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LI: VOCÊ ESTÁ PUBLICANDO COMENTÁRIOS RÁPIDO DEMAIS
5/11/2008 1:15 am

O discurso de McCain caracterizou a vitória de Obama como uma vitória dos “africanos-americanos”, como eles dizem lá. Foi um bom discurso. Elegante e, no todo, uma bela afirmação da energia histórica dos Estados Unidos. Mas as vaias que vinham da platéia (toda branca, até onde se podia ver na TV) terminavam soando como brados racistas. A menção à escandalosa ida de Booker T à Casa Branca em 1901, a convite de Teddy Roosevelt, foi oportuna e justa. Mas, ao fim e ao cabo, “na agradável noite do Arizona” (a meu ver onde há o céu mais lindo e as cidades mais feias do mundo - sem falar no deslumbramento que é o deserto de Sonora), ficou um gosto de racialização da eleição: eu a sentia como conteúdo mais fundo do que o equilíbrio civilizado da fala de McCain.

Sarah Palin (tipica personagem de Big Brother) estava mais que nunca imitando Tina Fey.

Mas vi tudo isso depois de ver Jesse Jackson chorando. Chorei junto com ele. Nem gosto das coisas que ele diz – seja no caso da palavra “nigger” que um rapper queria pôr como título de seu CD, seja na própria campanha de Obama: Jackson soa como um velho lutador racialista; Obama é um presidente mulato. Jackson chorava como um homem velho que vê a grandeza de um fato consumado suplantar a dos seus maiores sonhos.

(Isso acima ia num comment, mas recebi essa resposta do blog que transformei em título. Seguia assim: “vai devagar”.)

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243 Comentários sobre o Post “LI: VOCÊ ESTÁ PUBLICANDO COMENTÁRIOS RÁPIDO DEMAIS”

  1. Janio disse:
    Novembro 5th, 2008 at 4:13 am

    A propósito, publiquei esse artigo no jornal A Tarde uns dias atrás.

    Barack da Viola e Obama Veloso

    Barack Obama é a bola da vez e a essa altura pouco importa se ele será ou não eleito presidente dos Estados Unidos. A sua simples aparição no cenário político mundial já foi mais do que suficiente para sacudir a mesmice e provocar uma série de reações, que vão desde os mais variados e apaixonados artigos até as mais estranhas teses, como as que sustentam que ele tanto pode ser o maior presidente americano de todos os tempos, como o pior, ou ainda que ele poderá ser assassinado por algum desses seguidores de Lee Oswald que adoram tocaiar um presidente com um Winchester cheio de balas escorado numa janela de um edifício qualquer.
    Mas o pior é perceber que todo esse alvoroço é causado por três motivos aparentemente banais: a sua cor, a sua descendência e a sua origem – negro, filho de mulçumano, nascido no Hawaí. Fosse ele um típico americano branco, desses que ficam horas a fio sentados diante da tevê comendo batata frita e tomando cerveja no gargalo e nada disso estaria acontecendo.
    Aproveitando esse assunto tão em moda e que atualmente só perde para as comemorações dos 50 anos da Bossa Nova (que, pelo visto, nunca terão fim), eu também vou dar a minha modesta opinião. No entanto, ela será um pouco diferente das habituais, mirando mais no aspecto físico dos candidatos, já que sobre as suas personalidades só os seus familiares e os mais chegados é que deveriam falar. Ou Arnaldo Jabor, é claro!
    Quando eu vi Barack Obama pela primeira vez foi simpatia à primeira vista. É que eu achei o seu estilo muito parecido com o de Paulinho da Viola quando jovem. Aquela mesma postura elegante e serena do nosso sambista maior, aquele mesmo jeito maneiro de sorrir e de quem carrega consigo um fair-play de berço sempre pronto para ser usado quando o adversário cair em campo, enfim, a elegância em pessoa.
    Ao mesmo tempo, em outras poses e atitudes, ele também me lembra muito Caetano Veloso depois que ele foi embora de Santo Amaro (quando deixou dona Canô chorando em ai, Mabel chorando em ui e partiu sem nem olhar pra trás), mais exatamente no Festival da Record, ao gritar aquele famoso discurso contra a rapaziada que vaiou a sua canção É Proibido Proibir.
    E é com essa mistura mais latina que novayorquina que Obama vai tentar chegar lá. Aliás, não sei até que ponto a soma dos trejeitos dessas duas personalidades tão distintas de nossa música poderá beneficiá-lo ou prejudicá-lo nessa sua caminhada. Talvez se ele souber dosar o tom conciliador do sambista carioca com o estilo rastilho de pólvora do baiano que adora uma boa polêmica, ele se dê bem no final.
    Enquanto isso, com seu jeitão meio Frank Sinatra de ser, John McCain fará de tudo para que a Casa Branca continue sendo um reduto do conservadorismo branco americano. Façam suas apostas. Eu já fiz a minha. Prefiro mil vezes Foi um Rio Que Passou em Minha Vida e Cinema Olympia a My Way.

  2. Janio disse:
    Novembro 5th, 2008 at 4:16 am

    Aliás, escrevi

  3. Luis disse:
    Novembro 5th, 2008 at 4:34 am

    Caetano,ce leu essa materia?
    (Why White Supremacists Support Barack Obama)
    http://www.esquire.com/the-side/feature/racists-support-obama-061308

    Ah, eu acho a palavra mulato muito feia. Obama é moreno.

    E viva Obama! :)

  4. glauber guimarães disse:
    Novembro 5th, 2008 at 4:40 am

    caetano,
    1] concordo com tudo q c disse aí. chorei com o jesse jackson tmb, pelo momento historico e tal. ri com o seu comentario sobre palin/fey. seu senso de humor me agrada muito.
    nao sei, sinto q o seculo começa agora.
    os EUA passam por um processo de mudança cultural [e toda mudança exige uma boa dose de dor, "denial" e mais dor, ate que as coisas mudem de fato]. obama eh importantissimo como acelerador desse processo, acho eu. eh como se diz, “a raça eh humana”.
    brasil e EUA são as grandes forças da america, com vigor, criatividade, etc. terão um papel decisivo.

    2] gostaria que vc fizesse mesmo a tal antologia do axé. sei que ficará muito bom. outro projeto bacana, seria fazer algo com o beck hansen [como c fez com o lindsay n'o estrangeiro]. talvez uma antologia do axé com o beck produzindo. geleia geral.

    3] notando seu interesse pelo indie/folk/rock, indico um disco: andrew bird & the mysterious production of eggs. belíssimo.

    abraço procê.

  5. teteco dos anjos disse:
    Novembro 5th, 2008 at 5:44 am

    e o planeta desperta diferente
    nesta quarta-feira, 05 de novembro de 2008.
    um negro-mulato alcança o Everest
    do poder. Obama é o novo presidente
    dos EUA (USA).
    também vi Jesse Jackson chorar
    e recordei um rock maravilhoso
    que Lou Reed fez pra ele (JJ)
    duas décadas atrás, quando
    a chegada de um negro ou mulato
    ou índio na Casa Branca era impossível.
    e a profecia de Lobato enfim
    se realiza.
    e eu não desejo a Obama o
    triste desfecho do presidente negro
    de Lobato, nem o dead-line de Lincon-Kennedy,
    mas um recomeço, um novo
    passo na história de toda
    a humanidade.
    e essa terça-feira-gorda (mardi-grass), 04/11,
    se torna tão histórica e importante
    quanto a queda do muro de Berlim,
    o fim da URSS, a tomada da Normandia
    pelos aliados, o trágico 11 de setembro.
    estou realmente mais otimista
    (e não é tão somente euforia momentânea)
    quanto ao futuro
    do nosso lindo
    e complexo planetinha azul!!!

  6. ANTONIO CARLOS OTAVIANO disse:
    Novembro 5th, 2008 at 7:03 am

    Caio, eu tb chorei… muitas lágrimas brilharam pelo mundo afora.. .há ESPERANÇA na Terra!! !

  7. paoladl disse:
    Novembro 5th, 2008 at 8:58 am

    e o brasil? quando o brasil conseguirà o presidente preto?

  8. ninfa leonardi disse:
    Novembro 5th, 2008 at 10:21 am

    Sono felice per Obama Presidente degli Stati Uniti, per tutto ciò che la sua elezione comporta,
    sono felice della sconfitta della Palin, donna da caricatura! Un bacio a Caetano.

  9. Roberto Joaldo de Carvalho disse:
    Novembro 5th, 2008 at 10:44 am

    Puxa, você mesmo se deparando com o ‘terror’ da “janela esbranquiçada”, após tentativa de postar também um comentário, e ainda mais ante esses dizeres traumáticos surgindo de dentro do ‘brancor’!

    A primeira vez que vi isso, ora, ora, mergulhei metafisicamente, por segundos infindos, todo meu inescrutável orgulho no fundo de todas as minhas profundezas, como Moby Dick o faria no insondável oceano de todas as suas albinas e aterradoras mágoas, e com uns ímpetos tais de me reemergir…

    xxx

    Caetano, sou parado em Jota Velloso. E também em Tuzé, Gereba, Armandinho… Eles, como você & o Chico Buarque, fazem de mim um pássaro marinho, digo, um golfinho.

    Vou aproveitar este cantinho em que ainda não há tantos zumbidos como o outro pra emitir com nitidez o seguinte com meus sonares:

    Eu estou praticamente ’só’ acompanhando o papo sobre a música baiana na outra página - é que vim do sertão e, enfim, me litoralizei em Salvador, e esse papo me deixa muito um objeto ainda não identificado, e, a despeito disso, bastante dissecado. Venho fraturando vários de meus espelhos narcísicos por conta de tudo isso - acho que eu já disse lá. Alguns desses espelhos nem vou mais recompor. Quanto a outros deles, há ganas de reunir os caquinhos - mas me verei de modo tão des… transfigurado! Obrigado.

    Mas minto - não só acompanho: vou abelh(ud)inho zumzumzumbindo lá o meu maior interesse não pelo “novo que sempre vem”, mas pelo novo (o inventivo) que já veio, e que, mesmo sem ainda ter partido, parece não ter vindo. Ou seja, não encontra pauta fácil pra apresentações em auditórios maiores, ou mesmo em festas públicas. Sou, pois, parado, e, a um só tempo, propulsionado pela ‘novelha’ música baiana, mineira, pernambucanz, nordestina etc. etc, a novelha música humana.

  10. Marcelo disse:
    Novembro 5th, 2008 at 11:16 am

    A eleição de Obama, se comparada à outra alternativa (ou seja, McCain), me agrada bastante. E, claro, o quão simbólico há no gesto da sociedade americana, também. Mas sinto um incômodo com tudo que sofre um hype midiático (péssima palavra) excessivo, e com Obama não poderia ser diferente. O mundo, já nas primárias, escolhera “o candidato negro” em detrimento da “candidata mulher”, o que muito me entristece. Pra mim, o que estava em jogo era “o(a) candidato(a) democrata”. É claro que eu estaria sendo - no mínimo - ingênuo de não levar em conta os aspectos “emocionais” nessa disputa; só acho que a coisa não deveria se esgotar nisso, como (praticamente) foi feito. Hillary tinha projetos e uma trajetória de luta política institucionalizada dignos de atenção e nota. Tudo isso foi esmagado pelo rolo compressor do candidato pop, Obama. Mesmo que ele próprio, de fato, tenha até pouca coisa a ver com isso, devo dizer em sua defesa.
    Acho que o mundo vai se decepcionar bastante cedo com Obama, mas apóio a escolha por um democrata. E, é claro, não deixo de me deliciar com o simbolismo que gerou e restou disso. É bom ver Berlim em estado de graça frente à presença de um negro, ao invés de um nazista. Os tempos mudam. Deliciosamente.

