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Labi ilumina tudo com sua graça. Mas não gostei de Baraka não. E será que eu escrevi que música na praia devia ser proibido? Meu Deus! Perdão, Labi. Seu amigo diplomata assintomático tem sintomas de diplomata. Houve quem escrevesse aí que Assis Valente não era diplomata, mas eu li numa biografia dele, escrita por um casal de espíritas, que tudo podia ser explicado pelo fato de, em outra encarnação, alguém ter sido do sexo oposto. Assis Valente se suicidou. O texto dele num livro em tributo a Carmen Miranda, editado pouco depois da morte dela, é de rachar o coração. Muitos outros escrevem longos elogios: ele apenas diz que quando ela foi para os Estados Unidos a vida dele acabou. Ontem Ronney Argollo e Eduardo Melo, ambos de 22 anos, foram expulsos do Shopping Iguatemi por terem se beijado na boca. Eles estavam com a amiga Ísis Santos, também de 22 anos, conversando, na Alameda das Griffes, no terceiro piso. Fizeram denúncia na 16a delegacia, na Pituba, contra o segurança Itamar, que os expulsou, e contra o Shopping. A Tarde diz que Ronney chamou a atenção do guarda para a lei municipal que proíbe homofobia - número 5275/97, sancionada pelo então prefeito Antônio Imbassahy. Itamar declarou que famílias que passavam poderiam ficar constrangidas. A direção do Shopping apresenta a mesma justificativa. Graciliano Ramos conta que, preso pela ditadura Vargas num navio, se recusava a comer comida feita por um pederasta. Olavo de Carvalho escreveu que ele tinha todo o direito de sentir-se assim. Ninguém pode discordar disso. Mas daí Graciliano nenhum pode passar, digo eu. O que não digo, Labi, é que os ancestrais dos nossos ancestrais merecem mais respeito do que o povo de hoje. Só perguntei se eles não merecem respeito nenhum. De minha parte, acompanho com paixão as mudanças sintáticas, semânticas e melódicas das sucessivas gerações de gente iletrada com que tenho contato. E de gente letrada também. Melódicas? O aspecto que mais me fascina na fala dos jovens cariocas hoje - fala vinda das favelas - é a música meio cigana, meio cearense, ascendente, das frases ditas pelos traficantes, pelos meninos que fazem malabarismos nos sinais - e pelos meus filhos.
A cantora que mais me interessou nas últimas semanas foi Lula Pena. Uma portuguesa de voz grave e violão eletrificado que canta como um poeta.
O Pituaço, que é como a torcida do Bahia chama o estádio de Pituaçu, é bonito pra caramba. E ver a Bamor é experiência única. A Bahia é o único lugar onde se vê futebol com samba-reggae. E as palmas sincopadas que a galera bate? Só a elegância sutil de Bobô - que rima perfeitamente com a risada de Andy Warhol: gente do passado, lembra de “O rock errou”?, e das rimas de Rita em “Esse tal de Roque Enrou”?, também: conhecem rima toante, poesia espanhola, J.C. de Mello Neto? - a elegância de Bobô, eu dizia, por si só, já valeria uma ida ao novo estádio (que o governo de Jaques Wagner entrega à cidade com naturalidade suficiente). Mas o povo de Salvador naquele lugar, sob aquela luz e reagindo com aquele suingue, é luxo só. Tive enormes saudades de Tom. Ele teria adorado. O jogo, o Bahia contra o Poções (time da cidade de mesmo nome, próxima a Conquista, me dizem), foi bom. Começou morno e parecia que ia continuar assim. Mas eu acho que os jogadores do Bahia perceberam que os poçõenses não estavam a fim de levar uma goleada igual à que tinham levado do Vitória (acho que 6 a 0) e reuniram forças e animação para fazer um gol em cada tempo. Os interioranos marcavam homem a homem - e não desistiram de lutar mesmo depois de alvejados. Mas o Bahia conseguiu fazer jogadas bonitas. Mas estas (como é tão freqüente no futebol) não foram as que produziram os gols. Os gols foram surpresas excitantes e algo desconectadas da lógica do jogo. Pensei muito no livro Veneno Remédio, de Zé Miguel Wisnik. E saí feliz.
Faz mais de semana que li a resposta de Tarso Genro a Merval Pereira, do Globo. Aprendi que os atletas cubanos não quiseram asilo brasileiro e, com planos de ir para a Europa, pediram para serem reenviados a Cuba. Assim, a simetria que busquei entre o caso deles e o de Battisti não funciona. E como na verdade me faz mais mal pensar que dois atletas tivessem sido entregues a possíveis perseguidores políticos do que que um condenado por crimes talvez políticos achasse asilo, em suma, que alguém fosse castigado do que alguém deixasse de sê-lo, retiro o que disse aqui há uns dois posts atrás.
Heloísa, comecei tentando ser inventivamente confuso (o que sempre nos protege de exibir nossas reais confusões) mas voltei a querer raciocinar e caí no meu velho estilo enrolado.
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Fevereiro 12th, 2009 at 7:21 am
Meu Deus, jamais pensei que fosse viver para ler uma resenha do Caetano sobre futebol. E ainda resume um jogo tão poeticamente?! Só aqui mesmo, um oferecimento exclusivo do OeP. Esse é para imprimir.
Caetano, Poções é uma cidade muito lindinha, agradável e acolhedora, como tantas do sudoeste baiano!
Agora, os cubanos não desejarem ficar no Brasil porque tinham planos de ir para a Europa… passando por Cuba?!?! Para pegar objetos de uso pessoal, talvez? Fácil e cômodo transferir a burrice aos outros. A não ser que existam provas das declarações dos cubanos, penso exatamente como Caetano uns dois posts antes.
Sei não, costumo duvidar de coisas assim, como duvido das pesquisas (vocês conhecem alguém que já tenha sido consultado? Algum amigo do amigo do amigo, ao menos? Eu não. Nunca fui consultado nem nunca soube de ninguém que o tenha sido.
Fevereiro 12th, 2009 at 8:11 am
Caetano, seu lindo texto sobre o bahia me enche de alegria matinal (que não é coisa pouca).
Obrigado por ser bahia e baiano.
Cada vez que ouço o argumento imbecil de que a torcida do bahia é povo e que quem é classe média deve torcer pelo vitória sinto uma pontada no peito.
Bora baêa!!
Fevereiro 12th, 2009 at 10:18 am
Caetano menino!!!
O estádio de Pituaçu (Roberto Santos)está mesmo uma beleza pura!O tricolor baiano, seus torcedores e o estado da Bahia merecem tal presente! E você também parece que foi presenteado ontem!!!Uma camisa do bahia com seu nome gravado nas costas!!!!UAU!!!!!O negócio é vestir ela logo-logo, domingo contra o Feirense, outra promessa de espetáculo em Pituaçu, que convenhamos está um pitelzinho!
Lula Pena realmente parece ser muito legal, e a propósito, ela regravou sua música O quereres?
Assisti a uma entrevista dela onde ela tocou algumas canções do CD PHADOS, e achei a presença dela relamente hipnotizante. Achei tb que com banquinho e violão ela me lembra um pouco seua postura e presença no palco, o fato é que como leão sabe que o fogo e sol só faz emanar calor e brilho à vida.
Um abraço caloroso meu Rei!!!!
Fevereiro 12th, 2009 at 10:46 am
Kaytanow,
Muito bom acordar e ler um novo post seu, você está mais frequente e isso nos enriquece.
AInda não te contei, mas faço aqui em Juazeiro um programa de rádio chamado MusicaMundi, onde eu ponho no ar a música que toca hoje pelo mundo. E, claro, me abasteço também das suas aulas e indicações. Assim, já rolaram, no ar de Petrolina e Juazeiro, Concha Buika, Portishead, Noir Desir, entre outros… Acho que você já sabe que suas palavras causam impactos inimagináveis, geram coisas que você nunca vai saber, né mesmo? Imagine só, um mundamundista maluco guerrilhando no ar musical do sertão, tão carregado de repetições dos arrochas, pisadinhas, fuleiragem (sei que você gosta)… Não é que uma coisa seja melhor que outra, mas, pelo menos sigo oferecendo cores novas para os ouvidos dos meus vizinhos. Agora, vou ouvir a Lula Pena e, dia desses, mando ouvir!
Ah, estou às voltas com o I Festival Internacional da Sanfona, depois falamos mais sobre isso.
Grande abraço,
Fevereiro 12th, 2009 at 11:04 am
Impressionante a grandeza de Caetano ao assumir o erro com relação ao argumento que usou para comparar as ações do governo Lula em dois casos: o caso do guerrilheiro Batisti e o caso dos pugilistas cubanos. Diferentemente do que todos nós imaginávamos, não houve aí nenhum tipo de favorecimento ideológico por parte do governo brasileiro.
Eu gostei muito da afirmação de FHC sobre a necessidade de legalizar a maconha, como forma efetiva de combater o horror do tráfico de drogas, sobretudo no âmbito do chamado tráfico “formiguinha”, o das quadrilhas armadas que trabalham no varejo. O Rio de Janeiro vem se transformando numa “cidade-pesadelo” por conta disso. Fernando Henrique Cardoso se mostrou um intelectual progressista e corajoso.
Vou ouvir Lula pena. Quando caetano falou em Zambujo, eu fui ouvir, e fiquei deslumbrado. A voz de Zambujo, o repertório, tudo ali era lindo demais, como a voz de Caetano e seu repertório.
Foi Deus.
Fevereiro 12th, 2009 at 11:15 am
HERMANO. ESSA QUE VALE
Fico aqui me perguntado. Como será que Caetano assiste a uma partida de futebol? Que leitura seus olhos fazem da gramaática (grama + tática)?
Meu filho maior, o Felipe, frequenta estádios comigo desde pequeno. Mas jamais olhava a bola. Às vezes me fazia perguntas que me irritavam. Não via o mesmo jogo que eu via. Qualquer sinal vindo da arquibancada, um pipoqueiro cantando, uma ave pousando na grama, um goleiro do outro lado de cócoras, tudo “desviava” a sua atenção da bola. Mesmo assim, ele adorava ir ao estádio. Não se importava tanto com o resultado, que pra mim era a essência.
Felipe cresceu e até hoje é assim. Ontem ele me disse que o bacana de uma Copa do Mundo no Brasil, seria se a gente recebesse um estrangeiro na nossa casa. Achei surpreendente.
Já com a Bebel, a minha filha mais nova, é diferente. Ela joga bola toda a semana e entende tudo de tática. Fanática, costuma descer a Serra comigo, pra assistir aos jogos do Santos na Vila Belmiro.
Bebel viu a estréia de Robinho contra o Botafogo do Rio (2 a 0) em 2002. Ela é pé-quente e torce como eu. De olho na pelota. Reclama da arbitragem e escuta os jogadores no vestiário pelo rádio do carro, quando voltamos a São Paulo.
Bebel entrou em campo no colo de Elano num Santos X São Caetano em 2004. Chorei.
O jeito de ver o jogo da Bebel e o outro jeito do Felipe se somam. É uma alegria quanto tenho os dois ao meu lado na arquibancada. Fernanda, minha mulher, não gosta de futebol. Gosta de me ver gostar. Por isso, às vezes vai ao estádio pra me assistir gritando e rir da minha insanidade.
Faz pouco tempo que aprendi a não me deprimir na manhã seguinte a uma derrota do Santos. Graças ao Felipe. Posso me lembrar das outras coisas bonitas e engraçadas que rolaram, além da bola.
Gosto da crônica esportiva atual. Os caras do Sport TV são superiores à média. Mas adorava as mesas redondas de antigamente. Aquele clima de circo, polêmica e quebra-pau.
Meu padrinho de casamento Marcelo Fromer participou do programa Mesa-Redonda na Gazeta. Ele ficou perplexo ao ver que os caras acompanhavam o IBOPE minuto a minuto, em realtime.
Uma vez o IBOPE estava baixo e o Chico Lang o cutucou e cochichou: “que ver essa porra subir?” Na sequência interrompeu o Roberto “exclamação” Avallone e disse: “meu querido Avallone, gosto muito de você, mas você só fala bobagem!” “Você não entende bulhufas de futebol!” Avallone, astuto, chamou os comerciais: “daqui a pouco a gente volta pra saber o que essa anta do Chico Lang vai dizer sobre a minha pessoa!”.
Comerciais entram. IBOPE subindo. No estúdio, Avallone e Chico se mijam de rir. Chico diz que nem sabe o que vai dizer. Na volta do break, um quebra-pau fake entre os dois farsantes.
Prefiro esse clima de circo aos comentaristas que insistem em fazer poesia com futebol. Nelson Rodrigues sim, sabia tudo.
Mas nos anos 80, Armando Nogueira inventou o off poético com textos rocambolescos que ele chamava de crônica, numa tentaiva bizonha de imitar Nelson. Pedro Bial seguiu essa linha em todas as copas. São crônicas apelativas que dão ao futebol um falso tom romântico. Não que não haja romance entre a bola e os pés. Mas Nelson Rodrigues via o drama, a comédia e o jogo real. Mas Armando (que me parece um cara legal) e Bial (que também é boa-praça) fazem textos que me constrangem.
Não gosto de quem mete muita poesia no futebol. Pra fazê-lo tem que ser craque. José Roberto Torero é craque de letra e bola.
Wisnik vai além. É um meia-armador de lançamentos profundos. Não poetiza. Trata de entender tudo com amor e visão de jogo teórica. Ele bate um bolão.
Gil e Caetano pouco falam de futebol. Adoro escutar Caetano cantando “do tempo que Lessa era goleiro do Bahia. Um goleiro, uma garantia”.
Caetano não mete poesia no futebol, talvez porque perceba que o jogo é pra ser jogado. Os Novos Baianaos jogavam e compunham futebol. Que alegria!
“Aos meus olhos
Bola, rua, campo
Vivo jogando
Porque eu que sei o que sofro”
João Cabral não meteu poesia no futebol. Meteu o futebol na poesia. E Ademir da Guia era a sua musa.
Mesmo assim, adoraria saber como Caetano interpreta um jogo de bola. Afinal sou torcedor fanático de tudo que ele faz. E convenhamos, ele faz golaços com sua testa certeira.
E é nela que dou um beijo agora. Como os beijos dos jogadores que comemoram um gol. (Quando os tchecos fizeram isso na Copa de 70, o mundo se escandalizou).
na testa
salem
Fevereiro 12th, 2009 at 11:15 am
Caetano,
Alguém, em outro post, já falou da timidez em comentar aqui em meio a pessoas que além de serem também conhecidas, parecem ser próximas de você. No entanto, leonino como você,vou em frente.
Gosto dessa sua confusão, sempre presente em tudo o que você faz, porque liquidifica tudo, nos dá continuidade, não nos deixa quietos.É disso que eu gosto, não ficar quieto.
Nunca fui próximo do fado, acho que pela sua profunda melancolia. A primeira vez que me liguei no fado foi “culpa” sua e do Chico/Rui Guerra, respectivamente em ” Navegar é Preciso” e “Fado Tropical”.
Aos poucos fui descobrindo a influência moura sobre o fado, fruto da ocupação dos próprios naquela parte da Europa.Daí, fui contaminado pela sua beleza, pela tradução mais fiel da alma lusitana.Infelizmente ainda não ouvi Lula Pena.Pelo que li, deve ser bom.
Ah!O preconceito!Contra qualquer coisa - judeus,árabes,homossexuais, música, cultura,drogas,ateus,negros, amarelos, prostitutas, síndrome de Down - ou seja, o que for diferente de quem domina.Desafiar o “statu quo” é para poucos.Eu sou muito pessimista nessa questão, pelo menos no nosso tempo.Os avanços são mínimos, embora já tenhamos avançado muito.É certo que na perspectiva histórica, de 60 para cá os passos foram enormes, mas ainda falta coisa pra caramba e como falta!Parto do princípio que só a democracia nos propicia os avanços.È um processo lento, de construção contínua.Bom, não foi à toa que existiram pessoas iluminadas que pagaram com as suas vidas ou privação delas como Oscar Wilde, Giordano Bruno,Galileu, para citar os mais recorrentes.
