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ZAMBUJO, CICERO, AUGUSTO, ADORNO, PAPO À BEÇA
30/10/2008 7:15 am

ANTÓNIO ZAMBUJO, INDIE ROCK, COOL JAZZ, MINIMAL, BOSSA NOVA, THE NEW YORKER, MICHELANGELO ANTONIONI E MONDRIAN CONTRA AXÉ MUSIC DENTRO DE MIM? NÃ-NÃO. “A COR AMARELA” É BROWN IVETE E DANIELA. É O SAMBA DO RECÔNCAVO EM TRANSE NO PSIRICO, NO HARMONIA, NO TCHAN: É TRANSAMBA JÁ CONSTRUÍDO POR TODOS ESSES BAIANOS GENIAIS.

Gostei muito do CD do Portishead (já de cara, aquela falação em português paulistano sobre a “regra dos três”, em tom a meio caminho entre pastor evangélico e conversador new age): os timbres das programações fazem as modulações insólitas ficarem mais bonitas. A Gibbons é uma chorona cool e a atmosfera sonora parece com a foto da Estação de Rádio de Portishead. Gosto do Portishead há mais de dez anos: entrou com Karola, Candé, Marininha, Luísa Mariani e Natália Lage na casa de Milton numa festa. A “Disneylaândia” da Marilena. Na casa de Bituca não dava pra notar, mas no primeiro telefonema que dei lá estava Portishead na secretária. Achei bonito à pampa. Perguntei.

O disco do Camelo é bom à beça: ele toca violão muito bem naquela faixa de letra curta; a decisão de soar relaxado e livre de tiques reconhecíveis pode virar um novo tique se o ouvinte tiver má vontade – mas é assumida com bravura e realizada com decisão; eu gosto; é carioca num grau Marisa Monte; é um luxo que ele seja a estrela solitária do momento em nossa música inventiva.

Quero ouvir o disco de Arnaldo Antunes logo.

As palavras em caixa alta que foram citadas aqui como parte de artigo meu para o Pasquim eram declaração de Jimi Hendrix traduzida por mim. Foi da última entrevista que ele deu. Mandei pra aqui em cima da hora.

Vou ouvir o disco de David Byrne com Brian Eno na semana que vem.

Já ouvi muito do de Rodrigo Amarante com Fabrício dos Strokes (que trouxe a namorada): os ecos de pop rock do início dos anos 60 – com um toque country – soam com frescor inventivo que descarta ironia ou nostalgia; é música imediata; a gente não pensa em tiques nem em toques – apenas entra em contato com as emoções que motivaram as canções, ou melhor, nas emoções que as canções motivam. Mas a ida à Itália me interrompeu a audição, de modo que comentários mais responsáveis ficam para depois.

Quem vê assim pensa que ouço discos. Eu fazia isso em 1960: João Gilberto, Thelonious Monk, Chet Baker, Miles Davis, Sylvia Telles, Modern Jazz Quartet, Ray Charles, Maysa, Jimmy Giuffre, Dolores Duran, Ella, Sarah, Billie… Hoje ouço o que me mostram – e não ouço repetidas vezes cada coisa, como fazia então. E olha que ouvia esses que citei sem abandonar Caymmi, Chico Alves, Orlando Silva, Eliseth, Silvio Caldas, Aracy de Almeida cantando Noel – além de seguir com atenção irresistível o Nelson Gonçalves da fase Adelino Moreira, Anísio Silva, Paul Anka, The Platters, Pat Boone, The Diamonds e os sambas e marchas de carnaval, tudo pelo rádio. João Gilberto mais que tudo.

Ouço o que me atrai a curiosidade (por ouvir falar, por ler no jornal, por ter ouvido acidentalmente – no radio, em casa de amigo – um trecho que me excitou). Por exemplo: adoro Cornelius, o japonês de sons puríssimos, idéias rigorosas e sensibilidade violentamente delicada (se me é permitido o paradoxo – mas creio que sim, em contexto nipônico). Vou ouvir o novo disco do TV On The Radio, banda que o maluco do Folhateen sugeriu há um par de anos e cujos dois primeiros discos me encantaram (se bem que os ao vivo no Youtube nem tanto). Já disse que adoro Radiohead (a partir de OK Computer, mas com um gosto pelo pouco louvado Pablo Honey – que ouvi depois – e sem nenhuma rejeição a Kid A, ao contrário).

Aprendo algo com essas coisas e não lembro muito depois. Mas ouvir o CD do António Zambujo me prendeu à necessidade de ouvir de novo, de novo e de novo. Esse mesmo desejo senti quando Moreno me mostrou Buika cantando Mi Niña Lola. Quero ouvir muito, mais vezes, mais fundo. No caso do Zambujo, muito mais ainda. É a língua portuguesa. É a história do fado. É o fato de eu ter sempre só gostado de cantoras de fado, nunca verdadeiramente de cantores.

Amália reverbera em cheio em Mariza. Um espetacular virtuosismo vocal faz de Dulce Pontes uma das mais impressionantes cantoras da atualidade – embora sempre na beira do risco de parecer só virtuosística. Uma atenção ao desenvolvimento do fado – e do gosto na história do fado – faz de Mísia uma elegante guardiã da tradição: uma espécie de Nara Leão com mais canto e menos despojamento genuíno (o que não é desmerecer a cantora portuguesa, já que a brasileira é um caso extremo de inteligência crítica espontânea a serviço despretensioso do canto).

Mas há nos pianíssimos com arabesco no fado tosco de Dona Argentina da Parreirinha d’Alfama (e que sempre amei e amarei na Maria da Fé do Senhor Vinho, essa Maria da Fé que parece ter se afastado de mim, do Brasil, de nós, como se tivéssemos prometido algo que não podíamos lhe dar) algo que, para meu espanto, reencontro onde nunca esperei reencontrar: numa voz masculina. Admiro os fadistas homens, mas nunca cheguei a amar-lhes o canto. Fado para mim era cantado por mulher. Desde Ester de Abreu, da minha infância, até Mariza: mulheres, sempre mulheres.

Não é que o Zambujo me pegou de jeito? Há nele dois elementos que – para além do prazer imediato de ouvir-se uma voz naturalmente musical e relaxada – compõem para mim um grande passo: que seja um homem a cantar fado tão lindamente – e que o diálogo com a música brasileira se apresente tão orgânico, já não-pensado, já resultante de forças históricas que vêm se expandindo há décadas. O disco de Teresa Salgueiro é belo e emociona (finalmente com Carlos Lyra no destaque que merece). A atitude programática de Eugénia de Melo e Castro foi e é tocante, além de desbravadora. Mas o que se ouve em Zambujo é algo já que vai mais fundo. É um jovem cantor de fado que, intensificando mais a tradição do que muitos de seus contemporâneos, faz pensar em João Gilberto e em tudo que veio à música brasileira por causa dele.

Quando Zambujo canta “Nem às paredes confesso”, vamos ao fundo do fado e, ao mesmo tempo, sentimos a cultura da bossa nova e da pós-bossa nova já na corrente sangüínea da canção portuguesa. Quando ele canta um Vinicius com Antônio Maria (esse seu xará com acento circunflexo), a composição soa enfaticamente “moderna” e americanizada, embora o tratamento seja de fado. E o mais incrível é que “Lábios que beijei” não soa menos americanizada e “moderna” do que aquela. Não pelo arranjo, que é fadista, mas pelo Brasil que há ali. É de arrepiar e fazer chorar. Sentimos a força da cultura de língua portuguesa – aquela que, afinal de contas, mais me interessa – construindo-se. É que espero, ou melhor, exijo do Brasil a articulação do papo que ele tem de levar com o mundo – saindo de seu chiqueiro de atraso, intrigas e pequenezas.

Eu odeio o fato de o aeroporto de Salvador se chamar Deputado Luís Eduardo Magalhães: nem no “Polígono das Secas” de Diogo Mainardi há uma piada tão sinistra. Odeio a meia-trava que o ideologicamente amorfo PMDB pode significar no progresso politico nacional. Embora nunca se saiba: vai ver é daí que de repente vem algo que contribui para esse progresso. Ele existe: a vitória de honra de Gabeira no Rio, o repúdio à propaganda-perua de Marta insinuando bichice de Kassab, a importância maior dada ao bilhete único e aos CEUs do que à idéia de “a nossa turma tem de ganhar” são provas disso. Mas o chiqueiro ainda é a imagem dominante. Pois o disco do António Zambujo nos faz crer que viraremos esse jogo.

Gozado é que, procurando Zambujo agora no Youtube, achei-o cantando com Roberta Sá. Não sabia que ela o conhecia. Muito bom. Embora os outros vídeos dele que vi não estejam à altura do disco.

Outra que vi no Youtube – e essa me maravilhou – foi a caboverdiana Mayra Andrade cantando “Tunuca”, sentada no chão da rua com Mariana Aydar.

É gozado como em São Paulo existe essa polaridade PT/PSDB. No resto do Brasil não é assim. Em primeiro lugar porque ambos parecem sobretudo paulistas. Para mim, mais ainda, dois raminhos da esquerda da USP. Claro que li aqui gente dizendo que deixou-se de votar em Gabeira por ele “ser PSDB” – e notando que Paes é quem chamou logo um tucano para começar o secretariado. Sei que há petistas com essa onda por toda parte. E afinal o PSDB é “oposição”. Bem, só se for Serra querendo ser presidente contra uma Dilma qualquer de Lula. Mas o que pinta é a disputa dele com Aécio. Serra é feio que dói.

Vídeo sempre divino é o de Hermeto tocando garrafas e flauta com os rapazes dele dentro de uma lagoa (ou rio?: não vi correnteza). Um DJ de música minimal e house etc. foi quem me mostrou.

Depois de contar a história da crise financeira mundial passo a passo, a Economist chega esta semana com a nova de que os “emergentes” – que pareciam livres do contágio de derretimento – e eram a esperança da economia mundial mesmo quando o problema das hipotecas imobiliárias americanas já estava avançado – não parecem mais imunes. A boa notícia (que me fez lembrar o final do livro de Kapuscinski sobre a queda do Império Soviético – livro chamado “Império” de que gosto muito mais do que o homônimo de Toni Negri – e final que eu já citava no meu Verdade Tropical) é que os países grandes se sairão melhor. Grandes territorialmente e possuidores de economia diversificada. O Brasil tá aí. Mas vai atravessar as dificuldades inevitáveis com a mesma euforia de festa de posse do Lula em que já estamos viciados?

As letras de Zii e Zie soarão bem datadas quando o disco sair. Digo, aquelas que falam de fatos políticos pontuais, como a Base de Guantánamo (como alguém já notou aqui), assim como aquelas que têm uma versão muito peculiar minha da euforia afirmativa que nasce dessa nossa fase FH-Lula. Lygia Clark dizia que o tropicalismo era romântico: dependia das informações da hora: falar em Coca-Cola, Paulinho da Viola, passeatas, Brigitte Bardot era atrelar-se ao tempo – e preparar a própria obsolecência; enquanto ela, trabalhando na area de decisões formais e expressivas em princípio atemporais, tinha ambição clássica. Ela não o dizia com ar de superioridade sobre nós. Dizia com carinho e com uma rosa de plástico enfiada numa garrafa de Coca-Cola no meio da toalha de mesa que estendeu no chão de sua casa em Paris, para que nosso jantar parecesse um piquenique. Mas a Brigitte e as Cardinales não impedem que “Alegria, alegria” seja ainda minha canção mais querida por brasileiros. E o que é dito em “Diferentemente” sobre Osama e Condoleezza poderá ter uma graça futura que não podemos apreciar hoje. Sem falar nas profecias ultra otimistas que se ouvem em “Falso Leblon” e “Lapa”. Eu, na verdade, acho essas afirmações desaforadas mais interessantes em face da crise do que seriam se soassem meramente como reafirmação de uma aprovação ao governo de 80%.

Não sei o que é Zizi (ou Zie-Zie, ou Zy-Zy) em francês. (Será algum modo infantil de se referir a partes graciosas da anatomia masculina?) Mas vocês todos deviam saber o que é Zii e Zie em italiano. Escolhi o nome pela impressão curiosa (e bela) que essas palavras simples causam quando escritas juntas. As encontrei assim na tradução italiana de Istambul, de Orhan Pamuk, que li na ida à Turquia, presente de uma italiana espectadora assídua dos meus shows. É um modo livre, misterioso e revelador de coisas que não sei, de nomear um disco tão lançado à aventura.