  11. Marcelo Porciuncula disse:
    Novembro 5th, 2008 at 11:53 am

    Gostei muito do discurso de MacCain. Elegante, maduro, e sobretudo atento ao ideário americano que exige intransigência quanto aos princípios que eles entendem como democráticos. O mesmo ideário que obrigou Bush a recorrer às câmeras de televisão logo após o 11/09, por exemplo, para frear agressões difusas e ainda desortganizadas que naquele momento vitimavam os americanos de religião muçulmana. Ele dizia que ali, nos EUA, não podia haver espaço para a discriminação por motivo religioso, e que a batalha que se iniciava era contra o fundamentalismo que havia agredido brutalmente NY.
    Não importa o que ele pensava em seu íntimo. Importa é que ele se viu obrigado a repetir, como presidente americano, a “ladainha” com a qual talvez não concorde integralmente.
    A mesma ladainha que ele desrespeitou inúmeras vezes (Guantánamo, modo como se deu a invasão do Iraque, etc.). Motivo pelo qual se tornou uma figura detestável. Seu governo se tornava, para mim, desastroso na medida em que se mostrava capaz de protagoniozar medidas que me lembravam os criminosos que dizia combater.
    Inicialmente cogitei que as vais pudessem ter um fundo racista, Caetano. Mas desisti um pouco da idéia quando, logo em seguida, MacCain falou algo tipo “importância histórica de se ter presidente afro-americano” e ninguém disse nada. Seria o melhor momento para vaias. Aliás, uma voz masculina gritou alguma coisa, mas seja lá o que for não teve qualquer repercussão (e não acho que ela tenha gitado “viva os afro-americanos!”…rsrs).
    Não simpatizo com “afro-americano”, acho que neste caso o hífen termina por definir uma subcategoria e por exercer uma fnção excludente. Penso que do ponto de vista técnico o correto seja a feia estadunidense. Falo “americano” mesmo, sem nenhum problema.
    No final das contqas, me impressionou muito o fato de os EUA terem sido capazes de eleger um presidente mulato (não o acho moreno e mulato me parece uma palavra bem bonita) que tem como sobrenomes Hussein e Obama. Um candidato filho de um queniano com uma mulher do Kansas, um sujeito que passou boa parte de sua infância na Indonésia, um país de maioria muçulmana, mas que também estudou em Colúmbia e em Harvard. Um cara que não é entusiasta da política armamentista e que se diz favorável ao multilateralismo na condução das questões internacionais. Obama é uma figura que não se enquadra em esquemas rígidos, tão apreciados pelos americanos.
    Vamos ver o que ele é capaz de fazer, ou melhor, as políticas que ele é capaz de liderar e de propor. Penso que os vínculos afetivos que ele pode possuir com uma biografia tão rica e complexa são seu maior tesouro, e sinto que também são, no final das contas, minha maior esperança. Senti o mesmo quando da eleição de Lula.
    Como é bom poder ver tantas mudanças (pelo menos simbólicas) em tão pouco tempo. Viva a democracia.
    Não deu mesmo pra não chorar.
    Falei tudo isso por telefone com um amigo que me chamou de ingênuo, dizendo que na verdade a economia dita tudo, e que não foi diferente desta vez.
    “A eonomia está um desastre e o condutor é replubicano? Votemos todos com os democratas”, teria sido assim, acredita.
    Tenho certeza de que o ingênuo é ele.
    Bjs.

  12. Julio Vellame disse:
    Novembro 5th, 2008 at 12:05 pm

    Será que o mundo se comunicando e se trocando como está vai ter um presidente mundial? e a cor dele vai ser o marrom da mistura de todas as cores ou o branco da mistura da luz de todas as cores?

  13. Julio Vellame disse:
    Novembro 5th, 2008 at 12:32 pm

    Quando a gente se preocupar menos com o conotação das palavras como afirmação de posição socio-antropo-politica e mais com os nossos sentimentos com relação ao outro as palavras vão deixar de ter dono. Mulato é massa, moreno tb… Eu chamo vários amigos queridos de pretos pelo simples fato da cor deles ser essa.

  14. tita disse:
    Novembro 5th, 2008 at 12:39 pm

    Espetacular a vitória de Obama…não me lembro de ter visto tanta gente torcendo por algo assim. Uma corrente de muita esperança. Axé para Mr. Barack Obama…Que nossos tambores celebrem essa vitória e que o novo presidente americano realize as mudanças necessárias para promover a paz…esquecer os EUA das guerras…iniciar uma nova era. Quanto a ser negro, mulato ou amarelo…acho que não faz a menor diferença.Pensar que ele foi eleito porque é um negro é menosprezar a sua capacidade, sua formação.

  15. Socorro disse:
    Novembro 5th, 2008 at 1:22 pm

    Parabéns vovô. Quando nasceu minha primeira neta, 14 anos atrás, eu não gostei muito da idéia de ser avó. Hoje, que já são três, vejo como é bom ver que tem muito de nós naquelas criaturinhas que estão chegando agora a este mundo. Hoje tão diferente de quando chegamos nós. Aprendo com eles. Converso como os dois mais velhos, que moram na Itália, pela internet e eles me mostram um mundo que pode ser novo.
    Como disse Obama no belo discurso desta madrugada, é por eles que temos que mudar o que aí está. E penso que é esta esperança que faz a eleição de Obama ser tão emocionante no mundo inteiro. Viram o blog de Saramago? Perguntado ontem numa entrevista de rádio o que acha que seria a primeira coisa que Obama deveria fazer, ele respondeu: desativar Guantánamo.
    Não gosto d termo mulato. Prefiro negro. Obama é negro, é filho de africano. Por um desses maravilhosos acasos do destino, nasceu de uma mãe branca, mas é negro. É lindo vê-lo ao lado da mulher - mulata? - e das duas filhas. Arrumados pra festa como estavam ontem, me lembram aquelas pessoas que fazem a Noite da Beleza Negra ser uma festa tão bonita.
    Quem é da Bahia sabe que o quanto foi importante existir um bloco como o Ilê pra a auto-estima dos negros baianos. E, até hoje, eles se dizem bloco de negros, não mulatos. O que não aconteceu com o Olodum, lembram? A afirmação da negritude é importante. Ainda.

  16. Marcelo Noah disse:
    Novembro 5th, 2008 at 1:24 pm

    Auch, você sintetizou com perfeição o que a galera aqui estava pensando quando viu S. Palin ao lado de McCain no discurso do Arizona (nunca mais… never more).

    Tina Fey rocks!

  17. Roberto Joaldo de Carvalho disse:
    Novembro 5th, 2008 at 1:59 pm

    Bruno Guimarães, vou… vou também como você festeja, trembalístico - no sentido lato. Devagar, devagar, a gente nunca embala. Piso mais fundo. Corrijo num segundo. Eu prefiro as curvas das estradas de Bertolt Brecht e Tosltói. E também não posso mais parar…

    Impregnado até a medula da monumentalidade de Guerra e Paz, a obra, mas principalmente de sua sondagem de que a história acontece deslocando-se placas teutônicas que podem reverberar em tremor nem sempre perceptível - e não menos impregnado pelo “efeito de distanciamento” legado por tantas das representações dramáticas brechtianas, várias eu vi montadas no antes Teatro Santo Antonio, hoje rebatizado Teatro Martim Gonçalves, em Salvador, na década de 1980 -, eu não acredito em heróis: mas que eles existem, ah, sim, eles existem; só que não fazem tudo sozinhos, mesmo quando são hábeis ou talhados para fazerem os outros e, em não poucos casos, a si mesmos acreditar nisso.

    Tenho um profundo receio desse fatalismo. Aliás, tenho horror a qualquer fatalismo, seja o que decide de antemão, em tudo, pela vitória (o norte-americano), seja o que decide de antemão, em aspectos cruciais da vida social, pela derrota (o de parte do povo brasileiro).

    Um amigo meu, de Tucano-Bahia - terra natal do ator Othon Basthos, o corisco de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber, e filósofo espontâneo, na sua irreflexão, afogou-me recentemente num banho de sabença. Disse-me, referindo-se ao resultado das últimas eleições municipais em boa parte do interior baiano por ele palmilhado, que teremos mais quatro anos pela frente de “políticas públicas não-afirmativas” e de uma burocracia baseada em “ingerenciamento”. No entanto, em meio a isso ele deposita uma fé tamanha no nosso país, quanto à qual quero sondá-lo sempre melhor (pra apreender mais do total de seu matutamento astuto), porque é uma fé em: nossa criatividade!

    Ele parece recitar palavras magmáticas que Jorge Mautner já andou salmodiando em prol de nossa civilização tropical. Vale resaltar que ele vive em lugar próximo ao que se deu a saga de Canudos e de um tal herói por nome “Conselheiro”.

    Eu vi, em algum lugar, que um historiador, irmão do poeta João Cabral, cujo nome não lembro agora, nem posso me demorar nesse instante na internet pra achar algo, dedica-se a estudar certo modo de ser fatalista do brasileiro, sobretudo do nordestino, propondo hipóteses explicativas.

  18. gil disse:
    Novembro 5th, 2008 at 2:01 pm

    Custou muito ter mentido ao Congresso, Bush sai pela porta dos fundos e a derrocada republicana é avassaladora. Nem Blair conseguiu passar no crivo, fez um arranjo e saiu para o anonimato, quem diria. Talvez mais do que ter apoiado a guerra nestes casos, a revanche foi contra a mentira. Outros presidentes que não apoiaram a guerra também perderam como na Alemanha e na França por exemplo. A questão da democracia e do Congresso que a corresponde é muito mais séria no eixo anglo americano. E não deixa de ser exemplar e, porque não, progressista.

  19. Leonardo Bernardes disse:
    Novembro 5th, 2008 at 2:19 pm

    De fato o discurso de McCain pareceu descontextualizado, o que só aumenta a minha admiração por ele. Era honesto seu apoio a Obama, assim como seu desejo de um trabalho em conjunto para resgatar o EUA da lama.

    Lamentável que tanta gente ainda se mantenha refratária — não à novidade, nem a posições diferentes — mas a abertura, ao diálogo. No entanto, é por causa delas que nós podemos divisar com alguma alegria quer o significado da vitória de Obama, quer a importância e a decência do discurso de McCain. Repito o que tenho dito: é um belo exercício de democracia.

    PS. É sintomática a imagem de uma loirinha, no meio do público que assistia McCain, rindo e bebendo (espumante?) enquanto as pessoas assistiam desconcertadas ao seu discurso. Ela parecia desinteressada, como se não lhe disse respeito tudo aquilo. É aterrorizante — essas imagens me aterrorizam.

  20. Exequiela :: Awakening.... disse:
    Novembro 5th, 2008 at 2:36 pm

    EL CAMBIO TIENE COLOR Y ES NEGRO.

    Estados Unidos despertó del “sueño americano”

    A fin y al cabo los sueños, SUEÑOS son, incluso cuando se trata del “sueño americano”. El pueblo estadounidense mostró un alto grado de madurez en estas elecciones. Por fin salieron a “revelarse” y decir “así NO”. Yo veo a los países como familias (donde el pueblo son los hijos) y siento que esta elección fue el breaktrough para que salgan de la niñez y dejen de ver todo como disneylandia. Estoy un tanto de acuerdo con el amigo de Marcelo que dice que esto se debió a los problemas económicos. Claro que sí! Si cuatro años atrás nos decían: “En el 2008, Estados Unidos tendrá un presidente negro”, yo hubiese dicho: “NO!!!! Faltan décadas para eso”. Si cuando se postuló con Hillary, decían: “Obama le va a ganar”, yo hubiese dicho: “NO!!! Si gana Obama, ganan los republicanos!!”. En fin… Obama rompió con cualquier predicción, y lo hizo porque el contexto se lo permitió (uno y sus circunstancias). Sin crisis económica, no había Obama. Paradójicamente, sin Bush tampoco había Obama. A mí me parece perfecto que se haga énfasis en el hecho de que es negro.Lo importante es que ganó un demócrata negro. Es importante porque las tendencias se marcan así, se construyen con ejemplos… que otros imitan (en el mejor de los casos)

    LeAozinho:
    No entendí ni el título del post ni el paréntesis…
    A mí también me hubiese gustado ver CNN en inglés pero en mi cable no viene. No me gusta ni afro-americano ni afro-estadounidense. Y odio que en todos los formularios de EEUU haya que poner el origen étnico (latino, afroamericano, asiático, etc) Eso es una forma de discriminación. Puede ser que afro-estadounidense no sea correcto pero ESTADOUNIDENSE es más correcto que americano. Reconocelo!!!!! Otra tema es que no te guste como suena pero no hay ningún error en decir: estadounidense. Y cuanto más lo uses, más te va a gustar como suena. Probá. Beso, beso!