Li sobre você e Bobô no jogo Bahia x Poções e imediatamente me lembrei da sua rima que considero um dos melhores achados de todos os tempos que é Bobô com Andy Warhol.Adoro isso e gosto de futebol, da festa.A letra de “Esse tal de roquenrou” é do Paulo Coelho.Gosto muito!
Em relação ao caso Battisti, eu sou a favor sempre de asilo político.Ninguém sabe melhor disso que você.Agora, a Itália, gostemos ou não do Berlusconi(ou burlesconi?rrssss),é um país democrático. Não estamos falando do Brasil do golpe militar de 64, nem do Chile de
Pinochet.Então, deixemos que a justiça deles decida.Lá existe um processo e recursos que ainda podem ser utilizados pelo Battisti que diz, inclusive, ser inocente dos tais crimes pelos quais foi condenado.
Abraços, Eduardo Adauto.
Fevereiro 12th, 2009 at 11:21 am
Tudo que possa balançar pilares da sobrevivência da raça humana vai gerar violência.Tem-se discutido muito porque o mundo melhorou e ser humano não.Talvez porque jamais deixara de ser ávido e o potencial peculiar de gerar ilusões conflituantes e multifacetadas entre seus semelhante incomoda e assusta sua fome de ser eterno.O racional é apenas sobreviver.Mata-se sempre por medo!Mesmo a mulher em suas conquistas não esconde que o mais prazeroso de sua luta que foi ser mais competitiva.Acho uma gracinha quando dizem que não existe mais homem no mundo.Seria grosseiro e não verdadeiro responder que mulheres também podem não estar existindo mais.O homossexualismo é grande e tão complexa ilusão que a possibilidade sua existência tão cedo pousar levemente num mundo violentado por exemplo pelo monoteísmo atual é ínfima.Saramago foi tudo quando disse que a Bíblia é um livro muito violento.Mas é o mais popular…
Gostei de dizerem la em baixo num redonel de gosto pessoal que as putas belorizontinas são adoráveis.Entendo,eu e tia Hilda Furacão!Mas que música mineira é essa que tem que ter uma cara,uma órbita fixa tangível com o estático,com o uníssono.Desconheço!Samuel Rosa e Negra Li andam cantando a balada da hora isso eu sei!Labi Barrô não esqueci o sucesso que voce fez naquele debate virtual com o Lô.O cara só respondia suas perguntas,aliás excelentes mas muito levezinhas.Gosto dele mais melancolíssimo e sério como Clube 1 e no disco solo do ‘tênis”.Mas foi sobre isso que ele não me passou a bola.Talvez aqueles tênis não devam existir mais.
Espero que não façamos da palavra da hora: “Anacronismo” o que fizeram a pouco tempo atrás com a palavra da hora anterior:”Factóide”,usada num tom covarde indiscriminado preconceituoso extremo.
Fevereiro 12th, 2009 at 12:23 pm
Ei Caetano,
Que bom ouvir comentário futebolísticos vindos de você. O assunto é tão importante e relevanta para mim que me fez comentar pela primeira vez.
Sou blorizontino, com raízes cariocas, botafoguense, cumpro, com louvor, todos os mitos do torcedor do Botafogo.
Sou estudante, quase formado, em História, e trabalho justamente com questões sociais do Futebol, mais voltado para a História, mas sempre lendo, relendo e buscando obras (como a do Wisnik) que tratam do futebol como algo a mais, “triste é de quem, no futebol, enxerga somente a bola”, disse o Nelson Rodrigues.
Bom, no mais, te digo que acabo de voltar de 17 dias em Salvador. Segunda vez que fui, procurei ser o menos turista, fiquei na casa de uma amiga no Santo Antõnio e foi muito agradável terminar a leitura tardia de “Verdade Tropical” podendo conhecer e saber onde era os bairros e lugares de soteroplitanos citados por você. Fui a Pituaçu, e de fato, o Bahia é diferente. Aliás, te recomendo sempre ir a um jogo da torcida popular da cidade que visita, independente da qualidade do futebol, é uma maneira ímpar de conhecer o jeito daquele pessoal. Mas, sinceramente, em todos que já fui, não só pela torcida no estádio, mas pela relação torcida-clube existente, vai ser difícil achar time mais DIVERTIDO do que o Bahia.
Abraços e vejo se apareço mais por aqui, virtualmente falando.
Fevereiro 12th, 2009 at 12:27 pm
Segue abaixo o poema de João Cabral de Melo Neto para Ademir da Guia (o Divino).
ADEMIR DA GUIA
João Cabral de Melo Neto
Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.
Ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o
Ritmo morno, de andar na areia,
de água doente de alagados,
entorpecendo e então atando
o mais irrequieto adversário.
beijo na testa do divino
salem
Fevereiro 12th, 2009 at 2:13 pm
Nandeleza
Ufa! Finalmente li todos os links que você enviou a respeito da questão da erotização “precoce”.
Há coisas bem interessantes. Gostei da matéria sobre a pesquisa da Academia Americana de Pediatria. Aquela que atesta que cenas de apelo erótico influenciam o comportamento sexual dos adolescentes.
Nela, a questão da gravidez na adolescência está muito bem colocada. Mas me fez pensar: censurar resolve? Ou estamos diante de uma adequação cultural. Não acho que um adolescente deva ser privado de assistir a uma cena erótica. Estamos diante do Zéfiro virtual. Porém, concordo que a disponibilização de tantas imagens propõe novas formas de discutir os efeitos da desrepressão. Uso essa palavra, porque também vejo um lado positivo na apreciação juvenil de cenas eróticas.
Outra coisa que gostei de saber foi sobre a 4ª Cúpula Mundial sobre Mídia para Crianças e Adolescentes. Conheço a Beth Carmona, presidente da ONG Midiativa, trabalhamos na TV Cultura na época que fiz o Castelo Rá Tim Bum e o Fanzine. É uma pessoa atenta.
Conto aqui um pequeno causinho da minha infância:
Vi pela primeira vez uma foto com um close de penetração numa revistinha que ganhei de um amigo. Tinha 10 ou 11 anos. Amei aquela imagem! Foi um belo presente.
Ao chegar em casa não sabia onde guardar a revistinha. Olhei as prateleiras do meu quarto e vi a coleção Grandes Personagens da Nossa História (que colecionei em fascículos comprados na banca).
Resolvi guardar dentro de um dos livrões e escolhi a página dedicada a Zumbi (assim não me esqueceria onde mocosei o bagulho, afinal naquela História, Zumbi era o ÚNICO negro).
À noite, fui chamado pela minha mãe pra uma conversa na sala. Meu pai estava lá, emrubrecido, tímido. Minha mãe então disse:
-Fala pra ele, Vidal!
Meu pai gaguejava de constrangimento. Com dificuldade, ele disse:
-Sua mãe fez uma faxina no quarto e encontrou uma revistinha de sexo.
Me lembro de não ter ficado envergonhado. E disse:
-Tá bom. E daí?
Silêncio.
Depois de um tempo, minha mãe disse:
-E daí que eu e o seu pai “achamos” que isso não leva nada.
O papo terminou aí. No nada. Fui pro quarto com a certeza de que meu pai estava cumprindo ordens. É obvio que aquilo levava a alguma coisa.
Mas do quê eles estavam falando. De masturbação? De sexo sem amor?
Até hoje, não sei bem a resposta. Sei que aquela revistinha me foi útil, como talvez uma cena do Big Brother pode ser útil a um garotão excitado de hoje.
Quanto à dança, não li nada que me convença. Gretchen não fez mal à minha geração. Não posso supor que Claudia Leita faça mal à molecada de hoje.
A mini-saia da Wanderléa me excitou durante a Jovem Guarda. Sou grata a ela, assim como sou grato ao meu amigo que me deu aquela revistinha deliciosa.
Chico Buarque diz que a coisa mais importante da sua primeira ida a Paris com seus pais foi ver “peitinhos e peitões” em tudo quanto é lado.
Vai aqui uma letra do Chico que ilustra bem o nosso papo:
AS ATRIZES
Naturalmente
ela sorria
Mas não me dava trela
Trocava a roupa
Na minha frente
E ia bailar sem mais aquela
Escolhia qualquer um
Lançava olhares
Debaixo do meu nariz
Dançava colada
Em novos pares
Com um pé atrás
Com um pé a fim
Surgiram outras
Naturalmente
Sem nem olhar a minha cara
Tomavam banho
Na minha frente
Para sair com outro cara
Porém nunca me importei
Com tais amantes
Os meus olhos infantis
Só cuidavam delas
Corpos errantes
Peitinhos assaz
Bundinhas assim
Com tantos filmes
Na minha mente
É natural que toda atriz
Presentemente represente
Muito para mim
beijo na bunda
salem
Fevereiro 12th, 2009 at 2:28 pm
De Luna Pena a Rodrigo Leão, através de “Passion” é um pequeno passo que o entendimento que Caetano tem de Portugal abarca com toda a certeza – basta ler aqui a letra de “Menina da Ria” (que eu esperava desde o show em Aveiro) para o perceber.
Deixo as ligações a três momentos enormes dessa portugalidade das águas frias (da Ria ou do Tejo, tanto faz):
Luna Pena e Rodrigo Leão http://www.youtube.com/watch?v=W-IEmDWtbOA
Rodrigo Leão musicando o fabuloso documentário Portugal Retrato Social de António Barreto: http://www.youtube.com/watch?v=nSYl2ocJQi4&feature=related
Um exemplo de um episódio desse fabuloso documentário: http://www.youtube.com/watch?v=uIdke2gFink&feature=related
Fevereiro 12th, 2009 at 2:34 pm
Caetano,
Fiquei aguardando ansiosamente o seu comentário sobre a “noite do Bahia”, mas enfim ele veio!
Lembro-me de quando você disse que o tricolor iria ganhar e acabou ganhando, espero que você sempre repita essa profecia!
Somente hoje me lembrei que esse não o meu primeiro comentário aqui, já havia comentado no texto que envolvia as pedras portuguesas e me declarei totalmente contrário a atitude tomada pelo prefeito.
Até a próxima vitória do Bahia!
como todo torcedor,
Bora Baêaa!
Fevereiro 12th, 2009 at 2:39 pm
Eduardo Galeano
El Fútbol a sol y sombra
EL GOL
El gol es el orgasmo del fútbol. Como el orgasmo, el gol es cada vez menos frecuente en la vida moderna.
Hace medio siglo, era raro que un partido terminara sin goles: 0 a 0, dos bocas abiertas, dos bostezos. Ahora, los once jugadores se pasan todo el partido colgados del travesaño, dedicados a evitar los goles y sin tiempo para hacerlos.
El entusiasmo que se desata cada vez que la bala blanca sacude la red puede parecer misterio o locura, pero hay que tener en cuenta que el milagro se da poco. El gol, aunque sea un golecito, resulta siempre goooooooooooooooooooool en la garganta de los relatores de radio, un do de pecho capaz de dejar a Caruso mudo para siempre, y la multitud delira y el estadio se olvida de que es de cemento y se desprende de la tierra y se va al aire.
EL FANATICO
El fanático es el hincha en el manicomio. La manía de negar la evidencia ha terminado por echar a pique a la razón y a cuanta cosa se le parezca, y a la deriva navegan los restos del naufragio en estas aguas hirvientes, siempre alborotadas por la furia sin tregua.
El fanático llega al estadio envuelto en la bandera del club, la cara pintada con los colores de la adorada camiseta, erizado de objetos estridentes y contundentes, y ya por el camino viene armando mucho ruido y mucho lío. Nunca viene solo. Metido en la barra brava, peligroso ciempiés, el humillado se hace humillante y da miedo el miedoso. La omnipotencia del domingo conjura la vida obediente del resto de la semana, la cama sin deseo, el empleo sin vocación o el ningún empleo: liberado por un día, el fanático tiene mucho que vengar.
En estado de epilepsia mira el partido, pero no lo ve. Lo suyo es la tribuna. Ahí está su campo de batalla. La sola existencia del hincha del otro club constituye una provocación inadmisible. El Bien no es violento, pero el Mal lo obliga. El enemigo, siempre culpable, merece que le retuerzan el pescuezo. El fanático no puede distraerse, porque el enemigo acecha por todas partes. También está dentro del espectador callado, que en cualquier momento puede llegar a opinar que el rival está jugando correctamente, y entonces tendrá su merecido.
EL HINCHA
Una vez por semana, el hincha huye de su casa y asiste al estadio.
Flamean las banderas, suenan las matracas, los cohetes, los tambores, llueven las serpientes y el papel picado; la ciudad desaparece, la rutina se olvida, sólo existe el templo. En este espacio sagrado, la única religión que no tiene ateos exibe a sus divinidades.
Aunque el hincha puede contemplar el milagro, más cómodamente, en la pantalla de la tele, prefiere emprender la peregrinación hacia este lugar donde puede ver en carne y hueso a sus ángeles, batiéndose a duelo contra los demonios de turno.
Aquí, el hincha agita el pañuelo, traga saliva, glup, traga veneno, se come la gorra, susurra plegarias y maldiciones y de pronto se rompe la garganta en una ovación y salta como pulga abrazando al desconocido que grita el gol a su lado. Mientras dura la misa pagana, el hincha es muchos. Con miles de devotos comparte la certeza de que somos los mejores, todos los árbitros están vendidos, todos los rivales son tramposos.
Rara vez el hincha dice: «hoy juega mi club». Más bien dice: «Hoy jugamos nosotros». Bien sabe este jugador número doce que es él quien sopla los vientos de fervor que empujan la pelota cuando ella se duerme, como bien saben los otros once jugadores que jugar sin hinchada es como bailar sin música.
Cuando el partido concluye, el hincha, que no se ha movido de la tribuna, celebra su victoria; qué goleada les hicimos, qué paliza les dimos, o llora su derrota; otra vez nos estafaron, juez ladrón. Y entonces el sol se va y el hincha se va. Caen las sombras sobre el estadio que se vacía. En las gradas de cemento arden, aquí y allá, algunas hogueras de fuego fugaz, mientras se van apagando las luces y las voces. El estadio se queda solo y también el hincha regresa a su soledad, yo que ha sido nosotros: el hincha se aleja, se dispersa, se pierde, y el domingo es melancólico como un miércoles de cenizas después de la muerte del carnaval.
Fevereiro 12th, 2009 at 2:47 pm
Salém, adorei mais uma vez seu depoimento e me animei para dar o meu.
Certa feita meu compadre e músico Henrique Rebouças veio me visitar com um cara que eu não gostava muito e que gostava nada de mim.
Na época morava eu na ladeira do Pepino bem perto da Fonte Nova.
Resolvemos ir ao jogo do Bahia. Que descobrimos ia rolar pelos torcedores passando. (considerando que nenhum dos 3 era assíduo em estádio, foi algo inusitado)
Pois na hora do gol do Bahia (que ganhou a partida contra sei lá quem) foi um abraço geral entre nós.
No dia seguinte Henrique me ligou dizendo que inusitadamente nosso colega passou a desenvolver uma simpatia por mim. O brother disse que “Julio até que é um cara legal”
No estádio nem nos falamos, foi somente a magia tricolor que tranquiliza os corações como diz a canção.
Depois, num livro de Antônio Risério, aprendi que o Esporte Clube Bahia foi o primeiro campeão Brasileiro em cima do Santos (no maracanã?!) e que aceitou pretos jogando muito antes do Vitória.
Lí também no livro de Caetano que ele fez a seguinte declaração no último show antes do exílio:
“E viva ao Esporte Clube Bahia!”
O futebol pode até ser mais um ópio para o povo, mas diz muito sobre nós mesmos.
Bora Baêeea!!
