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Ouvi o disco de Tom Zé. Muito legal. Muito ele mesmo. Quando li que se chamava “estudando a bossa”, ri, gostei do tom de trilogia com os outros dois “estudandos”, e fiquei curiosíssimo para ver como é que ele ia tratar musicalmente o assunto. Diferentemente de mim, de Gil, de Gal e da torcida do Bahia, Tom Zé nunca foi um bossanovista. Comentado o “Estudando o samba” com David Byrne em Nova Iorque, logo que saiu a primeira coletânea de Tom Zé que ele fez, eu disse: “Muito da força desse disco vem de Tom Zé não ser da área do samba: ele não é do Recôncavo, tem sotaque do sertão, não é meio carioca como o povo de Salvador”. Claro que a força maior vinha do espírito experimental de Tom Zé e de suas escolhas no universo da música erudita contemporânea. Mas a distância, o estranhamento que sua origem propiciava contribuía muito para o experimentalismo e as escolhas. Agora, com a bossa nova, o que é que ele faria? Alegra-me muito que, ao fim e ao cabo, isso tenha algo a ver com nosso transamba aqui, nosso trabalhoso progresso. Pelo avesso. Mas tem. É um comentário de comentários sobre os ritmos do samba, as levadas, as batidas - e é o Rio. O Rio como tema permanente. Adorei ouvir Mariana Aydar dizendo “masturbar” com os erres superpaulistanos (não confundir com os retroflexos, que são meus e de Heloísa e de mais ninguém). E a afinação e musicalidade de Mônica Salmaso me impressionou de novo como tinha me impressionado quando cantamos juntos em Parati, com o Uakti. No disco com as músicas de Chico ela não me pareceu à altura sublime do que percebi naquela noite. Mas Zélia Duncan, Fabiana Cozza, todas. E David Byrne - na faixa que, à primeira audição me pareceu a melhor do disco - está divino. Os contrapontos engraçados, os contrapontos inventivos, os contrapontos sofridos, tudo no disco é Tom Zé puro. A explicitude nas várias recontagens da história também.
Barbara,
I liked your explaining why “mulatto” wouldn’t please you. (Here the word MULATO appeared in big letters on the front page of the most important Newspaper, just by Obama’s photograph, when he became President-Elect.) But I’d like to ask you a question: What were the reasons given by your colleague for not feeling that Obama qualified to be called African-American?
I remember having read that for a while, when Obama was still trying to be chosen by the Democratic Party as candidate, many blacks said something like they wouldn’t back him because he was not exactly an African-American, as his ancestors had not faced slavery in the USA nor had he experienced segregation or the struggle to overcome it. If I am not wrong, even Jesse Jackson (who finally cried when Obama won) had expressed himself in similar terms. Would your colleague’s ideas be similar to those? Or she has different reasons to think so?
This is a theme that’s very important to me, as for some decades now it’s been the tendency of people who think about “race” in Brazil to emulate American formulas. Sociologists, both Brazilian and American, have written about the perverse aspects of Brazilian “racial democracy”, stressing that open hostility (as was the case in the USA and South Africa) brought better results than our intense miscegenation and pretended lack of hatred between blacks and whites. I feel differently. But they may have a point. Still what interest me most are the actual differences between your people’s historic experience and our own. Let’s begin by my asking you about your colleague’s reasons.
Congratulations on Obama’s victory. It made me happy too.
Best wishes.
Caetano.
“Incompatibilidade de gênios” amanhã ou depois: agora é pra valer. Depois explico o atraso.
Moreno estava de licença-maternidade até hoje. Meu netinho nasceu. Mas tenho ficado em casa é para estudar com Zeca para as provas (por isso eu lia todos os posts todos os dias mas não escrevia nada). Amanhã voltamos, Moreno, Pedro, Daniel e eu, ao estúdio. Mega. Mix.
Salem,
eu mesmo não sei dizer qual o tom do meu diálogo com Heloísa. Creio que nem mesmo ela saberia, apesar da habitual clareza. Posso apenas rememorar vaga e provisoriamente as sutis diferenças de opinião em relação aos lingüistas que agridem os divulgadores da gramática. Depois meu papo (que eu supus bem-humorado) sobre a afirmação dela de que o sotaque mineiro é o que sofre maior discriminação. Mencionei os nordestinos. Depois tive que me esforçar para desfazer a idéia dela de que minha percepção do erre do interior paulista (e parte de Minas) descrita em “Verdade tropical” não era uma confirmação do primeiro argumento dela sobre quem sofre mais discriminação. No belo comment em que ela responde àquele que Joana achou que escrevi bem, ela diz que às vezes fui ríspido com ela, ou algo assim. Nunca senti que fosse. Mas sou um discutidor apaixonado. Em geral encrespo pela determinação de me fazer entender: o motivo é o argumento, não a pessoa. Nem mesmo desejo convencer o interlocutor de uma opinião fechada: apenas me debato para que se entenda bem o que minha argumentação, sempre parcialidades de um pensamento em progresso, quer instaurar. No caso de Heloísa, a pessoa só me inspira afeição e respeito. Hoje, por exemplo, lembrei-me de falar que estou estudando com meu filho de 16 anos, ajudando-o como posso nos estudos para as provas de português e literatura - mas também ouvindo-o (a pedido dele) sobre biologia e química, coisas de que não entendo, só para animá-lo a articular as idéias - porque me senti bem lendo de Heloísa que ela queria dizer à filha algo gozado que leu sobre armários desarrumados. Suely tem razão quando diz que Heloísa me leva a pensar e escrever coisas. Isso é afeto espontâneo. Creio que não é preciso explicar, já que quase todos aqui já externaram especial carinho por ela. Tomei a história da “neblina” pelo lado amoroso - notando que ela partiu da citação de Rosa. A frase de Riobaldo sobre Diadorim é uma das coisas mais lindas que a palavra humana já me deu. Às vezes a combinação de ironia com apego tenaz à comunicação do argumento pode criar um tom que parece irritação. A “fumaça de diesel” pode sugerir isso. Não sinto assim. Outros podem ver. Para mim, trata-se sempre de pedir “Oh Lord, don’t let me be misunderstood!”. O resto é dengo.
Amiguismo??????? É. É uma.
Alguém disse aí (foi Suely?) que as pessoas aprovam ou desaprovam um filme segundo minha veneta. Nada mais injusto e longe da verdade. Nos anos 70 e 80, disse em várias entrevistas que não gostava dos filmes de Woody Allen (ele me parecia aquele cara anti-rock, anti-contracultura, anti-black-is-beautiful, anti-hippie, anti-punk, deslumbrado com “alta cultura” e apês cor de antílope - e roupas cor de antílope - do Upper East Side, anti-sulamericano, com uma mente estreita). Pois bem, a única coisa que consegui com isso foi a discordância de amigos que foram da saudosa Teresa Aragão a Pedro Almodóvar (cujo cinema é o oposto de tudo o que listei sobre Allen). E os cinemas lotavam de cultuadores dele. Ninguém me deu bola. Hoje, que já gosto de Allen (ele merece o prestígio de ter reeguido o cinema independente de Nova Iorque contra Hollywood, tem “final cut”, escreve “oneliners” espetaculares - aquela sobre a masturbação é divina: “por que falar mal da única relação sexual que você tem com quem relamente ama?” - , “Bullets Over Broadway” é uma comédia para ninguém botar defeito, etc.), o público se afastou dele (se bem que ouço palavras animadas sobre o filme em Barcelona: vou ver). Em “O Cinema Falado”, pus na boca de Dedé e de Felipe Murray palavras de gozação ao então idolatrado “Paris Texas” (”‘Paris Texas’ é um dramalhão mexicano filmado como gravuras hiperrealistas americanas, com verniz alemão; e o mais careta e ridículo dos Édipos não deixa de fazer sua aparição presunçosa”): a platéia inteira da pré-estréia (largamente de admiradores meus) vaiou a fala com fúria. Vi “Blade Runner” logo que saiu, em Salvador, com Paulo Cesar Sousa, Gi e Dani Mariani e, creio, sua tia Ângela, a avó dos meus netos. Elas já gostavam do filme. Estavam revendo. Paulo Cesar e eu não gostamos. No início me encantei com a direção de arte e os efeitos. Mas aquele cara com capa de Humphrey Bogart num ambiente degradado cheio de orientais vendendo olhos de peixe sob chuva me entediavam porque pareciam estar dizendo “olha, isto aqui é o futuro, nada de clean 2001-uma-odisséia-no-espaço”. Ah, e aquela música chatíssima feita com sintetizadores. Bem, as mulheres eram lindas (e nunca me conformei com a desaparição da morena de nome inglês - ou irlandês - que parece chinês). Perdi o bonde. Hoje o filme é um clássico, eu próprio dou muito mais valor tanto à percepção de que a tecnologia dispara sem que uma vida mais racional (e limpa) a acompanhe quanto ao esforço de criação de ambientes incríveis com mais forte resultado do que qualquer coisa feita hoje com os recursos de computador que não havia na época. Finalmente, apesar de ter imensas queixas quanto à mixagem da música maravilhosa que compus para o filme, acho “Tieta do Agreste” um grande filme. Só não é genial porque não tem as 3 horas que deveria ter. E essa opinião não só não encontra eco na turma paissandu-estação como provoca a fúria de pessoas íntimas. Tive de implorar a amigos para verem os enquadramentos divinos em preto-e-branco de “Eloge de l’amour”, de Godard. Então não sei de onde Suely (se é que foi Suely) tirou a idéia de que oriento o gosto cinematográfico nacional.
Acabo de assistir a “O poderoso chefão” no TelcineCult (minha TV vive ali) e fiquei abismado: como é divinamente realizado, como tem vida, afeto, tragédia, vigor. Coppola é o cara. Não tem Escorsese certo. Que atuações! E os temas do anjo Nino Rota: que música! (Desculpem os admiradores de Morricone (que merece ser admirado), mas Rota é tocado pela transcendência - e decididamente não merece as críticas grosseiras que Morricone lhe faz.) E no entanto, quando o filme saiu, eu nem fui ver: aquelas filas enormes, a festa do Oscar, as fotos de Brando com a boca cheia de algodão… Eu, que queria opor Blake Edwards a Woodie Allen - e Hollywood a Herzog (detestei “Aguirre” e “Kasper Haus” e aquele do navio na Amazônia), tinha (nesse caso) preguiça de acompanhar o cinemão: achava que não gostava de filme de máfia. Cada vez que vejo o filme de Coppola no Vietnam (incrível!) e os poderosos chefões 1 e 2 na TV (nunca vi no cinema!) fico extasiado.
Gostei de “Linha de passe” e de “Última parada 174″, por razões opostas. Um feito por carioca que vive em Sampa sobre a vida no Rio. O outro feito por cariocas que vivem no Rio sobre a vida em Sampa. Mas as razões opostas são outras.
Bem, vamos deixar pra falar de Sampa e Rio quando eu tiver tempo de escrever direito.
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Novembro 19th, 2008 at 1:33 am
nem vou comentar nada sobre o diusco do tom zé, que eu ainda não ouvi, mas sei que vou gostar. o recadoa qui é so que o roberto joaldo me encontrou no orkut e quando fui ver como era o rostinho dele acabei encontrando mó bondão que navega por aqui. Exequiela é linda Ceateano teteco também. foi divertido isso.
Novembro 19th, 2008 at 3:01 am
Desejo muita inspiração para seu netinho,sorte e saude…Qual o fuso horário do blog? Bons estudos pro Zeca, bacana …
Novembro 19th, 2008 at 3:15 am
caetano,
parabéns pelo neto e à moreno, pelo filho. criança sempre renova os ares, traz bons fluidos, acho eu. e um post novo tambem, haha.
brincando, refiro-me a salvador como o “leste” do brasil, por se diferenciar do resto do recôncavo, do sertão, do nordeste. é claro que somos nordestinos, e temos orgulho disso, mas nos vemos como nordestinos californianos post-africanos, haha. entende o que quero dizer com isso?
quero fazer um pedido a gil:
gostaría que ele lançasse “la renaissance africaine” como single na frança, se já não o fez. acho que sería um acontecimento. para os franceses e africanos. consequentemente, para o mundo. passos de bebê.
tom zé. que carinho e admiração tenho por ele. vou catar aqui o “estudando a bossa”.
charutos para todos!