    Lucesar: Conozco muy poco de Drexler. Voy a escuchar más.

    Gil: esa historia que contás de Orfeo es buenísima… será verdad? o el rumor sólo corre en Brasil?

  21. Exequiela :: Awakening.... disse:
    Novembro 5th, 2008 at 2:40 pm

    che! mi comentario quedó en cualquier orden. Lo acabo de publicar y quedó como 4 comentario antes del último. (Hermano!)

    TOTALMENTE de acuerdo con el comentario de Salem. Ya es hora de cambiar de película! O de entrar en la realidad.

  22. Bruno Guimarães disse:
    Novembro 5th, 2008 at 2:42 pm

    Sou um mulato nato. No sentido lato, Mulato democrático do litoral… Devagar nada…. vai mais rápido…….

  23. Guido Spolti disse:
    Novembro 5th, 2008 at 2:46 pm

    Não tenho nenhum problema com a palavra mulato nem com moreno, apesar da radicalização de determinados grupos sectários; também gostei quando soube da vitória de Obama; o mesmo pensei sobre as vaias “dos branquinhos” soando mesmo como um “lamento” racista TEM PRETO NA CASA BRANCA; aguardemos para ver onde tudo isso dará, que transformações poderão ocorrer nas segregações étnicas ainda muito fortes nos E.U.A e especialmente, como ficará a política econômica após o “horror terrorista” de Bush, haverá alguma possibilidade de pacificação Ocidente/Oriente Médio?

  24. Lucesar disse:
    Novembro 5th, 2008 at 2:54 pm

    Ainda estou em êxtase por essa vitória de Obama, tomara represente uma virada no pensamento dos estadunidenses (como quer Exequiela), e, o que é mais importante, no modo como o governo se relacionam com o mundo, com os direitos civis e políticos dos países invadidos ou não. Aliás, HERANÇA MALDITA é isso que o W. deixou, viu turma do PT.

    Exequiela, eu realmente não conheci o Rodrigo, uma pena. Adoro escutar Jorge Drexler, o que pensas dele, também não sei o que Caetano pensa sobre ele, mas acho que gosta.

    Beijos a todos.

  25. Susi Leira Lugrís (Galiza-Espanha) disse:
    Novembro 5th, 2008 at 3:40 pm

    Olá a todos/as, e a Caetano especialmente.
    Hoje tou tao feliz que por 1ª vez em minha vida tenho vontade de ir aos EE. UU. Sempre dixem que eu jamais iria a esse pais, nem aprenderia a língua que se impoe porque o poderio econômico e militar manda; já sabedes o que representam os EE.UU. para muitas pessoas que desejamos a igualdade de direitos, de oportunidades, de reparto da riqueza, de justiça, que odiamos a pena de morte, o racismo, etc. Espanha fez grandes manifestaçoes quando invadirom Irak, escutabas a gente quanto esse pais condenou o ataque as torres xemeas, mas a gente dizia se eles levam toda a sua curta história masacrando gente por todos os continentes, agora que os atacam a eles a vingança vai ser terrível. Assim foi tao desmedida como injusta, mitos paises tenhem ditadores que cometem atrozidades e EE. UU. nao os ataca, por que a uns sim e a outros nao. O das torres foi a desculpa que necesitava para matar e assasinar sem discriminaçao, como sempre fez.
    Bom, o 1º que sentim, na 1ª pessoa que pensei quando soubem que ganhara Obama (nome sensual e sonoro) foi no meu idolatrado Caetano. Eu sentim que ganhava um pouco toda essa gente que amo, os pretos, mulatos, negros, polos que Cae sente tb atraçao, amor, dos que gosta.
    Eu escutara todo o que Cae diz deles nas suas cançoes, a sua poética bonita quando uma letra dele fala de preto, o que gosta de Obama, etc.

  26. Caetano Veloso disse:
    Novembro 5th, 2008 at 3:47 pm

    A mãe de Obama levou-o para ver o Orfeu e Obama achou ruim, falso, uma visão folclórica dos pretos, do Rio e das favelas. Mas vendo a mãe chorar mais uma vez diante das imagens que a levaram a gerá-lo, comoveu-se com elas. Adoro essa história porque eu também achei o filme horrível quando saiu logo. Os brasileiros todos acharam: falo disso no artigo sobre o Orfeu de Cacá que está em O Mundo Não É Chato. Vinicius também detestou. Godard também. Mas Palma de Ouro, Oscar, culto entre estrangeiros. Hoje, longe daquele tempo, depois de Glauber, Sganzerla, Cidade de Deus e Linha de Passe, também sou capaz de me comover com algo daquele Orfeu. Obama é mulato.

  27. Susi Leira Lugrís (Galiza-Espanha) disse:
    Novembro 5th, 2008 at 3:56 pm

    e sentia tudo aquilo com muita força.
    Há 3 anos fui a Brasil pela 1ª vez, voltei o ano passado e este ano. Sempre fui a Salvador de Bahia e, como nao, a Santo Amaro. A 1ª vez a um congresso de estudos galegos, aí eu consegui entrar (por um milagre) no aniverssário de Dona Canô, a 2ª viajei sozinha com a esperança de voltar a esse aniverssário, igual que fiz este ano 2008. Ano triste, faleceu a minha mae e alegre porque cada dia sinto mais a presença de caetano em minha vida. Sinto-o se isto soa “cursi”, eu vivo feliz se ele tá aqui na terra creando, regalándo.nos todo esse amor, toda essa alegria, que há melhor para estar bem com o mundo?
    Este discurso se me vai, é tanta a emoçao, Cae que poderá fazer Obama? creio que criar ilusao, dar esperança, ser negro, ser bonitinho como ele é já supom tanto para esse pais, agora sim as minorias podem ter algo que esperar.
    Acho que já vou poder viajar a esse pais semavergonzar-me, sem sentir nojo, só porque ele tá ai. Esperemos que o deixem e quira fazer algo por todas essas minorias desfavorecidas, e sobretudo nao seguir sendo o gardiam do mundo com dereito de invadir paises, desreipetar direitos humanos, etc.
    Nao sei como estarás Cae, suponho que alegre e satisfeito de que ele ganhara. Guauuuuu!!!
    Cae espero ver-te ai em Brasil, quando eu voltar, em concerto, desta estadia quase o consigo, por uns dias nao puido ser. Desejo que o teu novo trabalho saia ajinha. Agora lerei o teu último artigo aqui, em Obra em Progresso. Amor e saúde a todos. Beijao.

  28. Guido Spolti disse:
    Novembro 5th, 2008 at 4:10 pm

    Pro cara do post 1: É Proibido Proibir ocorreu no Festival Internacional da Canção no Teatro Universitário Católica - TUCA, aproximadamente um ano depois do Festival da Record. É só para diferenciar a datação histórica musical.

  29. laurene disse:
    Novembro 5th, 2008 at 4:14 pm

    Oi, Caetano. Bora lá comentar. Vá mais devagar, meu nego. Obama é O HERÓI e CÊ é o PROFETA! Integração do negro na sociedade de classe x Casa Grande e Senzala, que tem fotos de Santo Amaro & sua doce cana. Bastide X Freyre =Cê, Caetas. Jessie Jackson e Obama parecem Florestan Fernandes e FHC em 1994.

    Alguém falou em Cinema Falado. Encontrei-o na web: uma moça que fazia fotos do filme num blog e perguntava coisas como “de quem é essa piroca azul?” Outro dia li Não Quero Prosa, do discípulo do Schwarz e poeta marginal Cacaso. Poderia chamar: Não quero prosa, quero caso, Cacaso! Ele não entendeu nada de Cinema Falado. Ele queria um discurso linear como de um ensaio sociológico e pirou na “gelatina burguesa espatifada” do Falado.
    Um filme riquíssimo e pouco explorado. Tem um tal de Carlos Adriano fazendo tese sobre ele na USP, que bom!

    A crítica do guru de Cacaso, Schwarz, que ama Adorno, sobre Verdade Tropical dizia que Caetano dissolve as contradições e toma partido do comercialismo. Mas como, se as contradições estão aí, no último post, abertas diante de nós!

    O jornal mostra a festa no Pelourinho: Obama venceu! Viva Caetano, viva Obama!

  30. gil disse:
    Novembro 5th, 2008 at 4:38 pm

    pois eu acho o negão parecido com o Sinatra, mais que tudo. será que esse papo de raça ainda vai rolar? será que lá ainda tem esse papo, o negão é branquinho, de mãe e avó e de criação, cresceu na roda dos brancos das escolas, mesmo sendo pretinho, e é pretinho, tintão de pai, que importa? já foi…acho o jeito dele Sinatra, mais que da Viola ou Caetano. O rei é preto!…que lindo…grande orador, charme total, Sinatra, tomara que tudo melhore, mas já melhorou.

  31. gil disse:
    Novembro 5th, 2008 at 4:48 pm

    impossível não contar aqui. Aderbal disse que viu na internet em algum lugar que a mãe de Obama viu o filme ORFEU baseado na obra de Vinícius e que ganhou Cannes nos anos 50…diz que ela ficou tão emocionada, tocada, entusiasmada, ligada no filme que a partir daí resolveu se relacionar com um negão, que viria a ser o pai do nosso novo presidente Obama. A atriz do filme que interpreta Eurídice, a paixão de Orfeu, era americana, isso, uma americana fazendo o papel de uma favelada carioca. O filminho está por aí pra todo mundo ver e de certa maneira não seria um excesso (?) dizer que Obama também é filho de …Orfeu, portanto. Gracinha essa história hein…

  32. gil disse:
    Novembro 5th, 2008 at 5:21 pm

    aí está:

    http://jorgeroriz.wordpress.com/2008/11/05/se-nao-fosse-o-brasil-jamais-barack-obama-teria-nascido/

  33. Fernando Salem disse:
    Novembro 5th, 2008 at 5:55 pm

    Casa Branca & Senzala

    A eleição de Obama vem repleta de significados. A derrota de McCain também.’Ma quem era esse senhor? Não sei quem ele é hoje. O velho republicano foi um cara bonitão. Vocês devem tê-lo visto fotografado na sua juventude bélica e bela. Um herói do tempo em que matar vietnamitas não parecia crueldade aos olhos dos americanos. Os EUA são uma super-produção. Um filme que parece sempre estar chegando ao clímax. A troca da figura do herói é bem representativa nessa curva dramática.

    Obama, como Ismael Silva, parece um cara cool. Não o vi aos berros nos palanques. Isso já é uma mudança de estilo bem interessante. Mas também não o conheço. Me parece um sujeito calmo, altivo e um tanto enigmático.

    O fato é que estamos em um momento de suspense e a entrada do personagem parece perfeita para o curso da história. O homem cordial, talvez.

    O mito do herói está no imaginário do povo norte-americano e de seus filmes.

    Nós por aqui, sempre tivemos dificuldade na construção e personificação do mito político. Desde Vargas. Temos muitos traumas.

    Mas temos um mito imaginado por pensadores como Darcy, Gilberto Freyre e Mautner. E ele passa pela miscigenação. Nesse sentido, a eleição de Obama nos toca. Talvez mais por ser mulato do que preto.

    Bush foi desnecessariamente necessário pra que os Estado Unidos tivessem um choque de humildade. Produziu 2 guerras intermináveis e caríssimas; e assolou a economia mundial. Um anti-clímax fundamental para a reconstrução do mito do sucessode sse longa-metragem.

    A história dos norte-americanos é um blockbuster. E a cena de tiroteio cansou. Os roteiristas entraram em greve no ano passado. Parece que retomaram o fio da narrativa, escrevendo certo por linhas tortas.

    Torço por cenas emocionantes e pra grande entrada dos coadjuvantes “emergentes” nesse campeão de bilheteria.

    O Brasil tem que entrar nos créditos.