Fevereiro 12th, 2009 at 2:48 pm
Dia: 15/02
Horário: 20h30
No domingo, dia 15, o baiano nascido em Juazeiro (BA) será homenageado no “Mosaicos – A Arte de João Gilberto”. O documentário musical – dirigido por Nico Prado e com narração de Rolando Boldrin – mostra a trajetória artística do cantor, recuperando no acervo da TV Cultura imagens de shows e algumas de suas (raras) entrevistas, a exemplo de três programas intitulados “Especial João Gilberto”, gravados nos anos de 1978, 1983 e 1994, nos quais ele apresenta clássicos de seu repertório, como “Brasil Pandeiro” (Assis Valente), “Tim tim por tim tim” (Geraldo Jacques/Haroldo Barbosa) e “Desafinado” (Newton Mendonça/Tom Jobim). Outros destaques do material de arquivo são: um encontro de João Gilberto com Tom Jobim, em São Paulo, captado pelas câmeras do programa “Metrópolis” em 1992; um trecho da apresentação do violonista no Carnegie Hall de Nova York, em 1962, no concerto que lançou a Bossa Nova no exterior; uma conversa do músico com o programa “Vitrine” de 1994; e ainda imagens do curta-metragem “Brasil”, dirigido por Rogério Sganzerla em 1983, registrando o encontro de Caetano Veloso, Gilberto Gil e João Gilberto.
Fevereiro 12th, 2009 at 2:54 pm
http://www.atarde.com.br/videos/index.jsf?id=1072093
Fevereiro 12th, 2009 at 3:42 pm
Querida Labi hoje o post que li em referência que tu fez a mim me emocionou e me deixou um tanto feliz por você me compreender e compreender minha mensagem. Ah e obrigado pela visita a meu blog, pena você não ter deixado um coment lá…quando quiser estará sempre aberto a ti e a todos que o quiserem conhecer e ver se entendem um pouco mais sobre este jovem complexo que fala o que pensa, e bate de frente sempre que preciso para expor suas idéias de forma objetiva e indiferente aos que muitos julgam ultrapassadas e sem nexo.
Paulo Osório também gostei que tu compreendesses minhas idéias e minha preocupação.
Vi que alguns jovens também postaram falando que entenderam minha exclamação em referência a juventude, também vos agradeço.
Ontem postei os dados solicitados por Salém, Heloísa, Licia, e alguns outros que me contestavam, e achavam minhas idéias malucas e sem nexo. Lá está a prova do que eu constatei.
Achei muito bacana e válido o debate que tivemos no post passado embora fugisse um pouco do tema e das idéias do post de Caetano.
Achei lindo Salém falar de a canção do álbum tropicália de Caetano e Gil, citando a música de Caetano, aliás, a letra é de Caetano e a música é de Gil. Só me fugiu o nome da canção. “Que a turma ia procurar porrada na base da van valentia…” No tempo que Lessa era goleiro do Bahia, um goleiro uma garantia”.
Caetano é flamenguista ou torcedor do Bahia? Têm que ser Vascaíno Cae…
Lembro no álbum de Caetano Barra 69, antes de o exílio Caetano cantou o hino do Esporte Club Bahia, álbum ao qual as canções são feitas de maneira arrojadas para a época, e uma pena a qualidade não estar 100%, mais o que valeu foi a intenção e o registro.
Caetano é superbacana de fato, pois com suas idéias e sua visão revolucionária mudou o conceito do Brasil sobre música, e agora vai inovar com o conceito de transsamba e de Obra em Progresso.
Queria ver e ouvir a obra de Caetano no cinema, o filme que saiu ou documentário sobre sua carreira, e sobre seu cotidiano, deve ser muito show conviver com um gênio.
Caetano é musico, é poeta, é escritos, é cineasta, é ator, e é também gênio, por toda sua obra e por todo seu discernimento de opiniões claras, concisas, agressivas mais sempre por alguma razão ou provocação.
Caetano disse: comecei tentando ser inventivamente confuso (o que sempre nos protege de exibir nossas reais confusões) mas voltei a querer raciocinar e caí no meu velho estilo enrolado. Achei linda essa frase, e me vejo de certa forma nela, já que todos me contestam e não entendem o que falo. Há poucos que conseguem entender minha complexa linguagem sobre os fatos.
Por momento é isso, beijos a Labi em especial.
Luiz Carias.
Fevereiro 12th, 2009 at 3:42 pm
Nando,não é bem assim dar asilo aos cubanos e depois deixá-los ir para onde bem quiserem.O Brasil não pode fazer o papel de um “atravessador”.Essas coisas são muito sérias,complexas e exigentes de muita responsabilidade.Tarso genro é grande cara.
Fevereiro 12th, 2009 at 4:01 pm
Oi, Caetano não torcia pro Bahia?
Olavão não tem base não, como dizemos aqui em Minas. Já ouvi dizer que existe um artigo dele acusando o Bill Clinton de ser um agente do PC chinês e que está no site dele. Eu vi outro inacreditável que dizia que Clinton e Bush são fruto de uma conspiração gramsciana mundial. Pode um trem desse. Aqui, Labi é demais dá conta mês, hein!
E liberdade para o Battisti! Berlusconi com essa de chamar de assassino o pai da moça que queria deixá-la morrer foi o fim.
Fevereiro 12th, 2009 at 4:15 pm
Vi Lula Pena alguns anos atrás, platéia pouca e seleta no Culturgest, ela canta em várias línguas, acho que vive na França ou Suíça, faz um som euromusic com influências de música brasileira, de início entusiasma…vou ver Azambujo hoje no Senhor Vinho de Maria da Fé, mas a fadista Ana Moura de 23 anos vi numa entrevista de TV ontem e percebi: ela é linda mesmo e tem uma voz especial.
Ver futebol no estádio é lindo mesmo, o gramado verdinho, aquele espaço todo, a galera, o povão cantando e vibrando, o jogo…é tudo lindo. Ver uma partida de futebol jogada por grandes jogadores é então, o máximo. Ganhar uma camisa do clube preferido com seu próprio nome escrito nela, ah…isso é demais, é troféu.
Bobô foi grande. Estava em grande forma no timaço que o Bahia de repente apresentou num nacional, e celebrizado pela música quase chegou lá. Fino, inteligente, sutil e elegante, parece que veio para anunciar Bebeto, esse sim o grande craque baiano,vindo do Vitória. Completo, genial,campeoníssimo, inesquecível.
Num canto do território europeu entre apenas 10 milhões de patrícios, discute-se legislar o casamento entre pessoas do mesmo sexo proposto pelo primeiro ministro e recebido com reservas pela Igreja. Os americanos repercutem pelo mundo seu Milk e irradiam a onda que alcançará o pobre Itamar e todo o imenso do mundo…vamos Salém, anda com essa carroça…yes nós temos banana, banana pra dar e vender…
pensei que o Tom, filho, é quem tinha levado Caetano ao estádio… haverão outras oportunidades…um marchand frances que passava pelo Rio perguntou se seria possível ir ao Flamengo e Botafogo no domingo no Maracanã? Ele lembrava o campeonato mundial ganho sobre o Brasil. Lembrei que era o único francês enquanto acumulávamos cinco e sugeri uma observação especial pelo que ele presenciaria: a festa rubronegra no Maraca…depois corrigi, podia relaxar, o poder das cores vibrantes e do amor da torcida valeriam a presença. Fica a dica.
( valeu Hermano…queria mesmo falar só com vc…não tinha pertinência, grato pelo cuidado.)
Fevereiro 12th, 2009 at 4:16 pm
Eu gostava muito de futebol. mas agora só torço pelo o Politheama. o resto é venda de craques.
PS, ainda aprecio uma pelada.
PELADA
A BOLA DE TÂO COBIÇADA/
FICAVA MAIS BONITA/
COM CHUVA LAMA E GOL
Fevereiro 12th, 2009 at 5:00 pm
E por falar na associação Futebol-Música ;
Deu no Globo esporte.com 06/02/09 :
“Pelé planeja lançar álbuns com os parceiros Bono, Mick Jagger e Elton John”
“Durante ensaio para dueto com Jair Rodrigues, Rei afirma que lançará mais nove discos como cantor. O próximo deverá ser em maio de 2010”
No final da reportagem,em resposta às desconfianças,que segundo ele, são muitas, Pelé relembra parcerias de sucesso como compositor.
- As pessoas esquecem que eu tenho músicas gravadas com o Sergio Mendes, Wilson Simonal, Wando, Elis Regina, com o Gilberto Gil, o Jair Rodrigues. Até a Maria Alcina gravou música minha - afirma.
Tenho dúvidas sôbre o que é mais esdrúxulo :
Artistas jogando aquelas peladas festivas de final de ano.
Ou,
Craques da bola,que depois de pendurarem as chuteiras,resolvem investir na “carreira musical”.
_____x_____
Em Tempo : O Júnior,que agora é comentarista,é a única exceção que eu conheço no mundo da bola.
Já esbarrei com ele pelos pagodes da vida.O ex-craque do mengão e da seleção,tem suingue,vivência e talento.Faria carreira de sambista se quisesse.
“Voa canarinho voa “
Castello,
chutando pro mato,que o jogo é de campeonato.
Fevereiro 12th, 2009 at 5:17 pm
Querido Caetano,
Comentei duas outras vezes no OP, mas me senti um peixe fora d’agua em meio a todas as discussões que se desenrolam por aqui, então achei que não escreveria mais para, com certeza, continuar lendo: além do dono do blog ser apaixonante e escrever sobre assuntos interessantíssimos, há outras figuras tambem muito interessantes por aqui.
O OP, como já havia dito, parece um clube de amigos e todas as réplicas, tréplicas, e outras “éplicas” ficam circulando nesse grupo: um comenta a fala do outro (que, por sua vez, comentou a do primeiro) e esclarece pontos da sua própria fala, ou seja, uma boa conversa de bar que nunca termina. Pouco espaço para os novos visitantes… ☹
Bem, mas não deu para ficar quieta. Acabei de chegar de Marrakech onde escutei Caetano no meu pensamento pelas ruas ocre/rosadas como se fosse anos 70 - que cidade mágica, aliás. Cheguei do aeroporto ontem à meia noite, abri o computador, li o seu último post e fiquei tão encantada que soube imediatamente que escreveria sim, uma vez mais.
Não conheço, devo admitir, o trabalho de David Byrne, mas saber que ele está namorando Cindy Sherman e que a levou à Boipeba e à Salvador foi divino. Sou uma artista visual que adora Sherman. Nao li os tantos comentários ao post mas pude perceber que não se tocou no assunto, ou seja, os frequentadores de OP definitivamente não se interessam por arte contemporânea (Oops! Desculpas se eu estiver enganada…).
Cindy Sherman, como disse Caetano, fotografa a si própria não fazendo autos-retratos mas um trabalho com personagens femininas e algumas de suas imagens são tão provocadoras e passíveis de identificação… quase que o próprio inconsiênte que ela traz à tona. Foi a primeira a trabalhar com fotografias em tamanhos monumentais e é uma das figuras que ajudou a integrar a fotografia definitivamente à arte contemporânea. Cindy é uma estrela do mundo da arte contemporânea, uma entidade; é linda, sensível e me inspira o tempo inteiro. Que homem bacana que deve ser o David Byrne!
Então hoje eu acordei e fui ao blog escrever meu comentário e encontrei o novo post e fiquei emocionada. A maneira como você descreveu o “Pituaço” e a partida de futebol foi de uma doçura inacreditável.
Como alguem falou aí em cima, eu tambem estou muito feliz por esse blog existir. Há tantos assuntos que precisam ser tratados de uma forma nova sobre a Bahia e o Brasil e eu te amo por você fazer isso aqui. Você consegue ser incrivelmente amoroso, moderno e clarividente.
Beijo!
P.S. Ah, queria dizer que tambem acho música (alta, especialmente) na praia uma coisa lamentável…!
Fevereiro 12th, 2009 at 5:32 pm
Incertezas cercam a origem de José de Assis Valente. Desde o local de seu nascimento, constando na certidão Campo da Pólvora, na Bahia, e que ele garantia ter sido entre Bom Jardim e Patioba, na mesma Bahia. Sabe-se que o dia do nascimento foi 19 de março de 1908, mas quanto ao pai, há controvérsias. Assis dizia ser filho de José de Assis Valente (fato que o tornaria Júnior), mas sua certidão de nascimento e uma meia-irmã informam ser o pai desconhecido. A mãe chamava-se Maria Esteves Valente.
Aos seis anos, foi raptado por um certo Laurindo que, achando “injusto um menino tão perspicaz viver em ambiente tão pobre”, pediu para que a família Canna Brasil, de Alagoinhas, o criasse. Tudo correu bem até que o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, deixando o menino na Bahia. Encaminhado para um hospital, passou a viver ali como lavador de frascos da farmácia.
Em 1917, Assis se mudou para Bonfim, onde se tornou responsável pela farmácia do hospital. Invejosos, os farmacêuticos locais enviaram uma receita contendo poderoso veneno para ser por ele aviada. Leu a fórmula, recusou-se a prepará-la e seu prestígio cresceu. Mas a glória durou pouco: declamou um poema anticlerical em uma quermesse e foi destituído do cargo.
Passava um circo pela cidade, e o menino a ele se uniu, como comediante. Percorreu o Estado e, em Salvador, abandonou o circo, iniciando curso de prótese dentária e se empregando como desenhista em uma revista até que resolveu tentar a sorte no Sul. Desembarcou no Rio de Janeiro no final dos anos 20. Em seguida, já trabalhava como auxiliar de protético e, em pouco tempo, montava consultório próprio. Como desenhista das revistas Shimmy e Fon-Fon, aproximou-se do meio artístico. Conheceu Heitor dos Prazeres em 1932, que, ao ouvir suas primeiras músicas, incentivou-o a compor. Entre ser protético ou compositor, Assis ficou com as duas. Batucando na bancada do consultório, poesia e melodia nascendo juntas.
No mesmo 1932, Araci Cortes grava Tem francesa no morro, e ele conhece sua maior intérprete, Carmen Miranda, que grava Etc. e Good bye boy . Compõe Boas Festas, gravada por Carlos Galhardo, e Cai, cai, balão, (com Aurora Miranda e Francisco Alves), ambas sucessos até hoje. O Bando da Lua grava Brasil pandeiro. Para Assis, foi a década de glória, que terminaria com a ida de Carmen - acompanhada pelo Bando da Lua para os Estados Unidos, em 1939. Antes de partir, a cantora gravaria Camisa listrada. O compositor perdeu a intérprete e o conjunto vocal favoritos.
Em 23 de dezembro de 1939, casou com Nadyle da Silva Santos, mas não foi feliz, a união terminando em 1941. Aos poucos, suas músicas caíam no esquecimento. Afundado em dívidas, inseguro quanto ao futuro, tenta o suicídio, pulando do alto do Corcovado. Foi salvo por uma árvore, que impediu a queda. Esforça-se para recuperar a carreira, compondo baiões, rancheiras, guarânias, na moda, mas fora de seu gênero. Em vão. Era sambista de letras brilhantes, reportagens sonoras, e não encontra mais espaço.
Entrou na década de 50 em depressão e procurou mais uma vez a morte, cortando os pulsos, sem conseguir o intento. Aos poucos, mergulha na melancolia, afastando-se de todos e, por fim, no dia 11 de março de 1958, consegue o que já buscara anteriormente. Em um banco da praia do Russel, ingere cianeto com guaraná e morre.