Novembro 19th, 2008 at 4:31 am
CAÊ : “licença-paternidade” !
ADORO LER O SEU BLOG , PQ SOU SUPER-FÃ (TODOS OS CDS , OS MEUS PREFERIDOS : “VELÔ” E “UNS”) ; ALÉM DO Q MINHA MÃE JÁ VISITOU A SUA QUERIDA MÃE DONA CANÔ NA BAHIA !…
SUGIRO QUE CONTINUE COM O BLOG . É INTERESSANTE VER O QUE PENSA UM GRANDE GÊNIO DA MPB !!!
ABÇS DE MIL ANOS LUZ !!!
Novembro 19th, 2008 at 5:50 am
Caetano
Cê é o avó mais gato do mundo. Estudando com o filho… Você é o amor em pessoa.
Quase me desidratei de tanto chorar com ROMANCE. Amor impossível, amor posssível, as possiblidades do amor, os triângulos amorosos, as interpretações, aquela música, aquela outra música… o filme é uma declaração de amor a nós “gente de teatro”.
sempre, sempre, sempre eu vou te amar.
Novembro 19th, 2008 at 5:50 am
Caetano,
hoje acordei pensando em comentar a expressão ” eu sou velho”, que está em letra e em comentários seus aqui neste blog.
Embora a sua letra de “o homem velho” já tenha dito muito, ela foi escrita há mais de 20 anos e você tinha 40.
Digo isto porque me soa muito bem ouvi-lo usar esta expressão que para muitos é verdadeiro palavrão.
Estou na faixa dos 50 e vejo que pessoas da minha idade, principalmente as mulheres, mas não só elas, entram em surto só de ouvir alguém, no caso eu, falar que está velha.
Em consultório encontro mulheres que ainda não fizeram 50 e já estão deprimidas por se sentirem velhas.
Fica claro que no Brasil há um culto à juventude e vê-se, diariamente, o que as pessoas estão fazendo para tentar driblar a passagem do tempo. Comparando-se com o preconceito racial, considero que o preconceito da idade é maior porque atinge cada vez mais uma parcela crescente da sociedade e mesmo aqueles que escaparam dos outros tipos de preconceitos como o de cor, o de gênero e de classe social, não escapam deste que é o resultado de terem permanecido vivos até o momento.
Pois é, acordei pensando nisso e vim logo bater o cartão aqui nesta obra quando vejo seu post sobre o nascimento de seu netinho.
Pô! Foi demais…
Ser avô…avó… Bendita velhice!
Dê um beijo em Moreno, em Clara, em Dedé e sinta meu abraço cordial por este novo ser que chega, com certeza, trazendo mais luz a este nosso mundinho tão necessitado.
Novembro 19th, 2008 at 6:04 am
Caetano,
Reproduzi as palavras da Maitê Proença apenas para exemplificar como a sua opinião é, foi e será sempre, importante.
Preciso aprender a usar aquelas carinhas dos emoticons ( é assim que se escreve?) para marcar quando estou brincando ou sendo irônica.
Neste caso era para ser engraçado.
Beijo, beeijo, beeeeeeeeeijo ( afinal, hoje é dia da bandeira).
Novembro 19th, 2008 at 6:15 am
Assisti, na semana passada, ao show de Tom Zé…. que figura é aquela….. Poderia ficar escrevendo horas sobre todo o óbvio que se falou a seu respeito, mas não vale a pena, me satisfaço em registrar minha satisfação com seu reconhecimento tardio e por não precisar mais comprar seus discos em sites americanos, porque não os encontrava por aqui (ao menos no ES).
Quanto ao “conhecer Caetano”, eu me lembro muito bem como ocorreu comigo. Com 13 anos, no natal de 1991, eu e minhas irmãs mais velhas nos reunimos e decidimos que pediríamos a nossos pais um só presente de Natal para os três: Um CD Player. Com o presente recebido, fui até uma loja no centro da cidade onde comprei meus três primeiros discos com um dinheiro que havia juntado: Um do Eric Clapton, um do Bryan Adams (vergonha….) e uma coletânea do Caetano chamada “sem lenço sem documento”, com 20 músicas. Ouvi aquilo reiteradas vezes, achei a coisa mais linda do mundo a imagem “ da seda azul do papel que cobre a maça…”, etc…
Poucos dias depois, conversando com uma amiga sobre o Caetano, ela disse que seu pai havia ganhado o disco novo dele de um amigo como presente de Natal mas não havia gostado. E para que eu tivesse noção de como o tal Caetano era meio doido, ela me disse que, no disco, tinha uma música que se chamava, veja bem, “O cu do mundo”.
Pedi a ele que me emprestasse o disco e ela o fez. Achei tudo tão legal, aqueles músicas “mais desconhecidas” dele, que tive vontade de ouvir todo o mais. Pedi dinheiro a meu pai, fui às Lojas Americanas e comprei uns 8 cd´s de vez…. de lá para cá não parei mais.
Beijos a todos,
Bruno
P.S: adorei essa história de Orkut, agora os posts têm cara….
P.P.S: Nando, tô “garrando uma inveja” de seu conhecimento musical….
Novembro 19th, 2008 at 7:01 am
Aquele do navio na Amazonia é a OBRA PRIMA que se chama Fitzcarraldo.
E viva IRARÁ!
Novembro 19th, 2008 at 7:37 am
Outras Palavras ou …A Obra.
Com tudo que isso possa vir a suscitar,inclusive aqui no blog.E isso é bom!!!
Texto Sampa/Rio.Virá…ao seu tempo.
Tenhamos consciência.Bom feriado amanhã para todos.
Saudações Democráticas.
Notas:
1)É fato.
Comment 418 do penúltimo post: Gilliatt disse:
Novembro 18th, 2008 at 11:16 am
Os papos aqui são tão bons que a gente até se esquece que o blog é sobre a “obra em progresso”.
Mas é fato: o assunto principal anda relegado a segundo plano!
Não tivemos ainda os prometidos comentários de Moreno e Pedro Sá. Nada de Menina da Ria (por que sua letra não aparece?)
E o repertório? Todas as novas canções que se tornaram conhecidas aqui entraram no disco? Alguma outra foi composta? Alguma regravação além de “Incompatibilidade de Gênios”? “Ingenuidade” vai entrar?
Pode ser que não seja conveniente divulgar nada disso agora mas, sem prejuízo do prosseguimento dos papos em curso, eu sinto falta de comentários sobre essa fase de acabamento da obra.
2)O Conceito
Clicando em comentários:
COMENTÁRIOS(em recorte) 6/06/2008 09:48 AM(Postado por Obra em Progresso)
….“2 - Importante: este não é o blog do Caetano Veloso. É o blog da Obra em Progresso, que acompanha o desenvolvimento deste projeto específico.”…..
Novembro 19th, 2008 at 7:53 am
…ai ai ai ai diseram que eu voltei americanizada…Caê amei seu comentario sobre o Tom Zé, olha assisti a entrevista dele no Jô Soares e amei o tom do Zé, ele é simplismente genial, que cara viu…o cara dar o tom certo pra tudo, nao sai do tom e é por isso que ele é o proprio Tom Zé, nesse bendito pais temos alguns maravilhosos Tons e tons…Bom Caê posto aqui porque sou atrevido, a força do Ceará me faz ser assim mas sei que voce nao vai me responder, porque sou apenas o Jô e não a Monalisa e nem a Heloisa e nem a carolina do Chico B… coisa e tal kkkkk mas tudo bem to feliz assim mesmo, mesmo que na minha veia …corra muito pouco sangue…e fico com a linda lembraça de voce aqui no parque do Coco com chuva e muita emoção.abração super bacana….Jô
Novembro 19th, 2008 at 8:36 am
Caro Professor Rocha, adorei o teu texto, aprendi muitas coisas, eu também não sou da área medica, embora seja muito comum algumas brincadeiras por parte das minhas amigas a este respeito, mas isso é outra estória.
Não sei se você chegou a ler o livro O Gene Egoísta, de autoria de Richard Dawkins, é um eminente zoólogo, evolucionista e popular escritor de divulgação científica britânico, natural do Quênia, além de professor da Universidade de Oxford. Nesse livro, como o próprio titulo sugere, ele explica a teoria da evolução das espécies, levando em conta o gene como unidade fundamental da evolução. “A teoria de que o gene é mais importante do que o indivíduo que o transmite obriga a reavaliar os conceitos filosóficos, principalmente religiosos, que elegem o indivíduo como objetivo final da criação. O indivíduo seria, apenas, a “máquina de sobrevivência” dos genes. Estes, sim, imortais.” Se você se interessa por este tipo de tema, este daí é uma boa indicação, inclusive tentei encontrar uma reportagem onde o Drauzio Varella falava sobre este livro que era bem mais abrangente que a minha descrição, enfim, Drauzio é Drauzio e eu sou apenas a Miriam Lucia (risos).
Exequiela: eu vi tuas fotos no orkut e me lembrei de um filme que assisti uma vez em Buenos Aires sobre a historia do Tango, o filme era de uma poesia que nunca mais esqueci. Não tinha um roteiro usual, somente alguma historia paralela de um romance que tinha como protagonista um bailarina. Contava como o Tango foi visto no mundo em diversas épocas, ate no desenho animado, no final do filme aparecem somente as pernas dos homens de um lado e das mulheres de outro, depois eles se aproximam e começam a dançar o verdadeiro e tradicional tango, e vai mostrando a agilidade daquelas pernas sem face, então a câmera vai subindo e todos os bailarinos são pessoas de idade bem avançada, veja bem, enquanto narro isso para você me arrepio aqui só de me lembrar, e todo o cinema se levantou e começou a aplaudir, foi uma experiência maravilhosa, nunca vi a exibição deste filme ai no Brasil, uma pena! Tentei encontrar alguma coisa mas achei Tango Bar, ou Tango do Carlos Saura, mas nao creio que seja nenhum deles, quem sabe voce me ajuda a achar este filme.
Caro Roberto, estou muito empolgada com este projeto seu da Impertinácia, tenho acompanhado sim o que você tem colocado e já me vi ate pensando sobre isso pelas ruas enquanto vou passeando aqui por Palermo, que é uma cidade muito linda e com lugares muito particulares e artes que ainda não tinha visto aqui na Itália. Penso que esta revista web viva poderia ser ate um pouco revolucionaria, tenho algumas idéias para trocarmos sim, talvez pensar numa divisão de paginas, para vídeos com lançamentos de artistas novos, musica e poesia, outra com um sarau, que pode ser desmembrado em literatura e musica com links direcionados para vídeos como a gente faz aqui, a gente pode bolar uma enquête para sugestões do livro a ser debatido, um fórum para discussões de vários temas. Se poderia pensar num mural, classificados, aqui na europa por exemplo tem também as pessoas que fazem um “intercambio” de casas para férias, tem muitas coisas, mas precisamos estudar um pouco a viabilidade na pratica disso tudo, e é isso que também vou ver, mas por mim vai ótimo. Me parece obvio que seria legal se o pessoal do blog de maneira geral estivesse disposto a participar também, na verdade acho fundamental, cada um poderia atuar na sua área, naquilo que mais gosta, e é claro dar palpite e participar nas outras áreas, uma coisa assim onde as pessoas podem interagir pode mesmo ser um mega projeto.
O Nelson sumiu mesmo, ja faz tempo que sinto a ausencia dele no blog, vai ver tirou ferias e foi passear, vamos esperar que ele volte.
Beijos a todos!
Novembro 19th, 2008 at 8:36 am
Caetano apareceu finalmente!!
1.Bom, se por um lado me senti lisonjeada, por que sei que citei Guimarães Rosa, por outro morri de ciúmes do erre retroflexo guardado só para Heloísa!
O motivo de estar aqui todos os dias e ler a maioria dos comm, é o afeto que foi sendo construído no foco de um afeto comum: Caetano.
2.Amo TOM Zé que pra mim é mais pra SP do que pra RJ. Sua São São Paulo traduz um pouco da minha relação com a cidade.