Amo os argumentos de Cicero sobre as vanguardas. Mas entendo que não interessem a Augusto de Campos. Augusto é o autor de “Não” (uma versão encapsulada de muito do que Drummond diz num poema longo sobre o fazer poético, apresentada primeiro como um mini-objeto mimeografado – como os poemas “marginais” que lhe são contemporaneous – que ele distribuía entre amigos e possíveis leitores), um poema que extrai intensa poeticidade do modo como pensa seu próprio lançar-se no mundo, comentando assim a condição mesma da poesia. Ao ler os comentários (justamente) entusiasmados sobre os arrazoados de Cicero, me lembrei de que, ao ler “Dialética do Esclarecimento” (muitas veses atrapalha, em vez de ajudar, a escolha dessa palavra “esclarecimento”: sempre evitando “iluminismo”, “ilustração” ou mesmo “luzes”, o tradutor muitas vezes nos leva a esquecer o quanto é sobre o “esclarecimento” histórico, do século 18, que os autores estão falando), tinha encontrado algo que me fez pensar nos concretos. Sei que Haroldo gostava muito de Benjamin – e que a Escola de Frankfurt foi levada em grande consideração pelo grupo Noigrandres quando foi levado a pensar na dimensão política da aventura em que embarcavam. Augusto não gosta da apreciação que Adorno faz do jazz. Mas nunca desejou descartar os desafios teóricos que Adorno lançava. Fui olhar o livro e achei um dos trechos que me fizeram pensar em Augusto. Eis:

“O sentimento de horror materializado numa imagem sólida torna-se o sinal da dominação consolidada dos privilégiados. Mas isso é o que os conceitos universais continuam a ser mesmo quando se desfizeram de todo aspecto figurativo. A forma dedutiva da ciência reflete ainda a hierarquia e a coerção. Assim como as primeiras categorias representavam a tribo organizada e seu poder sobre os indivíduos, assim também a ordem lógica em seu conjunto – a dependência, o encadeamento, a extensão e união dos conceitos – baseia-se nas relações correspondentes da realidade social, da divisão do trabalho. (…) É essa unidade de coletividade e dominação e não a universalidade imediata, a solidariedade, que se sedimenta nas formas do pensamento”.

Não o cito como resposta argumentativa a Cicero, mas como uma indicação de que, entre outras coisas, o enfrentamento de questões como essa animou a criação da poesia concreta. E que é perfeitamente natural – e até saudável – que um poeta como Augusto olhe de longe (e com desconfiança) argumentos como o de Cicero, vendo pouco neles além do fato de que servem afinal para afrouxar o arco e instruir pensadores criticamente receptivos a uma poesia atada à sintaxe vista pelos concretos como expressão da opressão. Era uma luta que envolvia ambições também nessa área. Sou suspeito porque, dessa luta saiu a sensibilidade que não só entendeu o essencial do que eu pretendia fazer como prefigurou minuciosamente alguns argumentos que os tropicalistas viriam a formular (sem conhecer tais prefigurações), como é o caso da avaliação da Jovem Guarda e do “novo folclore urbano e internacional” que surgia, energético, na música pop de massa feita para a juventude. Mas é que sou ainda mais suspeito em relação a Cicero, que é um amigo íntimo e freqüente, com quem partilho inclusive comentários pouco simpáticos a Adorno e à Escola de Frankfurt.

Postei demais. É que, apesar de cansado da gravação, fui acordado, por ordem minha, para acompanhar a saída de meu querido filho adolescente para a escola: ele tem aula à 7, tem de acordar às 6, entrou o horário de verão e ele tem pena de desperdiçar as noites dormindo (embora, diferentemente de mim, não tenha dificuldade em adormecer). Acordei tendo dormido menos de uma hora – e não consegui dormir de novo. Aí sentei aqui e escrevi. E olha que ainda não saiu o catatau São Paulo/Rio. Mas quando sair, sairá curto: o que faz a gente escrever comprido é falta de tempo para editar os textos (mesmo na cabeça).

Evangelina, leia comment no post da foto do Moreno.

Heloísa, você que está lendo Verdade Tropical: já chegou no final, onde falo em países grandes?

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270 Comentários sobre o Post “ZAMBUJO, CICERO, AUGUSTO, ADORNO, PAPO À BEÇA”

  1. Vianna Vana Caravana disse:
    Outubro 30th, 2008 at 9:57 am

    Ou o carica Aécio ou a gaúcha Dilma(na verdade bem mineiros)o importante agora e sempre é o país e principalmente SP compreender que o Brasil é muito mais que São Paulo.Claro Minas tem um entendimento,percepção e desprendimento muito maiores sobre isso já que todos os caminhos num indo e vindo rasgam seu território.
    Como é impressionante e bela aquela gravação perdida no espaço de ‘Alegia,Alegria’ com Nana e os Mutantes.Uma delicadeza,um lirismo,um carinho como o da Lígia.

  2. Guilherme Ginane disse:
    Outubro 30th, 2008 at 10:02 am

    Olá Caetano,

    quando você se refere a um certo “tic” sobre o novo cd do Camelo, seria medo uma sedutora armadilha, ao grande estilo Nizan Guanaes, tomar conta do trabalho dele?

    abs

  3. paul constantinides disse:
    Outubro 30th, 2008 at 10:27 am

    Poucos dias atrás escutei o “SOU/NÓS” do Marcelo Camelo e de cara me agradou a sua musicalidade que é muito atraente e deliciosa de se ouvir.
    Sobre cantoras portuguesas, teve época em que curti a Dulce Pontes, realmente dona de linda voz…tinha paixão pela Teresa Salgueiro (do Madredeus) mas faz tempo q não as escuto.
    Um amigo meu dos anos 70/80 e que muito me influênciou quando eu tinha 20 anos de idade e ele tinha 30 e poucos…sempre me atentava como suas canções conversavam com canções antigas. Eu sempre achei este lance bonito. Vivendo fora do Brasil há quase 9 anos, ouvir musica brasileira se fez mais necessário, e as mais antigas então que ganham novos sabores no distanciamento que vivo da efervescência da cultura brasileria.
    No mais, não deu prá ler tudo o q foi escrito.
    Preguiça ou pressa, sei não; mas o texto está muito grande mesmo sendo interessante.

    Abs
    Paul

  4. Fábia disse:
    Outubro 30th, 2008 at 10:43 am

    Também embarquei na leitura de Verdade Tropical, numa versão bolso, da Companhia das Letras. Coincidentemente, ontem à noite, lia o texto 2002 e seu encontro com Augusto, Haroldo e Décio. Deviam ser noites deliciosas, fico pensando. Gosto dos nomes e expressões que encontro ali, fico curiosa por detalhes que não estão. Enquanto leio, conheço, aprendo, me divirto marcando vícios seus, da sua escrita. Impressiona o tanto que a palavra sobretudo aparece. E ela já me sugeria estilo seu, acho que de entrevistas. Leio com um lápis. Na última página marco nomes de lugares, pessoas, obras que desconheço e que vou pesquisar. Nas páginas, vou circulando os sobretudo, algo (!!) lúdico, pq me divirto com isso. Chama atenção também as conjugações do crer. É tão incomum e tão bonito. Eu cria. se eu cresse. beijos. Descansse.

  5. Maria João Brasil disse:
    Outubro 30th, 2008 at 11:10 am

    Tão falando tanto em verdade tropical de novo. Li em 1997, depois de uma viagem de 8 dias à Nova Iorque.Era como se eu não tivesse voltado ainda. Foram 3 dias de imersão em outra realidade. o que mais me emocionava eram as passagens em que caetano falava de Dedé. Sou româtica uai, e sempre me interessei por aquele negocio ali. Um cara doce barbaro e seu grande amor.

    Sempre fui um pouco discriminada na minha adolecencia por gostar tanto e só falar de caetano e tal. Até parei de falar e dizer que gostava. Aí, graças a um pulo de Mick Jagger que vi na TV fiquei fascinada e depois disso, graças a uma tia muito generosa, tenho tudo dos Rolling Stones e de quebra de Pink Floyd que era uma paixao dela também. Claro que “envolui” muito de lá pra cá, (sem querer dizer que gostar de caetano era de fato um problema), mas enfim, tudo isso pra dizer que, apesar de toda MPB, alguns rocks, jazz e punks classicos, resistencia decidida ao oasis, guns and roses etc, caetano me apresenta essa lista de nomes de que eu nunca ouvi falar. Não to falando de camelo que amo. Bom, como diria um amigo, tenho inveja de você que ainda tem pela frente tanta coisa com o que se emocionar.

    Votei em Pinheiro mas fiquei feliz com uma coisa na vitória de Joao Henrique em Salvador, que era a não formação do império de PT aqui. Prefeitura, Governo Estadual e federal!

    Bjs a toda a gente inteligente e animada daqui.

  6. gil disse:
    Outubro 30th, 2008 at 12:22 pm

    Pois é, a candidatura do Gabeira no início parecia que não era mesmo pra ganhar, deu pra mostrar que nossa turma prefere perder com honra, pra delimitar fronteiras, os artistas em peso na demonstração. Foi um evento nas eleições. Lembrou as campanhas do PT de antigamente, Gabeira seria um bicho grilo ou uma bolha ambulante daquelas campanhas. Reproduzir o passado pode ser progresso. Parece que o pessoal curtiu mas na hora da verdade votou no que dizia que acabaria com as prostitutas expostas na avenida Atlântica contra o que dizia que conversaria com elas. Votou contra o prefeito em exercício e seu apoio. Votou com quem dizia que faria exame de sangue em todo mundo contra o que dizia ser isso impossível. Votou no que se preparou pra ser prefeito contra o que se preparou para a vida inteira. Votou quem não viajou ( sem maldade…), e Gabeira perdeu a contagem (?) dos votos aferidos pelo nosso moderníssimo sistema eleitoral (há alguma coisa semelhante em algum lugar do mundo?) para a alegria do governador e do presidente, contra o nosso sonho. Seria pragmatismo? No dia seguinte nosso ex candidato a prefeito estava com camisas sem mangas ao lado do presidente do Flamengo rezando pra São Judas Tadeu…um luxo, fala sério. O grande vitorioso, Serra, o Feio, já se interessou pelo cacife político do nosso Gabeira, ele está interessado no nosso sonho.
    Marta entrou derrotada em São Paulo mas vamos meditar se de fato foi tão terrível assim a campanha dela querer revelar a identidade social do candidato opositor. Vi muita gente espantada com a notícia de que Kassab foi secretário do malufista Pitta. Não sabiam. E francamente, falando como o presidente , “todo mundo neste país” pergunta se o fulano é casado, se tem filhos, há alguma coisa mais natural numa campanha política? O Paes daqui a todo momento se referia à sua família, aos seus filhos, de uma forma evidentemente insinuando o seu conservadorismo familiar, reforçada pela postura da sua esposa exposta pelo O Globo. A figura da primeira dama em eleição sempre foi notada. Não sei se Marta insinuou bichice em Kassab, mas que o fato foi aproveitado de uma maneira escandalosa isso foi. Esse oportunismo parece do lado do progresso?
    O ambiente de fraca potência ideológica favorece o centrão peemedebista que flutua ao sabor das conveniências. A crise vai desmontar chiqueirinhos e acabar com privilégios, a eleição de 2010 promete. E Obama?

  7. joana disse:
    Outubro 30th, 2008 at 12:47 pm

    ai gentes, essa eu tenho que comentar…rs rs rs

    diálogo com minhas filhas de 8 anosagora de manhã, elas esperando pra usar meu computador me vendo olhar o blog:

    -mãe, quem você seria se casasse com um cara famoso?
    - (a outra responde quase ao mesmo tempo que eu) eu continuaria sendo eu, -é, seria a mãe
    - mas e se ele te colocasse nas músicas?
    - ha filha, a mãe até já teve algo assim e foi muito ruim o que aconteceu
    - mas e se fosse o Caetano? ele parecesse um cara tão calmo…
    - rs rs rs rs rs

    ela nem te conhece, a figura! essa, bebezão, de madrugada, vinha até mim e ficava do lado da cama, me olhando, uns 5 cm do rosto. eu sempre acordava de sobressaltocom dois olhos imensos em cima de mim. depois de acordar ajeitá-la de novo, e tentar voltar a dormir, vinha a outra…que dormir pra que, né?

    gostei muito da parceria do Camelo com o Hurtmold. eles arejaram e acrescentaram muito ao trabalho dele.