Obra completa
Abre a boca e fecha os olhos, samba, 1933; Acabei a paciência, samba, 1933; Acorda, São João, marcha, 1934; Adivinhação, marcha, 1937; Alegria (c/Durval Maia), samba, 1937; Alegria de palhaço, marcha, 1951; Amanhã eu dou, samba, 1942; Amor de bamba, samba, 1933; Ao romper da aurora (c/Leandro Medeiros), samba, 1936; Apresentação, samba, 1956; Arara (c/Leandro Medeiros), marcha, 1938; Armei a rede (c/Arsênio Ottoni), baião, 1951; Badaladas, marcha 1935; Bate palma pra mineira, samba, 1945; Batuca no chão (c/Ataulfo Alves), batucada, 1945; Beijinhos, marcha, 1933; Bis… (c/Lamartine Babo), marcha, 1944; Boa-noite, marcha, 1935; Boas festas, marcha, 1933; Bola preta, marcha, 1938; Boneca de pano, samba, 1950; Brasil pandeiro, samba, 1940; Cadê você, meu bem, samba, 1934; Cai, cai, balão, marcha, 1933; Cai, sereno, batuque, 1939; Camisa listada, samba-choro, 1937; Cansado de sambar, samba, 1937; Cirandinha, marcha, 1936; Com água na boca, marcha, 1957; Coração bateu demais, samba, 1942; Coração que não entende, samba-choro, 1939; Dança do beliscão (c/Júlio Zamorano), marcha, 1949; Deixa comigo, samba, 1939; Deixa está, jacaré (c/Pedro Silva), marcha, 1937; Deixa isso pra lá (c/Alvinho), samba, 1956; Deixa o passado, samba, 1938; Deixe de ser palhaço, marcha, 1935; O delegado mandou (c/Osvaldo Gouveia), samba, 1953; Desprezado sonhador c/Júlio Zamorano e Osvaldo Gouveia), samba, 1953; O dia morreu (c/Oliveira Freitas), samba, 1936; O dinheiro que ganho, samba, 1951; Dona Florinda, samba, 1944; E bateu-me a chapa, samba, 1935; É do barulho (c/Zequinha Reis), marcha, 1935; É duro de se crer?, samba, 1933; É feio, mas é bom, samba, 1940; E o mundo não se acabou, samba-choro, 1938; É ordem do rei (c/Castor Vargas), samba, 1951; E por causa de você, ioiô, samba, 1934; É sacrifício demais (c/Leandro Medeiros), samba, 1939; Ela disse que dá, samba, 1942; Elogio da raça, marcha, 1933; Esquece tudo (c/Milton Valente), samba, 1940; Este samba foi feito pra você (c/Humberto Porto), samba, 1935; Etc., samba, 1933; Eu vivia no morro, samba, 1936; Fala, meu pandeiro, samba, 1936; Felismina, marcha, 1933; Fez bobagem, samba, 1942; Foi pouco, samba, 1938; A folia já chegou, marcha, 1938; Good Bye, Boy, marcha, 1933; Gosto mais do outro lado, marcha, 1935; A infelicidade me persegue, samba, 1936; Isso não se atura, samba, 1935; Já é de madrugada (c/Carlos Perry), samba, 1935; Já que está deixa ficar, samba, 1940; Jacaré, te abraça, samba, 1944; Um jarro d’água, samba, 1939; Jeannette (c/Lamartine Babo), marcha, 1936; José do rancho, rancheira, 1952; Lamento, samba, 1958; Levante o dedo, marcha, 1934; Liii… Liii, marcha, 1944; Lulu, marcha, 1934; Madame, samba, 1945; Mais um balão, marcha, 1935; Mangueira (c/Zequinha Reis), samba, 1935; Marcolina, Marcouna, marcha, 1934; Maria boa, samba, 1936; A Maria é a maior (c/A. Godinho e Júlio Zamorano), batucada, 1954; Me segure…, samba, 1943; O meu não dá, samba-choro, 1951; Minha embaixada chegou, samba, 1935; Minha intenção (c/Nelson Petersen), samba, 1937; Motivos musicais, samba, 1946; Não é proceder (c/Harold White), samba, 1935; Não quero não, batuque, 1938; Não sei pedir seu coração, marcha, 1932; Não sei se é (c/Leandro Medeiros), samba, 1938; Nega!, marcha, 1933; Negócios de família, marcha, 1936; Ninho desfeito (c/Hortênsio de Aguiar), samba, 1951; Nobreza, samba, 1939; Noite azul, marchinha, 1941; Novela (c/Leandro Medeiros), samba, 1937; Ô…, marcha, 1936; Oba! oba!, samba, 1937; Oi, Maria, samba, 1933; Olha a direita, marcha, 1933; Olhando o céu todo estrelado, marcha, 1935; Onde canta o sabiá (c/José Carlos Burle) samba, 1948; Pão de açúcar (c/Artur Costa), samba, 1934; Pão-duro (c/Luís Gonzaga), marcha, 1946; Para onde irá o Brasil?, samba, 1933; Patrulha musical, samba, 1948; Pedacinho de amor, samba, 1935; Pensei que pudesse te amar, samba, 1935; Pequena endiabrada (c/Leandro Medeiros), marcha, 1940; Põe a chave embaixo, marcha, 1933; Por causa de você, samba, 1937; Pra lá de boa, marcha, 1933; Pra que amar, samba, 1934; Pra que você me tentou (c/Nelson Petersen), samba, 1939; Pra quem sabe dar valor, samba, 1933; Procurando a Josefina, fox, 1946; Quando eu queria você (c/Milton Amaral), marcha, 1934; Que é que a Maria tem, samba, 1937; Quem dorme no ponto é chauffeur, batucada, 1944; Quem duvidar que apareça, samba, 1942; Querer bem (c/Penélope), samba, 1951; Quero um samba (c/Júlio Zamorano), samba, 1948; Recadinho de Papai Noel, marcha, 1934; Recenseamento, samba, 1940; A rosa e vento, samba, 1970; Sai de baixo (c/Álvaro da Silva), marcha, 1956; O samba começou, samba, 1937; Sapateia no chão, samba, 1934; A saudade me viu, samba, 1935; Se a gente… quando gostasse, samba, 1933; Se você deixar, marcha, 1937; Sem você não há prazer, samba, 1936; A semana findou, samba, 1950; Sinos da Penha, samba, 1934; Só conheço uma, marcha, 1937; Sodade furadeira (c/Abreu Júnior), toada, 1955; Sou da comissão de frente, samba, 1934; Tão grande, tão bobo, marcha, 1934; Té já, marcha, 1935; Té logo, sinhá, samba, 1943; Tem francesa no morro, samba, 1932; Tenho raiva do luar, marcha, 1934; Tive que me mudar, samba, 1949, Triste verão, marcha, 1935; Tristeza (c/Zequinha Reis), samba, 1937; Uva de caminhão, samba, 1939; Vem comigo (c/Jocelino Reis), marcha, 1936; Vestidinho de iaiá, marcha, 1943; A vida é boa… (c/Herivelto Martins e Francisco Sena), marcha, 1934; Viva a Penha (c/Jovaldo Dantas), batucada, 1955; Você quer ser livre desse mundo (c/Roberto Azevedo), samba, 1936; Vou espalhando por aí, marcha, 1935.
Fonte:http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/04/assis-valente_04.html
Fevereiro 12th, 2009 at 5:39 pm
não gosto de som na praia. aliás, acho que música não deve ser imposta. essa coisa de obrigar a quem está em um espaço público a ouvir um som é ditadura pura. se quero ouvir chico, coloco um cd no meu carro, ligo meu mp3, ou ouço no som de casa.
ouvir música alta é falta de respeito mesmo, pois as pessoas ao lado não são obrigadas a ouvir música naquela hora que escolhi pra ouvir - ainda que elas gostem do mesmo tipo de música que eu.
os discos da legião urbana vinham com seguinte ordem: ouça bem alto.
eu porém acrescento: desde que com fones de ouvido.
uma coisa é um show que vai acontecer em um determinado dia na praia ou numa praça, por exemplo. até aí, vá lá.
mas essa turma dos quiosques, com som perene, ou mesmo essa turminha que transforma o carro em arrememdo de trio elétrico, não dá!!!!
sobre o beijo dos meninos, o argumento do segurança e dos donos do shopping é que é o sintoma: famílias que passavam podiam ficar constrangidas.
ainda que a mente apavore o que ainda não é MESMO velho, fico constrangido com famílias que ainda pensam assim.
quando adolescente acreditei que quando eu me tornasse um adulto esse tipo de questão já estaria resolvida, que as pessoas seriam apenas sexuais, sem os prefixos hetero, homo, bi, pan, flex.
minha monografia de final de curso foi sobre união entre pessoas do mesmo sexo. claro que custei para achar um professor para me orientar. ele mal olhou o trabalho. tirei sete. mas isso era em 1999.
achei de fato que em 2009 a coisa estaria em outro pé. mas não está.
espero que meus filhos possam no futuro ver dois homens se beijando e isso não ser nenhum a-c-o-n-t-e-c-i-m-e-n-t-o a não ser o simples fato de dois homens estarem se beijando.
e só.
ps: salem, tb não gosto do termo opção sexual. acho muito vestibulando. prefiro conduta sexual, acho que descreve melhor. beijo na festa!
Fevereiro 12th, 2009 at 6:00 pm
Oi, pessoal, corrigindo: achei que o Caetano torcia para o Vitória…
O cozinheiro do Graciliano bem que poderia responder para ele: “sou bom cozinheiro, sinhô, se eu cozinho, todo mundo come!” Fica a sugestão de um conto, crônica ou post…
Fevereiro 12th, 2009 at 6:07 pm
Oi, pessoal: Caetano não torcia para o Vitória?
O cozinheiro do Graciliano bem que poderia responder para ele: “sou bom cozinheiro, sinhô, se eu cozinho, todo mundo come!” Fica a sugestão de um conto, crônica ou post…
Fevereiro 12th, 2009 at 6:12 pm
E olha aqui um pedacinho do Hino do Bahia por…
Caetano Veloso
Fevereiro 12th, 2009 at 6:44 pm
Salem,
Estou entendendo seu ponto de vista. Vou tentar elaborar melhor o que quero dizer, volto depois.
***
Uma das jogadas mais fantásticas que já vi na vida foi com o Dadá Maravilha, o peito-de-aço, o único que, além do beija-flor e do helicóptero, pa(i)rava no ar:
Fonte Nova lotada, jogo do Bahia (contra quem? Santa Cruz, naquele 5 x 0? Miseravelmente não lembro). Sei que Dario, atacante festejado pela sua torcida tricolor, pegou a bola no campo de ataque e saiu driblando todo mundo… em direção ao seu próprio gol!!! Nunca vi tamanho desespero numa torcida, os caras gritavam: “Dadá! Dadá! Que porra é essa, Dadá! É pra lá! É pra lá! Pro lado de lá, Dadá!”. Achei que os caras fossem ter um ataque cardíaco ali mesmo. Pois bem, Dario driblou todo mundo e recuou a bola ao goleiro do Bahia. Os caras davam uma gargalhada nervosa, incrédulos.
Já procurei em toda parte este lance, se alguém por acaso o localizar, por favor poste aqui pra gente!
Uma outra jogada inesquecível foi a roubada de bola de Ronaldo (então atacante do Cruzeiro) do goleiro (do Bahia) Rodolfo Rodriguez, aproveitou a cochilada e saiu pro abraço.
Fevereiro 12th, 2009 at 7:10 pm
Hermano vi quase todos os vídeos que você colocou os links, a percussão da musica Alviverde de Jun Miyake muito interessante, Turn Back também tem um som que me lembrou muito o Brasil. Escutei todas as musicas que estavam ali no myspace. Senti vontade de fazer alguns comentários sobre a musica oriental, alguma coisa que li sobre a percepção dos sons instrumentais e os sons da natureza, ou ainda um certo compromisso em harmonizar tudo isso, mais nem sei muito sobre o assunto. Adorei tudo isso.
Gostei muito dos vídeos de Robert Wyatt, creio bem que Sea Song escutaria passeando descalça pela praia num dia calmo com pouco sol. Uma viagem!
Este link foi o único que não vi porque não deu certo
http://www.youtube.com/watch?v=jVyDd-jmqH
Mais fui navegando por ali e vi alguns outros trabalhos dele que gostei muito também.
Obrigada foram horas de grande calmaria, beijos
Fevereiro 12th, 2009 at 7:22 pm
Muito bom poder ler seu post novo, Caetano, falando de futebol e de outros assuntos, poucas horas depois do jogo no novo estádio de Pituaçu. Adoro a combinação música e futebol - no Brasil não há como ignorá-la. Salem, entendo perfeitamente o gostar de ir ao estádio de seu filho, tão diferente do seu. O meu também era um pouco assim. Recordo que, desde as primeiras vezes na Fonte-Nova, me chamou atenção o pessoal da charanga, do sambão, pois havia muitos que, não importando o resultado do jogo, tocavam o tempo todo de costas para o campo! Aquilo era inexplicável e ao mesmo tempo mágico para mim. Será que ainda é assim? As arquibancadas da Fonte-Nova durante os jogos do Bahia me pareciam um dos poucas ocasiões (as outras eram/são as ruas de Salvador durante o carnaval) em que você tinha um verdadeiro caldeirão social na cidade, com gente das mais diversas idades e origens, pagando muito, pouco ou nada, se misturando, se igualando. Uma beleza! Manter esse espírito e ao mesmo tempo profissionalizar o futebol é um desafio tão grande quanto profissionalizar o carnaval de Salvador sem que este perca a espontaneidade. Mas é possível! Um abraço!
Fevereiro 12th, 2009 at 7:38 pm
Glauber,
Where are you, vampire?
Fevereiro 12th, 2009 at 7:48 pm
1. Tô com Nando: Nunca pensei ver Caetano comentando Futebol. E com tanta poesia…
Aproveito para dar um viva ao meu clube: Viva o BELENENSES (de Bélem, Lisboa…Aaahhh! Dizem que o Azul é a cor da Melancolia…”Tem muito Azul em torno dele…”)
2. Conheço muito mal Lula Pena, pelo que não vou fazer grandes comentários.É quase uma ilustre desconhecida em Portugal (ainda mais que Zambujo).
José Claudio: agora Rodrigo Leão (um ex-Madredeus)é fantástico!!! E viva Aveiro, a Ria, e os ovos moles!!!! Em baixo o link para um fado que sei que Caetano ama muito (por Lula Pena)
http://www.youtube.com/watch?v=UCrYkPgEkIM
3. A minha desilusão do dia chama-se Vicky Cristina Barcelona. Fui ver hoje no Cinema. Nunca gostei muito de Woody Allen. Mas gosto de Scarlett e Penélope. E vivi 1 ano em Barcelona. E ainda: os 2 filmes anteriores com Scarlett foram bastante razoáveis: Scoop e Match Point. Pelo que tinha algumas espectativas.
Uma desilusão total. Muito, muito fraco. Argumento fraco, actores à deriva (Penélope é a menos má, mas não merece ganhar o Óscar), realização negligente, cartões postais claramente óbvios e previsiveis, um filme sem sal e sem tempero. Um Woody Allen muito fraco. É pena. Barcelona merecia muito mais. Não sei se esse filme já chegou aí ao Brasil.
Abraços
Fevereiro 12th, 2009 at 8:04 pm
Som na praia é bom, guarda as recordações dos verões vividos.
Nunca esqueço dos banhos de mar, nas águas geladas de Cabo Frio… Tinha o Tatuí elétrico, limpava a praia e carregava o povo.
E tem tudo a ver escutar pagode baiano nas praias da Bahia.
Não ter som também é bom. Somente o canto de Iemanjá girando seu vestido rendado.
Outra experiência gostosa é ir à praia com um mp3 player. Já caminhei pela beira do mar escutando a 4ª obra dos Los Hermanos. Uma trilha gostosa e marítima.
Uma vez tomei banho na praia de Ipanema com música eletrônica, o chão tremia - tudo tremia. Parecia uma viagem. Foi bom e ruim.
Bjs.
*Bom saber que o Rio continua lindo, fez sol de manhã (vi o amanhecer pela janela do avião, uma linha vermelha no horizonte; mansamente pintou as nuvens que serviam de estrada. Tudo entre o céu e o céu).
** Depois volto para falar dos meninos no shopping.
Fevereiro 12th, 2009 at 8:20 pm
Salém, você é santista, então?
Santista como o autor de “Veneno Remédio”, citado por Caetano, e como eu mesmo. Aliás, foi justamente a geração de Robinho que atraiu o olhar intelectual desse talentoso artista para o futebol, dando a base afetiva necessária para a gestação da obra.
Comprei o livro no fim do ano passado durante uma palestra do Wisnik na UFSC e estou degustando aos poucos. O que posso adiantar dessa leitura é que tenho a impressão de ser imprescindível aos amantes do futebol e sedentos de entender o Brasil.
Pra terminar, a letra de uma canção infantil que compus recentemente em torno do tema. Abraço a todos de comunidade caetanística:
O dedão do craque (Silvio Mansani)
No Domingo de manhã
Eu saí para brincar
Joguei bola a manhã toda
Não voltei nem pra almoçar
Bem no meio da partida
Veio a bola e eu fui chutar
Dei com o dedão na pedra
Ai que dor, foi de rolar!