Aí vai um trecho:
São oito milhões de habitantes
De todo canto e nação
Que se agridem cortesmente
Correndo a todo vapor
E amando com todo ódio
Se odeiam com todo amor
São oito milhões de habitantes
Aglomerada solidão
Por mil chaminés e carros
Gaseados a prestação
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
APRENDI A GOSTAR DE TOM ZÉ, não foi fácil.
Novembro 19th, 2008 at 9:02 am
Caetano, definitivamente, este blog é a marca de sua permamente construção. E é esta evolução, essa dinâmica, essa atemporalidade que faz de você um verdadeiro artista. Parabéns. Para lhe homenagear, publiquei em meu site http://www.danielcampos.biz, no dia 15 de outubro último o texto abaixo. Um grande abraço.
Caetaneando
Caetaneando pelo mundo, deus, farto do silêncio profundo dos seus, criou o sabiá, caetaneá. Pássaro ligeiro, caetaneiro da folia, voou pelos altos céus da bahia do meu rio de janeiro. Pelo corcovado do bonfim, o pássaro cantou, semeou, criou, namorou, enfim, caetaneou um novo meio para esse lugar sem começo nem fim. Entre trovas e provas de luar, eis Caetano, oceano e mar, no poente de uma semente, caetanemente, caetanemeá. E do seu canto cantaetano nasceu um tempo-canção, um caetano suburbano coração.
No palco alto condor, o artista caetaneador, equilibrista de tantas tropicálias, revoluções, caetaneálias, represálias e paixões a la caetanações. É tanto sofrer, é tanto prazer, é tanto caetanto-querer. Caetaníssimo, sem lenço ao vento de Veríssimo, sem documento ao sentimento de alegria, alegria, Caetania ao som da ave-maria. Sagrado e profano, eis caetano eclipse oculto, trilhos urbanos. Ao som do filho de london london vai-se amando, se gostando, se flertando, se levando, se caetaneando numa oração ao tempo. Tempo, tempo, tempo, tempo, caetempo.
O tempo passou e no branco dos cabelos, um mundo saltimbanco brincou e sonhou caetanos e planos. Naquele grisalho, o atalho para uma megalópole de sonhadores chamada santo amaro da purificação, santaetano amareano da puricaetano. Caetano menino, caetano fulano, caetano destino, caetano caetaniente signo ascendente do sol ardente rouxionol, mi bemol, caetaneol. Em cada rima, os fios de uma caetanovelo que vai fiando, amarrando e amando esse país caetanetriz pelos brasis de caetano.
Novembro 19th, 2008 at 9:27 am
Mulato é filho de branco.
Mano Caetano,
sempre que ouço falar em mulato,e´ pelo lado dos pretos.Falam da carapinha,do beiço,é afro-isso pra cá afro-aquilo pra lá,e esquecem que mulato é uma parceria 50% negro e 50 % branco.Se ele é negro demais no coração,ele também é branco na poesia.Minhas amadas professorinhas do primário e do ginásio(sou desse tempo),ensinavam que a raça negra estava condenada à extinção no Brasil,na medida em que fosse cruzando com a raça branca.Quer dizer,os pretos iriam embranquecendo na mistura.Só que elas não perceberam,que os brancos também escurecem.Repare num copo de café com leite ; o café clareia um pouco,mas o leite também deixa de ser branquinho.Com o passar dos séculos,pode ser até que a cor clareie mais do que escureça,e aí pergunto eu : por que considerar só a cor da pele pra identificar a raça ?
Costumo brincar com uma amiga muito bonita,de pele clara, cabelos dourados,olhos verdes,e que tem o nariz meio achatado,lábios carnudos,peitos e nádegas proeminentes,que não deixam a menor dúvida; Em algum lugar do passado,um negão andou “trepando naquela árvore genealógica”.
Em tempo : entre outras cositas,essa minha amiga samba pra dedéu,e adora música barroca…
Novembro 19th, 2008 at 9:43 am
é isso aí, minha gente, wim wenders e aprendenders!
Novembro 19th, 2008 at 9:47 am
Caetano
Sei bem que o acento no avô é circunflexo e não agudo, o famoso “chapeuzinho”. Não o vermelho. Não sei porque o ato falho. Será porque hoje estou sentido uma tristeza aguda. Por falar nisso… sabe porque esses olhos são tão grandes?
mais abraços
Novembro 19th, 2008 at 10:06 am
Caetano,
Também não concordo com quem disse que as pessoas aprovam ou desaprovam um filme por sua causa. Nunca achei que você exercesse este tipo de influência quando o assunto é cinema. O exemplo de Woody Allen é muito bom. Confesso que não entendia as críticas que você fazia a ele na época em que todos nós, cinéfilos, adorávamos seus filmes. Hoje, embora ainda goste muito de “Annie Hall” ou “Manhattan”, perdi o interesse pelos filmes que Allen realiza e tenho a sensação de que ele insiste em fórmulas esgotadas. Gosto de “Blade Runner” e de “Paris Texas”, mas não gosto de Almodóvar, só para citar alguns exemplos que estão no seu comentário. Mas o fato é que, mesmo achando “injusto e longe da verdade” que você influencie o gosto das pessoas pelos filmes, gosto muito quando você escreve (ou fala) sobre cinema. E lamento que isto não ocorra com maior freqüência. Nunca esqueci de uma coletiva no Recife, nos seus quarenta anos, em que Jomard, Celso Marconi e eu fizemos perguntas sobre cinema (e não sobre música) e a conversa tomou um rumo muito interessante. Porque você parecia provocado a falar de um assunto que lhe interessa bastante e com o qual você tem grande intimidade.
Não sabia que você gosta tanto do “Chefão”. Pena que não tenha visto na tela grande. Também acho extraordinário. O 1, o 2 e até o 3 (menos).Pelas razões que você expôs e por muitas outras. Nino Rota, sim, é muito maior do que Morricone. Mas não acho que Coppola, pelo conjunto da obra, seja o cara. Scorsese me impressiona muito não apenas pelos filmes que realiza, mas pelo fato de ser um cineasta que pensa bem o cinema e se interessa pela cinematografia de outros países - inclusive o Brasil. O livro dele sobre o cinema americano é fantástico. O documentário sobre o cinema italiano, também. Agora, é verdade que ele, em sua extensa filmografia, não tem nada que se compare a “O Poderoso Chefão”. Nem “Taxi Driver”, nem “O Touro Indomável”.
Voltando ao começo, nunca achei que você levasse o público brasileiro a aprovar ou desaprovar um filme, mas, na música, você desempenha este papel desde o início da sua trajetória. Tenho certeza de que devo a você a audição de muitos discos, muitos artistas e muitas canções. E que não é pequeno o número de pessoas que também lhe devem isto.
Abraços, Sílvio Osias
Novembro 19th, 2008 at 10:10 am
Lucia Alves,
Gosto de ouvir os sotaques dos repórteres e tentar identificar de onde eles vêm.
Prof. Pasquale disse esses dias: “o grande Prof. Bechara diz que devemos ser poliglotas na nossa língua”. Acho que essa frase diz tudo a respeito da riqueza dos sotaques e dos regionalismos.
Não entendi o que Caetano quis dizer com “Não temScorsese certo”.
Alguém explica. Ou o próprio Caetano, talvez?
Novembro 19th, 2008 at 10:50 am
Leí el post del LeAo rapidísimo y quiero releerlo para comentar algunas cosas pero bueno…. el trabajo! Mientras escribo rápido:
VERO, hermana rioplatense: A mí no me tenés que dar explicaciones. Yo te entiendo! Yo sé mucho de sentimientos apasionados. Sólo quise poner un toque de humor porque no me gusta ver a la gente triste y peleada. Espero haberte hecho reír a vos y a Heloisa y no haberme quedado riendo sola (que es algo que me suele pasar) Es que el humor para mí es tan necesario como el oxígeno.
LeAozinho (vos que conocés bien a las mujeres) por qué no sos más democrático? Retribuile un poco el cariño a tu admiradora uruguaya. Y de paso, no me mandas un beso-beijito? Mi corazón se está partiendo en mil pedazos porque no me das un beso, estoy en terapia intensiva, me querés matar?
Cuando leí que tuviste un nietito me acordé de Heidi y su abuelito. Qué asociaciones locas que hace mi cabeza! Vos… un abuelito teólogo sexy, nada más lejano que el abuelito de los Alpes. Bueno no sé, fijate, quizás encontrás algún punto en común http://www.youtube.com/watch?v=ViiM3C6l0jY
A mí me encanta Woody Allen pero las últimas películas que ví de él no me gustaron tanto. La última (el sueño de Cassandra) de hecho me pareció Malísima. Prefiero al Allen neurótico. También me gusta la frase de la masturbación (no voy a agregar nada porque presiento que me voy a quedar riendo sola).
Hablando de Coppola (que estuvo filmando en Bs As) y mafia. A alguien le gusta Los Sopranos? ADOROOOOOOOOOOOOOOOOO. Es la MEJOR serie que ví en mi vida. Un doctorado en la descripción de la psiquis del sujeto violento.
Teteco! Quiero ver tus fotos!!! Habiendo sido reportero gráfico, no querés mostrarlas? Entonces yo cierro mi blog! Voy a estar muy atenta a tu Orkut, las de Sardenha ya me encantaron.
Miriam: No sé de qué película hablás pero decime en qué año la viste y trato de averiguar. Por lo que describís, quiero verla!
Querido Joauuuuuuuudo… sos Joauuuuuuuulindo!!!
Novembro 19th, 2008 at 10:58 am
puxa! me olvidé de algo.
LeAozinho, abuelito dime tú: REsulta que busqué la letra de O Ciume y encontrés dos versiones y qué mejor que preguntarle al autor cuál es la correcta!
O ciúme lançou sua flecha preta
E acertou no meio exato da garganta
ó
O ciúme lançou sua flecha preta
E se viu ferido justo na garganta
Cuál de las dos?
Beijito!
Novembro 19th, 2008 at 11:03 am
Caetano, há também o filme lindo que é “Superman”, aquele primeiro, cujo roteiro é de Mario Puzo (o mesmo de “Poderoso Chefão”, com direito ao mesmíssimo Marlon Brando, inclusive.
Lembro de elogiar esse filme a amigos dessas rodas de povo-de-cinema e quase sair espancado. Hoje, falar bem é ’sinal de conhecimento’. Antes, eles matavam amanhã o velhote que morreu ontem. Hoje, ressuscitam o jovem algoz que falecera trasanteontem.
Sei que Gil fez a música que fez porque ouviu de você o relato da película, de quando o viu no cinema. É um filme lindo, desses que teriam tudo para ser bobinhos, ‘de super-herói’, e no entanto nos surpreendem por ser cinema de primeira.
Novembro 19th, 2008 at 11:12 am
Oi, Heloísa, falei a maior bobagem sobre sotaque padrão e você foi generosa comigo, esse link poderá esclarecer melhor todos os erres e esses da questão. Abraços.
http://www.brazzilport.com/viewtopic.php?t=292
Novembro 19th, 2008 at 11:25 am
… maluco isso do Caetano dizer que o Tom Zé nunca foi um bossanovista, embora o próprio Tom Zé ter escrito que “foi parido (os tropicalistas) pela Bossa Nova; gosto muito do texto que ele escreveu “Caetano entre Coturnos” falando da questão do Exílio, a imagem que este título provoca; o decalquei em um trabalho acadêmico o transmutando para “Caetano e Gil entre Coturnos”;
Também vi o Tom Zé no programa do Jô, me pareceu que faltava mais ao “coral”;
A tropicália de Tom Zé é outra e ecoa “nas experimentações eruditas contemporâneas” mencionado por Caetano.
Novembro 19th, 2008 at 11:31 am
Sobre o que disse a Barbara
Quando digo “América” penso numa coisa imensa que vai da Patagônia à Groenlândia. Do gelo ao gelo, passando pelo Equador. O cru e o cozido. E que talvez a gente precise se dar conta de que a mestiçagem acontece especialmente a um nível mais profundo, de psiquê, onde o gene importa menos do que a história e a experiência (ou importa tanto, mas é também por elas modulado).