  8. Exequiela :: OH-AH :: disse:
    Outubro 30th, 2008 at 12:51 pm

    Yo sé casi nada de italiano y nada de francés pero por suerte existe Internet. Zii de tíos? Alguien que sepa italiano? Miriam?
    según el diccionario Zizi es PENE o:
    -En algunos casos, partes graciosas de la anatomía masculina: JA-HA!!
    - En otros, partes serias de la anatomía masculina: OHHH-AHHH!!

    ***********
    Amo los fados… voy a buscar los que nombró C(L) y no conozco. Ya busqué Zambujo y me gustó mucho. Y Misia? http://www.youtube.com/watch?v=GsMOivk6qn0 lindas imágenes en el video además!
    No sé por qué siempre me sentí tan atraída por los fados y la música brasilera. En otra vida, quizás fui brasilera o portuguesa… o quizás en una vida futura sea brasilera o portuguesa. JA-HA.
    LeAozinho: por qué cantaste tan agudo el fado en la película de Saura? 1B!
    **********
    Adoro Mi niña Lola.
    Para los que no la conocen: http://www.youtube.com/watch?v=FqP7bU89k5Q
    Y otra canción: Miénteme bien. http://www.youtube.com/watch?v=Z_1Dmw6mrmA
    Típica canción femenina!
    Porque nos gusta que nos mientan… . Pero claro… como dice Buika, si vas a mentirme, hacelo susurrándolo bien pegadita a mi boca. Si me mientes adentro de mi boca, te regalo el resto de mis días. Así que si me mientes, miénteme bien porque hoy quiero engañarme de nuevo. Puxa vida!!!!!
    Pregunta a los hombres: ustedes son tan masoquistas como nosotras las mujeres? La levedad (lightness) es más insoportable en la mujer?
    Cuando llega finalmente ese amor que parece eterno, ese amor que tiene como subtexto: verdad, paz, seguridad, cuidado, caricias, ternura, pasión, adoración, y como si fuera poco: orgasmos múltiples… cuando llega ESO… ya estamos buscando la pesadez nuevamente. Eso es sólo femenino?
    **********
    Roberto: Sí, soy una gata pero bastante canina lamentablemente… Ojalá fuese tan libre como los gatos (animal doméstico menos domesticado): con ellos no hay pecera, jaula ni correa que pueda. Un beso!

  9. Luis disse:
    Outubro 30th, 2008 at 12:57 pm

    Assino embaixo Hermano! Isso não é rap, isso não é samba, é a mania, que vem de luanda! É o transamba

    Viva Fantasmão

  10. Marcelo disse:
    Outubro 30th, 2008 at 1:18 pm

    Nossa, pelo visto o tempo de silêncio contribuiu para o acúmulo de assuntos! Acho que vou ter que reler esse post se quiser comentar melhor algo. O que de cara me chamou a atenção foi você falar em Adorno, Caetano. Já esperava, pelo perfil das suas declarações, que você tivesse restrições ao pensador. Eu também as tenho. E de maneira bem menos tímida do que no caso de Derrida, pelo menos no que se refere à Cultura, que é a minha praia. De certa forma, apóio o descontentamento de Lukács (sem defendê-lo), enfatizado em uma resenha que a (infelizmente) falecida Revista Entrelivros publicou: “Para Lukács, Adorno se reduzia a um crítico cultural niilista, a exercer seu ramerrão rabugento no HotelAbismo” .

  11. Marcelo disse:
    Outubro 30th, 2008 at 1:19 pm

    Nossa, pelo visto o tempo de silêncio contribuiu para o acúmulo de assuntos! Acho que vou ter que reler esse post se quiser comentar melhor algo. O que de cara me chamou a atenção foi você falar em Adorno, Caetano. Já esperava, pelo perfil das suas declarações, que você tivesse restrições ao pensador. Eu também as tenho. E de maneira bem menos tímida do que no caso de Derrida, pelo menos no que se refere à Cultura, que é a minha praia. De certa forma, apóio o descontentamento de Lukács (sem defendê-lo), enfatizado em uma resenha que a (infelizmente) falecida Revista Entrelivros publicou: “Para Lukács, Adorno se reduzia a um crítico cultural niilista, a exercer seu ramerrão rabugento no Hotel Abismo” .

  12. Nando disse:
    Outubro 30th, 2008 at 1:20 pm

    Lá no outro post Caetano escreveu: “nasceu primeiro com dodô e osmar, depois com ‘atrás do trio elétrico’, depois com moraes moreira, depois com o ilê, depois com o olodum, depois luís caldas, depois com a banda reflexu’s, depois com daniela, com a timbalada, com o gerasamba, o tchan, harmonia do samba, psirico… orgulho-me muitíssimo dessa história”.

    Só me orgulho de parte dela: até Luiz Caldas (cujo primeiro disco - bem gravado para a época, variado e bem tocado, sem a apelação constrangedora que se veria posteriormente - fazia crer que o futuro da música baiana seria promissor; mas “Fricote”, contida nele, já antecipava o pior) depois dele só da Timbalada (e d’”Ozárabe”).

    Acho Tchan, Gerasamba e Psirico (pra ficar só nos citados por Caetano) um pesadelo. A cidade que deu ao mundo um cara como Armandinho não merecia tamanha degradação estética. Mas existem por lá também Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta, tara-code, Mariela Santiago, brincando de deus, Gerônimo, Lazzo, Margareth, as cenas de blues, jazz, os grupos de salsa, Fred Dantas e mais muita coisa boa.

    Portishead é… sem palavras… sem palavras. Beth Gibbons, que mulher maravilhosa, meu Deus, o disco solo dela também é lindíssimo.

  13. Exequiela :: SPOSPERANZA:: disse:
    Outubro 30th, 2008 at 1:39 pm

    Para ampliar a otros estilos musicales.
    Mi aria favorita: Sposa son disprezzata de Vivaldi cantada por Cecilia Bartoli. La sencillez del piano! y de la voz…

    http://www.youtube.com/watch?v=Jr3WNaMJMA8

    Sposa son disprezzata
    Fida, son oltraggiata,
    cieli, che feci mai?
    E pur egliè il mio cor,
    il mio sposo, il mio amor
    LA MIA SPERANZA

    Con esta canción mi corazón se oprime y expande
    l e n t a m e n t e
    hasta el punto de…

  14. Marcio Junqueira disse:
    Outubro 30th, 2008 at 2:16 pm

    uau!
    caetano chegou animadesimo! e animando geral.
    vou procurar as citações musicais que não conheço (o boyzinho que canta fado por exemplo) , pensar sobre augustoe cicero e volto, pra falar mai.
    talvez seja animassão exessiva, mas esse foi um dos melhores post que o caetano ja colocou aqui.

  15. cleodon disse:
    Outubro 30th, 2008 at 2:40 pm

    caro,
    há algum registro seu, em vídeo, cantando copy me, do ambitious lovers?
    é um dos meus shows favoritos, com aquele repertório incrível do disco de 87.
    abs!

  16. Guido Spolti disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:00 pm

    O Caetano é de fato muito engraçado. Imagine-se, nós brasileiros falando coisas do tipo: meu zizi (zie zie)está duro, está mais para a genitália japonesa.

    O Verdade Tropical é o que há; lembro a crítica do Caetano ao cara que escreveu o choque das civilizações (será mesmo esse o título), creio que o Samuel Huntington, e o Brasil ser um possível país núcleo, como que aliado ao “Império” Americano; gostei, também, o que já havia sacado, o fato dele, praticamente, nem citar a África como uma civilização (que nome mais exdrúxulo este); também me incitou a buscar o capítulo que o Hobsbaw menciona o Brasil como provinciano, ou algo assim e fala de Chico Buarque; o Verdade Tropical é uma aula de história, sociologia, etc, etc.

  17. Gilliatt disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:09 pm

    Exequiela: pelo que ouvi, e aproveitando as palavars usadas pelo Caetano, eu diria que zizi é um modo gracioso de os franceses se referirem a partes da anatomia masculina de aparência infantil… rsrsrsrs

  18. joana disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:27 pm

    um dos meus comen foi deglutido pelo sistema, então, reeditando e acrescentando:

    alguma pessoa querida explica como é, o que acontece, o que é uma mixagem? não entendo nada de gravações, botões, aparelhinhos…

    Antonio Azambuja é um achado pras orelhas.

    o último do Antunes? esse mesmo ao vivo no estúdio Tyrone?
    vi esse show ano passado na modern sound. um encanto esse homem no palco! corpo, palavras e timbres. de chorar de alegria.

    poxa, tou com um disco desses que era presente de aniver de alguém que sumiu, ano passado. ficou aqui guardado todo enfeitado pra presente.

    faixas que curti muito:
    “se tudo pode acontecer”, “socorro”, “num dia”, “eu não sou da sua rua”, “quarto de dormir”, “contato imediato”, “pedido de casamento”, “luzes”, “judiaria”

    ai, acho que interagi com tudo! “livre pra navegar no espaço sideral…semelhante de vc, diferente de vc, passageiro de vc…me leve para além do céu…se o coração disparar qd eu levantar os pés do chão”

    tem um Chico Salem por esse disco, seu parente Fernando?

    gostei também do projeto Pequeno Cidadão. músicas pra crianças que ele vai lançar em parceria com Antonio Pinto, Edgard Scandurra, Taciana Barros . “já pensou mamãe chupando chupeta, já pensou papai chupando chupeta” na voz do Arnaldo. acho que vai ser ótimo!

    ação cidadania: nada a ver com a Obra, meu pitaco pessoal pra quem gosta de ajudar, ações, movimentos, pequenas obras:

    http://www.correios.com.br/institucional/conheca_correios/acoes_cidadania/papai_noel.cfm

    “esse papo já tá qualquer coisa…” rs rs rs

    bjs

  19. tyrone medeiros disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:34 pm

    Arnaldo Antunes fez uma leitura ótima da canção “Qualquer Coisa”, em seu ultimo disco.

    zii e zie em italiano soam parecendo nome de disco infantil. Mas não seria ‘tios e tias’ ?!

    A cor amarela não é novidade para o Brasil, tem uma linguagem de Psirico [ que Arto Lindsay disse recentemente que gostava ]… nao me faz me lembrar muito Carlinhos Brown, mas lembra um pouco os discos solos do Davi Moraes.

  20. Maria João Brasil disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:35 pm

    Caetano, e Luis Caldas? Você nunca fala dele quando fala de axé music. Voc~e tava aqui no carnaval do tititi? e o da dança da galinga? viveu isso, ou tava com Armandinho, no circuito tradicional, alheio a isso que foi vivido aqui, principalmente na barra, com a galera mais jovem? Isso era puríssimo novo carnaval.LUis Caldas e no máxzimo Chiclete com Missinho.A dança do tititi, com os dedinhos pra cima e um gingado diferente era mais interessante do que a musica.

  21. Maria João Brasil disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:36 pm

    To falando de 1986 e 1987

  22. Guido Spolti disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:39 pm

    …então, o lance do Brasil com atrelamento aos E.U.A. está por fora, o Brasil enquanto “o outro gigante da América”, terá que conseguir alternativas, já há a cultural que é 1000, mas mesmo novos panoramas econômicos que se desvinculem desta Velha-Nova Ordem Mundial; Qual será a alternativa? Se é que há alguma?

  23. Maria João Brasil disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:39 pm

    Hermano, baby,

    eu falei:”to falando de 1986 e 1987″ pra completar o comentário anterior do carnaval e o sistema disse”cometário repetido, vc ja disse isso, etc” não é verdade e achei um pouco cruel (se fosse verdade)

  24. Valdimir Távora disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:43 pm

    Caetano,não precisa resumir muito o texto sobre RJ/SP, quanto mais você descrever sobre o assunto melhor irá despertar em nós algo que não conseguimos enxergar e ainda mais discussões surgirão aqui entre nós. Acredito que esse post será recorde em comments. Nós aqui do Turismo aguardamos ansiosos. Grande abraço!!!

  25. carlos caiado disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:47 pm

    Que bom que voce virá gravar Diferentemente.

    Musica do show A Foreign Sound.

    :)

    Tb adoro Incompatiblidade de Genios, do Bosco.

    o disco sairá quando???????