  34. Gravatai Merengue disse:
    Novembro 5th, 2008 at 6:30 pm

    Há quem aponte certa misoginia nas críticas que se faz a Sarah Palin, mas a verdade é que Palin não encarna a mulher-mulher, mas a mulher-gostosa-protótipo, uma coisa que difere do feminino.

    A troça feita a ela não é um sarro do feminino - tanto que sua principal gozadora é Tina Fey, outra mulher, cujo centro do humor passa longe do sexismo.

    Assim como o principal símbolo da vitória de Obama, o fato dele ser preto, passa longe da demarcação equivocadamente raivosa que Jesse Jackson fazia antes da coisa brancos x pretos em tempos idos.

    Depois do discurso de ontem, quando Presidente e Vice fizeram lá seu cumprimento, não havia branco ou preto no palco. Havia, de forma muito clara, o Presidente dos Estados Unidos da América.

    Bush nunca teve aquela postura.

  35. Suely Rouco disse:
    Novembro 5th, 2008 at 8:26 pm

    Obama é mulato… Caetano é moreno…Moreno é branco… e eu? sou neguinha ?

  36. Ana disse:
    Novembro 5th, 2008 at 9:14 pm

    Caetano, antes de tudo, parabéns por ser novamente avô! Isso, da continuidade, dá um baita sentido até ao que não tem sentido. Parabéns ao Moreno pelo segundo filho!

    Sobre Obama: não senti esse racismo todo, nem por parte dos conservadores. O que se percebe na ala conservadora hoje em dia, é mais um medo de que a vida não volte a ser o mar de rosas que sempre foi (como se fosse justo o mar de rosas deles existirem em desfavor do mar do restante do mundo) do que ter por presidente um homem negro. Por Obama não ter embasado sua candidatura na questão racial, acredito que ele seja, hoje em dia, o protótipo do homem moderno, aquele que vê tudo com uma seriedade gigante, que não está no mundo a passeio, e acredito no potencial intelectual dele. Ele é acima da média.

    Espera-se o mesmo de outros líderes, doravante.

    Estou sem tempo para comentar suas gravações, mas volto para me inteirar.

    Já, me desculpe, mas Lobão nunca terá razão. Deram espaço demais a ele. Ele não tá com essa bola toda. Nem ele, nem o Nelson Mota, e hoje ambos desceram a lenha no Chico Buarque, na Bossa Nova, e eternizaram a coragem de Odair José em gravar “Pare de tomar a pílula”. Às vezes o Brasil surpreende. Pela auto-estima que não tem.

    Link, aqui.

    Sobre Jesse James: a gente tem que entender que a dor de alguém lhe dá o direito de nomear vulgarmente aquilo que para nós, poderia ser expresso de outra forma.

    Foi uma grande emoção ver ele chorando de emoção.

    Foi uma grande emoção ver os Estados Unidos da América elegerem Obama! Não por ele ser negro. Mas por ele propor mudanças tão próximas do humanismo, e os americanos estarem num momento propício à essas mudanças.

    Que seja uma nova era política, mais antenada com o diálogo e com propostas sustentáveis, do que com poderios que se respaldam em guerras (sejam por territórios, financeiras, ou meramente ideológicas).

    A propósito, o mapa (astral) do céu de ontem à noite estava uma coisa!

    Bj!

  37. Ana disse:
    Novembro 5th, 2008 at 9:18 pm

    Meudeus! Acabei de chamar Jesse Jackson de Jesse James! Sem perceber… e sem saber por que…
    Mas já que isso aconteceu, aproveito para emendar: o que estaria pensando Michael Jackson, agora que se branqueou o suficiente, ao ver as pessoas tão comovidas com Obama negro, de nariz largo, e peito aberto?!

  38. Ana disse:
    Novembro 5th, 2008 at 9:20 pm

    Perdão, mais uma vez: link correto para o vozeirão do Lobão, gritando que Chico Buarque é chato e suas canções anêmicas (o código criou um espaço que não levará ninguém ao link correto, que é o a seguir): http://colunas.g1.com.br/maquinadeescrever/2008/11/05/chico-buarque-e-um-chato/

  39. Lucesar disse:
    Novembro 5th, 2008 at 9:35 pm

    Amém Teteco

    Pensei um coisa
    escrevi outra
    errei na concordância

    Perdoem

  40. João Renato disse:
    Novembro 5th, 2008 at 9:56 pm

    Obama não é só o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Ele também é o primeiro presidente negro dos países desenvolvidos. E talvez seja o primeiro presidente negro dos grandes países fora da África. E eu acho estranho que isso tenha acontecido justamente nos Estados Unidos, e não no Brasil.
    Mas tem um imenso detalhe: ele não descende de escravos afro-americanos. Obama é filho de um africano que não conheceu a escravidão e uma ativista norte-americana. E eu acho que isso dá uma grande diferença na visão de mundo dele.
    JR.

  41. Bruno Melo disse:
    Novembro 5th, 2008 at 10:26 pm

    Acho que, ainda que eu me desiluda com o Obama - e acho difícil -, terá valido a pena ver o que vi. Foi histórico para as coletividades. Por tudo em si mesmo. A vitória quase que polarizada do Obama veio redimir e coroar séculos de injustiça e opressão. Veio como um desagravo àquela cena em que uma negra sentou, num ônibus, ao lado de uma branca e deu origem ao racismo explícito. Veio como um desagravo a uma igualdade criada por Deus e negativada pelo homem… Porque ainda que não queiramos, torna-se impossível dissociar a questão da cor do fato consumado lindamente. Mas muito para além disso, fica a competência, o carisma, aquele brilho que o Obama tem e que dá um gosto danado de assistir na tv; sem falar daquele sorriso tipicamente franco, tão longe do falso sorriso do Bush. Tudo isso tem a ver com o caráter, embora pareça não ter… E o caráter é o primeiro passo para feitos corretos. Não sou estúpido o suficiente para achar que o Obama dará jeito em tudo, rapidamente. Porém, repito, quebrou-se um paradigma. E isso, por si só, já é uma imensa realização.

  42. teteco dos anjos disse:
    Novembro 5th, 2008 at 10:55 pm

    mas logo a Califórnia proíbe casamentos homossexuais? fui isso mesmo que li? os mesmos eleitores que ajudaram a catapultar um negro para a Casa Branca acabam, por outro lado, ou paradoxalmente até, ferindo os direitos humanos. estranhezas americanas, si si.
    não sou gay, mas se o mundo fala em direitos iguais, porque então preterir uma parcela tão grande e importante dessa nossa famigerada humanidade? ou será que os gays não são humanos, demasiadamente humanos?
    e eu que pensava ser a Califórnia o mais modernex dos states americanos. poderia esperar isso do Texas, onde claramente existem muitos Billy the KidS. mas, nunca imaginava tal coisa da Califórnia, o celeiro da contra-cultura, o berço dos beatnicks, a Meca do cinema.
    estranho.
    mas o mundo é estranho.
    fui visitar um artesão-marceneiro que trabalhava numa réplica ( não no tamaho original, couuuuurse) do David de Michelangelo Buonarroti. Sugeri que ele fizesse o “pinto” do David um puco maior, já que, notadamente, o pinto do original é muito pequeno para um “homem” daquele tamanho.
    ele o fez. maior e “ereto”.
    numa expo em Sampa, num grande centro cultural, o tal curador ( sem cura) solicitou gentilmente ao artsão que retirasse o david do pinto ereto ds coleção exposta, pois “incitava os gays”. Ual…que sacada…tirem então todos os exemplares do Kama Sutra das livrarias..podem “incitar os taradões”.
    como diriam os Ramones..”MONDO BIZARRO”

  43. teteco dos anjos disse:
    Novembro 5th, 2008 at 10:58 pm

    perdoem
    os
    erros
    de
    digitação…
    aliás,
    perdoem,
    se puderem,
    todos os meus
    e seus erros.
    grazie!

  44. Heloisa disse:
    Novembro 5th, 2008 at 11:32 pm

    Acho que ninguém comentou ainda o discurso de Obama. Sereno, sério, quase triste. Pela perda da avó-mãe, sabemos, mas não só: consciente do caos que o espera, dispensou as láureas e já se mostrou pronto para atacar de frente o que vier – e o que já veio. E agora?
    Na platéia o choro dos pretos, os brancos com esperança inédita no rosto, as meninas brancas festejando o provável primeiro voto, tudo me emocionou muitíssimo. Mas nada como a mulata de olhos claros, séria, com lágrimas no rosto bonito: só aí pude entender porque Caetano insiste tanto em afirmar que Obama não é negro, é mulato.

  45. Fernando Salem disse:
    Novembro 5th, 2008 at 11:47 pm

    As coisas que o Lobão disse sobre o Chico são até previsíveis. Lobão hoje faz uma espécie de cover dele mesmo. Já ouvi ele falar esse papo de anemia e falta de tesão da bossa-nova umas 9537 vezes. Do quanto “cagou” pro Joãogibas ter gravado Me Chama mais umas 3758. “Sacralização” e “culpa católica”, uma 8354.

    O tom de concordância do Nelson Motta é que surpreende. Um pouco. O Nelson é bacana, mas é meio Zelig. Ele mimetisa quem está ao seu lado por admiração.

    Se estivesse ao lado do Chico, iria babar eleogios. Ele é assim.

    Lobão é meu amigo, mas está se repetindo. Há um tanto de esclerose no seu discurso repetitivo. Às vezes é engraçado, às vezes chato pra cacete.

  46. Enzio Andrade disse:
    Novembro 5th, 2008 at 11:52 pm

    Cara Laurene:
    fui eu que em outro tópico,falando com o teteco dos anjos,que mencionei o “Cinema Falado”.Eu adoro esse filme, o vi no cinema,depois comprei o vhs,e quando saiu em dvd eu o comprei tb,e o dvd tem uma porçao de extras lindos.É um filme que mexe com vc,com sua cabeça,seu humor,tem sacadas geniais e até hoje ele é olhado de maneira enviesada,porque não admitem os chatos de plantao que Caetano possa dirigir um filme.Digo olhado,porque creio que ninguem no Brasil tenha feito uma analise merecida dele.mas fica aí a recomendaçao,comprem,vejam,aluguem,o Cinema falado,ele é o grande culpado da minha transformaçao( :-) ).
    abraços sovieticos.

  47. glauber guimarães disse:
    Novembro 6th, 2008 at 12:02 am

    achei o lance do lobão e do nelson motta extremamente equivocado, principalmente as opiniões sobre a bossa nova. o SPIN ta virando mania nacional. um desserviço.

    engraçado, pra mim, o brasil eh um país em que se sacraliza o sucesso. esse sucessinho babaca, não o sucesso do neil young, do marcelo camelo, walter franco, lenine, ben folds. sim, pra mim, o conceito de sucesso eh outro. sempre foi.

    dinheiro, fama, que venha. ou não. mas o importante mesmo, eh escrever o nome no livro. fazer parte da historia pela porta dos fundos…bullshit.

    quando vejo entrevista de 90% dos autistas…oops, artistas brasileiros, sempre lembro das entrevistas dadas por tom zé e/ou arrigo barnabé.

    o bom senso eh uma ferramenta em desuso.

  48. glauber guimarães disse:
    Novembro 6th, 2008 at 12:07 am

    perdão, não posso deixar de dizer isso: chico buarque, um chato, parnasiano??? palhaçada.

  49. Rogério Grillo disse:
    Novembro 6th, 2008 at 12:30 am

    Olá..

    Concordo com Gil, lá em cima… esse papo da negritude de Obama já se mostra um pouco enfadonho.. deveríamos esperar pelo que ele vai fazer quando ASSUMIR de fato… e não elucubrar sobre o que é e/ou o que poderia ter sido… sob o aspecto racial…

    ..xx….

    caetano, costumo dizer que sou músico/cantor por sua “culpa” ..sempre esperei(espero) o melhor de vc..e vc sempre me surpreende. Essa idéia da compilação do axé é ótima ! cruzarei os dedos !

    beijos.