América pode ser um babalorixá que conheço, aqui de SP: Loiro de olhos azuis, ascendência 100% italiana, de uma alma bella negra retinta e que nos conta histórias dos orixás, do culto aos ancenstrais e de seus nonno e nonna, macarronadas e vinho e a meninice à beira de um Tietê que já foi rio, com a mesma intensa profundidade. A alma não é (só) genética.
Talvez a gente devesse pensar América e mestiçagem a partir que comemos. Hamburgueres hamburgueses, california rolls com manga e maionese, farofas de damasco, shoyu na esfirra, pastel de pizza. Milho verde, miudinho, acarajés e chop suey nas esquinas. A nossa Chinatown se chama Liberdade.
Tem sempre alguém chegando. No bairro do Bom Retiro foi um custo pra comprar franzidores de cortina de uma coreana que não falava uma palavra de poprtuguês (errei, gostei, ficou assim: português pop). Mas insisti, fiz questão. O comércio é o caminho das Índias. Agora chegam os bolivianos, com suas caras andinas, seus milhos multicolores. Arracacha é mandioquinha.
América, terra de luz. Sejamos o caril, tempero do mundo todo. Impuros. Iconoclastas. Saborosos.
Novembro 19th, 2008 at 11:33 am
Perdão a todos pela minha ignorância: qual a conotação e o significado que se empresta à palavra “amiguismo”? significa “amicissimo”? mas eu achei que existe uma conotação meio irônica no uso da palavra e, como eu sou um estranho no ninho, um eterno aprendiz, peço licença a todos pra pedir ajuda.
Eu queria mesmo era verificar se o cara que escreveu sobre um filme exibido em Salvador citou a fonte de referência do dado postado naquele tópico que tratava do preconceito, racismo e etc. Não sei se devo opinar, mas eu acho que o assunto é mal enfocado e quando algo é mal enfocado cria resistências, naturalmente. Eu sou um cara que convivo com todo tipo de gente e, faz tantos anos que observei que sou negro para os brancos e branco para os negros. O tom da pele, o tipo de cabelo, as feições e tudo mais que tenha um carater morfológico contribui para que as pessoas - sem entender de genetica - definam o que somos, para este, ou aquele grupo. Já é hora dos governos, seja de direita, de centro e de esquerda, investirem na educação. Não com discursos, mas com tudo aquilo que professores, alunos e funcionários precisam para que toda a engrenagem do nosso sistema educacional possa funcionar bem. Cuidar das crianças é imperativo. O Estado brasileiro é o estado do discurso (não me refiro a Lula, nem faço qualquer agravo a ele, nem ao seu ministro de educação, que até gosto), da demagogia e, na verdade, pouco se desenvolve para que as coisas progridam nessa área. Nosso sistema unificado de saúde é uma quimera que só funcionaria bem se estivessemos em um país socialista. Temos uma cultura associada à violência e a corrupção. As nossas emissoras de TV, as produções cinematográficas investem muito na violência. Recordo que antes de 1964, na TV, havia aquela coisa de “Atenção senhores pais, este
filme não é recomendado para menores de x anos”, ou simplesmente, “este filme é imróprio para menores de x anos”. É uma forma de censura, sim e todos nós não gostamos que se diga não e quando dizemos não a uma criança podemos despertar nela a curiosidade… bem deixa pra lá. Acho que o Brasil trata tudo errado e no final “os errados é que estão certos”. Tem muita gente boa,mas tem muitas nulidades triunfantes e são estas nulidades (de que Ruy Barbosa dizia que chegaria o dia em que teríamos vergonha de sermos honesto)que atrapalham o desenvolvimento da Nação. O nosso dia a dia tem sido o de assistirmos, nos noticiários da imprensa, noticias sobre violência e corrupção (esta quando praticada por membros das nossas classes dominantes termina sempre em impunidade e que estava certo acaba perseguido, preso, humilhado etc. Todos nós sabemos que tudo isso está errado mas o que nós fazemos do que tá errado, também tá errado. Não é o que fazem de nós, mas aquilo que devemos fazer com o que fazem de nós é que é importante, segundo Sartre. Não quero filosofar. Sou baiano e baiano escreve muito. Não economixamos as palavras e acabamos sendo prolixos, anacrônicos. O mundo acadêmico aprende a economizar palavras, cai no tecnicismo e fica distante do povo. Os doutores, mestres e etc devem aprender a ser povo e a usar uma linguagem compreensivel. Esse negócio de computador também leva a gente a cometer erros gramaticais. O respeito à opinião alheia eu acho fundamental e a discussão é importante para rompermos com “aquela velha opinião formada sobre tudo”. Precisamos de alguém que nos diga algo que não seja apenas elogio. É chato quando caimos no terreno da bajulação e da idolatria, desse culto à personalidade. Eu gosto do Caetano como artista, como poeta e adorei o livro dele Verdade Tropical. Eu confesso que esperava um livro ruim, mas o que vi foi o oposto. Tudo muito bem estruturado, experiências vividas e contadas de modo agradável. Na época em que comprei o livro estava caro. Pesou no bolso, mas dizem que já tem edições baratas. Seria bom se ele pudesse escrever outros livros do gênero, ou tentar fazer como Chico, partir para a literatura e até escrever peça de teatro. Cinema ele já fez, mas caiu no terreno da incompreensão porque ele empresta muito simbolismo e, não é todo intelectual que entende a linguagem dos simbolos. Fazer cinema no Brasil é super dificil. Escrever é fácil, dificil é publicar. Tem tanta gente que defende tese e não publica e isso faz da tese um zero à esquerda. Nossas universidades públicas precisam de verbas e essa questão de verbas no Brasil é uma coisa assustadora… Um espanto! Acho que escrevi demais e que ninguém vai ler isso até o final, pq vivemos uma época em que as pessoas economizam até na leitura. FInalmente, para agrado geral, finalizo pedindo resposta para o significado de “amiguismo”, enquanto rogo ao bom baiano, que escreveu sobre rock e que falou sobre Sementes da Violência, pois achei importante o que ele escreveu.
Quanto aos debates gramaticais, que prossigam. Mas minha bisavó santoamarense já dizia que se você entendeu algo, então não obscureça e, com mais de 100 anos ela dizia: “vivendo e aprendendo”. A consciência do ser dela era típico de uma cultura escravocrata. Gosto dela e compreendo que a cultura que ela viveu era responsável, muito mais responsável que ela, quando dizia que “a culpa disso tudo é da Princesa Isabel”… Ela dizia isso nos anos 70 do sec. 20!! Tava tão longe da Lei Aurea e eu sempre quis entender essa culpa que ela atribuia à princesa, mas isso não é dificil de entender. Nossa cultura é uma droga e nós podemos mudar muita coisa se modificarmos muita coisa dentro de nós mesmos, se externarmos nossos pensamentos e se aturamos para transformar o “que narciso acha feio”. Fim de papo e Tchau !
Novembro 19th, 2008 at 11:36 am
Pô, quando mandei a msg verifiquei que em vez de atuarmos, escrevi aturarmos. Que fique reparado meu erro, e outros tantos que forem achados, não tenho tempo de revisar nada, escrevo de acordo com o que vou pensando. Um dia eu vou me disciplinar e escrever como manda o figurino, mas se vcs entenderem o que eu digo, peço que não obscureçam (rs)
Novembro 19th, 2008 at 11:43 am
Me encanta, me encanta. Sorry por seguir escribiendo sobre lo que NO puedo según las instrucciones que leí pero leer que uno de mis amores musicales habla del otro amor musical mio ¡me encanta!. Bueno, DB ha escrito en su página sobre Caetano e incluso en su radio ha seleccionado temas de él. En el anterior e mail los fantasmas borraron algo que había escrito referente a Moreno, Tom, Kassim, etc. Desapareció no se, pero yo lo escribí y se ve que en el apuro lo borré. Decía que a Moreno y al resto de los + 2 los conocí a través de Luaka Bop y esto me causaba un poco de gracia, o no. Lo mismo con Tom Ze, que si bien lo conocía de nombre, no así su trabajo que me llegó a través de Luaka. Escuché un par de temas de su nuevo disco en la radio de DB y me encantaron. Bueno, se supone que la menor distancia (relativa) con Brasil debería facilitar el intercambio cultural pero me temo que esto no se da en muchos casos. El sábado 8/11 vi a Gilberto, el domingo pasado a Arnaldo Antunes. Este año también vi a Lenine y a Djavan. Algunos de los “ consagrados “ llegan por estos lados pero de los más “nuevos” nada de nada (P. Moska, V. Ramil que me encanta y poco más). Bueno, hay una cuestión de tamaño de mercado, lo acepto. En fin, estoy a mil y no tengo tiempo de seguir escribiendo. Ahora entre los dos “diarios” de mis dos amores me tengo que repartir el tiempo y seguir con mi rutina. Le voy a contar a DB que Caetano lee los emails e incluso contesta algunos. Un buen gesto por cierto, very very sweet. Yo hace años que escribo a su página y ni se si alguna ves leyó alguno. Very very sweet también.
Ah, ¡felicitaciones por el nieto!. Todo lo mejor del mundo para voce
Novembro 19th, 2008 at 12:26 pm
Seinão Caetano,mas num vejo muito essa semelhança entre cariocas do Rio e baianos de Salvador não!Carioca do rio aquele trem acelerado-celerado-irado,credo!Mas aqui…Num é o quase pernambucano João Gilberto,inclusive muito mais interiorano que o Tom Zé e que num gosta muito de ser chamado bossa-nova…Cê cridita nele?Qual é o sotaque do João?Pernambucano tem cultura refinadísima que eu sei!Sera que João captou isso?Porque o samba dele é bem caprichoso,né?Mas o que não dá para discutir é que o bairrismo umbilical é mesmo o maior fator de semelhança de cariocas do Rio e baianos de Salvador.Nunca vi igual meu deus.Eu so fico aqui na inveja.Infelizmente o mineiro jamais poderá ser bairrista.Seria incongruente,leviano até as trinca dado as configurações de seus confins geo-histórico.Já disse isso aqui.E vou dizer de novo também que da gravação divina de “Alegria,Alegria”(Nana e os Mutantes)qui num paro de ouvir e onde tudo é tão harmonico e inconsistente,tão romântico que o sotaque paulista do trio:”…purlque não,purlque não”,parece traduzir tudo que se discute sobre sotaques neste presente blog presente.Sou capaz de dizer Caetano,me perdoa,que a versão dos caras(de quem é o arranjo,hem?)é insólitamente superior a sua.Uma coisa tão lado B da verdade tropical.Meio de abandono,né?Linda demais!
Novembro 19th, 2008 at 12:41 pm
Suely Rouco, gostei muito do que você disse com relação a mulher e os 50 anos, ou esta coisa das pessoas nos acharem velha, tenho 47 anos, nunca pintei os cabelos, na verdade os adoro, embora não tenha tantos cabelos brancos, eles existem faz alguns anos, coisa da natureza! Então já faz tempo que as pessoas me tratam de senhora (no sentido de pessoa mais velha… quero dizer pessoa que já passou dos 40), não me importo. Agora este negocio de: “Ser avô…avó… Bendita velhice!” Veja bem eu fui avó aos 40 anos, e como meu neto acaba ficando muito tempo com a minha mãe e a minha filha sempre a chama de vó, e também porque entendi que minha mãe não estava muito preparada para ser a bisavó, passei a ser a nonna, ou a “nonninha” como o Lucas me chama algumas vezes. E é engraçado que nonna dá uma noção de avó mais velha, eu mesma aqui na Itália quando vejo uma senhora muito velhinha tipo 95, 100 anos a chamo de nonninha (vestido preto, cabelos branquinhos e lenço na cabeça), mas, dentro de mim, nunca tive o menor problema de ser nonninha. Penso que este “culto à juventude” é sempre positivo, porque hoje eu vejo que as pessoas se preparam de uma forma mais saudável, me lembro que o sonho da minha mãe era a cirurgia plástica, hoje as mulheres estão “malhando” nas academias, se vestem de uma forma mais jovial, são mais informadas ou informatizadas. Este negocio de sofrer com o preconceito, no caso da idade, ao meu ver, com todo respeito, acontece quando a pessoa não se sente amada, ou valorizada e respeitada pela pessoa que a gente ama, da mesma forma isso faz com que as pessoas se sintam feias, gordas, etc. Noto com espanto que aqui na Itália apenas as mulheres do meio artístico, ou algumas que vivem em grandes centros parecem mais preocupadas com esta questão estética, na verdade moro numa cidade pequena e tenho a impressão de que aqui as mulheres viram “mammas” e “nonnas” e são amadas desta forma e, talvez por isso mesmo, sejam mais “acomodadas” e aparentemente mais felizes.