  26. Hermano Vianna disse:
    Outubro 30th, 2008 at 3:54 pm

    falando na genialidade baiana: a música do ano é Kuduro, do Fantasmão:

    http://www.youtube.com/watch?v=-2IxLm4T_w4

    isso é transamba! você vai assim!

  27. Pablo disse:
    Outubro 30th, 2008 at 4:27 pm

    Caetano,

    A oposição PT/PSDB nacional também se refletia até essas eleiões em Belo Horizonte. Por isso, toda a celeuma causada pelo acordo feito entre o prefeito Fernando Pimentel (PT) e Aécio para lançar um candidato do PSB que após um tremendo susto no primeiro turno acabou vencendo as eleiões.

    abs, Pablo.

  28. Lucas Matos disse:
    Outubro 30th, 2008 at 5:01 pm

    Me diverti com esse post - imenso, cheio de nomes e links - como há algum tempo não me divertia. Gosto muito do fato de Caetano escrever disco, ao invés de CD - fica parecendo um nome carinhoso e mais verdadeiro do objeto. Acho os posts longos demais mais interessantes. Embora considere luminoso o comentário sobre se tratarem de duas linhas da esquerda uspiana, não sei se no Rio a oposição entre PT-PSDB (mesmo com os dois partidos enfraquecidos na cidade) é tão anêmica: por que outro motivo além desse alinhamento o PT apoiaria o candidato mais esvaziado politicamente? Achei triste essa posição do PT, a eleição de Paes via máquinas de estado e de partidos. Acredito que a vitória de honra e simbólica de Gabeira está em efetivarmos, não só cobrando mas praticando, uma política honrada (e crítica, por favor). Alguém gosta da apreciação que Adorno faz do jazz? E por fim, se devia saber, estou em dívida: O QUE É ZII E ZIE em italiano?
    abs a todos

  29. Lucas Matos disse:
    Outubro 30th, 2008 at 5:08 pm

    esqueci de comentar: fiquei extasiado com o vídeo de Hermeto, especialmente a parte das borboletas (são borboletas) voando ao redor, fiquei pensando que a criação do mundo seria algo assim.

  30. Ricardo disse:
    Outubro 30th, 2008 at 5:19 pm

    O disco do António Zambujo é apaixonante mesmo, estou há alguns meses já “preso” dentro dele e me encanto a cada nova audição!

  31. Bernardo disse:
    Outubro 30th, 2008 at 5:24 pm

    Alô, Caetano. Sobre a concisão e o tempo para se escrever: diz que Pascal (cito de cabeça) certa vez teria escrito uma longa carta, que concluiu assim: “Me desculpe se escrevi demais; é por pura falta de tempo”. Falou e disse! Abração.

  32. Luiz Castello disse:
    Outubro 30th, 2008 at 5:32 pm

    Para Her”mano” Vianna.
    Acho importante a gente evitar que essa derrota do Gabeira caia no esquecimento,como um assunto descartável qualquer,pela carga simbólica que ele representa.Respeito as pessoas que votaram conscientes no Eduardo Paes.Mas acontece que eu tô cheio dessa história da gente ter que se submeter à vontade da maioria(quase sempre manipulada por interesses contrários aos seus).Democracia pode rimar com maioria,porem,a maioria está longe de representar a sabedoria.No final do meu comentário voce vai entender o que eu quero dizer.
    Esse papo,qualquer coisa, de que o Gabeira fez bonito (e fez sim) perdendo só por uma diferença de 50 e poucos mil votos,com uma campanha limpa e antenada com novos tempos,me lembra um pouco aquela época que o Brasil ficou 24 anos sendo campeão moral no futebol.O Gandhi sabia,Sócrates idem,que pra entrar na politica de cargos eletivos, tem que sujar as mãos.Por isso eles ficaram de fora.É a milenar contradição,entre forma e conteúdo.O medo do devir, faz com que os individuos se agarrem ao que lhes é familar,mesmo que esse “familiar”signifique o que de mais pueril existe na politica.Guardadas as devidas proporções,é claro,o povão e as elites,se reunem de tempos em tempos em praça pública para escolher seus velhos conhecidos.
    Soltem Barrabás ! Soltem Barrabás !
    Um abraço fraterno do Luiz Castello.

  33. Miriam Lucia disse:
    Outubro 30th, 2008 at 5:54 pm

    Cara Exequiela :: SPOSPERANZA: vamos ver se consigo te ajudar:

    zii = tios e zie = tias em italiano, a palavra zizi embora não faça parte do idioma italiano, a titulo de curiosidade, encontrei a palavra zizì = zio, zia que esta num livro de Pino Romano chamado “I paròle de tataranne” onde ele reuniu uma mistura de sonoridades verbais e dialetos, num dinâmico mosaico de identidade cultural que tem 2800 vocábulos, 800 modos de dizer, diversos cantos populares, 22 jogos de rua, e também com auxilio de tecnologia, com intenção de render agradável aos jovens. Para os apaixonados de linguistica vale a visita no site (em italiano)

    http://www.gioiadelcolle.info/tag/pino-romano/

    e neste outro link aqui você poderá achar o tal do zizì = zio, zia (atento para o acento grave no ì, que sem ele a palavra não tem nem um sentido algum em italiano)

    http://www.gioiadelcolle.info/tag/dialetto-gioiese/

    Também encontrei nas minhas pesquisas o cantor de reggae Fido Guido que tem a gravação de uma musica Tataranne, mas que pelo que li por ai as pessoas atribuem este tataranne dele ao dialeto de Taranto.

    Não sei porque não vi nada de diferente nas letras das musicas, apesar de que não li todas, mas para quem se interessar ai esta o link.

    http://angolotesti.leonardo.it/F/testi_canzoni_fido_guido_13512/

    Por falar em tataranne e em Taranto é uma cidade que fica no sul da Itália (precisamente na parte interna do salto da bota) e pertence a província da Puglia, que uma é região que acabei conhecendo bem por acaso, é lindissima, jamais vi uma paisagem como vi ali, fiquei maravilhada, na verdade erramos o caminho, e demos uma grande volta pela Puglia, mas foi ótimo porque conheci o Parco del Gargano, e este litoral de Peschici e Vieste, que esta voltados para o Mar Adriático, já Taranto esta mais abaixo, voltado para o Mar Jônico.

  34. Barbara Barnes disse:
    Outubro 30th, 2008 at 6:05 pm

    Caetano,

    Muito obrigada por este posto. Me fez sorrir. E eu não achava que um sorriso seria possível hoje.

    Not to detract from the larger whole, but on one small point : Estou completamente de acordo sobre Dulce Pontes. Qué genia!

    Barbara

  35. Carlos "Alemão" Moura disse:
    Outubro 30th, 2008 at 6:12 pm

    Muito bom o comentário de Gil. Leiam, leiam. Aqui em Sampa a coisa tá muito feia. Fizeram um escândalo com a pergunta e, de repente, os armários começaram a gritar… Mas ninguém saiu de lá. Ao contrário, ganhou o ex-secretário do Pitta (Maluf) que fecha puteiros e constrói bancos de praça anti-mendigos.
    Saudações paulistanas!

  36. joana disse:
    Outubro 30th, 2008 at 6:51 pm

    caí na gargalhada comigo mesma!

    chamei o Antônio Zambujo de Antonio Azambuja.
    he, de mente…

    um ôps gigante

  37. André Prada disse:
    Outubro 30th, 2008 at 6:53 pm

    Caetano, você já ouviu os cantofados de Alfredo Marceneiro?
    É muito bonito, ele tem uma voz peculiar, me faz lembrar um pouco a do Jimmy Scott.
    Quem me apresentou foi o Dante, filho do Décio Pignatari, no sítio da família deles lá em Morungaba.
    Um abraço

    André

  38. Fernando Salem disse:
    Outubro 30th, 2008 at 7:19 pm

    Ontem fui ao Studio SP onde escutei pela primeira vez a banda DOAMOR (do Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado da Banda ) mais Gustavo Benjão e Gabriel Bubu nas guitarras.

    O som é divertido. O rock se mistura a levadas carimbolescas. Tudo parece comentar a axé-music de um modo carioca. Um som de bermuda feito por cariocas com cara de que não vão a praia, nem pulam carnaval, mas adoram as guitarras baianas em terça, a lá Dodô e Osmar. Lembrei das levadas do Vieira lá do Norte, um carimbó com sotaque brega delicioso.

    Os caras tocam uma música que se chama BICHA de um tal de Pinduca que é um hit, anti-homofóbico do além.

    Foi uma noite e tanto.

  39. Labi Barrô disse:
    Outubro 30th, 2008 at 8:13 pm

    A primeira faz tchan.
    A segunda faz tchun. E…
    É o Tchan, Tchan, Tchan, Tchan!!
    Caetano Veloso é fã do É O TCHAN! Que maravilha gente boa!
    People, eu já era fã do Tchan muito antes de Velô dizer que é genial. Agora vão dizer que eu digo que é bom só porque Velô disse que é bom. Mas sempre que passava na TV aquela música Segura o Tchan, eu ficava de frente pra TV, colocava as mãozinhas na altura do ombro e ia descendo e rebolando: segura o Tchan, segura o Tchan…Segura o Tchan, Tchan, Tchan, Tchan, Tchan.
    Helô e não é que me lembro da entrevista de Caetano que você citou. Caetano disse que Moreno falou que ele, Caetano, não gostava de nada.
    Moreno que me desculpe, mas isto não é verdade. Caetano gosta de muita coisa. E seu novísssimo post prova isto. É um cara acima de preconceitos bobos.
    Ele só não disse ainda se gosta ou não da Divine.
    Mas, enfim…Nossa votação ficou assim: em primeiríssimo lugar, Shake it up (http://www.youtube.com/watch?v=j7AX3eTt9cg), a música que eu mais gosto e que dediquei a Caetano. Em segundo lugar ficou I’m so beautiful e em terceiro Love Reaction.
    Neste momento ouço Madonna que canta: “…Time goes by, so slowly…” Só se for pra ela né gente? Mas eu adoro Madonna. Ela é linda, gostosa e genial também!
    Eu ando ouvindo algumas coisas que descobri recentemente, veja se você conhece Caetano:
    Kings of Leon, um álbum chamado Sex on fire
    Raconteurs
    Vampire Weekend
    Bloc Party
    Magic Numbers
    Broken Social Scene
    Eu gostaria de saber sua opinão sobre o som desse povo. Mostre ao Moreno. Se você não gostar, ele eu sei que vai curtir muito. Eu gosto muito.
    Da tchurma da MPB eu ando ouvindo Vanessa da Mata e, também, o saudoso maestro Moacir Santos.
    De Vanessa sou fã recente. Fui ao show dela e fiquei maravilhada. E além do mais ela tem o cabelo parecido com o de Betá que, por sua vez, é parecido com o meu.
    Labi Barrô, eclética, elétrica e caetaníssima.

  40. Rosana Tibúrcio disse:
    Outubro 30th, 2008 at 8:13 pm

    Vou reler Verdade Tropical. Sinto necessidade, agora depois de virar caetanete. Foi de lá que eu peguei mania de usar sobretudo. Acho sobretudo tão Caetano, também…
    Se todas as vezes que eu perdesse o sono tivesse essa criatividade… tão bom seria.

    Heloisa, li seu comentário lá no “Moreno”… nem vou mais “garrá ódio”. Afinal, nem li seu nome do post de hoje do Caetano… rs

  41. anlene disse:
    Outubro 30th, 2008 at 8:45 pm

    concha buika ia abrir o show do ivan lins + antonio serrano num festival de jazz aqui em madrid na terça que vem… mas acho que melou…

    buika exagera, niña lola é uma canção mais simples, mais leve… ela monta um drama um pouco pegajoso…

    e marlango, gosta da voz da leonor?
    http://br.youtube.com/watch?v=8L453rbHcuk
    .
    http://br.youtube.com/watch?v=eo4-8omPwgc
    .
    saludetes desde uma noite fria…

  42. carolina disse:
    Outubro 30th, 2008 at 9:01 pm

    Além de “gli zii” e “le zie”, tem também uma variação (usada com muita freqüência pelos sardos) muito graciosa: zietta.
    Lembra tieta, hehe.
    Mas uma expressão que me fascina é “lascia il tempo che trova”.

  43. Helena disse:
    Outubro 30th, 2008 at 9:47 pm

    Como algém que n gosta de nada (como vc mesmo já falou citando Moreno) tbm n rejeita nada? Nunca ouvi falar de mais da metade destes nomes pipocados aí nos seus post, mas adoro a liberdade com que vc os citas, e tbm aprendo muito.