  50. Jorge Portugal disse:
    Novembro 6th, 2008 at 1:05 am

    De volta ao “infosenado do adro da matriz”de Caetano.Escrevendo aqui me sinto sentado nas escadarias da igreja da Purificação ouvindo e participando de todos os papos sobre tudo.
    Não me interessa imediatamente como Obama vai abordar a cena mundial;vibro em pensar como o seu feito vai afetar as cabeças dos “meninos do Pelô” e dos “erês do Curuzu”.Esta já é, para mim, sua obra principal.
    Aliás, o Novembro começou mais negro do que nunca:OBAMA, HAMILTON, e LÁZARO RAMOS colocando todo o bando de teatro Olodum na tela da hollyood brasileira.
    Mais do que nunca “Yes, we can!”

  51. Ana disse:
    Novembro 6th, 2008 at 1:11 am

    A “coragem do Odair José” deveria estar assim, também entre aspas. Não que o cara não tenha o seu valor. Todos têm. Mas dá para qualquer um imaginar o abismo gigante entre ir contra o controle da natalidade em uma época em que bispos e arcebispos tinham infinitamente mais poder do que hoje, e ir contra a ditadura numa época em que ditadores tinham o apoio da CIA.
    Eis o Cálice ou o Cale-se.

  52. Ana disse:
    Novembro 6th, 2008 at 1:23 am

    Fernando Salem falou tudo at 5:55 pm! Tu-do!

  53. fabiano carlos disse:
    Novembro 6th, 2008 at 1:38 am

    Jackson chorava como um homem velho que vê a grandeza de um fato consumado suplantar a dos seus maiores sonhos.

    muito bom isso Caetano.
    eu escrevi umas coisas sobre Obama, vivemos num tempo hitórico. sou feliz de viver essa época.

    sempre saudável ler aqui.
    ancioso pelo disco, beijos meu grande.

  54. Rosana Tibúrcio disse:
    Novembro 6th, 2008 at 2:10 am

    Obama é mulato, lindo, gostosão e ao que me parece: feliz.

    Não entendo quase nada desse assunto - e de 39.715 outros temas que rolam por aqui - mas essa euforia que eu sinto no ar, me faz lembrar, guardada as devidas proporções, à euforia que houve no Brasil, quando da eleição de Lula. Receeeeeeio!

    Agora, bom mesmo foi ver a cara de tacho do bucho, opppsss, do Bush que, aliás, é intragável!!

  55. Guido Spolti disse:
    Novembro 6th, 2008 at 2:47 am

    o cinema falado é o grande culpado da transformação.

    Parece Noel prevendo um título para sua canção em forma cinemetográfica.

    Como gosto deste filme que pouco decifro!Filme pra se ver sozinho; adoro o texto sobre casamento/não casamento; gosto de tantos fragmentos, regina casé, samba no recôncavo,gosto.

  56. Eunice disse:
    Novembro 6th, 2008 at 2:54 am

    Olá Caetano, ponto para todos nós negros com a vitória de Obama. Mas o que me preocupa no momento é o extermínio dos jovens negros daqui da Bahia. O crack está disseminado e não se publica uma linha nos jornais, não se vê uma matéria em programas de TV (a não ser os sensacionalistas tipo: Varela, Bocão, etc., q chutam cachorro morto), o Governo Wagner não se pronuncia. Há um silêncio total sobre este momento tão triste da nossa cidade. Caetano, por favor fale sobre esse assunto, só assim despertarão!!!!

  57. teteco dos anjos disse:
    Novembro 6th, 2008 at 3:15 am

    é..querida ‘frenética’ Exequiela,
    hoje os gays da Califórnia
    são mesmo “sad gays” y no “gay gays”.
    belo trocadilho-sacação
    well, no Brasil existem sex shops de luxo sim,
    mas a maioria é “antro”, como vc diz
    que é na Argentina. tais antros
    se espalham pelas galerias pop
    do centro de Sampa, onde artigos
    e acessórios para sexo se misturam
    as drogas e a prostituição. não sei como é no Rio.
    mas, enfim, sei que aqui ainda não é como
    San Francisco (If you going to San Francisco..) onde “se puede comprar un consolador como quien compra una pollera”.
    purtroppo, os americanos parecem avançar de um
    lado e regredir de outro.

  58. Caetano Veloso disse:
    Novembro 6th, 2008 at 4:22 am

    quando eu morava em Londres, “straight” (usado como gíria) queria dizer “careta”: você era um “freak” ou um “straight”, um maconheiro ou um “straight”, um bissexual ou um “straight”. Chamavam “straight” ao cigaroo comum, de tabaco, em oposição ao “joint” de “pot” (maconha): “have you got a straight?” era o jeito mais frdeqüente de se pedir um Benson & Hedges a um amigo. Com o passar do tempo, “straight” virou antônimo exclusivo de “gay” (que, por sua vez, deixou de ser usado com o valor semântico original). Adorei ouvir Obama falar “gay or straight” no discurso.

    Hoje um jornalisma me pergutou o que achei da vitória de Obama. Eu disse que me emocionei, adorei, entre outras coisas por ele ser um presidente americano mulato. E completei: aqui no Brasil a gente já está acostumado a isso.

    E, Exequiela, “estadounidense” não tão correto assim. (Em português escrevemos “estadunidense”, assim evitamos o ditongo “ou”: ouço às vezes, leio muito, até já escrevi uma vez ou outra.) Mas, veja bem, “Estados Unidos” não é o nome do país: é um genérico (aliás usado pelo Brasil até os anos 70 - e pelo México até hoje: Estados Unidos do Brasil, Estados Unidos do México), uma designação como “República Federativa” ou “Províncias d’Além Mar”. O nome mesmo é América, que tampouco pode ser tomado por um país só do continente que já ganhara esse apelido quando as províncias inglesas do norte se libertaram e se uniram. Às vezes penso que o racismo institucionalizado que os EUA e a África do Sul conheceram tem a ver com isso: ambos tomaram o nome do continente, como se só a parte colonizada por aquele grupo branco, protestante de língua inglesa é que valesse. Mas às vezes - como quando ouvi o discurso de Obama ontem - me orgulho de ter sido na América que os conseguimentos da democracia e do respeito à busca da felicidade se deram: sou americano e me sinto incluído no nome. Não quero que isto se torne uma discussão bizantina (e aparentemente teimosa da minha parte) como foi aquela sobre as vogais inglesas com Heloísa. Mas pense um pouquinho nessas coisas que eu disse.

  59. Patrícia disse:
    Novembro 6th, 2008 at 4:40 am

    Gostei do discurso de McCain, Caetano. Teve sensibilidade e postura, falou da derrota política sem fazer cena e lembrou que o futuro norte-americano deve ser mais importante que a rixa entre os dois partidos.

    Obama nas alturas, rezava minha bisa sem nem ter tido a chance de conhecer o presidente moreno, ou quase negro, ou quase mulato de tão rico quase branco. Obama…
    Marca o fim da era Bush, o texano do óleo por olho, a piada mundial sobre a ignorância do presidente dos EUA (anti-Bushismo garantiu muitos votos);É um presidente negro em país majoritariamente branco e país que carrega um racismo sensível e aflito. A vitória do candidato negro dá um tapa na cara de países ditos mais integrados racialmente. E nem vou falar em Europa, com fatos recentes na história da França e Itália. Que tal Brasil, que tal São Paulo, que tal o Rio?; Diz ser contra a guerra. Se bem que essa terceira colocação vamos assistir de camarote: será?

    Sobre a capacidade do democrata para reconstruir a economia dos Estados Unidos, ainda pouco sabemos. Obama defendeu idéias de mercado protecionistas e o fortalecimento do estado, um governo pai que seria capaz de salvar a classe média quebrada dos últimos oito anos. Sobre seu talento para conseguir apoio político e popular, sabemos. Ele tem torcida e leva esperança.


    Ana: não entendo o comentário ‘como se fosse justo o mar de rosas deles (dos americanos) existirem em desfavor do mar do restante do mundo’. sou contrária a esse tipo de argumentação, pois normalmente implica em dar, encontrar, apontar culpa. Nao gosto de culpa. Tem culpa demais em tudo.

  60. Claudia disse:
    Novembro 6th, 2008 at 4:52 am

    CAETANO

    TODO AQUELLO QUE BROTE DE TU BELLA BOCA ES SABIDURIA PARA MI (BESO)

    ANOCHE ME QUEDE HASTA MUY TARDE VIENDO TV, ESPERANDO EL TRIUNFO OBVIAMENTE… COMO ME IBA A PERDER ESTE HECHO HISTORICO.

    HACE 10 AÑOS QUE ME ACOMPAÑAS CON TU MUSICA… HOY TENGO 28 Y ESPERO SEGUIR POR MUCHOS MAS.

    SALUDOS DESDE CHILE

    BUENAS NOCHES

  61. Exequiela :: Awakening.... disse:
    Novembro 6th, 2008 at 4:57 am

    Sí, que mal lo de los gays en California. Hoy hablé con mi mejor amiga (paulita!! JA! si venís por acá y lees esto) que vive en SF y me dijo que sus amigos gays estaban desesperados, muchos se casaron estas últimas semanas por el temor de que esto ocurriera. Y que eso pase en el estado que más los apoya! Ir a SF es toda una experiencia! Los gays casi desnudos por la calle… los sex shops que son como supermercados, se puede comprar un consolador como quien compra una pollera (nunca pensé que hubiesen tantos accesorios para el sexo!… no me interesan pero qué entretenido verlos en las vitrinas!). No sé én Brasil pero acá en Argentina los sex shop son prácticamente antros. En fin.. hoy los gays de California son “sad gays” y no “gay gays” .

  62. Ricardo Matos Damasceno disse:
    Novembro 6th, 2008 at 6:27 am

    Algumas personalidades, no Brasil, intuídas por um senso de que o discurso pode favorecê-las, acabam por levar aos últimos consectários a incontinência verbal, mesmo que a título de honestidade intelectual ou de suprema franqueza. Honestamente, quantos indivíduos existem que, à sombra alheia, vivem e sobrevivem do discurso excêntrico - na acepção mesma de fora do centro ou da centralidade, criticando os outros em vez de se criticarem?! A excentricidade não se afigura má em si própria, porém ela mesma há de ter um ritmo e um movimento periódico, haja vista não ser o excêntrico o anárquico ou o antinômico.
    Desse modo, a crítica - velada?! - de Caetano à referência de McCain aos “afro-americanos” pareceu-me lógica na exata medida em que se desencadeia uma segregação retórica: trata-se de uma vitória de uma faixa da população americana em face de outra a presumir-se mais norte-americana do que a anterior. Ora! Vitória sim, mas não da faixa afro-americana dos estadunidenses. Vitória de uma percepção democrática do poder! Aliás, eu aproveito o ensejo de referir-me à eleição norte-americana, para - em insurgência democrática - reforçar a antítese do discurso de autopromoção pela heterocrítica: exatamente o que disseram Nélson Mota e Lobão acerca da Bossa Nova. Tratou-se de uma crítica balofa, estéril, oportunista, incapaz de sustentar-se por si própria e encontrável em http://colunas.g1.com.br/maquinadeescrever/. Lamentável a excentricidade sem ritmo próprio, sem cadência pessoal, sem periodicidade necessária à própria estética lógica do comentário. Para Lobão, todo o mundo deve ser chato, insulso, sem sal e sem açúcar, menos ele próprio, é claro. Nélson Mota (bem), malgrado respeitável pelo seu trabalho - quiçá de primeiro time - nem merece a pena. Amplexos fraternais.