Agora irei me atualizar novamente porque isse blog é muito dinamico!
Beijos a todos
Novembro 19th, 2008 at 12:47 pm
Caetano, Heloísa, Salem, todo mundo:
não é assunto deste post, mas tentando transformar o diálogo de Caetano e Heloísa em triálogo, uma última opinião sobre isto.
Acho que os sotaques são bonitos. Acho que para um “Jornal Nacional” não há muito problema na suavização e padronização de um português do Brasil inteiro. Mas só para isto.
Entretanto, outra questão deveria ser debatida. Here, there and everywhere. Os erros cometidos, praticados e repetidos.
Não sou professora de português (sou engenheira!!). Admiro imensamente a obra (em progresso e a concluída) de Caetano. Admiro imensamente a coragem, a lucidez, o brilhantismo e a diversidade das opiniões de Caetano.
Penso ainda que temos uma obrigação, um dever social e humanitário de dividir, de proporcionar uma melhor distribuição de riquezas entre todos. E uma das riquezas é a instrução escolar.
Quando vejo (e vejo muito, porque gosto) programas esportivos onde jogadores de futebol, que foram crianças pobres sem condições de boa formação escolar falando errado, só tenho pena. Quando vejo jornalistas, que são profissionais de comunicação falando errado, tenho raiva do descaso como somos todos tratados.
Acho que Caetano (que lê todos os comentãrios) não gostou dos meus sobre estes assuntos. OK.
Só penso que um dos maiores nomes da inteligência nacional, uma das maiores influências na cultura brasileira, tem que se preocupar com isto sim.
Adorei saber das aulas para o Zeca. Tom também precisa (sei porque ele é meu amigo de futebol).
Todos precisamos. É um prazer lê-lo.
Abraços, Lilu
Novembro 19th, 2008 at 1:07 pm
Márcio Almeida,
Muito obrigado.
Valeu a explicação e a indicação do dicionário. Trazendo pro meu paulistanês, seria tipo: “Não tem pra Scorsese”. É isso, meu?
Viva a língua Viva.
Glauber,
Cinema, cinema: sou Scorsesemaníaco. Táxi Driver, Touro Indomável, After hours, O Rei da Comédia, Os bons companheiros…
Aliás, o cinema americano dos anos 70 faz minha cabeça até hoje: Kubrick, Copolla, DePalma, Cassavetes, Mel Brooks (A última loucura de Mel Brooks passou outro dia no Cult, demais!).
Dos brasileiros, o seu xará e o Sganzerla!
Abraços a todos e parabéns ao vovô.
Novembro 19th, 2008 at 1:29 pm
Beleza,
já ia dizer que estava faltando falar sobre cinema. Sou um que adorei O Cinema Falado, revi quase todo logo depois de ver pela primeira vez, para reler alguns diálogos.
Pra mim foi uma enorme coincidência você falar de Woody Allen, estava pensando justamente que a próxima coisa que eu queria comentar aqui seria sobre um grilo que tive assistindo “Zelig” outro dia. (Estou ligado no blog, mas pensando mais antes de escrever) Bom, o Zelig é aquele personagem do Allen que tem uma doença, ele se assemelha ao seu interlocutor, fisica e psicologicamente. Gostei do filme porque gosto das coisas dele, mas não gostei tanto. O grilo é: o autor da sinopse na contracapa do DVD diz que Zelig é “um artista camaleão que…” Assistindo ao filme, que surpresa, não tem nada de “artista”! Sinopse não devia ser anônima, fiquei pensando “quem foi o cidadão que cismou que Zelig é artista? Tenho que comentar isso com Caetano, sei que ele gosta de pensar sobre ser artista…” Você, Caetano, que já foi raptado por camaleoa, o que pensa sobre a imagem do artista enquanto ser inconstante ter se tornado independente até do fato de se ter um artista em questão? E olha que a sinopse era das bem escritas, mas “artista camaleão” não servia nem para o próprio Allen, que de camaleão não tem tanto.
Sua “camaleonice” rima com o “em progresso”? Acho que não, a não ser que seu ideal seja, assim como o do Adam Smith, o da perfectibilidade. Acho o “obra em progresso” uma imagem antes de mais nada sarcástica.
Sua cisma com as importações de soluções norte-americanas para a questão das raças no Brasil é por ouvir nelas ecos da eugenia do século XIX-XX? (o prloblema do Brasil é a mistura, quando pode ser exatamente a solução, ou pelo menos o caminho dela?) Logo, sua cisma com as esquerdas brasileiras é por elas revelarem a mesma pobreza das direitas? - aplicação de soluções pré-testadas para prloblemas de raízes diferentes?
that’s the questinos…
Abraços para o vovô Caetano,
Lucas
Novembro 19th, 2008 at 1:45 pm
O show desse disco de Tom Zé aqui no Circo Voador (sou baiano e tô morando aqui no Rio, agora) foi foda, véio. Muito bom mesmo. E o Estudando o Samba é um dos mais lindos que já ouvi, Byrne deve ter bom gosto, pelo visto… Um abraço a todos, um abraço, Caetano, saudações tricolores!
Novembro 19th, 2008 at 2:14 pm
Deixa eu pegar uma carona nessa alentada e carinhosa querela linguística Heloisa/Caetano para levantar um ponto que muito me interessa , a intercessão entre língua e história.
Sotaques são resquícios de linguas mortas. A história explica assim o aparecimento das diversas prosódias brasileiras.Os nossos sotaques estão diretamente ligados as línguas faladas pelos indígenas.
Não entendo bulhufas de etno-linguística, mas me parece que o tão discutido “r” retroflexo deve ter sua gênese no tronco linguístico macro-jê.
A maioria dos índios que habitavam o sertão dos bandeirantes falava línguas desse grupo.
Viajando na maionese , poderia se imaginar que esse sertão “jê” explicaria também esse sertão musical que vai de Luis Gonzaga(Pernambuco) à Chitãozinho e Chororó ( Oeste do Paraná).
Puro intelectualismo de miolo mole. O Hermano que é antropólogo deve ter explicações muito melhores, ou pelo menos colegas de miolo duro, que nem ele, que possam dar os fatos.
Novembro 19th, 2008 at 2:34 pm
AS CANÇÕES QUE ALGUÉM FEZ PARA MIM E QUE EU DEDICO A… [ II ]
- Caetano Veloso -
Caetanino, eu sei que você sabe que aprecio tanto de seu tanino quanto de seu mel. Quanto ao mel, nem podia ser diferente, abelhudinho que sou. E sei que você ainda sabe que sou um monstro polinizador e devorador de estrelas. Um ser centáurico - e icaropterossáurico -, que, além de você, tem fome e sede de tantos astros, para exemplificar só com medalhões, de Gil, Chico, Alceu Valença… Glauber, Waly, sobretudo de Guimarães Rosa. E, ainda por cima, sou “primo” do mastuto Tom Zé, pois parte de minha família paterna arribou de lá do lado de lá de Irará. Ou seja, sou um ser insuportável (errata: queria dizer, irresistível).
Então, também sei que você de todo modo sabe que há um Riobaldo em mim. Só não sei se você já atravessou, sem lenço nem documento, a fina neblina que se evola lá de meu poema liquefeito, em eterna busca de um Dia… dorim. Todavia, desses nonadas de neblina nem quero dizer que entendo. Entender é um verbo que prefiro descartar de meus métodos de entendimento. O que eu sei é espichar. Espicho até espessar o ar evolado e esparso, condensando-o em nuvens de vapor. Digo isso para enfim te dizer, feito eu fosse o seu diamantino MatuSalem, que onde você, tão cioso de si, e ao mesmo tempo tão capaz de ver-se, quando quer, de um modo que não embace o próprio espelho narcísico, vê fumaça negra de óleo diesel, com aquele cheiro horrível que me rói o estômago - expressão na qual não reconheço em você o homenino divino que tanto cultuei, porque é expressão nada feliz para nomear o obstáculo à comunicação com a bela alma de nossa Heloisa (leia logo o Starobinski que eu te enviei, mas muito cuidado se for direto ao Rousseau, e seu Julie, ou la Nouvelle Héloïsa) -, pois, em lugar desse cheiro que me enoja, prefiro ver e sentir aí o barato do seguinte vapor, fabricado pelo Waly Salomão e Jards Macalé, fundido à flor de nossa pele pelo soldador e torneiro poético Zeca Baleiro, e que eu posto a seguir somente para rimar com o seu jeito perigosamente dengoso, dizendo em conclusão que ando muito atento a você, meu nego, tanto, tanto, que cada vez mais não sei se te amo mais ou se te odeio:
Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
Com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general
Cheio de anéis
Vou descendo por todas as ruas
E vou tomar aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro
Graças a deus
E não me importa, honey
Minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu tô indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto
Mas eu quero esquecê-la, eu preciso
Oh, minha grande
Ah, minha pequena
Oh, minha grande obsessão
Oh, minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Honey baby, honey baby, ah
Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar flor na janela me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser (baby)
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final (honey baby)
Um barco sem porto sem rumo sem vela cavalo sem sela
Um bicho solto um cão sem dono um menino um bandido
Às vezes me preservo noutras suicido
Baby, honey baby, baby, baby, baby, baby, baby
Oh, minha honey baby
Honey baby, honey baby
Baby, baby, baby, baby, baby
Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar flor na janela me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final
Baby, honey baby
Honey baby, baby, baby, baby, baby
Oh, minha honey baby
Honey baby, honey baby
Baby, baby, baby, baby
Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar flor na janela me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final
Baby
Gal Costa & Zeca Baleiro defendendo a canção - no YouTube
p.s.: Caetano, meu mano, como eu adoria te convidar para escrever a primeira postagem da revista Impertinácia. Ela se inspira neste seu blog e no momento ainda está sendo brotada em meu orquideário. Você aceita?
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Na próxima edição, postarei duas canções que estou preparando, para que Heloisa & Vero respectivamente me reconheçam, para que ambos esses belos seres se reconheçam, para que outros os reconheçam, sem ningúem precisar cantar em uníssono comigo nenhum acorde perfeito maior nem fazer-me ou fazer-lhes qualquer juízo final.
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Com muito amor e acidez no coração, Miriam Lucia, meu desejo está tão à flor da pele por montar cavalos ciganos e partir para invadir o blog de Tom Zé, que ao primeiro grito de amazona seu eu já estarei a postos. Sou - não é mesmo, Tyrone? - um bandolero.
Novembro 19th, 2008 at 2:38 pm
Muito massa esse ultimo texto de Caetano, como se fala na Bahia, como eu gosto… Sem a neurose de quem gosta de tirar onda de que sabe gramática.
Recomendo ao pessoal a crônica de João Ubaldo que saiu no jornal A Tarde de Salvador domingo. Primeira vez que se fala de Obama lembrando as coisas mais simples (que são as que sempre esquecemos). Ele antes de preto é democrata (com todo o sentido de protecionismo comercial que vem disso) e antes de ser democrata é americano. Não deve vir coisa boa por ai.
Só não deixa de trazer uma certa felicidade junto. (por outras razões)
Novembro 19th, 2008 at 3:13 pm
Enquanto não trago as duas canções para Vero and Heloisa, vim sobrevoar esses comentários, cada dia melhores, são somente em informação como mais e mais carregados de pathos, afetos e desejos confessos…
Vou fazer só dois flashs e partir; depois retornarei, retornarei.
Aconteceu algo quando li o último diamante de Salem. Sobre a sua frase “as imagens dos espermatozóides de ‘Everything You Always Wanted to Know About Sex’ estão grav(a)dinhas na minha memória”, só consigo ler na expressão que destaquei grav(i)dinhas mesmo!