    Abraço.

  44. Fernando Salem disse:
    Outubro 30th, 2008 at 10:02 pm

    Caetano

    Enviei 2 cedês pro’cê através do Ricardo Dias Gomes.

    Quando li que “…Quem vê assim pensa que ouço discos…. …Hoje ouço o que me mostram…” pensei de cara que puta mico. Lá vai mais música pro crematório do meu ídolo. Mas, fazer o quê? O samba mandou me chamar. E não custa tentar. Claro que tenho fantasias à respeito. Não nego meu atrevimento e corro o risco do silêncio. Mas a minha proximidade com as invencionices do Transamba e a minha velha parceria com o Arnaldo me fizeram tomar coragem. No disco que fiz há um tempo e se chama Disco há coisas das quais me distanciei, embora goste. Na pré-mix do meu disco novo até agora apelidado de Lado a Lado há um copião com muitos sambas, alguns antigos de Wilson Baptista, Tom, Moreira e outros meus novos. Um deles que canto com Paulo Miklos se chama Trasnfiguração, por mera coincidência. A gravação já tem mais de um ano. Bom, você se postou demais, eu talvez tenha apostado demais. Chega de Vontade, como diria o amigo.

    abraço

    Salem

  45. Edison disse:
    Outubro 31st, 2008 at 1:14 am

    O concerto em Lisboa de Mariza, lançado em dvd, com a regência de Jacques Molerembaum, é de arrepiar, de tirar o fôlego; quando ela canta Ó gente de minha terra e chora… não dá pra acreditar…

  46. Roberto Joaldo de Carvalho disse:
    Outubro 31st, 2008 at 1:37 am

    CAETANO

    Acabo de dar primeira conferida nesta postagem. Dois assuntos, em especial, me instigam demais, pra voltar e voltar. Aquela elegia a Hendrix. E o lance das vanguardas. Por ora, sobre o último, tenho algo a perguntar:

    A relativização que Cícero faz do papel das vanguardas, sem desmerecer-lhes o legado histórico, fincando pé na defesa da pervivência do ‘experimentalismo sem fim”. Como vê, na atualidade, o experimentalismo em nosso panorama nacional, você que epigonizou a última vanguarda artística de expressão na cultura brasileira, o Tropicalismo?

    P.S.: viva a lembrança pessoal de Gilliatt da peça O Percevejo e o zelo de Evangelina Maffei e Rodolfo Martin pela constituição de memória compartilhável da obra de Caetano!

    NELSON

    Fiquei tocado com o seu comportamento na outra página se retratando perante Marcos quanto ao tom, ou melhor, à ‘energia’ do seu cmt.202.

    Ah, o meu foi um brinquedo patafísico que poderia ser resmido assim: a gente, não poucas vezes, não passa pela vida sem viver, tambãm passa pela leitura… sem “ler”! Mas o melhor ali foi a bússola-Gil, nos suleando: “Oriente-se, rapaz…” Alguém leu a ficha técnica-crítica lá no link, em que Gil conta a história dessa canção?

    NANDO

    Fiquei muito vidrado lá na outra página com a forma com que você se dirigiu a Marcelo a respeito dessa querela inglória entre entendimento & clareza. Acho que em algum outro momento nós poderemos reatar o papo a respeito com proveito.

    E você pintou ainda bem melhor do que qualquer um de nós a relação intensa de amor e ódio de Marcos por Caetano.

    MARCOS LACERDA

    Preciso sulear algo: Eu que aplaudo em boa parte a sua atitude impertinente em relação a Caetano, e repito que só tem sabor se exercida com impenitência, somente não a endosso quando se mostra redutora da magnitude de um artista cujo “pensamento em ação” transita entre obra e cena pública com uma singularidade única neste país, pois ao longo de ‘toda’ a sua biografia, isto é, não apenas nos momentos de efervescência histórica, como nos anos 1960-70.

    “Caetano é misto de homenino e deus pagão. Não decresce nunca. É nosso Peter Pã.” (Onde vi isso?)

    SALEM

    Que tal a gente já ir pensando num outro espaço que seja um mix de blogue, fórum de discussões e rede social, como o é este da infocaetanave, para a gente pôr no ar com os atuais mais ativos tripulantes, quando esta obra estiver 100% progredida? Uma revista viva, em que conhecimento, informação se misturam com os afetos, onde trocamos links, som, vídeos, soltamos todos os verbos, em comentação desenfreada! Você, dentre nós, é um dos mais preparados para sulear esse acontecimento.

    EXEQUIELA

    Aqui escrevo para você: uma rosa amarela!

  47. júlia disse:
    Outubro 31st, 2008 at 2:44 am

    pô, caetano, rapaz, só descobri hoje esse teu blogue! e passei o dia ouvindo madredeus, cristina branco e um grupo lisboeta chamado deolinda e você falando de fado. vou ouvir o zambujo, então, no conozco.

    queria não te dizer nem nada, porque dizendo fica assim exagerado: não tem algo que eu faça ou pense que não passe por você, e isso é desde criancinha. um dia desses escrevo algo que te mate que nem você fez aquela em saudosismo com joão. ou um dia te conto tudo, de tudo.

    mas, ó, e cocorosie, você já ouviu? o primeiro disco: la maison de mon rêve.

    bacci!

  48. marcello scalisi disse:
    Outubro 31st, 2008 at 3:01 am

    Pelourinho, Salvador di Bahia. Un palco montato a Praça da Sé.
    Le bandiere rosse che sventolano al vento; la lotta del movimento sindacale ed il sostegno a Lula. La musica a tutto volume, le bancarelle più o meno organizzate, la distribuzione di magliette del sindacato 100% acrilico che ti si appiccicano addosso solo a guardarle. Come dire: il sindacato come seconda pelle..

    All’improvviso dal fondo della piazza arriva lei o lui, insomma un tipo pazzesco vestito da donna con un fisico naturalmente stupendo. Non potevo credere ai miei occhi. Sale sul palco. Toglie lo spazio al sindacalista di turno, che lo cede naturalmente, e senza dire una parola agita la piazza, la rianima, la rende vera, viva, voluttuosa e combattente. I capelli biondi, lunghi, mossi, stupendi. Ballava in maniera straordinaria, ballava il samba come soli i brasiliani possono fare. Trasmetteva una voglia di ballare, di gioire, di condividere la bellezza di quel momento, di dimenarsi in quella piazza assolata e sudata.

    Il 1° maggio. Trans, samba, comunisti. In questa piazza c’è tutto quello che serve, tutta la normalità del Brasile.

  49. Heloisa disse:
    Outubro 31st, 2008 at 6:04 am

    Caetano,

    Abro o livro, leio algumas páginas, fecho. Pego outro. No dia seguinte olho para ele, ele me olha empoeirado, eu o viro de capa para baixo. Depois não resisto, pego, devoro. Às vezes me engasgo: o que é saboroso nele parece não ter neutralizado o caroço amargo do ‘aleijão’.
    Corro o risco de ser linchada aqui, mas não vou dizer maravilhas dele. Ainda.

  50. Felipe Grimaldi disse:
    Outubro 31st, 2008 at 6:36 am

    Não podia deixar passar a oportunidade de jogar uma bomba na roda! Trago um estilo musical surgido recentemente na região metropolitana de Salvador, salvo engano na cidade de Candeias, denominado “Arrocha”. Claramente influenciado pelo espírito socializante “seresteiro” do povão, pelo romantismo-pasionalíssimo e brega(sem conotação depreciativa), e com um andamento frenético que acompanha a velocidade cosmopolita, tal estilo teve aceitação massiva, inclusive sendo abraçada pela classe média baiana. Outro fator interessante é a questão da popularização de instrumentos musicais que, a princípio, não fazem parte do universo musical e tecnológico do povo mais simples, se é que posso definir assim… Por exemplo, a sanfona, com a sua composição de materiais e a sua certa complexidade de execução, era e continua sendo, um instrumento popularíssimo no interior do nordeste, chegando inclusive a lugares em que o básico da inovação tecnológica não deu as caras… Coloco essa questão, seguramente mal formulada, pois o que antes era a sanfona, no sentido representativo, hoje são os teclados, os mais básicos evidentemente, jurássicos para a tecnología hoje disponível no campo musical. Voltando ao arrocha, a estrutura básica dos instrumentos que compõe esse estilo, são: Teclado e uma voz, inclusve podendo ser executados pela mesma pessoa, explorando aquelas programações rítmicas de “videokê”, e construindo alguns solos bastante limitados com timbre de saxofone… Ou seja, um caminhar atrasado na tecnología musical, no sentido da utilização dos recursos, ou, por uma ótica mais ousada(mais que possível no espaço Caetanave), um ponta-pé na “velocidade desigual”, fazendo música com o que se tem em mãos, sendo muringas, ou caixas de fósforos. Não trouxe verdades ou opinião consolidada, apenas o desejo de ver essa questão debatida nesse espaço. Existe o mundo, mas existe a paisagem da janela a ser discutida…

    Grande axé a todos!

  51. Marcelo Noah disse:
    Outubro 31st, 2008 at 7:22 am

    Estou estarecido com a caixa-tripla que acaba de sair com sobras de estúdio dos últimos álbuns do Bob Dylan. Tell Tale Signs é o nome. As diferentes versões, os recortes e rearranjos das letras de outras canções suas, o mood desde Time Out of Mind…

    Pra completar, na revista UNCUT deste mês tem uma grande reportagem - ótima e reveladora - com os técnicos e produtores que conviveram com ele, contando sobre a experiência em estúdio com o mito difícil.

    Imperdível e iluminador, vc que está no estúdio agora poderia se divertir lendo as excentricidades e as belezas deste Dylan entre tantos.

    Beijo Caetano!

  52. Nando disse:
    Outubro 31st, 2008 at 8:09 am

    Caetano, o tempo para editar textos também faz com que a gente talvez perca a oportunidade de ler coisas sensacionais como: “Quando sair (o catatau), sairá curto”!!!

    Roberto Joaldo de Carvalho: você é muito massa, rapaz. Elegante, educado, cultíssimo e da paz. Já teu fã. Tô em sintonia contigo quanto à proposta de um outro espaço, que idéia maravilhosa.

    Marcelo, fala um pouco pra gente das reservas com o Adorno.

    Fui lá no António Zambujo; no vídeo que fala do Alentejo, lá pelo meio quando aparecem umas crianças, desabei:

    http://br.youtube.com/watch?v=ly2gwE0BJrQ

    E para quem gosta de garimpar outros sons, algumas sugestões daqui dos “prediletos da casa”:

    RON SEXSMITH, um pequeno gênio de sobrenome incomum, mestre em baladas repletas de Byrds e Brian Wilson. “Other Songs” é um primor.

    DURUTTI COLUMN, “Sex & Death”. O escorpiano título já adianta muito do que se encontra neste primoroso album. Mas nada de morbidez gratuita, muito menos forjada: o que se ouve é delicadeza de outras esferas e, sim, bastante intensidade.

    AGNES GARNAS & JAN GARBAREK, “ROSENSFOLE”. Folclore norueguês, para desanuviar geral e visitar terras longínquas navegando na alma e no “canto do povo de um lugar”.

    Hope you like it!

