os índios, do que os sem-teto, do que os milhões de escravos negros que adubaram nosso chão com suas vidas acorrentadas? Civilizados? “Eu disse: não! que pensamento torto!” Por que negamos tão veementemente a realidade e precisamos que os mártires da Amazônia venham nos lembrar quem realmente somos?
    Perdoem-me os admiradores de Tom Jobim (e eu som um deles), que escreveu a mais bela canção da MPB, “Águas de Março”, e um dos nossos maiores ecologistas mas, para mim, “Trem das cores” é a mais “ecológica” das canções brasileiras, com seu desfile ensolarado e belo da vida, a vida simplesmente, engrandecida por se abrigar nos elementos mais simples e harmônicos: cores, aromas, brisas, ângulos, janelas, jardins, geografias da pele. Uma sucessão de imagens que vão nos lembrando que a vida pode ser como um trem na janela: de ingênuos matizes, vibrante, bonita, em movimento. E só quem, na infância, conviveu com a grandeza do ato de juntar algum dinheiro para comprar as caras maçãs argentinas, numa época pré-globalização e antes que tivéssemos maçãs brasileiras em profusão, todas embaladas naquele fosforescente, sedoso e mágico papel azul (turquesa?), sabe valorizar o verso “a seda azul do papel que envolve a maçã”, que considero, talvez por pura nostalgia, o mais bonito da MPB.
    Contemplando as casas simples “que vão passando ao nos ver passar”, concordamos que “gente é pra brilhar e não pra morrer de fome”. Mas canções são palavras, e fora da poesia afloram os podres poderes. Enquanto os homens os exercem, “morrer e matar de fome (…), são tantas vezes gestos naturais”… Alerta: cuidado com os falsos líderes carismáticos da América Latina, com suas roupas cáqui ou folclóricas de ditadores, ou escondidos sob o terno de grife e barbas hoje cuidadosamente aparadas e tratadas. Eles são prejudiciais à saúde. Os podres poderes, sigla após sigla, se sucedem, e haja congelamentos, precatórios, mensalões, cartões corporativos, dólares nas cuecas, inflação. E sobre a permanência de algo podre no ar, Caetano também nos advertia em “Vamo comer”: (…)“e quem vai equacionar as pressões, do PT, da UDR e fazer dessa vergonha uma nação?” As siglas são muitas, mas com força suficiente para desmatar os sonhos e a esperança e em assaltos pouco convincentes fazer sumir os “companheiros” dissidentes.
    É como se Caetano, profeta de uma realidade que era e é, antecipasse a nossa decepção com Lula, com os projetos que nos prometeram resgatar a dignidade perdida, o fracasso das ONGs em consertar o que talvez não tenha conserto, e lá se vai mais uma CPI por água abaixo, entre acordos, passeios de iate, obras de arte e bancos subsidiados.
    E o povo? Apesar dos riscos que corre, essa gente morena, fugindo do “horror de um progresso vazio”, vai atrás do trio elétrico, na pipoca, que abadá custa caro! Mas sabe que “a tristeza é senhora” e compra CD pirata para mitigar o sofrimento com rap e pagode.
    Eu poderia elencar e escrever crônicas e mais crônicas sobre muitas canções do repertório tropical reluzente, desse mulato que sempre andou contra a via. Ele se sabe atemporal, e por isso gritou: “eu vou viver dez, eu vou viver mil, eu vou viver sem você”. Através dos tempos e apesar dos críticos. Ou de quem o abomina e persegue. Antes de ser uma dádiva dos artistas, não seria esse um atributo dos verdadeiros profetas: a permanência e a concretização de suas iluminadas visões?
    E concluindo, elejo a mais espantosa de suas profecias: aquela escrita e descrita em “Manhatã”. É quase sobrenatural como ele pode definir Manhatan e seus símbolos, sem nunca imaginar a catástrofe do 11 de setembro, mas ao mesmo tempo relatando sutilmente o que viria: “todos os homens do mundo voltaram seus olhos em sua direção”(…) “Um remoinho de dinheiro varre o mundo inteiro, um leve leviatã/ e aqui dançam guerras no meio/ da paz das moradas de amor”…
    Tantos tanques e iraques depois, desnecessário escrever mais, falar mais. Ele afirma em uma de suas canções mais recentes, de sua obra eternamente em progresso: “o mundo acabou”. Caetano tem razão. Se assim é, o que nos resta fazer? Vamos cantar. Ouçamo-lo. Porque tão bom quanto João é Caetano. E melhor que eles, só o silêncio.

    Renan Barbosa
    cantor e compositor de MPB

  15. Gusnob disse:
    Novembro 30th, 2008 at 7:18 am

    Simplesmente sensacional e muito emocionante essa canção em homenagem ao Lobão.

    O que seria do cenário musical brasileiro sem figuras como você e ele - que são formadores de opinião? Completamente sem graça!

    G.N.
    > http://www.myspace.com/supravidasecular

  16. Cris Mendes disse:
    Abril 11th, 2009 at 3:18 am

    Uma homenagem ao Lobão me faz pensar no poeta curitibano auto-intitulado “cachorro louco”
    :
    “Caetano gostou da idéia, e a música se chamou, claro: “Um Índio”, e eu fiquei feliz de poder dar alguma coisa a alguém que sempre me deu tanto, em matéria de poesia, música e sabedoria de viver.” (LEMINSKI, Paulo. Anseios crípticos. 1986)

    Faz vinte anos que a invisível estrela insiste em acreditar que brilha no Cruzeiro do Sul

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