Sobre o comentário impagável de Luiz Castello, que se não mudar de ordem ficará eternizado como o de n. 15, e começa com “Mulato é filho de branco”, terminando, antes do seu “em tempo”, com uma traquinagem tremenda, a tal da trepada na árvore genealógica - não é que a gente pode surrupiar algo daí, Nando, para subsidiar a escrita da Dialética do Escurecimento, e o o melhor: sem precisarmos pagar nenhum direito autoral por isso?
Novembro 19th, 2008 at 3:23 pm
Roberto,
Estamos todos aguardando ansiosos a feitura em progresso da IMPERTINÁCIA. Espero que Caetano aceite o convite, e escreva o texto inaugural da revista. Acredito que conseguiremos reunir um grupo respeitável de escritores e críticos, estes que escrevem aqui no blog. Aliás, falando no blog, eu fiquei entsiasmado com alguém que pediu notícias sobre a feitura do disco, o “obra em progresso”, as gravações, as canções, o andamento do processo. Esperemos. Gostei de ver Caetano comentando sobre Tom Zé, que é um pouco o avesso de Caetano, em proposta estética e brilho experimental. É como se fosse uma outra tropicália dentro da tropicália, ou seja, não um contrário à tropicália, como no caso do Chico Buarque. Tmabém é bom saber que este disco, o obra em progresso, é um disco sobre o Rio, com a face carioca. Acho os versos :
“colheu, esticou, encolheu,
matou, furou, fodeu
até ficar sem gosto
uma expressão bela do Rio contemporâneo. E que diz muito sobre a cidade, muito mais do que a chata e enfadonha “Lapa”. Gosto muito da expressão “até ficar sem gosto”, é a cara do Rio atual, cidade onde moro e que amo profundamente.
Novembro 19th, 2008 at 3:24 pm
Caetano, me recordo de você defendendo com unhas e dentes o “Orfeu” de Cacá Diegues, que, na época do lançamento, pouco me agradou. Talvez eu devesse revê-lo agora. E sua opinião sobre esse filme, continua a mesma?
Carlos, “Alemão”, Moura, a gíria “Não tem …. certo” não é de explicação trivial. Veja a explicação que consta no dicionário de baianês, de Nivaldo Lariú:
NÃO TEM (…) CERTA
Essa vai ser fogo explicar … Usado para confirmar algo, mesmo que exista algum empecilho (Você vai à praia com essa chuva? Ôxe, não tem chuva certa!)
Novembro 19th, 2008 at 3:42 pm
hmmm…cinema. assunto instigante.
o último filme que me marcou mesmo foi “sangue negro”. música, locação, texto, enquadramentos. daniel day-lewis parece que recebeu uma entidade, sei lá…
adorei “american splendor” [até porque sou um grande fã do harvey pekar]. pirei com “buffalo 66″ de vincent gallo. este, altamente recomendável, aqui no meu planeta.
gosto muito de comédias de comportamento e esses comediantes americanos, adam sandler, jack black, jim carrey, ben stiller [vejo poesia neles].
mel brooks, zero mostel, gene wilder, gênios. oscarito e mazzaropi também.
“terra em transe”, “a rainha diaba” e “copacabana me engana” são sensacionais. este último foi lançado em DVD?
gosto do cinema europeu, os grandes clássicos que as pessoas pseudo-sofisticadas adoram citar num petit comité [by the way, vá a um petit comité, mas não me chame, haha]
gostaría de saber o que o pessoal aqui gosta de ver na telona.
Novembro 19th, 2008 at 4:09 pm
Caetano, como você eu também adoro o filme Tiêta. Todas as atuações são belíssimas, Chico Anysio, então está espetacular…
O disco do filme inteiramente comoposto por ti é primoroso. A canção tema (A luz de Tiêta) já foi prestigiada no show Prenda Minha. A canção Vento é perfeita, a letra casa muito bem com a melodia, é vibrante e divinamente interpretada pela Gal e acho que merece um registro ao vivo teu. O disco é muito bom e tem até hoje pouca repercussão dentro de tua obra.
Um abraço Caetano
Novembro 19th, 2008 at 4:14 pm
Salém - muito bom seu comentário. Só não concordo com o morno que deu para Vicky Cristina Barcelona, achei muito bom depois de uma leva ruim de Allen. Engraçado, bonito, foge do esquema Allen judeu neurótico com mãe superprotetora, mostra Espanha linda, brinca com sexo, pinta com gozo. Adorei a trilha também.
Dos filmes do segundo semestre, gostei bastante de Vicky, Woody Allen, de Burn After Reading dos Coen. Dos nacionais, não gostei de Cegueira. Adorei o documentário sobre Phillippe Petit. O novo 007, gostei mais do primeiro, acho Daniel Craig um bom agente, adoro as aberturas fabulosas. Me faz lembrar de como gosto das aberturas de Pink Panther.
Caetano - Um novo post depois de mais de 400 comentários! Poderoso Chefão I, II e III e Apocalipse Now são clássicos. Para não falar dos livros de Puzzo e Conrad. Na mesma linha de Godfather, sou fã dos filmes de Leone mais velhos e gosto também das releituras spaghetti-western que ele fez dos filmes de Kurosawa. Ontem à noite vi novamente ByeBye Brasil com Wilker engraçadíssimo. Saudades.
Sobre música brasileira atual, Mariana Aydar conheci há pouco tempo e gostei bastante. Agora estou curtindo o CD de Portuondo&Bethania e outro de Marina de La Riva. Lindo o álbum de Bethania. Quero ouvir o novo Tom Zé, ainda não tenho.
Caetano e Heloísa - esse papo já tá qualquer coisa. Não pelo tema, minha tese foi até mesmo sobre assunto bem próximo: analfabetismo funcional em São Paulo. Mas é um diálogo que pede, despede, despedaça, pica, aponta, pula e pede beijo; quase cansa. Muda o post lá em cima e aqui, em poucos comments, volta a conversa de um mês: eu disse isso, você disse aquilo, eu disse isso. Para quem é platéia desse diálogo que parece que não sai do lugar, fica uma situação meio awkward. Pelo menos, eu sinto assim.
Novembro 19th, 2008 at 5:05 pm
“O Baile” - sem diálogos, apenas interpretação e música - é um filme ótimo do Ettore Scola. Fiquei muito impressionada quando vi.
Na condição de fã, que somos todos, viveria um turbilhão de “vastas emoções e pensamentos imperfeitos” se estivesse no lugar de Heloísa, nessa troca de afagos e “durezas” com Caetano, debatendo esse bom debate.
Adorei win wenders e aprendenders.. Asas do Desejo e Tão longe, Tão perto são delicadíssimos, lindos. Me emocionam todas as vezes que vejo.
Novembro 19th, 2008 at 5:18 pm
Caetas, não perca!
Afro-Ásia n.º 37-2008
Autores diversos
Editores: Luis Nicolau Parés, Renato da Silveira e Valdemir Zamparoni
ISBN 0002-0591
2008, 304 p., R$ 30,00
http://www.afroasia.ufba.br
O periódico Afro-Ásia será lançado no dia 03 de dezembro, quarta-feira, no Centro de Estudos Afro-Orientais a partir das 19 horas. Entretanto, a trigésima sétima edição da revista já está à venda e pode ser encontrada nas livrarias filiadas à Editora da Universidade Federal da Bahia.
A revista Afro-Ásia é uma publicação semestral do Centro de Estudos Afro-orientais da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA. Única publicação dedicada por inteiro a temas afro-brasileiros, africanos, e, secundariamente, a temas asiáticos no estado. Reflete, também, o processo de construção das identidades baiana e brasileira dentro dos inúmeros conflitos das relações raciais. A revista, dividida em artigos e resenhas, evidencia estes conflitos através de relatos e histórias, além de discutir temas da contemporaneidade.
O quê: Lançamento da revista Afro-Ásia
Quando: 03 de dezembro, quarta-feira.
Onde: Centro de Estudos Afro-Orientais
Praça Inocêncio Galvão, 42
Largo Dois de Julho
Horário: A partir das 19 horas
Novembro 19th, 2008 at 5:26 pm
Woody Allen nunca negou sua admiração por Bergman e Groucho e Porter. São lindas referências e perceptíveis nos seus filmes. Confesso que adorava suas primeiras comédias, meio sujas e com alguma influência do humor inglês. Isso porque eu era adolescente. A imagens dos espermatozóides de “Everything You Always Wanted to Know About Sex” estão gravadinhas na minha memória. Adorei Sleeper e Bananas.
Com Annie Hall tudo mudou e Manhatann, Zelig, The Purple Rose of Cairo e Bullets over Broadway são clássicos.
Só acho chatos os seus filmes-cabeça bergmanianos.
Não achei Vicky Christy BarcelonaVick tudo o que andam dizendo. Me pareceu um filme meio morno. Mas a diração dos atores segura a onda.
Match Point é o meu preferido.
Entendo essa coisa que Caetano diz a respeito do cara “anti-rock, anti-contracultura, anti-black-is-beautiful, anti-hippie, anti-punk, deslumbrado com “alta cultura” e apês cor de antílope - e roupas cor de antílope”. Isso, no tempo, até faz sentido.
Mas hoje, Allen é pop. Há algo de rock no seu jazz. O seu repertório terapia-judaismo-hipocondria-pizza-sexo-jazz-fobias e travas sexuais virou senso comum no final do século passado. A ponto das piadas fazerem sentido aqui nas urbes do patropi.
Woody é uma espécie de undigrudi do mainstream. Alternativo bem sucedido. Ele tem uma grande frase sobre isso:
-“Os dois maiores mitos sobre mim são: que sou um intelectual apenas porque uso óculos e que sou um artista porque meus filmes rendem dinheiro. Estes dois mitos vêm prevalecendo há muitos anos”.
Novembro 19th, 2008 at 5:29 pm
Caetano, adoraria ler sua opinião sobre o “banda larga cordel”, me identifiquei bastante com essa nova obra do Gil.
Sou de Caruaru e adoro a canção “pipoca moderna” do “Jóia”. pura poesia e sofisticação(além de ser composta e tocada junto à banda de pífanos daqui).
sei que no momento suas pretensões são outras, mas vc bem que poderia fazer algo parecido mais pra frente… abraço!
Novembro 19th, 2008 at 5:41 pm
Pior que dizer que Blade Runner não é bom é dizer que a trilha sonora é má!!! Pelo amor de Deus!!! Música lindissima. Mesmo se feita à base de sintetizadores… É melhor dar uma escutada de novo nessa música.
E viva Fernanda Takkai!!! Esse disco das músicas que a Nara cantava ( e que só há pouco chegou por aqui) tá óptimo!!!
Allen: não esqueçam Scoop
Novembro 19th, 2008 at 5:46 pm
alguém pode criar uma comunidade no orkut: blog do caetano. aí o próximo passo será marcar uma festa!
Novembro 19th, 2008 at 6:22 pm
cleyton,
“pipoca moderna” é, no momento, minha canção preferida de caetano. repeat total, tô no vício.
carlos,
no post de caetano, me parece óbvio, que ele quer dizer “que scorcese que nada, coppola é que é o cara”.
no dicionário de baianês de lariú, o sentido é outro.
“depois de horas” é muito bom.
salem,
woody allen é também um clarinetista excelente, discípulo de sidney bechet. isso é rock n’roll pacas, haha
Novembro 19th, 2008 at 6:40 pm
Felicitaciones por el netinho!! Buena vida para él!
Algunas cuestiones:
- Cuando hablan de la “erre paulista” se refieren a aquella pronunciación semejante a la letra jota en el castellano? Esa pronunciación tan fuerte siempre me llamó la atención en la voz de Bethania.
- Cae: Detestaste Aguirre y Fitzcarraldo (la del navío en el Amazonas)? Y no se te pasó ese sentimiento negativo hacia esas películas, como con Allen?
A mi Fitzcarraldo me pareció una maravilla (coincido con vos en eso de que no siempre sos formador de opinión, ja!). Un romanticismo pocas veces superado el del personaje de Klaus Kinski.