  53. Marcelo Porciuncula disse:
    Outubro 31st, 2008 at 8:50 am

    Para o Luiz Castello, comentário 32.
    Caro Castello, a maioria da democracia não permite que se imagine ser ela uma manifestação da “sabedoria”, ao contrário do que diz o equivocado ditado popular, mas pura e simplesmente o respeito à vontade da maior quantidade de pessoas. Acolher esta opinião majoritária parece apenas mais justo, e, se vc quiser, até mais “sábio” politicamente, o que não quer dizer, por outro lado, que o conteúdo da vontade desta maioria signifique a expressão exata e sempre correta daquilo que realmente deve ser feito. Em uma democracia a maioria não é portadora da verdade. Prova disso é que este regime significa também uma proteção das minorias. Uma proteção de gente como Gandhi e Sócrates, para citar de modo enviesado seus exemplos. Tampouco acho que meter as mãos na política signifique sujá-las, e acho até ingênua essa crença, ao contrário do que em regra parecem supor os que a repetem insistentemente.
    O que vc sugere, um despotismo supostamente esclarecido? E quem seria o déspota? Vc? Nós, os bacanas que escrevemos e acompanhamos este blog?
    É melhor contar cabeças do que cortá-las.
    Soltem Jesus e Barrabás!
    Abs

  54. Marcelo Porciuncula disse:
    Outubro 31st, 2008 at 8:57 am

    Sobre esse papo da música baiana, eu também gostaria de dar aqui minha opinião. Durante a leitura do escrito de Caetano eu já imaginava que viriam os comentários de sempre contra os artistas “de axé”.
    Ivete e Daniela, só para citar alguns deles, são cantoras espetaculares. Pode-se detestar o som que elas fazem, pode-se odiar as referências ao Farol da Barra, ao negão do lado, à Praça Castro Alves, ao beijo na boca em fevereiro, etc. Mas não se pode discutir aqui talento técnico. Trata-se de um dado objetivo, mensurável pela mais fina tecnologia, diante da qual, portanto, só se pode fazer juízo de gosto.
    Luis Caldas é um excelente instrumentista.
    O som do “É o tchan!” é incrível. É claro que há coisas que a mim me parecem feias, mas até de meus artistas preferidos ouço coisas que me desagradam. O “É o tchan!” -mesmo com esse nome horrível que por razões comerciais passou a batizar o antigo Gera Samba, um nome bonito – protagonizou momentos especialíssimos na vida da cidade de Salvador. O movimento que ele iniciou em larga escala fez do Baiano de Tênis, aquele clube em que “negro não entrava nem pela porta da cozinha”, uma grande roda de samba aos domingos. Mas não era uma benevolência destinada aos mulatos, era um prazer genuíno que fez com que as meninas e meninos da “sociedade soteropolitana” se esbaldassem ao som do samba. E para isso tiveram que abrir as portas do clube aos mulatinhos que chegavam com seus instrumentos de gente do povo. Conheci mais de uma menina rica de Salvador que quis honestamente concorrer ao posto de loira do tchan e que tinha tesão declarado (o “declarado” sim foi um avanço) por músicos e cantores populares. No Clube Espanhol, também em Salvador, multidões reuniam-se nos finais de semana para sambar. Gente rica e gente pobre, que passou a freqüentar a área social do clube entrando pela porta da frente, com o respeito que a condição de artista, de amigo de artista, de gente do bairro de artista, sugere. Isso não é pouca coisa.
    A banda “Harmonia do Samba” tem músicos talentosíssimos e um nome lindo. As letras são vulgares? Algumas vezes me parece que sim. Falam de mulheres sexualmente ativas? Sem dúvida. Mas isso é um problema pra quem? Tampouco é novidade, ou não conhecemos a verdadeira baiana que quando entra no samba não fica parada e que deixa a mocidade louca quando requebra direitinho, revira os olhinhos e diz “eu sou filha de São Salvador”?
    Minha geração - tenho 36 anos e sou baiano - aprendeu a sambar com essa turma. Boa parte do Brasil também. Quem pode ser contra isso?
    Após os anos 80 houve uma mudança na cidade de Salvador. E isso se deve, sim, a Luis Caldas, ao Olodum, ao Ilê Aiyê, a Gerônimo, a Lazzo, a Margareth, e a tantos outros nomes que vieram em seguida. E também se deve ao sentido empresarial da classe média baiana que soube se associar a isso tudo. Venho de uma escola tradicional de Salvador, uma escola de jesuítas, onde só estudava quem podia pagar caro. Nessa época, ainda antes da reforma de 92/93, eu e meus colegas passamos a freqüentar o Pelourinho com a curiosidade de quem percebia que era dali que vinha o que nos fascinava e surpreendia pela vitalidade e pela beleza. Fomos levados por esse movimento a ter uma relação afetiva fortíssima como o centro histórico de Salvador e com tudo o que nele estava implicado de possibilidades sócio-antropológicas. Tenho uma amiga que foi morar no exterior antes da explosão do axé e que até pouco tempo atrás, quando voltou, não sabia chegar ao Terreiro de Jesus.
    Preciso falar da perspectiva de ascensão econômica que a música baiana trouxe ao povo pobre da cidade? Preciso falar da infra-estrutura material (salas de gravação, recursos técnicos, etc.) proporcionada? E sobre a quantidade de excelentes músicos, há algo a dizer? Precisamos lembrar a importância da auto-estima fortalecida com essa história toda? Quem é de Salvador sabe a que me refiro.
    É claro que isso tudo não significa que o axé tenha sido a tábua de salvação da Bahia, muito longe disso. Mas erra quem nega seus enormes efeitos positivos.
    Há quem bata na madeira 3 vezes quando escuta uma percussão vinda da Bahia? Sem dúvida, assim como há quem na madeira tenha batido em diversas ourtras ocasiões importantes, como, por exemplo, quando soaram os acordes de guitarra elétrica na MPB, quando o Brasil organizou-se pra fazer cinema, quando surgiram por aqui os primeiros grupos de rock, quando Lula foi eleito presidente, quando Gabeira foi escolhido candidato, …
    É diferente? Não creio.
    Bjs

  55. Fernando Salem disse:
    Outubro 31st, 2008 at 10:01 am

    Oi Roberto Joaldo

    Você antecipa uma possibilidade. Na verdade, revela um anseio coletivo de que esse espaço não desapareça. Talvez, um medinho da idéia de algo “em progresso” chegue a um final.

    É realmente estranho que a beleza de um projeto seja o seu próprio progresso. A idéia de progresso se associa a processo. O meio. O curso.

    Um dia o cd do Caetano vai ser lançado e nós por aqui vamos experimentar de fato o quanto esse blog foi um suporte paralelo ao projeto, ou se ele deseja continuar e progredir.

    Não consigo imaginar se o eventual desejo de continuidade teria vida própria ou emanaria do desejo pessoal do Caetano.

    Prefiro pensar na segunda hipótese, já que ele funciona como plot-point das aventuras intertextuais e afetivas desse ambiente.

    Fiquei lisongeado quando você disse que sou “preparado” pra “sulear esse acontecimento”.

    Mas, de fato, não me sinto com tal vocação. Tenho um modesto blog (aí vai o link):

    http://web.me.com/fernandosalem/FERNANDO_SALEM/BLOG/BLOG.html

    …mas nele relato experiências e reflexões bem pessoais num âmbito bem mais restrito. O blog integra um site:

    http://web.me.com/fernandosalem/FERNANDO_SALEM/HOME.html

    também modesto e pessoal.

    Não sei se quando você mencionou a possibilidade da gente pensar num espaço novo e meus atributos para isso, falava de domíno do suporte ou do conteúdo.

    Nas duas possibilidades me sinto desqualificado. Sobretudo na segunda. Aqui vai uma confissão: penso que Caetano com sua disposição para pensar, escrever e dar atenção a todos é a vitamina essencial desse grupo tão heterogêneo e polifônico.

    Aqui cito os versos de Noel Rosa e Orestes Barbosa para o samba “Positivismo”:

    O amor vem por principio
    A ordem por base
    O progresso é que deve vir por fim
    Desprezaste esta lei de Augusto Comte
    E foste ser feliz longe de mim

    Nesse projeto o AMOR veio por princípio, a ORDEM por base e talvez o PROGRESSO seja o seu fim. Quando o CD sair, Caetano pode “ser feliz longe” de nós.

    Hermano sim, é o cara! Ele pode medir as consequências dessa saga insana e avaliar o grau de abstinência da moçada. Isso implicaria em perceber se é só saudade ou necessidade cultural genuína de um grupo que se formou em torno de uma Obra e deseja continuar em Progresso.

    abraço

    Fernando

  56. Marcelo disse:
    Outubro 31st, 2008 at 11:41 am

    Acho ótimo que o verbo “sulear” caia no gosto do pessoal.

  57. Exequiela :: LUA LLENA:: disse:
    Outubro 31st, 2008 at 11:56 am

    Miriam: Grazie!!!!! por buscar esa información. Cómo me gustaría conocer Italia!! Bacio!

    Anlene: Es verdad q a veces Buika exagera. En vivo grita demasiado para mi gusto pero Niña Lola me fascina… sobre todo la parte instrumental. Es más linda la versión original (que puso el link Hermano) que la que puse yo en vivo. Me gustan mucho las canciones donde predomina el contrabajo (mi instrumento favorito).

    Para los que gustan de Gibbons… Gibbons + Rodrigo Leao. lonely carousel AHHHHHHHHHHHH. Imperdible!
    http://www.youtube.com/watch?v=uQumAmNL_aY

    Otra de Mayra Andrade. Tambien imperdible!!! LUA.. es una versión diferente a la del CD (q tengo yo…. q bajé de internet.. sí perdón pero me bajo todo de Emule… qué trucha! las discográficas van a tener que adaptarse de una manera inteligente a la globalización galopante)
    http://www.youtube.com/watch?v=lIU0xRah6nA

  58. Nobile José disse:
    Outubro 31st, 2008 at 12:07 pm

    talvez o ideal seria o blog, com o lançamento do disco, se fundir ao site oficial do caetano. assim, poderia haver chats, grupos de discussões e a eventual presença de caetano, não só postando, mas tb, quem sabe, no chat. seria uma trans loucura. mas daria certo. além disso, haveria a divulgação da agenda do caetano, sua discografia, e no futuro (quem sabe) quando suas músicas cairem em domínio público, puder ser feito o download gratuito (ou até pago mesmo, tipo 1,99 por donwload) das músicas. ou algumas pagas outras free. enfim, essa experiencia caetânica tem tudo para dar bons frutos e bons lucros (pq não?).

  59. laurene disse:
    Outubro 31st, 2008 at 12:16 pm

    Caetano: pra mim o que ficou do Adorno foi mais aquela história das hippies terem entrado na aula dele e mostrado os seios. Ele chamou a polícia. A coisa ficou como sacanagem irracional da esquerda 68 contra ele, mas a assombração sabe para quem aparece, não acha?
    Na época de verdade tropical vi alguns debates na Letras que envolveram o livro. Mas o universo de uma fã, que é emoção e sentidos, é diferente do pesquisador. A fã diz que a borboleta é bela, o pesquisador diz que é um lepidóptero.
    Eu vi dois adornianos conversando assim. Um falou: “Adorno e´lindo, né?” enquanto o outro disse: “Tem que sentir tristeza ao ler Adorno, ficar deprimido, Adorno é triste”. O outro ressaltou que é poético o lance de Nietzsche ter criticado Sócrates e Adorno ter ido mais longe, criticando a razão em Homero como no episódios das sereias. Homero seria um careta que não quer ouvir música, que, como diz Mautner, adocica, social-democratiza.

  60. Nando disse:
    Outubro 31st, 2008 at 12:42 pm

    Marcelo Porciuncula,

    Você está rigorosamente correto - quanto aos aspectos sociológicos. Quanto à excelência técnica, tenho minhas ressalvas. “Espetaculares” para mim são cantoras como Dusty Springfield ou (a baiana, de Salvador) Astrud Gilberto. Mas isto nem importa.

    Querer ver em “Falsa Baiana” uma antecessora direta de coisas como “Tudo que é perfeito/A gente pega pelo braço/Joga ela pro meio/Mete em cima mete embaixo/Depois de nove meses você vê o resultado” é forçar demais a barra. Pode funcionar atrás de um trio ou num ensaio, com muita birita, na azaração. Aqui em casa, isso não toca. Eu tenho filho de 5 anos e não o educo para tratar as mulheres como cadelas. Não posso aceitar que isso seja continuação de “Chuva, Suor e Cerveja”, “A Filha da Chiquita Bacana”, “Pombo Correio”, “Chame Gente”, “Vida Boa”, “Ajayô” ou da sensacional “Beija-Flor”, da Timbalada.

    Mas também não era a nada disso que eu me referia, porque é um problema de texto, não de sonoridade. Era quanto à questão musical mesmo. E aí eu acho que Salvador estacionou na batida do samba-reggae - cuja invenção eu acho maravilhosa. Sem inquietação, sem criatividade e se atendo aos aspectos mercadológicos e sociais, fazendo a máquina funcionar de acordo com os interesses de quem ganha muito dinheiro com ela, o maximo que a música feita hoje em Salvador consegue despertar é um interesse exótico ou uma defesa bairrista. A mim (baiano de Salvador), nem isso. Música pra dançar não precisa ser débil nem estúpida.