Foi inchando, ficou roxo
Uma bola de bilhar
As estrelas e os cometas
A galáxia vi girar
Fui pra casa depois disso
E mamãe veio ajudar
Arrastou-me pelo braço
Para o médico opinar
O doutor olhou de cima
Cutucou até eu gritar
E franzindo bem a testa
“Disse: é grave, vamos lá…”
“Aplicar uma injeção”
“Pra ver como vai ficar”
“Se não der sinal de vida”
“Vamos ter que arrancar”
Pelo amor de Deus, doutor
Vira essa boca pra lá
O meu dedo é habilidoso
Faz o meu time ganhar
O doutor deu uma risada
Disse pra não preocupar:
“vai sarar, mas não tem jeito”
“Temos mesmo que engessar”
Mas e o fim do campeonato
E como é que vai ficar?
Time sem o centroavante
Não faz mais do que empatar
Nesse instante, uma fisgada
Pro meu pé me fez olhar
O dedão deu uma mexida
E voltou a suspirar
E pra espanto da platéia
Na salinha do hospital
Com a voz atrapalhada
Começou a me falar:
“Quando for bater na bola”
“Meta o pé, mas devagar”
“Eu que fico lá ponta”
“Pago o pato se errar”
“Passa o pé por sobre a bola”
“Ginga pra se preparar”
“E não bate só de bico”
“Pega a manha de chutar”
“Com peito de pé, de chapa”
“Ou até de calcanhar”
“De “três dedos”, com efeito”
“Como um craque sabe dar”
O dedão me deu de dedo
Com razão de reclamar
Quem mandou ser descuidado
Não olhar onde pisar
A enfermeira pôs o gesso
Minha mãe veio acalmar:
“Paciência, Ronaldinho”
“O futebol vai te esperar”
Fevereiro 12th, 2009 at 8:40 pm
Será mesmo que meus olhos leram o que leram?
Caetano falando sobre futebol, com a fineza que lhe é peculiar?
Será mesmo que é o Caetano que escreve todos esses textos?
Será mesmo que ele lê todos os posts?
Deus seja louvado…
E pra completar, meu querido santista como eu Fernando Salem nos brindou com um texto belíssimo.
Deveria ser publicado além das esferas dos comentários do blog. Me emocionei!
Vida longa à Caetano Veloso!
Beijo
Ton
Fevereiro 12th, 2009 at 10:29 pm
Poxa! A primeira vez que vi bobô jogar fiquei encantado, e não sabia como falar de um jeito explicito daquelas imagens. ficava chateado porque nem um comentarista dava tanta ênfase aquele brilho de bobô. até então ouvi aquela canção de caetano dizendo o que eu queria dizer. aí eu pude pensar - eu não estooou sozinho!
Fevereiro 12th, 2009 at 11:12 pm
Caetano Veloso e Júlio Vellame: antes de qualquer coisa, saudações tricolores!
Caetano, sou soteropolitano morando no Rio, na Tijuca (e como a Tijuca parece com Brotas, rapaz!). Sempre passo os olhos por aqui mas nunca comento; hoje deu vontade. Belo comentário sobre o jogo! Vou pra Salvador no dia 20 pra fazer umas gravações e ir ao BAxVI em Pituaçu, não vejo a hora.
Júlio, nunca pensei que fosse me emocionar tanto com o seu depoimento sobre aquele dia que a gente foi ao jogo Bahia x Santa Cruz (em 1999)! “Um cara que eu não gostava muito e que gostava nada de mim” foi de foder! Tô rindo aqui até agora!
Enfim… Chegamos aos à casa dos 30. Quem diria, não? “Os senões desaparecem quando a gente vai envelhecendo”, disse, mais ou menos assim, Caetano noutro post .
Galo tá longe, não vai poder ir ao BAxVI do dia 22/03. Teremos que ir sem ele, hehehe!
Abraço a você, a Caetano e a todos.
Fevereiro 13th, 2009 at 12:15 am
Ai Caetano! Muito obrigada pelo elogio!
Que lindo! Agora sou etrela! Estou lá no alto.
Mas não esquenta não Velô, cê tá perdoado. Tá perdoado mesmo sem ter pecado.
E no iPod sem fone de ouvido, com iTrip: …Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem. Apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final… Que lindo! Pai Caetano.
Labi Barrô, sem fone de ouvido, evitando exacerbar a individualidade nestes tempos de tanta solidão!
Depois eu volto com mais calma.
Fevereiro 13th, 2009 at 12:32 am
Eduardo Galeano
El Fútbol a sol y sombra
EL ARBITRO
El árbitro es arbitrario por definición. Éste es el abominable tirano que ejerce su dictadura sin oposición posible y el ampuloso verdugo que ejecuta su poder absoluto con gestos de ópera. Silbato en boca, el árbitro sopla los vientos de la fatalidad del destino y otorga o anula los goles. Tarjeta en mano, alza los colores de la condenación: el amarillo, que castiga al pecador y lo obliga al arrepentimiento, y el rojo, que lo arroja al exilio.
Los jueces de línea, que ayudan pero no mandan, miran de afuera. Sólo el árbitro entra al campo de juego; y con toda razón se persigna al entrar, no bien se asoma ante la multitud que ruge.
Su trabajo consiste en hacerse odiar. Única unanimidad del fútbol: todos lo odian. Lo silban siempre, jamás lo aplauden.
Nadie corre más que él. Él es el único que está obligado a correr todo el tiempo. Todo el tiempo galopa, deslomándose como un caballo, este intruso que jadea sin descanso entre los veintidós jugadores; y en recompensa de tanto sacrificio, la multitud aúlla exigiendo su cabeza. Desde el principio hasta el fin de cada partido, sudando a mares, el árbitro está obligado a perseguir la blanca pelota que va y viene entre los pies ajenos. Es evidente que le encantaría jugar con ella, pero jamás esa gracia le ha sido otorgada. Cuando la pelota, por accidente, le golpea el cuerpo, todo el público recuerda a su madre. Y sin embargo, con tal de estar ahí, en el sagrado espacio verde donde la pelota rueda y vuela, él aguanta insultos, abucheos, pedradas y maldiciones.
A veces, raras veces, alguna decisión del arbitro coincide con la voluntad del hincha, pero ni así consigue probar su inocencia. Los derrotados pierden por él y los victoriosos ganan a pesar de él. Coartada de todos los errores, explicación de todas las desgracias. Los hinchas tendrían que inventarlo si él no existiera. Cuánto más lo odian, más lo necesitan.
Durante más de un siglo, el árbitro vistió de luto. ¿Por quién? Por él. Ahora disimula con colores.
EL LENGUAJE DE LOS DOCTORES DEL FUTBOL
Vamos a sintetizar nuestro punto de vista, formulando una primera aproximación a la problemática táctica, técnica y física del cotejo que se ha disputado esta tarde en el campo del Unidos Venceremos Fútbol Club, sin caer en simplificaciones incompatibles con un tema que sin duda nos está exigiendo análisis más profundos y detallados y sin incurrir en ambigüedades que han sido, son y serán ajenas a nuestra prédica de toda una vida al servicio de la afición deportiva.
Nos resultaría cómodo eludir nuestra responsabilidad atribuyendo el revés del once locatario a la discreta performance de sus jugadores, pero la excesiva lentitud que indudablemente mostraron en la jornada de hoy a la hora de devolucionar cada esférico recepcionado no justifica de ninguna manera, entiéndase bien, señoras y señores, de ninguna manera, semejante descalificación generalizada y por lo tanto injusta.
No, no y no. El conformismo no es nuestro estilo, como bien saben quienes nos han seguido a lo largo de nuestra trayectoria de tantos años, aquí en nuestro querido país y en los escenarios del deporte internacional e incluso mundial, donde hemos sido convocados a cumplir nuestra modesta función.
Así que vamos a decirlo con todas las letras, como es nuestra costumbre: el éxito no ha coronado la potencialidad orgánica del esquema de juego de este esforzado equipo porque lisa y llanamente sigue siendo incapaz de canalizar adecuadamente sus espectativas de una mayor proyección ofensiva hacia el ámbito de la valla rival.
Ya lo decíamos el Domingo próximo pasado y así lo afirmamos hoy, con la frente alta y sin pelos en la lengua, porque siempre hemos llamado al pan pan y al vino vino y continuaremos denunciando la verdad, aunque a muchos les duela, caiga quien caiga y cueste lo que cueste.
Fevereiro 13th, 2009 at 12:47 am
Estoy hiper atrasada en este blog…. mejor tarde que nunca.
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Me gusta el football solo en los mundiales pero quería hacerles una pregunta:… Maradona o Pelé?
Olé, olé, olé.. Diegooooo… Diegoooooo http://www.youtube.com/watch?v=OEsAqwlBcTY
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Adorei Pena Lula!! No la conocía. Gracias LeAozinho.
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“Não gosto de música” dijo LeAozinho?? Malucooooooooooo. Decir que no te gusta escuchar música. Noooooooooooo… NO diga eso!!!! La música tiene sentimientos señor… no la lastime así!!!!!! Rectráctese LeOncito lOcO, antes de que sea tarde!!
Yo escucho música todo el tiempo…. solo la odio cuando se convierte en “ruido molesto”. Será que para leAozinho la música es “ruido molesto” en varias situaciones? Pero no diga que no le gusta caetánicamente (categóricamente), nao!! Solo puedo estar en silencio cuando estoy durmiendo… mis sueños ya son demasiado sonoros y/o ruidosos… Cuando estoy con los sonidos de la naturaleza no me gusta NADA la música alta… más que nada porque me parece que ya bastante jodemos a los animalitos como para estar contaminándolos con “ruido”.
Las canciones impactan a cada uno por diferentes razones y primero entran por un ladito especial: el corazón, los oídos, la cabeza, el plexo solar, y a veces por otras partes del cuerpo… pero mejor no hablar de ciertassssss cosasssssssss.
A mí, por lo general, me impactan primero por la música, luego por la letra… con excepciones claro.
También existe el amor a primera vista con algunas canciones, y en otros casos es amor a segunda vista o tercera vista, etc. Algo así le pasó a David Byrne con Zii e Zie, no? Yo me enamoré a primerísima vista de “Por Quem” (insisto que me hace acordar a alguna canción de The Beatles o Macca), a segunda vista de “Cor Amarela”, a tercera vista de “Falso Leblon” y a cuarta vista de “Tarado…”. De las demás no me enamoré. Me gusta la polémica de “Base de Guantánamo”: al final queda el nombre en español o portugués? Es una canción que todavía no se sabe si se le está yendo el tren … qué bien le hubiera hecho a esa canción que salga el CD cuando Obama decidió cerrar la Base. También me enamoré a primera vista de “Minhas Lágrimas” cuando la escuché en el Gran Rex. Cé me parece un disco redondo en el sentido de que transmite “una historia” que se va contando con cada canción. En “Zii e Zie” no entiendo la historia detrás del disco pero tampoco me muero por entender…. Solo siento que las canciones no se relacionan la una con la otra… hasta el título parece “descolgado”. Es mi percepción del progreso simplemente. No quiero ser prejuiciosa porque falta escuchar y sentir la obra terminada.
Quería compartir con ustedes la música de Juana Molina. No son canciones que pueda escuchar más de una hora. Nunca supe definir los estilos musicales. En el myspace dice Crunk / Zouk / Grindcore. Qué es eso??? Lo único que puedo decir es que no es “easy listening” Qué fulero ser músico y estar en la categoría “easy listening”!!
http://www.myspace.com/juanamolina
Para Gil (el argentino) pitufito gruñón y romanticón, para todos los que gustan de la música argentina y MUY ESPECIALMENTE para todos los que esperan el alba
http://www.youtube.com/watch?v=RODdaLvvmTY
Dividios—Luz del Alma
Que hay de esa imagen en mi cielo
no creo ser tan importante
camino mi propia luz y me siento un haz de luz claridad del propio ser
luz, luz, luz del alma
soy un hombre que espera el alba.
Que hay de esa imagen en mi infierno
si ya fui roto a tomar aire
caminaste por mis brasas
me soñé en la oscuridad
me estrellé contra mí
luz, luz, luz de alma
soy un hombre que espera el alba.
No confunda che pastor
no me interesa tu cielo
toda el agua va hacia el mar
luz, luz, luz del alba
soy un hombre que espera el alma.
Fevereiro 13th, 2009 at 1:14 am
Olá, Caetano. Sou Ronney Argolo, um dos envolvidos nesse caso chato de homofobia no Shopping Iguatemi de Salvador.
Concordo com o que observou. Uma coisa é a ideologia pessoal de cada um, outra é querer impor isso aos outros, algo que Graciliano nenhum pode fazer.
Divulgamos o caso para ajudar a evitar que aconteça outras vezes. Lutamos pela liberdade individual consciente, para que todo mundo tenha direito de ser o que é e o que quer. Gay, hétero, bissexual, preto, amarelo, judeu, índio, enfim. Pelo direito de ser.
Nesta sexta-feira (12/2), às 15h, o Grupo Gay da Bahia vai organizar um “beijaço” na frente do Iguatemi.
Eu e Leonardo não iremos, tememos por nossa integridade física caso nossa imagem vá para a TV. Além disso, temos receio de que atrapalhe a ação judicial que vamos mover. Mas apoiamos a iniciativa do GGB e torcemos para que muita gente apareça.
Por fim, gostaríamos de corrigir algumas informações do post. O nome do meu namorado é Leonardo Melo, não Eduardo Melo. E não fomos expulsos do shopping e sim ameaçados de expulsão.
O segurança disse que, se insistíssemos na “conduta inadequada” (entenda-se por beijos discretos enquanto conversávamos com nossa amiga Ísis), iríamos ter que nos retirar.
Assim que ouvimos isso, procuramos a supervisão da segurança, fizemos a queixa interna e fomos para a delegacia. Tomamos as providências que podíamos antes que nos fizessem passar por mais constrangimentos.
É isso. Abraços,
Ronney
Fevereiro 13th, 2009 at 1:49 am
Caetano,
Tive vontade de falar ao Glauber (eu acho) em alguns posts anteriores sobre uma revelação a partir da música Reconvexo. Mas era lance de catarse e já se falava sobre outras coisas. Agora, depois da referência a Bobô e a Andy Warhol, eu tenho de contar. Na minha infância, ouvia a música na voz de Bethânia e me apavorava porque coincidiu com a época em que se vivia na cidade a lenda da Mulher de Branco (essas histórias vão e voltam). Não sei porque razões, eu acreditava que era a Mulher de Branco quem cantava a sua música, da mesma forma que eu pensava ser a Regina Duarte a cantar Brasil (Vale tudo) e Betty Faria, Coração do Agreste (Tieta). Pois bem, passados os anos de pavor, eu me apaixonei por Reconvexo. Mas tinha uma questão desmedida (para o adolescente de então): as areias do Saara sobre automóveis de Roma? Caetano é maluco! Eu pensava. Eis que um dia, já na idade adulta e livre do grilo de antes, me chega às mãos uma edição da revista Cientific American: uma foto com os carros em Milão cobertos de uma poeira muito amarela. Meus Deus, não é possível! Pensei. Tratava-se de um episódio climático comum à cidade numa determinada época do ano, em que as areias (não necessariamente as do Saara) tornam-se mais volumosas, cobrindo ruas e carros. Você é mesmo Cheque-Mate. Catarse pura!
Neyde L.,
A labuta quase diária e presente neste blog de pessoas como Salem, Castello, Ledy (cadê ele?)e Júlio vellame são verdadeiros compêndios de arte contemporânea. Choro só de pensar que Andy Warhol nos deu Basquiat de modo tão casual. Vai um artigo que publiquei na Agulha - Revista de Cultura no qual investigo os diálogos entre a obra de Nelson Magalhães Filho, artista visual baiano, Basquiat, Pollock e os Beatniks.
http://www.revista.agulha.nom.br/ag58filho.htm
Deu vontade de reler as crônicas futebolísticas do Nelson Rodrigues.
Té breve!