Una amiga estudiante de letras me dijo que le hizo acordar a Cien Años De Soledad, donde también se encuentra un barco en un alto en medio de la selva.
- Ya que hablamos de cine: La semana pasada se hizo en mi ciudad, Mar del Plata, el Festival Internacional de Cine de ésta ciudad.
Me voy a permitir mencionar ciertas joyas que he visto y recomiendo que sean vistas: Tokyo Sonata (de Kiyoshi Kurosawa), Achilles and the Tortoise (de Takeshi Kitano. EXCELENTE!!!!!!), L´Heure d´ete (de Olivier Assayas). Y, una joyita del año 1995 que ha sido reeditada: Ashes of Time Redux, de Wong Kar-Wai.
Novembro 19th, 2008 at 6:41 pm
Caetano,
fiquei admirado ao te “verouvir”no youtube Incompa-
tibilidade de Gênios,bela crônica com um certo humor à Nelson Rodrigues.Agora,ouvindo a interpre-
tação de João Bosco e cotejando-a com a sua,achei
a primeira com uma levada mais ligeira,talvez até
mais amalgamada à letra.Motz.el.son,como fala Augusto de Campos sobre Arnaut(e também Caetano).
Não vejo a hora de votar em uma das duas gravações.Essa canção não pede um fraseado mais corrente?Me responde?Com toda a admiração
Novembro 19th, 2008 at 7:16 pm
Convidei uma amiga pra conhecer o Obra em Progresso. Ela veio, leu, gostou muito e disse exatamente o que penso: “é muita areia pro meu caminhãozinho.”
Mais cedo passei por aqui, tinha o post do Caetano, mas só a primeira parte, cujo final nem era assim, como está agora e não havia ainda nenhum comentário…
Parece que fiquei mais íntima, pois além de saber que ele estuda com o filho, eu vi meu ídolo em construção.
Não digo coisa com coisa, nem coisa que preste muito, como muitos fazem aqui, mas observar eu posso e gosto!!
Heloísa, sinto sua falta!
Novembro 19th, 2008 at 7:23 pm
Una de mis películas favoritas:
THE PIANO. Una película muy femenina en mi opinión. Me acuerdo haber tenido una discusión con una amiga que decía que la protagonista se prostituía por el piano. Yo pienso todo lo contrario. Ella se erotiza con el intercambio, haciéndole creer al Maori que lo que le ofrece es un pago. LA RECOMIENDO para los que no la vieron.
“The Heart Asks the Pleasure First”
http://www.youtube.com/watch?v=0dPS-EHl-FE
Novembro 19th, 2008 at 7:26 pm
AMADO CAETANO,
WOODY ALLEN SEMPRE ME INTERESSOU E SEMPRE ME PARECEU MUITO MAIS QUE INTERESSANTE. QUANDO ASSISTI A UM FILME SEU, PELA PRIMEIRA VEZ - ACHO QUE FOI “ANNIE HALL” - SENTI ALGO BRILHANTE, DIFERENTE E NÃO APENAS “INTELECTUALIZADO” COMO MUITOS SUPUSERAM. É UM FILME DE 1977, COM UM ROTEIRO MAGNÍFICO! AÍ ESTÁ: COMECEI A AMAR OS ROTEIROS DE ALLEN E DEPOIS A ENTENDER MELHOR AS SUAS PELÍCULAS CINEMATOGRÁFICAS. E ASSIM VIERAM OUTROS MAIS FASCINANTES: “MANHATTAN” E “INTERIORES”… PERTENCIAM À DÉCADA DE SETENTA. MAS FORAM OS ANOS OITENTA QUE FIZERAM COM QUE A SUA FILMOGRAFIA ME CONQUISTASSE DE VEZ: COM ” A ROSA PÚRPURA DO CAIRO” E “A ERA DO RÁDIO”. DE LÁ PARA CÁ, OUTROS TANTOS! CONCORDO QUANDO VOCÊ DIZ QUE ” “Bullets Over Broadway” é uma comédia para ninguém botar defeito, etc.”. REALMENTE, “TIROS NA BROADWAY” É SENSACIONAL, MUITO BEM ESCRITA, DIRIGIDA E INTERPRETADA. ASSIM COMO “CRIMES E PECADOS”. SINTO AGORA QUE ESSA NOVA FASE, FORA DE NEW YORK, JÁ RENDEU BONS FILMES.
MARIANA AYDAR É MESMO TUDO DE BOM. MAS, QUERO AFIRMAR AQUI QUE MÔNICA SALMASO É MAIS QUE DEMAIS E CADA VEZ MAIS INTENSA E MELHOR. TALVEZ, A MÍDIA NÃO DÊ A ELA TANTO ESPAÇO QUANTO DÁ PARA MUITAS CANTORAS AÍ QUE NÃO TÊM A SINGULARIDADE DA AFINAÇÃO E TÉCNICA QUE POSSUI MÔNICA. SEU SHOW, NO TEATRO AMAZONAS, EM MANAUS, DEIXOU A PLATÉIA EXTASIADA! VIVA MÔNICA SALMASO! AH! E ELA CANTANDO JOSÉ MIGUEL WISNIK É COMO DÁDIVA PARA A ALMA.
FELICIDADE E SUCESSO SEMPRE!
P.S.: SAIU EM DVD, A TRILOGIA DE “O PODEROSO CHEFÃO”, EM EDIÇÃO DE LUXO COM 4 DVDS, COM EXTRAS MARAVILHOSOS E INCLUINDO A TRILHA SONORA DE NINO ROTA!
ADRIANO NUNES, MACEIÓ/AL.
Novembro 19th, 2008 at 7:32 pm
CLEYTON,
CAETANO ESCREVEU RAPIDAMENTE SOBRE O DISCO ‘BANDA LARGA’ DO GIL… DIZENDO QUE GOSTOU DE ‘NÃO GRUDE, NAO’.
___________________________________________
CAETANO,
FUI AO SHOW DA BEBEL GILBERTO DIA DESSES NA LAPA.
ALÉM DE CANTAR ‘BABY’, ELA INCLUIU ‘MENINO DO RIO’, E UMA ÓTIMA VERSAO DE ‘TEMPO DE ESTIO’.
A BABY DO BRASIL [ EX CONSUELO ] TAVA LÁ… E BEBEL DEDICOU ‘MENINO DO RIO’ E ‘ACABOU CHORARE’ PRA ELA.
Novembro 19th, 2008 at 7:36 pm
“todas as manhãs do mundo”: sem dúvida meu numero 1
a música, a fotografia, atores e atuação.
trilha sonora pra guardar na alma.
tive a graça de ver no cinema, logo após uma separação onde deixei pra trás muitas coisas pra estar mais livre. o filme me fez olhar além de tudo. a cena do garoto fazendo xixi, os sapatos, a viola da gamba.
“delicatessen”
“o cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante”
amo esse tipo de cinema. já vi muito mais, muitas coisas, muitas fases. agora ando meio parada, ausente dos filmes, mas gosto de entrar nas locadoras e ficar futucando as prateleiras. as vezes ía até a locadora só pra dar uma caminhada e procurar coisas diferentes.
as experiências do “dogma”, do lars von trier
“imensidão azul”
“mar adentro”
“cria cuervos”, “jamon jamon”, “a comilança”, “perdas e danos”
” de volta para o fututo I”, matrix I,”o nome da rosa”
sem os conceitos de gosto ou não gosto, mas vale conhecer muitas coisas. acaba que esqueço muitos nomes e diretores, até me deu vontade de rever muitas coisas. gosto de assistir. me divirto. e é muito interessante a referencia que fica de acordo com a época e idade que assitimos…afeto puro. amo!
Novembro 19th, 2008 at 7:46 pm
mais: eles tão brotando,
Trilogia do Kieslowski
surpresas de Pulp Fiction, que me levou a ver Drink no Inferno (e pensar: o que “ser” isso?”) e Corra Lola, Corra (quase chamei uma de minha filha de Franka por causa desse, a outra seria Milla, não ficou bem, tipo uma margarina forte, mudamos tudo…rs)
Novembro 19th, 2008 at 7:51 pm
Winwenders e aprendenders é demais kkkkkkk!
Cinema é assunto árido principalmente depois que derrubei uns muros que existiam em mim.
Depois de dois filhos de francisco (que tem caetano cantando um clássico da minha terra: O meu peito goiano é assim, de saudades brejeiras sem fim…)comecei a escutar Milionário e José Rico com mais respeito.
O cinema e suas metáforas que conseguem, por vezes, ir aonde minha analista não chega.
Gosto muitíssimo de Almodóvar, mas preciso de tempo pra chegar na fase de “A lei do desejo”e Ata-me. Tudo sobre minha mãe está na lista dos dez mais(eu gosto de listas) e por sua causa fui ver All about Eve e Um bonde chamado desejo.
Godfather é imenso em tudo, um SUPERlativo.
Mas Star wars (trilogia original), na minha opinião, também o é.
Novembro 19th, 2008 at 7:51 pm
tá gente, só mais uma lembrancinha
“o cheiro do papaya verde”
“lanternas vermelhas”
“o clã das adagas voadoras”
“o tigre e o dragão”
ai, cabecinha fervendo de lembranças boas…
cada um a sua época deixando uma boa marquinha…
Novembro 19th, 2008 at 8:18 pm
Woody Allen é um excelente cronista. Não um cineasta-cronista (sim, também o é), mas cronista-cronista, no sentido literário. São deliciosos os textos de “Que Loucura!” e, mais recentemente, de “Fora de Órbita”.
Sem sombra de dúvidas, é um artista que se destaca mais no mundo das letras do que no dos filmes, sem deixar de ser ótimo em ambos. A forma com que conta suas histórias, e os detalhes cômicos nela inseridos são impressionantes.
Num conto sobre reforma de casa, por exemplo, ele comenta que se espantou com o imóvel que deveria estar “pronto para morar” e disse que a expressão faria sentido apenas para “um grupo de fugitivos ou um bando de ciganos”. Nessa mesma história, ele fala do mestre-de-obras e do orçamento, que seria tão grande quanto o Talmude e “com o mesmo número de interpretações possíveis”.
Não sei se todos conhecem esse lado de Woody Allen. Fica a dica. Pena que, no Brasil, nunca tenham publicado a historinha do “Grande ‘Roe’”. Procurem no google. Escrevi recentemente sobre ela na revista digital http://www.mundomundano.com.br, mas é provável que ainda não tenha ido ao ar.
Beijos a todos e amplexos retroflexos e reconvexos apenas à Heloísa
Novembro 19th, 2008 at 8:38 pm
Glauber
Woody toca clarinete, tanto quanto Benny Goodman tocaria uma câmera.
É bem legal o fato dele tocar. Mas vi uma jam em NY com ele solando e o cara toca mal pra chuchu. Fãs e turistas fazem fila pra vê-lo tocar com os amigos e o aplaudem, afinal é Woddy.
Mas se não fosse, não passava no exame da Ordem dos Músicos.
Tá, bom… Mautner também não é um exímio violinista. Mas Mautner é o nosso profeta do Kaos! Nosso trovador fu-turista! E um grande compositor. Ele sim é o nosso judeu roqueiro sambista de cenas cinematográficas!
abraço
salem
Novembro 19th, 2008 at 8:40 pm
Emerson Leal, que legal te encontrar aqui. long time huh?
Dizem que o show de Tom Zé na concha foi muito massa tb!
Vamos montar a torcida do bahia dentro do blog
Novembro 19th, 2008 at 8:42 pm
Eu acho esse blog muito rapido
diante da minha lentidão
e da profundeza de caetano
gostaria que ele fosse para sempre
feito um DNA
Novembro 19th, 2008 at 8:55 pm
Pois é, Caetano
Postar e comentar é diferente de conversar por meio da web. Também lia às tuas respostas à Heloísa num tom “bem humorado” e um tanto apaixonado pelo tema.
Já tive muitos problemas de interpretação de textos meus enviados por e-mail, por conta da falta de melodia. A leitura do interlocutor é sempre contaminada pelos humores, paixões e estados passageiros. Cabe à ele/a colocar a melodia e o tom, o que pode transformar uma balada num punk transgressivo.