  63. Labi Barrô disse:
    Novembro 6th, 2008 at 8:47 am

    Bom Dia Gente Boa! Voltei!
    Vivendo e aprendendo. Eu não sabia que o nome do país é América. Eu sempre achei esquisito chamarem os EUA de América. Eu pensava:aqui também é América! Agora teacher Caetano explicou e eu entendi!
    Acredito que estamos caminhando para uma época em que todos serão tratados apenas como seres humanos e não como negro, branco, gay, europeu, americano, africano, brasileiro. Todos terão oportunidades por serem, em primeiro lugar, seres humanos. Espero poder ver isto! Euzinha, além de ser um ser solar, sou movida a otimismo darling.
    Agora a parte chata.
    Não gostei dos comentários de Salem sobre Lobão.Se você é amigo de Lobão, Salem, imagino como seria se fosse inimigo. Eu nunca vi Caetano falar assim de Gil, de Gal ou de João Gilberto. Isto sim é amizade.
    Vamos deixar Lobão em paz gente boa.Ele não participa deste blog. Ele não vai responder. E além do mais, Lobão não tem nada a ver com este post.
    O blog precisa ser mais coerente na mediação dos comentários. É ruim ver ataques gratuitos a outras pessoas. Geralmente este blog não tem isso.
    Eu amo a música de Caetano Veloso e estou gostando cada vez mais da figura de CV, justamente por causa deste blog. Venho aqui para participar com bom humor e falar sobre as coisas boas da vida e também sobre alguns problemas. Mas sem ataques. Eu quero deixar registrado que não gosto quando falam qualquer coisa do Lobão. Quem fala do Lobão, fala por que não entende nada do ele fala, do que ele quer, do que ele pensa. Sempre que tiver falatório deste tipo aqui no blog eu ficarei do lado dos mais fracos. (Caetano é muito forte gente) E quero poder participar.
    Cadê a Preta Gil? Chama a Preta Gil aí. Chama a Preta Gil pra dar um jeito no Salem. Ora…
    E especialmente para Caetano Veloso:

    http://www.youtube.com/watch?v=i2P-ghDgp3c

    Um ofereicimento de
    Labi Barrô, ainda emocionada com os últimos acontecimentos e profundamente feliz.

  64. Roberto Joaldo de Carvalho disse:
    Novembro 6th, 2008 at 9:57 am

    Não tenho podido voltar com tempo à outra página - que gerou aquele zumzumbido infindo e transfigurador sobre a música baiana -, e em que aquela postagem desenfreada de Caetano, com tantos temas por desbordar, ainda nos convida a pegar, lá, um Expresso direta ou indiretamente ao comentário 2222!

    Mas meu impedimento momentâneo não tem me impedido de pintar aqui pra conferir este papo, e percebo que a tônica maior é de euforia, de um fervor até religioso. Eu torci e vibrei com Obama. Agora, adoraria que alguém viesse resumir mais os pontos de sua futura política com repercussão sobretudo mundial, e divisar as suas possíveis consistências e inconsistências, as correlações de forças que podem se traduzir em sucesso ou não, e, indispensavelmente, como será “elababorado” o ’significado’ da superação-sufocação da última crise financeira, a bolha hipotecária, pro conjunto da sociedade ‘globalizada’.

    Retorno, quanto a isso, um link com entrevista de Zizek que já postei em página diversa da infocaetanave, dada bem anteriormemnte à promclamação do resultado eleitoral norte-americano, contendo provocações que não serão facilmente ultrapassáveis pelo fervor da vitória eleitoral e pela conjuntura histórica que teremos pela frente:

    http://www.elpais.com/articulo/opinion/gafas/leer/lineas/McCain/elpepiopi/20081002elpepiopi_13/Tes

    Sobre a emergência dos negros na cena política norte-americana e internacional recente, penso ser produtor de sentidos considerar também o significado e a atuação destas duas personalidades que estiveram sob os holofotes do lado republicano:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Condoleezza_Rice

    http://en.wikipedia.org/wiki/Colin_Powell

  65. paoladl disse:
    Novembro 6th, 2008 at 10:41 am

    CAETANO DIZ:
    “Hoje um jornalisma me pergutou o que achei da vitória de Obama. Eu disse que me emocionei, adorei, entre outras coisas por ele ser um presidente americano mulato. E completei: aqui no Brasil a gente já está acostumado a isso”.

    E negro, caetano? quando se falarà de um presidente negro no brasil, pais com a maioria dos descendentes africanos que nao seja aquele do Monteiro Lobato?

  66. Exequiela :: allah hee allah.... disse:
    Novembro 6th, 2008 at 11:21 am

    LeAozinho: Paramnesia. OK, obbbvio que pienso en lo que decís (e incluso entendí un poco los diptongo que escuchan tus oídos). Y las discusiones con teimosia pueden ser un poco excitantes pero me excitan más otras cosas. No me gusta tanto relacionarme con las personas mediante: “lo que decís es incorrecto” (pero reconozco que soy terca JA-HA). Ahora hacé un ejercicio y pensá vos también lo que digo yo. Cuando alguien escucha estadounidense piensa en EEUU y no en Brasil o México. Cuando alguien escucha americano piensa en EEUU o en americano de las Américas. Yo, que salí un poco despavorida de EEUU, ayer pensé que podría volver a vivir allá…. pero tiempo al tiempo. Además sentirse orgulloso de los logros de EEUU no quiere decir que nos tengamos que mimetizar con ellos. Beso, beso?
    No es sugestivo que gay sea alegre y que el “straight man” en un dúo cómico sea el personaje serio? Los gays se divierten más que los straight?

    Y sobre lo que dice Nobile de la intolerancia de los gays o bisexuales es interesante. Ni hablar de la intolerancia de los negros en EEUU. Y ese país de África donde asesinaban o mutilaban a los negros albinos porque eran blancos!! Lo leyeron??

    Teteco: Como si fuera poco, allá hacen reuniones del tipo “tupperware party” donde se reúnen amigas y va una vendedora de consoladores y se aconsejan cuál usar.

    Roberto: Condoleezza y Powell. Me dan vergüenza ajena!

    Yo, al contrario de o LeAo, no puedo estar sin música. Me parece que no hay escena en mi vida donde la música no produzca un estímulo……….trascendente.

    Acá paso un videito de música sufi (o persa?). Me parece que le gustaría escucharlo al maestro Morelenbaum. http://www.youtube.com/watch?v=91pMQfuZf04 Los transporta a algún lugar en especial? La sangre árabe llama!

  67. Ana Cecília disse:
    Novembro 6th, 2008 at 11:31 am

    Querido Caetano,
    visito sempre seu blog, gosto tanto que nem tenho coragem de escrever…Você tem um radar especial para o que acontece ou persiste de significativo.
    Mas hoje entrei, para concordar com tudo que disse meu amigo Jorge Portugal.
    Grande abraço.

  68. laurene disse:
    Novembro 6th, 2008 at 11:48 am

    Oi, Caetas. Obama é o Orfeu Negro, passou de branco, preto é, é fashion, é folclore urbano internacional como o Orfeu Negro. Acho que o termo correto para Orfeu seria “estilizado”, ou seja, exagerado no que é típico.
    Vc poderia republicar aqui aquele texto do Panis et Circensis que dizia que o Cascudo poderia achar que o bumba-meu-boi e o ié-ié eram a mesma coisa depois daquele disco! O texto sumiu do disco depois e não saiu em CD.
    Quanto ao Lobo e Nelson, olha, adolescência hoje é estilo de vida. Nelson poderia ser mais justo: num livro recente, chamou Sergio Ricardo de “nacional-socialista”. Mas Sérgio, em seu Quem Quebrou meu Violão, reconheceu inúmeras coisas, que o discurso do Caetano era lúcido em 68, que O Dia em Que eu Vim-me Embora o emociona, etc. Nelson nao perdoou. Nelson, quem vive de passado é museu!

  69. Nando disse:
    Novembro 6th, 2008 at 11:51 am

    Nelson Motta toca num ponto interessante no lance em que aparece com o Lobão: assumir responsabilidades.

    Isto vale para tudo, inclusive para o escamoteamento em origens, cor de pele, preferência sexual ou o que quer que seja.

    Já fui discriminado por ser “straight” (”todo mundo é homo, cara, só que não sabe!”); por ser branco (ou claro ou mulato claro ou pardo ou); por não comer carne; por ser baiano, nordestino; por usar cabelo comprido; por usar brinco e anéis; por fumar. Eu assumo o que sou e o que faço; e tenho por princípio aceitar o comportamento alheio, suas origens e preferências. Continuo esperando que façam o mesmo; e que eu não precise sempre compreendê-los nem vibrar achando que com “pela primeira vez na história” a coletividade finalmente irá se mirar num exemplo grandioso e assumir suas responsabilidades - todas elas.

    Não à toa o discurso do Obama foi sério, quase austero. Ele sabe a pedreira que tem pela frente. A gente aqui é que (embora acostumada, como disse o Caetano) comemora o que nem ele (sabiamente, acho) fez questão de comemorar. Acho que Obama está olhando lá na frente. E ele é leonino, leoninos a priori não se identificam com grupos (o que não quer dizer que não lute nem assuma compromissos em favor de), têm por jornada a assunção da própria individualidade como tarefa sagrada, honrando a própria biografia e encerrando no próprio centro (com suas “dores e delícias de se ser quem se é”) a razão maior da existência. Entretanto a sombra do autoritarismo e de um egocentrismo muitas vezes doentio estão sempre à espreita. Oxalá ele saiba domá-los e pô-los a seu serviço, não o contrário.

    Torço por ele, que parece se assumir integralmente e ter a competência necessária para o tamanho da empreitada que decidiu encarar. Que saiba honrar seu posto.

  70. Nobile José disse:
    Novembro 6th, 2008 at 12:42 pm

    por enquanto, ainda não absorvi inteiramente a vitória de obama. levo um tempo pra entender tudo. sou lento…

    de qualquer forma, a primeira impressão que me fica é a alegria de bonner e de toda a equipe da globo ao cobrir as eleições lá nos isteites. percebi a utilização dessa nova tendencia de trazer ao (tele)espectador a emoção que o próprio reporter está sentindo.

    sinto tb uma euforia que ainda não sei dizer se excessiva. parecia um show de michael jackson nos anos oitenta. entendo por hora o poder simbólico da cor da pele de obama e espero que isso transceda.

    sobre lobão… ah gente, é o lobão, né??? figura folclórica que a gente ouve e dar risadas. e quando fica chato, é só trocar o canal…

    no seriado “the L world” teve uma cena que me chamou a atenção. tem uma das moças (tina) que depois de um longo relacionamento gay, encontra um cara e decide se casar com ele. as amigas passam a chamá-la de straight, mas com significado pejorativo. a personagem papi, ao ver as amigas debochando de tina por ter virado straight, atacou: isso é preconceito de preconceito…

    nunca entendi o termo “entendido” utilizado pelos gays brasileiros. entendidos em quê? essa intolerância de boa parte dos gays com os bisexuais é incompreensível.

  71. Rafael Rodriguez disse:
    Novembro 6th, 2008 at 1:32 pm

    Desculpa mudar um pouquinho do assunto. acabei de levar um susto…

    A Jandira Feghali foi nomeada por Eduado Paes para a secretaria de cultura do Rio de Janeiro. Agora a cultura irá para o brejo, naturalmente.

    bjs.

  72. wilson loria disse:
    Novembro 6th, 2008 at 3:03 pm

    Caetano,
    Só queria mencionar que, por outro lado, quando Obama, em seu maravilhoso discurso, mencionou o nome de McCain, o público presente — aliás muito maior do que aquele visto no Arizona — permaneceu quieto e até se ouviram algumas palmas. Está aí provado que os republicanos não passam de pessoas atrasadas politicamente falando, para não chamá-los de outra coisa. Power to the people!