  61. Marcio Junqueira disse:
    Outubro 31st, 2008 at 2:12 pm

    definitavemente
    uams das melhores coisas que o novo disco do caetano trouxe foi o encontro, virtual (ate agora) de tanta gente bacana. fernando salem, com quem implico um pouco, é massa, roberto joaldo é deslumbante, exequiela idem, heloisa, rafael rodrigues…isso só pra citar a galera que é mais assidua.
    alguem acima falou do arrocha como uam novidade. o que não é. desde pelo menos 2003 esse é um ritmo absolutamente dominate nas ruas da bahia inteira, e ja está ate um pouco em declinio. os grupos de pagode da bahia, com o tempo vieram tarznedo muitas informações interesantes, com uso de sirenes (que me lembra new rave), eletronica e mil outras coisas. não chego a me empolgar muito com eles, mas também nãod esgosto. o que desgosto mesmo é purismos. isso é muito caido. parq uem nasceu na bhia é muito normal agente gostar dessas coisas todas, pq acho que quando a informção do axe chega aqui no rio ja chega muito envolta dentro de um esqeuema de dominação do brasil que faz as pessoas terem um pouco de raiva, mas não sei se só por isso. gostava do é o tchan, qundo era gerasamba. depois ficou um negocio babão de cordinha e coisa e tal. o harmonia foi diferente, pq eles , quando surgiram, tinha uma influência forte de samba d roda, que era também uma das fontes do é o tchan quando era gera samba, lembro da primeira musica do harmonia que tinha uma cavaquinho enlouqeucido. dancei, com muito gosto, essa musica em carnaveias, micaretas, barracas de rua, feiras e dentro de casa.
    vou fumar um cigarro e pensar mais sobre vanguardas, ou esperar o caetano responder pro joaldo pra retomar o assunto.
    beijos

  62. Gilliatt disse:
    Outubro 31st, 2008 at 2:22 pm

    Valeu, Roberto! E Viva Você, que ao valorizar (já no post da foto do Moreno) as minhas lembranças do Percevejo acabou propiciando o comentáiro da Evangelina que resultou na recuperação, pelo Caetano, dessas gravações que merecem edição em CD.
    Abração!

  63. Ricardo disse:
    Outubro 31st, 2008 at 3:42 pm

    Hola, Caetano.
    Desde hace un buen tiempo tengo la fantasia de encontrarte en alguna calle y preguntarte sobre algo que me da vueltas desde que comence a tocar “Sampa” con mi guitarra. Con los acordes iniciales se puede cantar perfectamente “El dia que me quieras”. Se trata de un homenaje velado, de una casualidad (no se hasta donde existen las casualidades, creo que siempre son causalidades cuyas leyes o caminos desconocemos) o uno de esos juegos con que se divierte la vida?
    Un abrazo desde Buenos Aires.

  64. Sílvio Osias disse:
    Outubro 31st, 2008 at 4:09 pm

    Caetano,
    Os comentários aqui no blog me motivaram a reler “Verdade Tropical”. Hoje, passados onze anos, continua me impressionando muito, seja pela qualidade do texto, seja pela lúcida revisão que você faz da sua trajetória. Sem qualquer exagero, acredito que poucos artistas da música popular, dentro ou fora do Brasil, escreveriam um livro como este. As “Crônicas” de Dylan não me desmentem. Nem o “Many Years from Now”, de Paul McCartney. Quando penso em “Verdade Tropical”, inevitável lembrar da definição de Jomard Muniz de Britto na época em que o livro saiu: “é um romance de formação”. Você mesmo já admitiu que o texto tem alguma coisa dos romances de formação, lembra?
    Aqui em João Pessoa, um professor da área de Letras da UFPb (também crítico de cinema dos bons) me disse certa vez que considera o capítulo sobre a prisão um livro à parte. E o bom é que ele tem pouquíssima ligação com música. O negócio dele é cinema e literatura. Não por acaso, comecei a reler “Verdade Tropical” pelo capítulo da prisão.

    Estive com Jomard dias atrás. Ele veio a João Pessoa receber uma homenagem durante um festival de vídeo. Estava indignado com as insinuações de Marta sobre Kassab. Falei que acompanhava o “Obra em Progresso” e que costumava fazer alguns comentários. Ele pediu que eu lhe dissesse que esteve com Antônio Cícero em Recife, durante um debate na Livraria Cultura, e que você foi tema da conversa deles. Jomard adorou Cícero, a quem conheceu dois anos atrás em Natal.

    Abraços, Sílvio Osias

  65. teteco dos anjos disse:
    Outubro 31st, 2008 at 4:12 pm

    a caboverdiana Mayra Andrade é linda, tem uma voz linda. a vi no youtube ‘anche’, mas ela cantando “Tunuca” com seu grupo, numa espécie de varanda, depojada, maravilhosa. não a vi com Mariana Aydar - outra que acho linda e maravilhosa -, porque o vídeo, em virtude das ‘conjuminâncias’ misteriosas da informática e as quais desconheço, não abriu no meu computador novo.
    Mayra em “commes´il ou pleuvait” é a própria encarnação da beleza,confiram, a beleza amada-odiada por Baudelaire em “Flores do Mal”.
    eu gostei mais da Roberta Sá interpretando aquele fado do que o António Zambuja. engraçado, no momento tenho gostado mais das cantoras do que dos cantores. acho que as vozes femininas têm percorrido minha mente-alma como raios laser de encanto e euforia. outra cantora que tenho ouvido no youtube e no myspace é Andréia Dias, o seu “erre” paulistano é delicioso.
    e concordo plenamente com a radiografia poética…”Amália reverbera em cheio em Mariza”. eu devia ter patenteado essa visão, pois cheguei a vislumbrá-la antes que tu, Caetano, a verbalizasse aqui. Mariza..ela não tem algo de Amália Rodriguês no seu canto?..perguntei certa vez a um amigo ( que hoje é inimigo..por outras razões..blá).
    mas você concluiu tão bem usando o verbo “reverberar” que, nesse caso, cai de forma precisa e grandiosa. Parece a transposição de uma essência ou qualidade estética de uma pessoa para outra. O que Osho disse ser a “transmissão especial”.
    eu não faria melhor. aliás, essa frase não é um comentário, é um verso. eu não gosto de “lamber” ninguém ( “lamber” no sertão paulista pode significar “puxar o saco ou tietar”), mas essa frase é um belo verso.
    Hermeto tocando garrafas e flautas dentro da água é realmente o que deveria ter sido os primeiros momentos da criação no Gênesis, como já disseram aqui. quando penso que o Brasil tem coisas como Hermeto e Lupcínio, Donato e Jackson do Pandeiro eu fico “comovido como o diabo” (Drummmond).
    Roberto e Salem; o Jorge Mautner já usou o lema original de Augusto Comte..”Amor, Ordem e Progresso” numa tal e linda “bandeira poética” do Brasil, num show junto com Gil e o percussionista Repolho, em Sampa. “Amor, Obra em Progresso”.
    E o samba de Noel, “Positivismo”, é pra lá de genial…”desprezaste essa lei de Augusto Comte, e foste ser feliz longe de mim”. Se não me engano, Mautner gravou mesmo este samba.Top.
    Aracy de Almeida…a proto-híppie de nossa música, genialíssima. Será que Aracy reverbera em Baby Consuelo?
    axé-music…eu tenho por princípio respeitar tudo e a todos. já fui da dar porrada, passou. mas, não creio que os mais fulgurantes nomes da axé-music sejam geniais como dizem. bons, bons. mas, claro, Ivete e Daniela, cantam e dançam muito, além da presença luminosa (delas) no palco. E lotar o “Maraca” ( sem ser jogo da seleção ou dos grandes clubes), só mesmo pra uma Ivete, um Paul MCcartney e Sinatra, pelo que me lembro.
    e é isso mesmo, temos que exigir do Brasil a “articulação do papo” que temos que levar com o mundo pra sairmos desse “chiqueiro de atraso, intrigas e pequenezas”.
    Exequiela; não se avexe de revelar que baixa músicas pela net. Atire a primeira pedra aquele que nunca baixou música pela net!!! Ético ou não, o fato que não pode ser esquecido é que a net e a tecnologia, ao longo desses anos, demoliram a indústria fonográfica. é uma transformação sem volta.

  66. Marcelo disse:
    Outubro 31st, 2008 at 4:24 pm

    Nelson, se o papo se encaminhar para isso, quem sabe? Senão pode ser que a gente esteja levando a coisa pra um ponto que talvez não seja interessante pra mais ninguém, no momento.

  67. Heloisa disse:
    Outubro 31st, 2008 at 4:25 pm

    ‘Wild, white horses,
    They will take me away,
    And the tenderness I feel,
    Will send the dark underneath,
    Will I follow?’

    Portishead na voz dilacerante de Thom Yorke: um arrepio na alma.

    http://br.youtube.com/watch?v=zPPH1qg8Qo4

  68. Nobile José disse:
    Outubro 31st, 2008 at 6:13 pm

    li verdade trpical assim que formei na faculdade, em 2000. ainda estava de ressaca do direito e nas férias me dei o presente de lê-lo. gostei de muita coisa. mas o que mais me impressiona hoje é a descrição da prisão e do exílio, e a sua sensação ao voltar ao brasil (para o aniversário de casamento de seus pais, eu acho…) e o carro que fôra lhe buscar no aeroporto estar com um adesivo: brasil ame-o ou deixe-o (ou algum outro slogam do regime da época, não me lembro direito). enfim, como vc sentiu ao ser considerado pela força militar do brasil como um perigo para a segurança nacional? existe uma ligação com esse sentimento e a música “base de guatánamo”? ou com a gravação que vc fez de “como as you are”? vc chegou a sentir raiva daqueles que o colocaram no lugar do “inimigo”?

  69. tita disse:
    Outubro 31st, 2008 at 7:57 pm

    Gil é Gilberto Gil?
    Também quero ouvir o disco do Arnaldo.
    Este post tem tanta informação que pirei…me senti mto por fora…mas n faz mal…continuo por aqui…bjbj…adoro ler este blog…e os comentários…

  70. Sandro Lobo disse:
    Outubro 31st, 2008 at 8:02 pm

    Caetano, não tenho certeza mas acho que fui censurado (?) aqui? Eu tinha colocado um link de um rapaz que eu não conheço cantando “Peter Gast”, com um jeito muuuuito parecido com o de João Gilberto e um violão perfeito que eu achei no Utube, e o meu comment não foi publicado. Mas vejo que outras pessoas têm divulgado coisas boas que encontram na net, o que terá acontecido?
    Vou mandar novamente para ver se mis hermanos me liberam. Abraço
    Eis o link: http://br.youtube.com/watch?v=OiOmGRQZVvI
    Veja o que acha.

  71. Fernando Salem disse:
    Outubro 31st, 2008 at 8:16 pm

    Oi Marcio

    Fiquei surpreso com o “fernando salem, com quem implico um pouco, é massa”. Quando implicam comigo fico curioso pra cacete. E quando me acham massa fico contente pra caramba. Um dia descubro qual foi a sua implicância, mas isso não implica que eu implique com você. Xi… compliquei e não expliquei.

    abraço

    Salem

  72. Gravatai Merengue disse:
    Outubro 31st, 2008 at 9:16 pm

    Caetano, os portais mostram hoje uma foto do Edisson (a grafia é essa, e é tão linda e feia ao mesmo tempo) Lobão ao lado de Raúl Castro com Lula junto aos dois. A discussão de “esquerda” e “direita” passa por tantos labirintos que volta àquela sua provocação:

    “o violão de Baden é de direita ou de esquerda?” (lembra-se disso?)

    E agora tripudiam de sua análise sobre o esquerdismo tucano ou o ‘não completo’ esquerdismo petista. Como se houvesse alguma objetividade inequívoca nesses rótulos.

    A arte é menos subjetiva. Os sonhos são mais exatos. Deus é mais facilmente explicável - para fiéis, infiéis, ateus e agnósticos.

    PT e PSDB não polarizam. Eles se beijam escondidos. Mas fazem de conta que não. E a gente finge que acredita.

    Um abraço.

  73. Ricardo de Alcântara disse:
    Outubro 31st, 2008 at 9:23 pm

    O disco em progresso não me interessa, quero o disco só, livre, pronto, porque aí ele estará desapegado do artista, do blogue, dos comentários, da exaltação, da crítica, aí o disco é meu, eu posso ouvir e não ouvir, gostar de imediato ou daqui a dez anos, não gostar. No entanto, a obra em progresso, que não quero ter conhecimento ainda (pelo menos do som), gerou esse espaço bacana de falatórios dispersos, poemas em línguas estranhas, autopromoção, teoria, crítica, prática, gente esquisita, gente que usa pseudônimo, gente que não comenta mas visita, gente sem feição e, claro, pôstes enriquecedores do Caetano. O blogue em progresso, o artista que acesso, tudo isso, confesso, não equivale ao disco que quero ter girando no aparelho de som, mas já dá um barato danado.