Foi exatamente por isso, que num dado momento, propus que as pessoas se colocassem num tom mais pessoal e menos de “defesa de tese”. Isso porque sinto não apenas na Heloísa, como em muitos, um desejo de acolhimento das idéias.
Todos por aqui, além da admiração por você, têm outra coisa em comum: gostamos de escrever e, pelo jeito, com certa compulsão.
A arte de descobrir a melodia de cada um é minha diversão predileta. Gostei quando consegui decifrar a escala tonal do Lacerda. A divisão inteligente do Nando. A polifonia afetiva de Joaldo. O refrão de Joana. O discurso noise de Glauber.
O divino conteúdo dessa tchurminha está nas nuances das frases e riffs.
Ficava aflito por não conseguir colocar melodia nas falas da Heloisa e nem nas tuas quando o assunto era a língua.
Línguas diferentes, falando línguas diferentes sobre a nossa língua falada. E nada de eu sentir a tonalidade.
Peguei até um certo bode da palavra retroflexo, acredita?
Agora tô mais sossegado. Depois da tensão de uma dominante, sempre vem a tônica para o repouso.
Adoro polêmicas, detesto brigas.
Bom é mesmo amar em paz. Brigas nunca mais.
abraço
salem
Novembro 19th, 2008 at 9:32 pm
tinha 12 anos e meu professor de ingles no yazigi me explicou o que era aquilo - eu não estava entendendo nada daquela música diferente com uma letra maluca …
justamente no momento que as letras das melow-dias americanas eram traduzidas em aula, surge uma “alegria, alegria” com palavras nada poéticas como “documento”, “cardinales” (que seria isso?) e pregando o que eu fazia diariamente: contra o
vento, não caminhando mas pedalando, sem nada no bolso ou nas mãos, eu ia … era a minha vida tocando no radio … era um caetano minimal, moderno e independente … eu ja sabia …
mas o tempo passou e aí no outro dia passou “lisbela…” na tv, e eu resolvi dar um crédito, e ia curtindo muito o filme, me emocionando, até que toda a emoção do desfecho fosse soterrada pela música-tema mais cretina de toda o repertório de caetano veloso … não acreditei que o diretor usou aquilo de espontânea vontade, não acredito que caetano fez aquilo de espontânea vontade …
então, como na lei de murphy tudo pode piorar, eu lembrei que já tinha ouvido aquilo num domingo, quando entre o suicídio e assistir tv, optei pela mediocridade e acabei sem querer sintonizando o bossal massulento do domingão justo no momento da aparição de caetano veloso, apresentado lamentavelmente como “super-caetano”, e que, no final era mesmo outra pessoa, pois tinha ido justamente promover a mais pavorosa reciclagem brega de uma canção já brega, e que ainda culminava num totalmente desnecessário ‘vibratóide’, feio cacoete disfarçado de técnica, que no meu estômago gera perturbadora cólica e indesejável consequência intestinal …
achei um exemplo do que penso neste email na net: “Nunca frenquentei nenhum curso, mas sempre procurei fazer exercícios para aquecimento adequado da voz. Solicito a gentileza de me informarem o que devo fazer para retirar esse “vicio da tremidinha”, pois afeta a mim, porque sei que estou fazendo e não canto com segurança aí já viu, bagunça tudo… imagine tudo isso numa missa com cerca de 700 pessoas presidida por um Bispo, às vezes beira ao fiasco !!!”
lembro que ouvi uma vez na platéia de um filme chato do bom Allen: “os gênios tb envelhecem !” - tipo de crítica que não rola entre amiguistas …
será que caetano envelheceu? virou maneirista? ou tem gente demais em volta, eternos saudosistas, gente ‘de época’, babões, filhos, netos, confirmando a máxima de W.Allen que “a família é a morte do artista! …
acho que caetano não é mais um átomo daquilo que pregava qdo roubou minha atenção na adolescência … pena porque confesso que na minha lista das 10 músicas favoritas estão ‘baby’ e ‘london, london’…
para não dizerem que não fui construtivo, tenho uma sugestão de nome para o tal ‘grupo no orkut’ (tem coisa mais brega?) :” da Tropicália à Cafonália, começo e fim de uma era” …
Novembro 19th, 2008 at 9:38 pm
Paulo Tabatinga: não sou biólogo, mas sou chato e xereta. O DNA não é para sempre. Ele muda - daí ser mutante. Muda ao longo da vida e, principalmente, ao longo das gerações. Caetano - embora também seja ‘mutante’, permanece.
O blog é mais uma obra, embora de aspecto passageiro, que ’se vai’ - como um ’show por escrito com participação mais ativa do público’.
Se for para compará-lo com um DNA, entendamo-lo como um grande Projeto Genoma de construção quase colaborativa, mas principalmente autoral e com cada qual tendo a honra de ver assim bem de pertinho a feitura de um disco, com a delicadeza de Caetano Veloso.
Engole o chorinho, Paulo! Eu também ensaiei reclamar, lá pelas tantas, mas estamos é com a barriga cheia! Isso aqui é ótimo!
Novembro 19th, 2008 at 9:41 pm
Adoro o Tom Zé, nem conheço tanto quanto gostaria, mas dá pra ver que o cara é bom. Vi o documentário sobre ele.. fo**. E o vi no Altas Horas também, apresentando esse cd,quero ouvir todo! Adoro a Zélia, ela tem vários projetos legais. Já ouviu o “Eu me transformo em outras?”, dela?
Bom te ler, demais!
Lembra do especial do som brasil que teve em tua homenagem?Eu tava lá, no primeiro dia, tava falando com as Chicas (q adoro tb) e vc apareceu,conversou… =]
Tenho um álbum no orkut que é só com versos seus associados à retratos meus… E tenho aquele livro com sua cara azul na capa, do Eucanaa Ferraz…
bom, bom, e bom!
Mil abraços e sorrisos,
Aline.
Novembro 19th, 2008 at 10:56 pm
Faz quinze anos que havia lhe encontrado pela última vez. Aos dezessete anos, prostado, só consegui segurar sua mão. Pude dizer, hoje, o qão imporatante é para mim. Fiz menção a três séculos. Deveria ter dito que nada me comove mais que Caetano, João Cabral e Fellini. Nesta ordem. Uma vez, lhe ouvi dizer que, mesmo que tivesse sido arquiteto, João teria sido sua maiort influência. Como economista, digo o mesmo (um encontro de Economistas no Rio, com muita gente que me influenciou, só reforça miumnha percepção). Nada me influenciou mais que Cinema Transcedental (e o falado), Muito, Jóia, Uns e tudo o mais. A desculpa para o post são os fatos que, nesta semana, (i) vi o filme (e acho que não se compara a Annie Hall, Manhattan e Interiors), (ii) tenho ouvido muito David Byrne (Nothing But Flowers só me remete a seu dom de Midas) e (iii) conversei sobre o Tom Zé. A verdadeira razão é que “essa lua… esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo”. Vida longo a Caetano Emanuel Vianna Telles Veloso. O maior de todos.
Novembro 19th, 2008 at 11:14 pm
Gravataí Merengue - Lembrei do conto do Woody Allen na New Yorker dessa semana, ou da semana passada. Não sei, a revista chega sem sobrar tempo para contar os dias. Enfim, o conto é engraçadíssimo, sobre remédios para memória. Vale a pena buscar.
Novembro 19th, 2008 at 11:44 pm
Vô Velô Voltou Vagando Gente Boa!
É. Vagando sim. Uma hora aqui, outra ali, no vai e vém de vossas palavras!
Mas eu adoro cinema Vô Velô.
Gosto de todos do Almodóvar, mas TUDO SOBRE MINHA MÃE é o melhor.
Cinema é comigo. Costumo dizer que sou uma grande apreciadora das artes. Não faço arte, mas aprecio muito e sempre.
CV c Viu aquele filme feito pra TV (acho que Canal Plus) chamado “Ma Vie En Rose” ?
Veja o trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=g0b0F8HAJgI
http://www.youtube.com/watch?v=8J_bYqQE9Qc
A interpretação do garotinho que faz Ludovic é sensacional, além de ser comovente. Este filme é um de meus prediletos. Quem não viu, veja. Vale muito a pena.
Sobre Tom Zé, querido, eu só posso dizer que adoro. Principalmente aquele disco TODOS OS OLHOS. Vô Velô, cê sabia que Tom Zé contratou uma garota de programa para “posar” para a capa? E na capa tem o olho do cu, pode? É gente boa, Caetano fez O CU DO MUNDO e Tom Zé pôs o cu na capa (não o dele, of course). E cá entre nós Vô Velô, que olho lindo né? Eu dei muita risada quando vi aquela capa. Conheci o disco numa reedição feita por Charles Gavin (aquele Titã lindo, maravilhoso, que me deixa com o olho piscando só de pensar!).
Ai meu Deus! Dessa vez Hermano me censura.
Parabéns pelo netinho Velosão!
Um beijo pra Tom Zé! E pro Gavin também.
Fui!
Labi Barrô, de olho em vocês!
Novembro 20th, 2008 at 12:25 am
Academia! Academia! Academia! meu filme de sempre é Blow Up…Linha de Passe me ligou…174 não consegui ver porque me lembro do documentário original, espetacular e terrível…VCBarcelona é mal realizado mas Maridos e Esposas, Manhathan e Anie Hall, entre outros, são bacanas. Glauber Rocha gostou do Orfeu do Camus, soube que Vinicius chorou quando viu, chorou de desgosto, mas Glauber redimiu o olhar de muita gente, eu gosto do Orfeu do Cacá e pensei que gostava sozinho…mas os atores protagonistas não corresponderam, tinham tudo pra emplacar mas…em campo não rolou. gostei do Ensaio sobre a Cegueira e comprei mas ainda não li A Viagem do Elefante, do grande, enorme Saramago. gosto dos quadros do Gonçalo Ivo que encontrou Caetano no elevador em São Paulo.no cinema falado diz que tudo vem das artes plásticas, não consigo me entender com Oiticica, Gerchman era meu herói. Sérgio Camargo é o máximo, acho que votei nela por causa dele. Cadê Gal Costa? Ninguém mais ousa em falar do “declínio” americano…a primeira faz tchum, a segunda faz tcham…elegeram quem elegeram e todo mundo babou literalmente, a moeda ( a ideologia) que derretia é disputada a tapa diariamente, nossa modelo vai ter que rever as receitas…o bacana no loronix é que vc pode comprar se quiser baixar…muito melhor que baixar de graça, mais digno…o cinema italiano e o cinema feito pelos italianos…que beleza. Aqui?! ACADEMIA!ACADEMIA! CAETANO VELOSO NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS!
Novembro 20th, 2008 at 12:26 am
Miriam Lucia,
Você traduziu meu pensamento, concordo que as pessoas que se sentem infelizes por estar envelhecendo têm problemas de ordem pessoal ou social.Creio que quem sabe amar e é amado vai ser feliz em qualquer idade.
Eu também já não pinto meus cabelos mas faço questão de mantê-los curtíssimos e super bem tratados.
Quando escrevi que é na velhice que somos avós eu estava apenas mantendo a linha de raciocínio sobre o ser velho.
Hoje, com a epidemia de gravidez na adolescência que há, temos avôs e avós com menos de 40 anos.
Exequiela,
Há muito estou para escrever que adoooooooooooro seus comments, embora ás vezes meu tosco espanhol me impeça de entender tudo o que você diz.
Mesmo assim te acho muitíssimo divertida e considero sua presença neste blog como a mais interessante. Alegria acima de tudo!!!
Eu vi O Piano e concordo com você que é um lindo filme sobre o feminino.
Vou procurar você no orkut. Um abraço.
Heloísa,
Cadê você? Não deixe esta legião de admiradores que você conquistou falando sozinhos.
Novembro 20th, 2008 at 12:28 am
Edison, adorei o Brazzilport. Sou louco por essas conversas sobre sotaque, língua, fonética. Nunca estudei (a não ser or rudimentos do ginásio e do clássico). Mas fico excitado.
Salem, hoje eu gosto até desses filmes de Woody Allen do começo. Não muito, mas gosto em geral (e pelas razões que voc