Wesley
Fevereiro 13th, 2009 at 3:09 am
PELOTA AL MEDIO
Vamos’ arriba con la fé pa’l segundo tiempo que mal que estamos jugando, no se puede creer. Aquel loco, aquel de pelo cortito, nos baboseó nos metió pechera, así que leña con él. Vamos perdiendo, eso nos pasa por ser giles, por salir a buscar empates, no podía ser, hay que salir de vuelta, a meter, a arrancar con fuerza a morder, a barrer, al rincón de las arañas o a la “B”.
Qué sucios, mamita qué sucios son ponen la plancha en el pecho y en el corazón, y viste al juez, el juez tira para ellos el juez no tiene vergüenza, no les cobra nada, ta’ muerto de miedo.
Y siguen siendo los dueños de la pelota y pensar que son sólo unos patrincas, con super entrenamiento, así que vamo’ este segundo tiempo, que tal vez ya sea el tercero o el cuarto o el sexto, no importa, mil veces, pelota al medio.
Al túnel muchachos, al túnel del tiempo adentro muchachos, metiendo y metiendo. Al túnel muchachos vamo’ a sorprender de punta y para arriba y escuchen bien hay que inflar la red que el viento está soplando y nos viene bien pa’ romper la red, pa’ romper la red, pa’ romper la red.
Vamo’ arriba, vamo’ arriba con todo, vamo’ arriba con todo pa’ el enfrentamiento abransé, abransé, por favor juntensé, tuya y mía, tuya y mía mi amor, tuya y mía, la pelota en el piso, la pelota volando, achicando la cancha, agrandando, por la misma, siempre por la misma, y cambiando, cambiando…
Entreala, jugala, pisala, amasala, tocala, mostrala, pensala, la cabeza levantada, la mirada siempre allá y vos golero, guambia que cae mojada, centro foward no haga pavadas, muestrelé su calidad. Mirá al puntero mirá, con una pierna quebrada, va a jugar igual y no pasa nada, aunque lo maraca supermán, hay que ganar y ganar o ganar porque es nuestra el alma del Uruguay heredera del diablo de Maracaná.
Al túnel muchachos, al túnel del tiempo, adentro muchachos, metiendo y metiendo, al túnel muchachos, no hay más pa’ perder, que’l viento está soplando y nos viene bien, pa’ romper la red, de punta y para arriba y escuchen bien, trasmite Solé, de punta y para arriba qué bien, va a jugar Gardel, de punta y para arriba qué bien, va a sonar Pelé, de punta y para arriba que bien, juega Tacuabé, de punta y para arriba qué bien, capitán Don José, de punta y para arriba qué bien, ahí va a entrar Andrés…
a romper la red, a romper la red. (Jorge Lazaroff). (Música dedicada a todos los “futboleros”), como yo.
LUCRE:
Yo tocaba la “latita” en la banda de F. Torrado, y a veces con el Bloco Renacimento. Me sacás?, después búscame por Orkut.
Lucre, Ay Lucre! yo soy mujer de un solo “AMOR”, pero poseo muchos “CARIÑOS” de aquí y de allá…y de algunos que “otros” “festejantes”…rs…también.
Meu coraçao é…”vagabundo”. Soy de “compartir”… siempre y cuando YO me quede con la “mejor y mayor” parte…mmmhhh!, pero ésto que te digo tendría que “conversarlo” con “Caemío”…seré osada y me anticiparé a su respuesta!?, con unas palavrinhas en “lengua portuguesa” algo así “quizás” por ejemplo él me diría:
Desde o tempo em que você andava
Com quem não conhece o seu segredo
Quem sem pensar, brínco de repetir
_ Você é minha,
Minha e não desse aí.
Mas naquele tempo eu não sabia
Que isso é que dissiparia a treva
Em que o amor lançou meu coração.
Você é minha.
Ninguém se atreva,
Porque nós dois somos um time campeão.
Você comanda,
Eu sigo e protesto
Mas vamos aonde ninguém vai.
Amplo se expanda
O alcance do gesto:
Por terra essa tenda não cai.
Você me ensina
E eu finjo que aprendo
Os truques da grana e do amor.
Ouve os batuques
Mas muito se engana
Quem crê que está lendo ou que adivinha.
Hoje que você é a rainha
Do meu velho e vasto estranho reino,
Faço ecoar
Nos pontos cardeais:
Você é minha,
Minha e de ninguém mais.
Eu próprio só aos poucos desfaço
As redes de enigma desse laço
Dentro de nós
E a minha voz rediz:
Você é minha. (Caetano Veloso).
Lucre, y después…yo le respondería…en “lengua castellano Yorugua” estas sinceras y sentidas palabras:
Acá en el alma te veía
Acá en el alma te hablaba
Y con esta idea notable
Dichosamente vivía;
Porque en mis ojos tenía
El fingirte favorable
Pedirte quiero,
De mi “grito”, perdón
Si lo que ha sido atención
Te hizo parecer grosero
Quitarte el uso a la “lengua”
Por dárselo al corazón
En mis “adentros” llevo
Todo el bien que deseo
Esto en mis afectos hallo
Y más, que explicar no sé.
Más tú, mitad del alma mía
De lo que callé
Inferirás lo que callo. (Vero Veriño).
CAEMÍO, conversamos…tuya? y mío!…o no es necesario?. Beijo na “alma”.
LABI,
Faz um tempo já que eu quero te dizer que “você” é muito simpática, isso é o que “percebo” quando leio o que escreve, mais acredito que seja ainda mais pessoalmente, e que eu estou gostando muito de você!. Beijo “glamourouso” pra ti. Vou seguir te acompanhando sabe, linda!. Veriño.
Fevereiro 13th, 2009 at 3:48 am
celso e pessoal,
vortei, minha gente boa!
…………
paulo tabatinga,
muito obrigado pelo seu comment sobre assis valente. utilíssimo!
…………..
wesley,
valeu a história com reconvexo. muito doida. gostei!
………….
salem, nando, labi, neyde [!], rafael, miriam, heloísa, vellame e todosss,
algumas horas longe daqui e bate a saudade. comentários muito bonitos hoje, futebol desperta poesia nos poetas goleadores! êee, vidão…
Fevereiro 13th, 2009 at 3:55 am
Caetano, meu caro, você caiu na delícia do teclado das letras gostosas novamente. Escreveu “há tantos dias atrás”. Veja aí…
Um beijo.
Fevereiro 13th, 2009 at 3:57 am
na verdade… “há tantos posts atrás” o que dá na mesma
Fevereiro 13th, 2009 at 4:02 am
caetano,
lembra que falamos, eu e os cascaduras, que o cara que cê viu tocando chama-se cássio nobre? grande amigo e músico excelente. tá aqui:
http://www.myspace.com/cassionobre
bom, se não foi ele, vale a pena ouvir, qualquer modo. inté!
Fevereiro 13th, 2009 at 4:58 am
Caetano, o senhor escrevendo sobre futebol…
Surpresa SEMPRE para mim.
Um efeito interessante, leio muito coisas que você escreve, leio muito sobre futebol.
Uma ida a um estádio de futebol, principalmente se for num dia DAQUELES, é algo extremamente poético, algo estonteante, inspirador. Sou santista e uma ida à Vila Belmiro e seu museu, é um dos meus grandes choques sofridos durante a minha vida, de pouco mais de 15 anos.
Ainda não tive a oportunidade de ir ao Pituaçu, ainda visitarei. O caso dos gays eu ouvi noi rádio, com a informação dada por aquele cara, que faz o ponto g da educadora, indo pra casa.Tô escrevendo tudo lenhado , pqp, internet tá foda. Enfim, na espera do cd.
Fevereiro 13th, 2009 at 6:01 am
Gosto mais de jogar do que de assistir futebol.
Moro quase em frente ao Maraca, mas nunca vi um jogo.
Acho bonito o corinho ds torcidas, daqui de casa escuto… desligo tudo só para sentir o “oooooo”, “Ah!…”. Acho legal e ao mesmo tempo tenho medo quando passam as torcidas organizadas.
Quando criança cheguei fazer futebol de salão. O professor sabendo que eu não jogava nada, me colocava de back. Eu adorava ser back. Teve um dia que fiz um golaço, ninguém acreditou. Bati a falta, a bola foi rolando devarga e torta, todos olhavam para ela de tão engraçada que dançava… e de repente, gol. Sai correndo para o meio do campo com a cara amarrada, todo marrento. O time perdeu de cinco a um; aquele um era meu!
bjs.
Fevereiro 13th, 2009 at 10:24 am
Pois é meu rei!!!
Fiquei afobado ao falar do nosso signo e comi a vírgula ( acho qe o leão estava faminto, mas não pela gramática!) .
Assis Valente já tentara o suicídio pela primeira vez quando Elvira Pagã foi lhe cobrar uma dívida.
Não adianta, é incrível a relação entre genialidade e “loucura”!O livro de Denise Morel “TER UM TALENTO,TER UM SINTOMA:AS FAMÍLIAS CRIADORAS” é fantático e trata com propriedade a questão de correlação entre sintoma e o ato de produzir.O único critério de saúde que Freud enuncia é a capacidade de ter prazer e de produzir:
Vc Caetano sabe isto melhor que ninguém pois está entre os gênios da arte !!!
valeu”"
Fevereiro 13th, 2009 at 12:10 pm
Um beijo na boca em público pode ser constrangedor para quem está olhando, mesmo que seja heterossexual, se for sexual demais é exibicionista, mais comum entre adolescentes do que entre pessoas adultas. O segurança poderia apenas pedir aos jovens para acabar com a exibição pública, expulsar os dois por causa de um beijo é exagerado. Será que o segurança iria expulsar duas mulheres? Iria expulsar um casal heterossexual? E o juiz que ler o processo contra o shopping? É homofobia reprimir o beijo homossexual num lugar público? A decisão de expulsar os dois homossexuais foi do shopping ou do segurança usando o seu pequeno poder? Qual a punição?
Há um caso na Ilhabela parecido com o de Cesare Battisti, trata-se de Pierluigi Bragaglia conhecido como Paolo, dono de chalés e uma marina, um pacato cidadão, tem família no Brasil, e todo mundo fala que é uma pessoa boa e legal, acusado na Itália de terrorismo de extrema-direita, crimes que cometeu antes de completar 18 anos, está a espera de extradição, inimigo de Battisti, que era de extrema-esquerda, na guerra de esquerda e direita da década de 70, Bragaglia lutava pela ala da direita, era um neo-fascista. Será que Tarso Genro vai agir com dois pesos e duas medidas? Os casos são muito parecidos.
Fevereiro 13th, 2009 at 12:48 pm
Voltando à questão da homofobia, acredito que se fosse um casal hétero se beijando, os guardas não tomariam conhecimento.Aliaś concordo com a Cristina aí em cima que diz que os muito jovens gostam de se beijar e acariciar em público e não vejo nenhum mal nisso não, para qualquer par de sexos. Mas o que me deixou muito mal nessa semana foi o ataque de skinheads a uma garota brasileira na Suiça, marcando em seu corpo, a canivete, com as iniciais do partido neo-nazista deles.A brutalidade por si só já é devastadora, mas pior ainda foi a polícia Suiça dizer que a moça pode ter se auto-flagelado. Ou seja, intolerância com o diferente em qualquer circuntância, de orientação sexual, cultura, cor, credo e tudo o mais é inaceitável!
Fevereiro 13th, 2009 at 12:53 pm
Caetano, levei algumas horas para entender que seu comentário não era sobre o post, e sim a resposta a uma provocação minha.
Castello, essa boneca fala, desfala, fala de novo, se enrola, se contradiz - mas no final sussurra palavras tão cristalinas que acordam até meus neurônios mais desatentos.
Futebol? Só na Copa do Mundo, como a Exequiela. Mas a memória não apaga o Mineirão lotado, as bandeiras, a alegria de ver o Cruzeiro e, principalmente, a birra com a torcida do Atlético.
Gravataí, que bom você ter voltado. Já ia perguntar por onde você andava.
Fevereiro 13th, 2009 at 1:04 pm
Ronney pode ficar pasmo mais isso aconteceu comigo a muito anos atrás quando estava no mercado modelo em Salvador com meu namorado, nos beijamos e em 1 minuto 2 guardas municipais se aproximaram e nos deram 2 opções ou parássemos de nos beijar ali (também fez a mesma alegação de que tinham famílias e crianças no local) ou teríamos que sair, optamos pela 2, afinal estávamos em pleno “love” e o nosso negocio era dar beijinhos mesmo. Isso daí aconteceu a muitos anos atrás, confesso que pensei que o mundo já tinha evoluído um pouco mais, afinal, as crianças e as famílias vêem diariamente senas muito mais picantes que beijos na TV, não é? Você sabe que aqui na Itália aconteceu um episodio muito semelhante em Roma em 2007? E também fizeram o mesmo que você disse que irão fazer ai, fecharam a rua onde aconteceu esta represaria e foi a noite do “beijaço” gay, coloco ai os links com as noticias. Ah! Inclusive irão repetir o feito dia 14 que aqui se comemora o dia de San Valentino que seria o nosso dia dos namorados.
http://www.rainews24.rai.it/notizia.asp?newsid=72347
http://www.libero-news.it/adnkronos/view/56635
Caetano não vou concordar com você com relação ao que o ministro falou, sinto muito mais não posso, se eu tivesse escutado da boca dos atletas na época (pelo que li não tem nada dessa estória contada ai) poderia ate dar razão, mais nessas alturas do campeonato, onde o ministro vem sido cobrado exatamente por este fato ele aparecer com esta versão (que diga-se de passagem tem alguma coisa a ver com um discurso do Fidel na época) não cola. Mesmo assim, uma coisa são pessoas que tem liberdade de ir e vir falarem, outra coisa são pessoas que não as tem. Quem somos para avaliar o que é bom ou ruim para as pessoas? As pessoas tem que ter o direito de optarem por suas próprias vidas, levando em conta que estes Cubanos queria uma chance de ganhar dinheiro, porque não? Todos queremos, não é? Porque a eles se tem que negar este direito, este desejo? Não acho justo. Por outro lado concordo com você que não podemos comparar os 2 casos sobre a questão do pedido de asilo, porque os atletas não cometeram crime nenhum, me parece também injusto coloca-los no mesmo balaio. Desta forma também retiro a comparação que fiz no post que tratou sobre este assunto.
A Cristina falou algo que se andam comentando por aqui também, sobre o caso de Pierluigi Bragaglia, veja bem aqui todos pensam que ele tem que pagar também pelos seus crimes, não tem esta de ser de direita ou de esquerda, esta ai a noticia publicada aqui dia 8.
http://www.ilmattino.it/articolo.php?id=45688&sez=ITALIA&npl=N
Não quero dar a minha opinião pessoal sobre estes casos, estou aguardando os acontecimentos, pela lógica o ministro vai ter que dar o asilo político ao outro também, e assim, como parecia ficção nos filmes em que os bandidos diziam “vamos fugir para o Brasil” coisa que sempre abominei, quem sabe se torna uma realidade.
Beijos
Fevereiro 13th, 2009 at 1:05 pm
Olá moçada!
Deixei por aqui um “comentário” que não foi aprovado.
Perguntei o porquê e também nada de ser aceito.
Tudooo beeemm, também nem falo grandes coisas… rs
Labi,
Adorei ler seu nome num post de Caê… podeeeeeeeroooosssa!! Cê merece.
E olha só, assim que fizer seu blog deixe endereço por aqui? Vou adorar te ler e por lá conversamos.
Continuarei lendo vocês, que tanto admiro, sempre.
beijos gerais e sorte!!
Fevereiro 13th, 2009 at 1:08 pm
Caetano, Pituaçu é Samba Reggae, mas o Barradão é rock and roll.
Fevereiro 13th, 2009 at 1:23 pm
Oi Silvio
Pelo menos o teu divertido Ronaldinho só precisou de um ortopedista. O duro é quando tem que enfrentar o nutricionista.
beijo no dedão
salem
Fevereiro 13th, 2009 at 2:17 pm
Caetano, sobre Assis Valente: onde está este texto que ele escreveu sobre Carmem Miranda? Tenho também muita vontade de ler essa biografia dele, vc me surpreendeu ao informar que foi feita por espíritas. Bem, mas acho que deve dar pra ignorar as opiniões dos biógrafos, que fizerem referência a isso, né? Assis é foda, muito foda. Queria ver Tatit lançando mão da semiótica para analisar “Boas festas”, as imbricações entre melodia e letra. Taí um desafio bom!