  73. Miriam Lucia disse:
    Novembro 6th, 2008 at 3:11 pm

    O admirável mundo novo, não o que pensou Aldous Huxley, mas o mundo fantástico descoberto por Colombo, as terras promissoras que o “velho mundo” almejava conquistar, hoje se revela em toda sua rebeldia jovem De imaginar que os primeiros negros que imigraram para a América eram apenas para servir seus senhores e nada mais. Ao meu ver, o grande conquistador da historia de Obama foi seu pai que saiu lá do vilarejo queniano para cursar uma universidade no Havaí e acabou conquistando a mãe dele, mulher americana, com toda sua negritude africana, mostrando ao filho que uma pessoa pode alcançar todo aquilo que desejar, ate mesmo a presidência do pais mais cobiçado do mundo os Estados Unidos da América. Mais do que a imposição de uma raça miscigenada (ou raças globalizadas), típica nos paises das Américas Obama representa a força e determinação humana e, pessoalmente, representa minha geração. Fruto da década de 60, que nas Américas ficou marcada na historia contemporânea mundial como a década de grandes revoluções musicais, políticas, culturais, repressões e liberações, e isso para mim tem sabor de infância, e a gente cresceu no meio desta confusão toda, no meu caso, sem entender bem as estórias de que os comunistas queriam comer todas as criancinhas, ou o que a copa de 70 tinha a ver com a política, ao mesmo tempo que a mini saia era tão legal, e a mini blusa também, e o novos baianos chegavam em São Vicente e vinham com uma promessa de mudanças também revolucionarias, na verdade, tive um contato muito próximo com eles nessa ocasião, eu com meus 12/13 aninhos, dar mamadeira e banho no bebe de Baby Consuelo foi o maximo, eles eram tão irreverentes, tão libertários, pareciam muito com meus amigos ripes da época, o Jorginho e o Davi e custava acreditar que iriam se apresentar no Ilha Porchat Club, tão socialite! Mas, voltando ao assunto, fiz questão de pontuar estas coisas porque não vejo Obama somente como o mulato americano que conquistou a presidência dos EUA mas como um cara de 47 anos e, isso me parece igualmente importante. As vezes fico na minha fantasia imaginando o assombro que o “admirável mundo novo” causa no “velho mundo” que o descobriu, já parecia muito um torneiro mecânico Lula comandando um pais como o Brasil, depois um índio Morales comandando a Bolívia e agora um mulato de 47 anos Obama comandando um das maiores potencias do planeta. Vou falar pra vocês uma coisa, é bem isso que eu gosto nas Américas, este gosto pela inovação, esta miscigenação, esta coragem maravilhosa de mudar tudo num repente. Pena que os grandes pensadores, filósofos, poetas, músicos, escritores e outros que marcaram suas épocas não possam estar aqui presentes para ver tudo isso, da mesma forma, pena que o pai de Obama não esteja mais presente no mundo dos viventes para ver o que representou o seu ato. Parabéns Obama e também a todos seus eleitores. E viva a democracia! Enquanto escrevia estava aqui escutando musicas diversas e, inusitadamente, quando termino começa a tocar Amanhã na voz de Caetano…, genial! Daí a gente chora mesmo.

    Ghetto rima com preto, e na América do Norte
    Não existe “meio negro”, mulato ou moreno
    Michael Jordan nunca foi afro-americano
    Mas um dos melhores americanos no basketball
    E ele é mais negro que Obama, o dito afro-americano
    Que queria dizer que ele era africano
    Isso antes dele nascer americano
    E não teve nada mais racista e ariano que tenha tentado
    Negar a ele o seu berço americano
    E a menina preta de biquíni amarelo
    Virou onda, a cor da onda,
    Na negritude de Obama
    O mulato presidente americano

  74. Miriam Lucia disse:
    Novembro 6th, 2008 at 4:03 pm

    Exequiela: Obrigada pela dica já fui atrás e vi algumas coisas de Daniel Pipi Piazzolla, não conhecia, muito legal mesmo, vi também uma entrevista dele onde ele conta sobre sua vocação e porque escolheu a bateria como sendo seu instrumento principal, mesmo sabendo tocar piano desde os 4 anos de idade. Como a gente aprende por aqui!

    Roberto você é o detentor de muito poderes mesmo, mas, penso que já se deu conta disso não? Imagina ai a curiosidade que você aguça quando fala que agora tem algumas pessoas queridas do blog como amigos no teu orkuto-circuito. Poderosíssimo mesmo! Obrigada pela dica viu!

    Teteco tenho visto aqui pela tv que a chuva não anda perdoando muito a tua querida Sardenha, toda cheia de água da chuva e do mar, uma coisa incrível e triste, e eu que pensava que estas coisas só aconteciam por ai, fico boba de ver como a gente se engana na vida com esta falta de visão global, mas sigo aprendendo muitas coisas. Ah! sempre que vejo o noticiário da Sardenha não tem mais como não pensar em você, é gostoso como a gente vai aos poucos se vinculando as pessoas. Vero?

    Nelson a gente nunca se falou entre a gente mas eu já vi que temos muita coisa em comum com relação a gosto musical, desde Bob Dylan e muitos outros que você coloca ai pra nossa querida Heloisa e que vou xeretando também. Algumas vezes pensei em comentar alguns de seus comentários que achei tão precisos e concisos, mas, ao mesmo tempo não teria nada que acrescentar porque você já tinha falado tudo. Gosto muito do seu humor. Olha estou fazendo um textinho para te ensinar como chegar ate o orkuto-circuito viu!

    Nobile José olha fui pesquisar este negocio do “entendido” para ver se eu também entendia isso de uma vez por todas, porque na minha imaginação, entendido seria sinônimo de homossexual (mas acho também que este termo seria fora de moda nos dias de hoje, diria que é um termo meio quadrado, ou ultrapassado), descobri inclusive que mesmo no mundo gay existem controvérsias sobre este termo, este debate se deu para a realização da cartilha do governo para ser distribuída durante a parada gay em São Paulo, se quiser “curiosar” ta ai o link.

    http://gaybrazil.com.br/notas.asp?Categoria=Radar&Codigo=1770

    Beijos a todos

  75. Vianna Vana Caravana disse:
    Novembro 6th, 2008 at 4:09 pm

    Caetano também acho que já tivemos antes deles um presidente mulato:o FHC.Mas sempre foi muito diferente ser negro por lá.Pobres e negros sempre tiveram muito mais respeito como cidadãos.Digo em termos de educação,assistência social,cuidados básicos.Raça pura nunca existiu e nunca poderá existir desde que exista a verdade da possibilidade de fusão.As ascendências sempre serão inconsistentes a nível investigativo do tempo.Então racismo é utópico.Acredite e se conforme com ele quem o quizer.

  76. gil disse:
    Novembro 6th, 2008 at 4:17 pm

    a negra linda de olhos azuis chorando, gordinha, também foi a que mais me tocou, acho que chorei ali, com ela…que mulher linda e que mistura linda. Obama é branquinho, Obama é pretinho, é nós…mas o pau vai comer.

  77. Alexandre Greco disse:
    Novembro 6th, 2008 at 5:17 pm

    Caetano,

    O problema é; e se Obama não começar agradando, será que poderemos ver um Ku Klux Khan renascendo?

    Enfim…

    O que fica de interessante é vermos que a “maior” nação do mundo é agora uma território do mundo; um negro, filho de muçulmano é atual presidente norte americano. Barbaro né?

    Abs

  78. gil disse:
    Novembro 6th, 2008 at 5:19 pm

    o japones estava sentado à mesa falando que adorava as frutas, os sucos cariocas. Era apaixonado por maracujá, passion fruit…mas porque passion frut?…ah, caetano sabe porque, caetano sabe tudo…caetano ouviu e na hora explicou o porque da coisa, do nome passion fruit…não lembro agora mas a história é bacana e se pudesse contava pra vcs…eu por exemplo agora fico pensando de onde vem mulato, qual a origem disso, não me soa bem esse nome não sei porque, prefiro preto, negão…mas mulato, não sei…caetano sabe.

  79. Heloisa disse:
    Novembro 6th, 2008 at 5:38 pm

    Decididamente, o day after da euforia americana e mundial - fora a voz dissonante da Rússia - não parece muito animador. Um artigo do NY Times aborda a primeira tarefa de Obama: diminuir as expectativas criadas pelo entusiasmo inesperado.Low expectations?

    http://www.nytimes.com/2008/11/06/us/politics/06expect.html?hp

  80. Nando disse:
    Novembro 6th, 2008 at 7:30 pm

    (((gil, você não sabe o que é “mistura”: um amigo meu (negro) se casou com uma japonesa e tiveram uma filha: negra (negra mesmo, não mulatinha nem moreninha) de olhos puxados. Ele a chama de “minha japoneguinha”. A-coisa-mais-linda-do-mundo!!!!)))
    Abraço,

  81. Gravatai Merengue disse:
    Novembro 6th, 2008 at 8:23 pm

    Caetano, não há muita relação com o post mas é importantíssimo: você conhece alguma música brasileira - uma que seja - com nome de homem, composta por mulher e com temática amorosa?

    Como as milhares de músicas compostas por homens, com nome de mulher e temática romântica.

    Há algum exemplar disso em nosso cancioneiro? Não sei se outra pessoa saberia a resposta. Tenho medo de perguntar para o Chico Buarque e ele inventar alguma coisa na hora, imputando autoria à Júlia da Adelaide, irmã do Julinho.

  82. Marcos Lacerda disse:
    Novembro 6th, 2008 at 9:48 pm

    Obamma…sei não. Não dá para saber até que ponto é justificável esta euforia com Obamma. Talvez por causa de todos os problemas causados pela turma do Bush, deva-se ver tal vitória como uma vitória de grande parte do pensamento mais progressista em política. A questão a saber é como o novo presidente irá se comportar com algumas das questão mais importantes deste nosso tempo. A crise econômica, por exemplo. E não só a crise. Como o novo presidente vai se portar em relação à política internacional, aos países que não são grandes e nem tem a economia divesificada.
    Ainda é uma dúvida.
    Agora, mais duvidoso é chamar dois dos partidos mais importantes do país , PSDB e PT, e que possuem os qaudros políticos mais interessantes em São Paulo, de “raminhos da esquerda da USP”. A pergunta inevitável: O que se propõem para superar as conquistas históricas de PSDB e PT em São Paulo? Um aventureiro “do bem”, ou qualquer coisa do tipo?

  83. Laureano disse:
    Novembro 6th, 2008 at 10:02 pm

    Es la primera vez que veo y/o escucho una explicación clara y convincente de porqué llamar “americanos” a los nacidos en USA es correcto.
    Yo no soy amigo de llamarlos asi, también prefiero, decir “estadounidenses”. Soy de apoyar la idea de Eduardo Galeano: “en la escuela me enseñaron que América es un continente, no un pais”.
    Pero ahora lo voy a dudar…

    Ya que mencionaron a Drexler: El que no lo ha escuchado, que empiece a recuperar el tiempo perdido (Exequiela! Vamos!).
    Hay una canción que me parece hermosa, y me produce unas ganas increibles de ir a pasar mi cumpleaños a Brasil (soy del 2 de febrero…je!)

    Flores en el Mar - Jorge Drexler
    (del Disco Llueve, de 1997)

    Hay flores en el mar,
    hay flores en el mar.

    En el borde de tu falda
    hoy te vienen a entregar,
    madre fuerza de las aguas,
    flores blancas en el mar.

    Hay flores en el mar,
    hay flores en el mar.

    En el borde de tus barcas
    una tenue claridad,
    y en los ojos de tus hijos
    se te puede adivinar.

    Hay flores en el mar,
    hay flores en el mar.
    Hay flores en el mar,
    hay flores en el mar.

    Se van las barcas de Iemanjá,
    se van las barcas de Iemanjá.

    En el borde de tus aguas
    hay un murmullo de sal,
    son aladas tus espumas,
    es salado tu cantar.

    Hay flores en el mar,
    hay flores en el mar.

    Todos saben que en febrero crecen flores en el mar
    Quién no sabe que en febrero crecen flores en el mar

    Y, como yapa: Drexler cantando Dom de Iludir:
    http://br.youtube.com/watch?v=aJAljdo6DKA

    y cantando Sampa:
    http://br.youtube.com/watch?v=XHrdbUazq4k&feature=related

  84. Fernando Salem disse:
    Novembro 6th, 2008 at 10:07 pm

    LABI ESCREVEU:

    “Não gostei dos comentários de Salem sobre Lobão.Se você é amigo de Lobão, Salem, imagino como seria se fosse inimigo. Eu nunca vi Caetano falar assim de Gil, de Gal ou de João Gilberto. Isto sim é amizade.”

    Oi Labi. Sou amigo do Lobão e por isso mesmo emito a opinião sobre o desgaste de seus depoimentos sem constrangimento. Digo isso a ele pessoalmente sem nenhum problema. Como emito duras opiniões e também recebo dos caras que considero amigos meus. Ah! se amizade fosse só elogio! Que saco, né!