  74. Gravatai Merengue disse:
    Outubro 31st, 2008 at 9:27 pm

    “Xô Chuá” é o “cada um no seu quadrado” do Riachão, que agora volta a São Paulo anunciado no blog do ex-(?)-lulista Kotscho.

    O que denominam “axé music” é o que sempre se fez no Brasil à revelia das vontades casagrandeanas dos sabichões da cultura. É o gozo da senzala cultural.

    É o orgasmo anárquico. Atrás do trio elétrico e dessa bagunça só não vão os que não entendem da vocação rebelde da arte - e acreditam que “escravos da mídia” são os que ali estão (e não os que a eles se opõe, esses sim, escravos de uma lógica inventada pra um universo sem lógica).

    São os pseudo-tinhorões sem miolo algum. Porque até para ser José Ramos é preciso ter um bom subsídio.

    Ivete Sangalo ainda goza sua plenitude e surge Claudia Leitte. Não adianta. Eu mesmo não sou fã da música carnavalesca baiana, mas seria imbecil não dizer que se trata do maior fenômeno de massas do Brasil das últimas décadas.

    E seria igualmente imbecil não reconhecer a grandiosidade disso como movimento cultural, artístico, atribuindo a todos os envolvidos sua importância no processo: de Dodô e Osmar ao rebolado de Xandy. De Armandinho à voz de Ivete.

  75. Fernando Salem disse:
    Outubro 31st, 2008 at 10:47 pm

    Okay Roberto Joaldo

    Você é de uma sedução poética eletrizante. Também não entendo de HTML e sou um macmaníaco de origem. Fiz meu site e meu blog na lúdica plataforma do mac que tem um programinha chamado iWeb que é que nem brinquedo de criança. Também gravo meus discos com esse jeitão tecno-pobre metido a besta.

    Você começou a despreguiçar meus neuro-transmissores. Há mesmo um eclipse oculto na luz desse verão. Pode ser.

    A frase mais convincente da tua argumentação tão divertida é:

    “E não sou bobo de ficar andando só assim: em tão perigosa companhia.”

    Isso é bom demais! O perigo lacerdante: a sombra do grande mito. O artista da da Roda-Viva se Zé Celso e Chico. Há um tanto de ironia nisso, pois Caetano nos parece tão próximo agora. Não sou daqueles que temem o mimetismo e a proximidade do grande ídolo. Mas entendo: “ficar só assim” tem um amplo e profundo significado. E é perigoso mesmo. Mas é divino e maravilhoso.

    abraço

    salem

  76. Gianna disse:
    Outubro 31st, 2008 at 10:55 pm

    Caetano, nelle mie notti insonni non manco mai di leggere qui e devo dire che da quando esiste OBRA EM PROGRESSO soffrire d’insonnia è diventato piacevole. Per me è ormai un rituale rilassante ascoltare in sottofondo la tua musica e leggere il blog cercando d’imparare il portoghese. Voler comprendere il significato delle tue canzoni è stata la molla che mi ha spinto a studiare la lingua. Verdade Tropical, le citazioni, i richiami, i nomi, mi hanno incuriosito ed aperto un mondo nuovo, interessantissimo ed emozionante.
    Poeti ed autori che non conoscevo adesso sono una costante nelle mie letture.
    La spontaneità, l’originalità ed il sottile humor che usi nello scrivere ti caratterizzano e ti rendono riconoscibile anche da poche righe: perchè riesci a coinvolgere ed emozionare.

    Riguardo “Diferentemente” penso che starebbe meglio nel DVD dal vivo insieme ad altre canzoni extra disco ma non nel disco nuovo. Non è nuova. La vedo bene in uno spettacolo dal vivo insieme ad altre collegate per tipo di messaggio ma non nel nuovo disco.

    Zii e Zie. Eh, eh. Bello.

    Baci tanti, Gianna

  77. Manuel Amaral Bueno disse:
    Outubro 31st, 2008 at 11:20 pm

    Caetano,
    Zizi é isso mesmo que você está pensando. Tem até uma música, “Le Zizi” do Pierre Perret, sobre quando introduziram as aulas de educação sexual na França:
    http://www.youtube.com/watch?v=IIvLqgvO5Tg
    É hilária!

  78. Roberto Joaldo de Carvalho disse:
    Novembro 1st, 2008 at 12:53 am

    Borges, ó Borges, meu ‘brujo’,
    em que jardim suspenso
    dentre todos os jardins étereos
    da metafísica
    encontrarei cultivada e a mim disponível
    a rosa
    a rosa das rosas
    a rosa amarela
    única capaz de fustigar
    com ainda mais atiço
    a doçura canina
    de uma fera
    e gata da estirpe das gatas sagazes
    a leonina “Exequiela”?
    ___________

    CAETANINO

    Segunda conferida na atual desenfreada postagem sua e já não sei do que gosto mais. Estou desnorteado (não digo, dessuleado, afinal estou, do ponto de vista cardinal, no pórtico do Norte-Nordeste).

    Enfim, pra usar uma expressão cara ao braqui e taquicárdico coração de nossa musa Exequiela - estou “pulsado”! Por onde continuar?

    Acho que pondo mais lenha nessa fogueira…

    -Eis você ouvindo o pensamento odara de Augusto de Campos durante papo já quase qualquer coisa com ele e com o eloquë(esse)nte Arrigo Barnabé:

    http://br.youtube.com/watch?v=o2SFHpHbGbE

    -Eis mais Augusto de Campos, agora de-clamando Arnault Daniel e inenarrando o mistério ou a origem de “Noigandres”, o nome:

    http://br.youtube.com/watch?v=02gmMaHg61w

    -E, ainda nem é tudo… mais um cálice do bendito Augusto:

    http://br.youtube.com/watch?v=-ZysvJ1uqGI

    P.S.: eu, você, nós dois, ainda veceremos Nelson em algum campeonato de troca de links!

    HELOISA

    Ó fina e abrupta-cálida flor! Grato pelo adjetivo na outra página sobre meu experimento com a louca bala laica de Maiakóvski dourada em esperanto! Em outra ocasião, com taquinho maior de minudência, contarei mais como a experiência se deu.

    Adianto isso: foi pra desafiar teoria do querido professor Monclar Valverde, que me disse que tal façanha eu não conseguiria, durante aulas da disciplina “Filosofia da Linguagem”, que cursei como ´ouvinte´ na Faculdade de Comunicação da UFBA, em fins dos anos 1980.

    Para que ninguem mais morra de curiosidade pelo experimento:

    balalajko
    klakas kiel šafbleko
    kiel šafbleko klakas
    (dum baladoj de pompa festo)
    kun šafbleko klakas
    klakas kun šafbleko
    (en balo senlača)
    glačikoron de bala
    laiko

    Por insolência minha, passei a assinar o experimento como poema só meu. Maiakóvski (ao menos em poema) conseguia ser insolente com o sol. Por que eu não poderia algum dia cometer uma insolênciazinha dessas com o poeta?

    Fonte da inspiração de minha traquinagem:

    http://br.youtube.com/watch?v=0AMX8Fj8gP4

    P.S.: quem quiser ouvir essa pílula em minha voz, e conhecer uma tradução “literal” com o significado em português das palavras em esperanto, solicite-me por e-mail (ache-o pela página de meu perfil em meu blog)

    GILLIATT

    Eu vivo entre esse teclado, esse terminal de computador, entre todos esses bits, e mediante punhados de quintilhões de bytes - em estado de comunicação central & neural contigo: com essas suas lembranças de experiências estéticas quase que inenarráveis!

    SALEM

    Eu sou mais do partido do Nando. Acho que a gente tem de ir pensando na possibilidade de fazer algo próprio, mesmo. Nada impedindo que a gente fique embarcando em futuras infocaetanaves depois desta.

    E também, meu querido, eu não gostaria de andar sempre ao lado de Caetano. Caetano é muito grande para mim. E todo ser grande é também um devastador de originalidades. E não sou bobo de ficar andando só assim: em tão perigosa companhia.

    Em todo caso, assim como acho que você pode se interessar de vez por sulear esse outro caminho por aí, daqui eu me sinto à vontade pra continuar sonhando, e disposto a nortear parte significativa dessa história.

    Já andei até pensando em como, mediante essa mesma plataforma de desenvolvimento de páginas web, o Wordpress, bolar um piloto (mas não conheço a fundo html), e também ando remoendo um nome, um conceito que passaria a idéia de um “coletivo” bem nosso, com inspiração no espírito do incomparavél Abujamra, e seu “Provocações”, pela TV Cultura, e em coisas deliciosas e traquinas que vejo em infocaetanautas como Nelson, Exequiela, Marcos Lacerda. Vamos, quem irá adivinhar esse nome?

    Num espaço próprio, sempre que desse na telha a gente poderia transitar entre o regime do “transliberalismo delirante e batucante” que Lacerda detecta em Caetano e seus seguidores - e que eu não renego, pois me sinto afiliado - e um ‘comunismo orgiástico de individualidades entredevorantes’, que venho concebendo a partir de leituras delirantes que faço de Zizek, ou, em síntese, o que de todo modo agradaria a Caetano, um “comunismo pindorâmico”. Expressão que agradaria ainda mais ao Oswald de Andrade, que foi um dos principais nomes que me afastou da militância política de esquerda e ao mesmo tempo me atraiu de vez para o sonho de uma sociedade mais justa desde que também poética. Um outro nome foi Octavio Paz.

    Ah, eu tenho um trauma do Hermano. Quando vi que ele vinha com aquelas regras todas querendo conter os nossos ânimos aqui, e dar uma direção unívoca às coisas… mas saber que foi ele quem convenceu a Caetano sobre a idéia de pôr este nave na blogosfera me faz pô-lo a caminho da minha absolvição.

    P.S.: Discordo de todo de você quanto à modéstia de seu blog - é luxo só poder sentir como você desborda qualquer texto seu com um sabor e um prazer únicos! Eu sinto um bloqueio tão grande em te comentar por lá… mas um dia perderei o cabaço.

    NANDO

    Primeiro, se eu soubesse ser tão eloqüente em poucas palavras como Heloisa, eu teria como agradecer o apreço seu por mim sem ficar horas aqui espancando o teclado. Mas bati o olho em você e também vi: parceiro de pensamento e ideários! Alma-gema! Se Salem não quiser liderar o suleamento, já vi que você se candidata. E se você vive ou passar a viver aqui pela minhas bandas, seremos parceiro em todo esse e em outros norteamentos.

    MARCOS JUNQUEIRA e LUCAS MATOS

    Afinal, vocês já leram mesmo o Finalidades sem Fim, de Cícero? Eu ainda não encomendei o livro por aqui.

    A gente precisa ter mais “bagagem” para discutir com Caetano esse lance das vanguardas e assim não passarmos vexame. Vejam que Caetano nos rotulou de entusiasmados e já trouxe uma nota dissonante quanto à visada de Cícero e que não sera nada fácil de enfrentar: o pensamento do próprio Augusto de Campos.

    Pelo link a seguir, todos podem se deparar com o mel do melhor de Cícero na web (vá até Livros e leia algo sobre o livro mencionado):

    http://www2.uol.com.br/antoniocicero/
    ___________

    Extra! Extra! Descobri um outro infocaetaunata ainda ’silencioso’, chama-se ADRIANO VIEIRA. Anda orbitando minha estrela lá na Constelação de Centauro e mantém blogue que me lembra Rita Lee - …nada melhor do que não fazer nada…

    http://inutilidadesaqui.blogspot.com/

  79. Exequiela :: entre semitonos celestiales:: disse:
    Novembro 1st, 2008 at 2:34 am

    Tienen 10 minutos eXactos para un momento celestial? Diez minutos eXactos no se les niega a nadie…. y menos al corazón musical que llevamos adentrOOafuera.
    http://www.youtube.com/watch?v=iimMKWF7SK0

  80. NELSON disse:
    Novembro 1st, 2008 at 9:02 am

    heliosa,

    possiveis respostas….rsrsrs.

    http://www.youtube.com/watch?v=MKVBtE