Fevereiro 13th, 2009 at 2:57 pm
Igor é santista!
Agora ele é tão meu amigo quanto o amigo do Henrique Rebouças é amigo do Vellame!
Viva o futiba!
beijo praiano
salem
Fevereiro 13th, 2009 at 3:12 pm
Bom dia a todos os blogueiros de plantão,
Gostaria de apresentar aqui a todos os posts divinos que li aqui, e adorei os posts de Salém, um poeta profundo.
Hoje to a fim de expor minhas idéias de mogo genérico e profundo, relembrando coisas do passado,e do presente.
Voltando a cd´s dos anos 70, 80,90 e os mais recentes de Caetano.
Falar sobre futebol é sempre algo complicado porque envolve a massa, envolve paixão, sentimentos fortes e intensos que habitam em nosso ser, em nossa alma, e ao qual nós ficamos alegres, tristes, revoltados, com o resuktado ou com o futebol apresentado dentro de campo.
Dunga para mim, não tem perfil e não merece ser técnico de uma seleção que precisa de alguém com um perfil vitorioso, critewrioso, e que vá por si e não pela imprensa. A imprensa que convoca a seleção, não o Dunga.
Também gostaria de salientar que a banda que mais entende de música e de futebol é a banda mineira Skank, que não só veste a camisa de seus club´s, como já fizeram e gravaram canções sobre este tema.
Caetano me surpreende a cada dia com seus posts atuais, bonitos e sinceros, em referência a todos os assuntos.
Vamos comentar a canção um índio feita há décadas atrás, que hoje está atual, mesmo se passando um bom tempo dela feita, uma visão que transcedeu pelos anos e é atual até hoje, bem como as canções, Coração Vagabundo, que a mim têm muito a ver no conteúdo com Por Quem, falam de um amor perdido que passou por meus sonhos sem dizer adeus, e esbarra no final, de minhas lágrimas por quem… gosto de fazer essas junções musicais.
Quero um baby seu, misturado a Não enche, a Odeio, são obras divinas, e as quais eu rio muito quando ouço porque soam bonitas, mesmo sendo músicas com um tema forte, e complexo para se lidar.
Trilhas de cinema e de novela, A voz amada, Tieta, O estrangeiro, Você não me ensinou a te esquecer, A cor amarela, Genipapo Absoluto, etc…são canções lindíssimas ao qual idolatro.
Amo também a Lua de são Jorge, Todo errado, Tarado, e Tarado ni você, canções saudosistas mais bonitas.
Salém eu sou Tarado Ni você, um dia aprenderei a escrever bonito como você, e a ser um cara tão culto e intelectual como você, pois te admiro demais.
Labi, também quero ter essa missa simpatia que tu tem, pois tu tem um jeito cativante que mexe com a gente, e to atrás do livro que tu indicou, mais é complicado de se achar.
Bom por momento é isso, saudodo abraço a todos,
Luiz Carias.
Fevereiro 13th, 2009 at 3:21 pm
O dia em que a Bahia foi mais carioca.
Pra todos os meus amigos baianos da OeP,tô mandando esse vídeo,que registra o momento em que o meu conterrâneo mais famoso do Meier,invadiu o Pelourinho,levando o melhor samba do Rio de Janeiro.
E a galera que o acompanha é de arrepiar !!!
http://www.youtube.com/watch?v=ibSbwY-ccg0&feature=related
Castello.
Fevereiro 13th, 2009 at 3:25 pm
Apesar do nosso “mestre de obras” estar 90 graus adiantado para a vida de vigília as emoções do blog estão sendo para mim bem matinais.
Emerson Leal, temos que ir, é claro, ao BA X VI dia 22. Ainda não fui ao Pituáço, estou ancioso. Vou comprar nossos ingressos antecipados para não correr riscos. Me avisa.
Cristina, vc sabia que em Salvador, ainda hoje, muitas vezes gritamos aos casais (de qualquer idade) - Chupa Caetano! quando eles estão se beijando em público? denota, eu acho, a vanguarda sexual do nosso cantor e compositor favorito.
Caetano, vc sabe mais sobre esse coisa do “chupa Caetano”?
Fevereiro 13th, 2009 at 3:59 pm
Heloísa, tenho trabalhado muito, e por isso acabo não tendo tempo de ler com atenção todos os comentários - mas sim apenas os textos.
Da outra vez, acho que você se lembra, comentei um assunto sem atentar para o quanto debatido aqui, apenas para o que lia/ouvia na imprensa e nas ruas e quase entrei numa enrascada.
Mas, sempre que dá, apareço. Sinto saudade daqui e, principalmente, onde estiver o trabalho do Caetano eu estarei atrás para ouvir/ler/saber. E gostar.
Fevereiro 13th, 2009 at 4:24 pm
People, I’m here!
Na cidade OeP esta é a Avenida Labi e eu digo que o melhor time do mundo é o CRUZEIRO! E não se fala mais nisso, não é Helô? Eu sou de São João Del Rey gente boa! Mineiríssima vivendo em Brasília. Atleticanos que me perdoem mas…Cruzeiro é o time!
Claro Caetano, Cê pensou que fosse o Flamengo?
E você Hermaninho? Que time é o teu?
Carias querido tente achar o livro na Editora Boa Nova (www.boanova.net). Qual livro você recomenda a Labi? Eu leio de tudo, se eu não entender eu pergunto. Comigo não tem essa não, eu não nasci sabendo!
Gente a Clarinha sumiu! Será que ela ficou brava com a tchurma? Fala alguma coisa ae Clarinha!
Achei engraçada essa história de Chupa Caetano.
Assim como achei engraçada a história de Dar à Elza, que falam lá no Rio de Janeiro. O que é que significa Dar à Elza?
Labi Barrô, tinindo trincando (com Baby CONSUELO)!
Fevereiro 13th, 2009 at 7:04 pm
Luiz Carias
Gostei de vocÊ ter mencionado “Um índio”. Esta canção me lembra uma outra canção ” Fora da Ordem “, por conta das menções implícitas ao “Tristes Trópicos” de Lévi-Strauss. Na primeira, a expressão “Num Claro instante”, na segunda, a expressão ” Aqui tudo parece que é ainda construção e já é ruína”.
Acho que podemos começar uma conversa, todos nós, sobre as canções de Caetano no tempo, e sua conexões mais profundas. Além, é claro, das relações de diálogo agônico ( ou harmonioso) com poesia, prosa literária, filosofia e antropologia.
No coração do Hemisfério Sul.
Fevereiro 13th, 2009 at 7:08 pm
Dizem que a primeira tentaiva de suicídio de Assis Valente foi desencadeada por uma dívida cobrada por Elvira Pagã, uma sexy simbol do Teatro de Revista.
No dia da sua morte, Assis Valente foi ao escritório de direitos autorais, na esperança de conseguir uma grana.
A falência é um dos grandes mitos do suicído. No Japão, ainda rola com frequência.
Em 1941, ele tentou novamente se matar saltando do Corcovado e foi amortecido pelas árvores.
Não acho que Valente tenha se matado só por “conta” apenas de dívidas. Aliás, sempre acho essas explicações pouco convincentes pra uma atitude tão complexa.
Alguns acham o suicídio um ato de covardia, outros de coragem. Mas Assis era Valente.
O curioso é que a canção brasileira com a maior ironia a respeito do infortúnio e da desgraça é dele: “E O Mundo Não se Acabou”. Uma canção sobre a fantasia dramática e apocalíptica, aplacada pela realidade. Um pouco a la Orson Welles, o anúncio de que o mundo vai se acabar provoca atitudes insólitas. E no final, o mundo não se acaba.
É meio assim mesmo que sublimamos as nossas fantasias desastrosas. Mas no final, o mundo de Assis se acabou.
Com Herivelto Martins ele compôs um samba chamado “A Vida é Boa”.
Mas um dos versos mais belos que compôs é cheio de melancolia (Boas Festas):
“Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem”
Assis se matou com a minha idade (47). Suponho que na época isso significava ser bem mais velho do que hoje. E bem mais Valente.
beijo na testa
salem
Fevereiro 13th, 2009 at 7:33 pm
hahahahahaha…labi é demaaaais! e gravataí voltou!
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hermano,
andei vendo links que cê colocou por aqui nos últimos dias. tô aprendendo muito, rapaz…valeu! não pára de comentar não, seu senso de humor é sensacional. sou teu fã, cê sabe.
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vou procurar o “TER UM TALENTO,TER UM SINTOMA:AS FAMÍLIAS CRIADORAS”. valeu a dica!
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alguém consegue na net o texto de nelson rodrigues falando sobre as vaias em “é proibido proibir”? tô curioso pacas.
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gostei das fotos de cindy sherman. mulher interessantíssima. byrne, david, byrne! hahaha
Fevereiro 13th, 2009 at 8:04 pm
Caetano,
Que bom te ver em campo, dando mais brilho ao espetáculo!
Abraço do Blog SEMPRE BAHIA!
Euclides Almeida
Pedro Cordier
http://www.semprebahia.com
Fevereiro 13th, 2009 at 8:14 pm
Hoje ouvi de um cara que corrigiu a professora por ter falado “numa”, e ela ficou em dúvida - eu disse - ela está certa - sem ter falado que ouvira de caetano a melhor aula.
Fevereiro 13th, 2009 at 10:45 pm
pois Labi e Heloisa fiquem sabendo que o emblema e o equipamento do Cruzeiro é praticamente igual ao do meu Belenenses!!!!!!!!!!!!!
Fevereiro 13th, 2009 at 10:59 pm
Uma citação do tricolor Caetano sobre a Fonte Nova, feita no Pasquim em 05/11/69: “Here comes the sun dizem os Beatles - FERRO NA BONECA, grita a torcida do Bahia na Fonte Nova, no meio da Ladeira da Fonte das Pedras. Fonte Nova, o sol rei, it’s all right. It’s all right”
Fevereiro 13th, 2009 at 11:05 pm
Hi, Caetano!
Thanks for the “shout out” on the previous thread. You’re right that I don’t have a lot to say about many of the discussions here. I love words and language, but mostly in relation to expressing a particular idea or feeling that I want to convey. In the abstract … hmmmm. What can I say??
I’m glad that you enjoyed the visit of your friends David Byrne and Cindy Sherman. I just had a dear friend from Sri Lanka come to visit me. The Gates Foundation brought her to Seattle for a meeting, and she was able to take a short flight across the mountains to come visit me.
She is my “twin” on the other side of the world. We think so much alike. It was so wonderful to have her around. We talked and talked and talked, about 12 hours a day. She wants me to come visit her in Sri Lanka next. She thinks I can save the money in a year or so. Right. I’ve wanted to go to Brazil for 30 years. I’ve been saving every month for 4 years, and I just now barely have enough for the plane ticket. Sri Lanka is not in my immediate future.
So not knowing when we would see each other again, parting was anything but “sweet sorrow.” I learned (again) that I really don’t know myself very well at all. The morning of her departure, I kept telling myself that I wouldn’t even cry at the airport. I had been so happy with her visit, but I was looking forward to getting my normal life back, too. Well, of course, I cried. She started it. Once she started sniffing, I was lost. It was a very sad scene at the airport security gate.
When I got out to my car, I had a cassette in the tape deck. Your music was playing, which was very good. Your voice has always been very comforting for me. I doubt that you’d be very happy to hear that. You probably want people to think “raw, sexy, and hot” when they hear your voice. Well … curses, foiled again. For me, your voice is kind and consoling. It was very welcome. Thanks for that!!
I hope you’ve survived Friday the 13th without mishap. Happy Valentine’s Day (tomorrow)!
Assiduously,
Barbara
Fevereiro 13th, 2009 at 11:06 pm
Estávamos, eu e minha mulher, assistindo Caetano recentemente na tv, acho que no show com Roberto, quando ela sentenciou: O tempo foi generoso com Caetano!
Será que minha esposa estava certa?
O Caetano de hoje tá mais charmoso?
Pensei num clipe com Caetano através dos anos, a trilha sonora só poderia ser Oração ao Tempo e acho que o “Deus Tempo” retribuiu.
Meninas e meninos do OeP, assistam e opinem!
Oração ao Tempo:
http://www.youtube.com/watch?v=XU6UdVI9B7I
Botafogo no Rio e Ponte Preta em SP, que sina!
Fevereiro 13th, 2009 at 11:45 pm
Olá a todos.
Sou mais Lula Pena, menos Zambujo.
Mas os dois viram João Gilberto por dentro, como disse o Salém sobre Caetano e a Bossa Nova.
Lula e Zambujo viram a Tropicália por dentro.
Verdade Tropical: em Portugal, até mesmo os Punks em Portugal, viram a Tropicália mais dentro que no Brasil.
Lula Pena é mais tropicalista que Kassin. Adentro.
É preciso mais Kassin.
Prefiro o Roberto Carlos que poderá haver em Zambujo que o João Gilberto que há em Zambujo.
Prefiro mais ainda o que havia de Djavan e Gilberto Gil em Orlando Pantera.
O meu amigo Jacinto disse que o Tropicalismo fez 100 anos na segunda-feira, 9 de fevereiro: aniversário de Carmen Miranda.
Péricles Cavalcanti queria mesmo ser Cássia Eller, e mais recentemente Cyro Monteiro.
Penso em Billie Holyday, via Augusto de Campos.
Pepeu baixou em mim?
Era bonito se Dulce Pontes fizesse um disco de Axé Music. Mas ela não o fará.
Gostamos mais dos nossos avós do que Tom Zé possa imaginar.
O Post mais bonito de Caetano foi na morte de Dona Edith. O comentário mais bonito foi um de Labi (não sei onde), alguns de Sálem, e um do baiano Quito Ribeiro falando do filme sobre Wally.
Sem Cais é demais. Viva Pedro Sá.
Sigo o progresso da obra desde o começo, o único jeito de acompanhar a torrente impensável de comentários é deixar-me levar por ela, é bom. Sou sempre ultrapassado. Ultrafuturo.
Enquanto João Gilberto não vem a Lisboa - Caetano escreveu e disse que isso seria um grande acontecimento da Língua Portuguesa - João Donato vai ao Porto, e eu não vou faltar e nem Joyce vai conseguir desfocar esse acontecimento outro da Língua Portuguesa.
Será que há alguém em Portugal que tenha visto Donato por dentro?
Carmen Miranda baixou em mim.
Adentro.
Beijo nas testas tostadas, à la Sálem.
Tomás
Fevereiro 14th, 2009 at 12:31 am
salve Caetano!
cara, fiquei sabendo que você vai abrir o carnaval de Recife, parabéns véio, você merece essa honra. Espero que você divirta-se bastante também por lá!
sou de lá e hoje moro em SP, mas estarei no carnaval no Recife se tudo der certo aqui no “trampo”!
imagino que você já deve ter um repertório bem pensado para o show, mas queria te sugerir duas músicas suas, que além de eu gostar bastante, acho que seriam surpresas boas no teu show no Marco Zero.. mas fica a vontade ae ehehe, a casa é sua, peixe!
1. Três travestis.
cara, essa eu vi no youtube, linda, e perfeita para tocar com a orquestra de metais, inclusive num frevo daqueles, se você tiver animado.
depois de ver no youtube, tive a impressão de ter ouvido esta música antes, em um filme. Não sei se estava na trilha, mas no roteiro com certeza. Pelo menos a cena mais viva que tenho do filme na cabeça é uma sequencia com as três travestis no Bois du Bologne, duas delas brasileiras, fumaça, trapaça, tudo aquilo.. filme ótimo, do Sébastien Lifshitz, Wild Side.
2. Oração ao tempo.
o que você, o Naná e o Vitor Araújo podem fazer com essa música, só o tempo mesmo pra poder dizer “eu já sabia”, rs..
falow, vê se torce para não me segurarem aqui no job, rs.., que aí eu vou lá te ver!
abração, fui
Fevereiro 14th, 2009 at 12:36 am
Salém olha que engraçado, o amigo do Henrique Rebouças estava lendo meu comment e commentou tb. Emerson Leal.