    Outra coisa: Caetano já emitiu e recebeu opiniões adversas do Lobão. E também já mandou elogios e recebeu. Relacionamentos são assim mesmo. Do contrário, seriam uma chatice.

    Lobão tem musculatura emocional pra aguentar coisa muito pior do que a minha humilde opinião publicada num blog.

  85. Fernando Salem disse:
    Novembro 6th, 2008 at 10:22 pm

    Esqueci de uma coisa, LABI:

    Olha só o que você mandou também naquele coment:

    “Vamos deixar Lobão em paz gente boa. Ele não participa deste blog. Ele não vai responder. E além do mais, Lobão não tem nada a ver com este post. O blog precisa ser mais coerente na mediação dos comentários. É ruim ver ataques gratuitos a outras pessoas. Geralmente este blog não tem isso.”

    Bom… se todo mundo que fosse assunto por aqui tivesse que participar do blog, teríamos que chamar o Obama, o Fidel, a Ivete Sangalo, o Lula, ressuscitar Noel e trá lá lá..

    Ao meu ver não fiz um ataque gratuito. Comentei um outro coment da Ana que nos sinalizou com o link.

    Ao meu ver coments como o da Ana é que enriquecem o papo. Todos estão enviando links, trocando idéias livremente sem esse papo de tudo ter que ser a respeito do POST do Caetano. Não somos comentaristas do que o Caetano diz. Colocamos a conversa pra correr.

    Você conversa em botecos com moderador? Sai com amigos com moderador? Namora com moderador?

    Você disse que “sempre que tiver falatório deste tipo aqui no blog eu ficarei do lado dos mais fracos.” Ora, o Lobão é forte pra cacete!

    Quanto ao “Chama a Preta Gil pra dar um jeito no Salem.” , gostei. Mas queria mesmo é ser seu amigo Labi, mas sem tanta moderação.

  86. Tuzé de Abreu disse:
    Novembro 7th, 2008 at 1:17 am

    Puxa!! , Não sei mesmo o que fazer para ter um comentário meu aqui. Estou com todos , simbolicamente Obama é o máximo , por tudo eu sempre quis ele (como todos nós) , mas pressinto (como Gil) que “o pau vai comer”. Aliás , também mandei uma mensagem super elogiosa para o e-mail da GG , comemorando o excelente Banda Larga Cordel, mas não tive resposta. Me prometi que esta seria a última

  87. Renata Roizenblit disse:
    Novembro 7th, 2008 at 1:38 am

    Também fiquei emocionada com Obama, e adorei o fato dele ter filhas pequenas, com certeza esse fato vai conduzir Obama por caminhos diferentes. Chorei com o discurso e parece que ainda não caiu a ficha…

  88. teteco dos anjos disse:
    Novembro 7th, 2008 at 2:08 am

    Miriam, ringrazio della cordiale attenzione. é recíproco. vc mora ao sul de Napoli, certo?!
    chove chuva forte na Sardenha né, tô sabendo.
    devo voltar à Costa Esmeralda em maio de 2009.
    estou super feliz que Pierpaolo, um amigo de Cagliare, me trouxe semana passada uma bandeira sarda de regalo. a nova - dos direitos humanos - já com os “mouros” com os olhos abertos, livres da imposição cristã do passado. realmente era triste aquela bandeira da Sardenha com os negros-mouros de olhos vendados e a cruz vermelha dominante ao centro. Obama não iria gostar se a visse; uma bandeira molto racista. ainda bem que cambiaram.
    aqui em Sampa só se fala em Obama esses dias. um “bródi-fratello” disse que Obama vai colocar a Mangueira para desfilar em Wall Street. mas, qual? como foi a repercussão aí na Itália? baci sorella!!!

    Exequielinha, legal essa coisa de “tupperware party” e engraçada. vocês usam o termo “consolador”, aqui no BR é mais conhecido como “consolo” ou “vibrador”.

    FHC é mulato sim. mas Obama é bem mais mulato que FHC.
    para os “padrões norte-americanos”, Obama é negro e é bom que seja mesmo.

  89. Ricardo Matos Damasceno disse:
    Novembro 7th, 2008 at 5:29 am

    Alguns participantes não gostaram de que se haja comentado sobre o Lobão e sobre o Nélson Motta, mas, como asseverou o Salem, há nomes que naturalmente se entremeiam nos comentários. Não se trata de um “processo judicial”, em que se haja de propiciar o exercício da ampla defesa e do contraditório. O que houver de vir por contrariedade a uma idéia virá, como de fato veio, em moldes naturais. Quando eu deparo com o Lobão referindo-se a João Gilberto e a Chico Buarque, com indisfarçável animosidade, eu tenho a impressão de que ele julga a crítica em si como uma forma de autovalorizar-se. Se o João gravou aquela música, o notável intérprete não o fez na tentativa de apropriar-se daquela, devido à pretensão de torná-la melhor ou mais vendível. Lobão, em uma particular leitura da opinião, pareceu ver a gravação da música por João como uma tentativa de fazê-la mais audível ou mais bem cantada. Não seria nada disso. Lembro-me de um comentário do Caetano acerca de uma invectiva do Merchior (?) contra ele: aquela história do “intelectual de miolo mole”. Caetano, então, respondeu mais ou menos desse modo: - Não é tão ruim assim! Seria pior se eu fosse um “intelectual do miolo duro”! O nosso Caetano deixou o “hômi” em palpos-de-aranha. Tratou-se de uma resposta bem-humorada e bastante sagaz (não sou puxa-saco, além de Caetano não carecer de encômios de minha parte). Naturalmente, há de manter-se equilíbrio em tudo, a tal ponto que se evitem opiniões bombásticas, as mais das vezes cáusticas e erosivas. Para quê?! Soam como autopromoção em cima dos outros.

  90. antonio schultz disse:
    Novembro 7th, 2008 at 5:32 am

    Nossa sao 2:00 am e o relogio do blog esta marcando tres horas e meia a mais!

  91. Carlos Andreas disse:
    Novembro 7th, 2008 at 5:39 am

    Quando um Obama exausto começou seu discurso, sem ao menos ensaiar um sorriso aliviado pela vitória, pensei, triste, na paranóia que seria para ele ser o primeiro presidente negro nos EUA, mas esse pensamento logo se tornou uma euforia quando Jesse jackson aparece na televisão aos prantos e foi difícil não chorar e não chorar muito,

    vendo Oprah de sorriso largo
    na multidão em Chicago

  92. Heloisa disse:
    Novembro 7th, 2008 at 6:51 am

    Caetano e Exequiela,

    Uma vez perguntaram a um americano, com uma certa revolta, por que o país é chamado de América, sendo a América um continente. Ele respondeu o óbvio: se o país não tem um nome, como todos os outros, então que palavra deveria ser usada? Da mesma forma o povo pode ser chamado americano, norte-americano, estadunidense (ou estadounidense em espanhol). E pronto. Ninguém precisa implicar com eles por isso.
    Não queria dar palpite, mas não resisti. Meu atrevimento às vezes é mais forte do que eu.

    Teteco, ri muito da história do David de Michelangelo! E por que será que o curador achou que incitava só os gays? As mulheres, não?

  93. glauber guimarães disse:
    Novembro 7th, 2008 at 7:31 am

    Gravatai Merengue,
    pensando na sua excelente pergunta sobre se existe musica com teor romantico cantado por mulher, com nome de mulher no titulo, no nosso cancioneiro [creio que nao existe, mas so mesmo caetano pra responder com mais propriedade], lembrei que existe musica cantada por homem para homem, com nome de homem no titulo:
    “mauricio” do renato russo [ta no "quatro estações" da legião urbana]. bela e bastante melancolica.
    tem tambem “rubens” do premê, essa com aquele humor paulistano tipico de sua vanguarda.

  94. Fernando Salem disse:
    Novembro 7th, 2008 at 10:51 am

    Pois é Damasceno

    Há os que defendam um certo protecionismo na cultura. Ou seja: artistas podem criticar políticos, mas não devem criticar artistas. Essa confusão nasce de uma coisa boa: há um respeito no ambiente da música popular maior do que outros segmentos. Os artistas da canção brasileiros costumam se visitar com menos preconceito. trufo olímpico e histórico do Tropicalismo.

    Mas, infelizmente, alguns levam isso como premissa ética politicamente-correta. Isso desmerece o gesto Tropicalista que não tem nenhum coorporativismo em sua gênese. Pelo contrário. É o movimento mais crítico (no melhor sentido da palavra) às algemas da MPB do B.

    O que seria da nossa canção sem a rivalidade de Noel e Wilson Baptista. A falsa rivalidade entre Chico e Caetano, nascida de um mal-entendido e responsável por um bem-entendido histórico. Algumas declarações retumbantes de Tim Maia, outras de Raul Seixas também desafiaram o coro dos contentes.

    Caetano é PHD nisso e já sabe fazê-lo com um puta humor. Mas também faz. O que é ótimo.

    E é aí que o Lobão tem até razão e se manifesta quando fala da Máfia do Acarajé. Ele percebe uma cumplicidade no mundo da MPB que o irrita. O problema é que essa percepção foi se cronificando e embaçou sua imagem. Ficou com o papel de “do contra” que acaba sendo “a favor”. Ele é telentoso e muito inteligente, mas não renova a sua retórica. Isso que chamei de “chatice”. É datado.

    No fundo Lobão adora João ter gravado Me Chama. Tenho absoluta certeza. Mas não pode dar o braço a torcer. Não se livra do personagem.

    A melhor polêmica de todas é aquela que travamos com a gente mesmo. Devemos nos desdizer a vontade, nos contradizer sem medo. O artista é um auto-provocador. A manutenção do discurso pronto transforma a ARTE em folclore.

  95. Exequiela :: paroxismo histérico.... disse:
    Novembro 7th, 2008 at 11:00 am

    Heloisa: Pero ellos SI tienen un nombre para su país: Estados Unidos de América. Lo que digo yo es que nosotros tenemos la opción de llamarlos “americanos”, “norteamericanos” o “estadounidenses” (o estadunidense uds.). Deberíamos elegir “estadounidense” por el simple hecho de que acota más al nombre (lo q dije en el comentario anterior). No dejemos de usarlo porque suena “feo”. Imagínense si los países o continentes fuesen marcas comerciales o registradas. Flor de juicio le podríamos haber hecho a los estadounidenses por apropiarse del nombre del continente!

    Cambiando abruptamente del tema recurrente…………….

    Teteco: Cuando me dijiste que llamaban ahí al vibrador “consolo”, me acordé! Claro! Consolador de consolar! Qué nombre! Prefiero dildo que viene de “diletto”. O sino, acá en Argentina simplemente lo podríamos llamar “alegrón”.
    Y también me acordé cuando se los recetaban a las mujeres histéricas (cuando se creía que la histeria era una enfermedad del útero: “el útero ardiente”). Al principio, el propio médico se encargaba de aliviarles la histeria a las mujeres mediante masajes en el clítoris. Claro, corrió el rumor de esta cura para la histeria y cientos de mujeres somatizaron y comenzaron a comportase de forma extraña: ansiedad, irritabilidad, fantasías sexuales. Diagnóstico: histeria. Así fue que se formaban largas filas de histéricas que acudían a sus médicos para que les induzcan un “paroxismo histérico”, más comúnmente conocido por orgasmo. A los médicos se les comenzó a acalambrar la muñeca y entonces surgen los primeros vibradores.
    “ La vibración es la vida” – rezan algunos anuncios – “ Porque tú, mujer, tienes derecho a no estar enferma”.
    Leí que se pusieron a la venta todo tipo de vibradores, incluso algunos se convertían de vibradores a batidoras (batedeiras). No lo creo!!! JAAAAAAAAAAAAAAA.

    En fin, este tema da para mucho eh! No me imagino ahora diciéndole a nuestro esposo o novio o amante o…: “Estoy súper histérica! Me voy a al ginecólogo a que me haga unos masajes”

    Robertiño: Sí, me imaginé que los mencionabas por eso pero no pude dejar de comentar…

    Laureano: OK, ok!! Te prometo por mi Dios Caetano que voy a verme varios videitos de Drexler.

  96. Roberto Joaldo de Carvalho</