Fevereiro 14th, 2009 at 1:18 am
ansioso com c!
desculpem a pedrada
Fevereiro 14th, 2009 at 2:49 am
Os meninos discriminados no Shopping Iguatemi, só por causa de um beijo, são como Verlaine e Rimbaud. E que o grupo gay da Bahia dê realmente o “beijaço” em frente ao Iguatemi.
O que há de errado ou de maldade num beijo??? Seja entre homens, mulheres, plantas, animais, alienígenas…o beijo é a expressão de carinho, confiança e cumplicidade que ilumina nossos corações. Beijemo-nos uns aos outros!!! No mais, é óbvio que o amor não tem cor, sexo, raça, casta ou religião. O amor está além disso tudo.
O Salem vive mandando beijos de todas formas aqui e o faz muito bem. Ainda bem que o segurança do tal shopping não pinta aqui no blog…Salem estaria frito rsrs.
Caetano comentando futebol…que beleza. Já vi o Gil, o Chico, o Benjor falando muito sobre futebol, mas de Caetano pouca coisa eu vi. Embora na Bahia eu tenha simpatia pelo Vitória, gostei dessa coisa mágica da “Bamor”.
E Labi, perdono amore mio, mas o melhor do mundo é o fabuloso Palestra Itália de Sampa…”quando surge o alvi-verde imponente..” ual, me arrepia. Quando o Palmeiras entra em campo é uma linda mistura da raça italiana com a magia brasileira. Tinindo trincando com o Verdão invicto em 2009!!!
beijos indiscretos e indiscriminados para todos!!!
Fevereiro 14th, 2009 at 2:55 am
Ah…esqueci de dizer que Assis, pra mim, sempre foi o Valente.
“Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor”…essa vai pra todos nós e pro Obama também.
mais beijos!!!
Fevereiro 14th, 2009 at 2:59 am
Os meninos.
Em Salvador pude observar várias pessoas do mesmo sexo se beijando em público. Eu vi. Observei vários casais a vontade, passeando; vivendo. Talvez esse clima de liberdade sexual seja apenas um reflexo da invasão dos turistas, uma alegria pré-carnaval.
Muito mais constrangedor que qualquer beijo carregado de fortes caríssias foi ver homens mijando pelas paredes, nos postes, atrás dos banheiros químicos… Muitos fazendo questão de mostrar seus falos aos transeuntes. Isso sim deveria deixar qualquer família constrangida.
Gosto de ver meninas se beijando, também meninos com meninos e meninas com meninos. Ou todos juntos. Acho bonito e se está em público tem mais é que ser visto e contemplado.
Não sei se Ronney Argollo e Eduardo Melo passaram dos limites, o peso do preconceito me faz acreditar que não. Vale ressaltar a coragem dos dois e o conhecimento da palavra que nos defende ou deveria, a lei.
“Eu quero mais é beijar na boca
Eu quero mais é beijar na boca (eu quero mais)
Eu quero mais é beijar na boca
E ser feliz daqui pra frente… pra sempre ”
bjs.
Fevereiro 14th, 2009 at 3:36 am
Bem que Caetano poderia algo sobre o que leu referente a Assis Valente. Alguém, mais acima, prestou enorme serviço à memoria de Assis Valente. A informação que obtive me fez acreditar que Carmem Miranda teria mesmo sido causa do suicido dele, além de outros fatores, como o estado depressivo que o mesmo enfrentava entregando-se. A depressão é, ainda hoje, muito mal compreendida por muita gente considerada culta.
Alguém também escreveu sobre provaveis causas de suicidio, mas esqueceu de colocar no rol a paixão. Conheço muitos casos de gente que se foi de modo tragico por conta de paixões não correspondidas.
Deixando de lado Assis, não sei se alguém aqui leu o diario de Lima Barreto. É também comovente, principalmente quando ele se refere ao fato de terem “tocado a tecla sensivel” dele. Se não me falha a memoria o teriam magoado muito quando o chamaram de negro. Sujeito ultra talentoso deixou-se abater bastante não apenas pela ofensa sofrida (a tecla sensivel dele!!!), mas, também com a morte do estimado pai. Por favor corrijam-me. Creio que Caetano sabe muito sobre Assis Valente e sobre Lima Barreto, pois a vida de ambos tem coisas que ele compreende, na qualidade de estudioso que é, e de pessoa muito bem esclarecida e informada. Parece que todos temos uma “tecla sensivel”. Uns reagem, sacodem a poeira e dão a volta por cima, outros perdem-se nos labirintos do pensamento e ficam por lá mesmo. Agora, sobre Carmem Miranda nada sei a respeito de um eventual romance dela com Assis Valente e nada sei sobre as coisas lidas por Caetano, que poderia contar algo do que sabe, através de leituras, sobre estas personalidades interessantes de um passado já distante.
Quanto ao futebol torço pelo Vitória, mas fico feliz em ver o Bahia se reabilitando e torço para que o mesmo volte a honrar a torcida que muito contribuiu e contribue para que o mesmo possua uma história bonita, marcada de êxitos, principalmente no tempo de Osório Villas Boas…
Tchau
Fevereiro 14th, 2009 at 3:43 am
digo : poderia comentar algo…
A palavra escrita teclada não sai no texto e só reparo isso depois q posto algo. Devo me “consertar” e revisar o q escrevo, antes de dar o click final. Desculpem-me todos!
Fevereiro 14th, 2009 at 4:33 am
Miriam, não digo que creio na história oficial da volta dos atletas a Cuba. Apenas achei que minha oposição simétrica não valia.
Pois é, Gravata, há uns posts atrás. Ou não há? Eu teria evitado se me tivesse dado conta, mas acho intrigante quando corrigem isso: será que esses dias que há não estão lá atrás? Posts então… Ou estarão na frente?
Heloisa, eu pensei que estava falando sobre o post mesmo. Cê pensa que era onda tirada com seu comentário de “confuso”. Mas eu achei que já tinha respondido tão totalmente com “confuso é o mundo”!…
Fevereiro 14th, 2009 at 5:14 am
Ola meus amigos blogueiros de plantão, venho através deste me pronunciar que achei bonito e forte á bessa o que os gays da BAhia protagonizaram esta tarde em frente a um shopping de Salvador de se beijar em público.
Segundo o que li, um segurança, impediu que um casal gay, se beijasse em público em um shopping em Salvador, e hoje como em tom de revolta 10 casais gays se uniram, e se beijaram em praça pública em frente ao shopping, em uma forma de dizer a sociedade preconceituosa e vulgar que vivemos hoje, estamos aqui e não vamos mais aceitar essa onda de preconceito.
Bonito pra cáraleo essa atitude, e esse movimento que esse grupo fez, é disso que precisamos, ver, entender e respeitar sem julgar as pessoas, seja por sua escolha ou opção, seja por raça, credo, cor, e todos afins e adjetivos que queriam colocar aqui.
Espero que com esse movimento a sociedade branca e capitalista que domina o mundo, ponha a mão na consciência e veja que o mundo mudou, e que hoje em dia todos têm que ser respeitados e terem seus direitos iguaism, e a justiça t~em de prevalecer sempre.
Três travestis traçam perfis na praça. E agora tem que traçar em todos os locais, para dizer ao mundo, queremos respeito.
LAbi, hoje postei coisas interessantes em meu blog, se puder e se tiver vontade vê lá, todos que visitam lá também podem comentar e dizerem o que pensam, sobre minha pessoa em meu blog.
Hoje passou Closer Pewrto Demais, sempre que vejo esse filme, rio, choro e acho ele lindo, e a trilha com James Blunt é algo lindo, e há também uma canção brasileira no filme.
Por momento é isso, saudoso abraço, e beijos de língua,
Luiz Carias.
Fevereiro 14th, 2009 at 10:44 am
Vellame
Emerson é Leal. Assis é Valente. E Teteco é dos Anjos.
Gosto das amizades que surgem por identificações específicas. Torcer pro mesmo time. Gostar de pingue-pongue ou ser fã de Odair José. Fiz grandes amigos com esses recortes simples e sem muito papo-cabeça.
Tom Jobim era um cara assim. Os melhores amigos: o jornaleiro, o barman, o barbeiro… Essas amizades ganham uma profundidade imensa pois não têm os parâmetros rígidos da identificação puramente ideológica.
Nando
ainda não entendi seu comentário no final do post anterior quando você disse misteriosamente:
“Salem, tá biruta? Não falei com o Lacerda dando indireta pra você, não senhor”
Fiquei biruta mesmo! Do que cê tava falando?
Tô curiosíssimo!
natesta
salem
Fevereiro 14th, 2009 at 10:48 am
Beijar na boca de língua é um ato sexual, não é demonstração de carinho. Carinho seria abraçar, beijar no rosto, selinho nos lábios, pegar nas mãos, acariciar. Tem gente que reclama que os homossexuais estão ficando exibicionistas na era imagética. Nós vivemos numa época de mudanças profundas no comportamento humano, numa época de mutação da consciência, saímos da terceira para a quarta dimensão. Quando nasci, a tecnologia da imagem apenas engatinhava, era início da televisão, um simples eletrodoméstico que mudou os hábitos humanos. Enquanto estamos jantando vemos cenas tórridas de amor na TV. Sempre há polêmica sobre o beijo gay na novela das oito. Particularmente, sou radical, eu proibiria qualquer tipo de beijo na boca dentro de shopping, deste modo não há prática de discriminação e as pessoas não ficarão vexadas ao verem beijos na boca, sejam gays ou não gays.
Eu acho que ter preconceito a ponto de não comer algo feito por um homossexual é ignorância, nós temos que ultrapassar nossos preconceitos. Eu acho estranho, Olavo de Carvalho, que se diz filósofo, defender o direito à ignorância.
Com relação aos terroristas italianos, não sou radical, eu soltaria os dois. Na década de 70 havia luta armada no mundo inteiro, era algo que pertencia ao espírito daquela época. O Brasil resolveu a questão anistiando os terroristas, mas a Itália não perdoa, quer a extradição tanto de Battisti como do Paolo. Se vocês entrarem no Google e digitarem Paolo Ilhabela, aparecerá a propaganda de sua pousada. O que me intriga nestes terroristas da década de 70 , mais especificamente no Paolo, é que ele era nacionalista fascista, teve que deixar a Itália e se adaptou perfeitamente no Brasil onde adquiriu outra identidade, viveu pacatamente mais de 20 anos, até ser descoberto pela polícia italiana num telefonema para a mãe.
Fevereiro 14th, 2009 at 12:02 pm
Caetano e gente do OemP,
Meio atrasada: acabei de assistir ao dvd “Doces Bárbaros”, maravilhoso!!!! Que coisa mais bela, mais pós (e trans) todas as coisas… Paixão total, a entrevista de Bethania, a exuberância de Gal, o psicodelismo de Gil, a vanguarda de Caetano, a juventude e a beleza de todos…! Sei que todos já viram e comentaram, mas eu moro fora do Brasil e tudo vira meio camara lenta… por exemplo, só agora começo, lentamente, a encontrar o ritmo desse blog…rs.
Wesley Correia,
Li seu artigo sobre Nelson Magalhaes, muito interessante. Embora não tenha dado para ver detalhes (vi outras imagens na internet), a pintura dele me parece ser bem expresionista, de uma intensidade dramática violenta, até, cheia de dor e de gozo inconsciêntes. É interessante notar que a pintura, que passou as duas últimas décadas meio que sufocada por outras mediums mais festejados na arte contemporânea, como a fotografia e a instalação, está vivendo um forte revival, nesses últimos dois anos; voltou a ser exuberante e tem conquistado de volta o espaço que havia perdido nos grandes salões e bienais.
Glauber,
Que bom que vc viu e gostou das fotos de Cindy Sherman; pessoalmente elas são muito impactante, não somente os “Untitled Film Stills”, seu primeiro trabalho em preto e branco, mas principalmente os “Centerfolds”, de 1980 (acho) cujas fotos medem 2m de largura, cada. Aliás, esse trabalho ela fez sob encomenda para a revista Artfoum, mas foi considerado tão constrangedor que não foi publicado; meses depois o Moma realizou uma grande exposição com as 12 fotos que mudariam para sempre a arte fotográfica contemporânea. Ela, basicamente, criou personagens representendo garotas antes ou depois de posar para fotos eróticas; a insegurança, o medo, a angustia (centerfold, significa o poster do meio, como o da Playboy)… Depois ela fez várias outras séries fantásticas, como os retratos históricos, mas os “Centerfolds” são incrivelmente chocantes e sedutoras.
Aliás, Glauber, eu fiquei curiosa com a exclamação depois do meu nome. Coincidência, acabei de assistir tbem a “Glauber, Labirinto do Brasil” - maravilhoso - e procurano textos sobre Glauber Rocha no Google, encontrei um artigo onde a primeira coisa que dizem - antes mesmo de dizer que ele era genial - é que o nome dele era muito estranho, apesar de referirem ao alemão do qual foi copiado. Sobre nomes, quantos nomes incríveis nesse blog, né? Os nomes próprios no Brasil são de uma riqueza… meu namorado me dizia que nunca viu nada mais pretensioso que nomear pessoas por Hércules, Aristóteles, Heitor, os nomes gregos, tão queridos no Brasil…rs. Aliás, Glauber é lindo!
Beijos!
(a viagem para Marrakech me deixou cheia de vontade de fazer muitas coisas boas nessa vida… Mas o que eu queria mesmo agora estar na praia agora e, no Carnaval, dançar transpagode, nada mais…!
Fevereiro 14th, 2009 at 12:14 pm
Bobô jogou no São Paulo, o mais querido, e foi campeão paulista em 89. Foi uma grande contratação. Mas não foi, em campo, o mesmo craque do Bahia, apesar de manter a elegância, sempre sutil.
O verso “a elegância sutil de Bobô” é um achado. Traduz perfeitamente seu estilo em campo. Vi vários jogos de Bobô no Morumbi. Tinha uma cadência própria que destoava do ritmo sempre mais acelerado da equipe.
Talvez tenha sido isso. Bobô é daqueles jogadores que ditam o ritmo, a cadência e a forma de jogar de uma equipe (meio no estilo Ronaldinho Gaúcho). E no São Paulo, por tradição, o jogador é que deve se adequar ao esquema e não o contrário.
No Bahia havia um sistema Bobocêntrico, com a bola sempre girando ao redor do craque. No São Paulo ele era mais um, com cadência e elegância próprias.
Força a Bobô. Quem ama o futebol quer a Fonte Nova de volta lotada de energia.
Castello,
mestre João Nogueira, lindo, lindo, lindo.
Abraços paulistanos da garoa!
Fevereiro 14th, 2009 at 1:01 pm
Caetano,nossa, não entendi nada mesmo.Devo estar ficando meio burra. Notei que o texto começa de uma forma e termina de outra, mas para mim ele passa de meio enrolado a bem claro. Por isso não pensei que você se referisse a ele. E nem ao comentário sobre ‘confuso’. Na verdade, pensei que você respondia à pergunta sobre um imanentista ter escrito “Cinema transcendental”. A gente não se entende mesmo. É pura neblina.
Gravataí, me lembro do fato sim,que me deixou muito chateada porque eu também comentei. Desculpe-me.
Fevereiro 14th, 2009 at 2:11 pm
Essa eu acabei de ouvir no programa do Francisco Barbosa,levado ao ar pela rádio Tupi (RJ).
A imensa torcida do mengão,ainda inconformada porque Ronaldo foi jogar no Corinthians,depois de fazer declarações de amor eterno ao rubro-negro da Gávea,pretende “homenageá-lo” no dia 9/8,quando o timão vai enfrentar o flamengo no Maracanã.
Para isso,serão convidados “dez mil travecos”que terão a missão de zoar o fenômeno durante toda a partida.
Será que vai rolar um “beijaço” em massa no Maraca ?
Hehehe.
Castello.
Fevereiro 14th, 2009 at 3:13 pm
Cristina,
Eu adoro ver as pessoas se beijandona rua, na TV, no shoping, de sexos opostos ou do mesmo sexo. Quando meu marido me dá uns beijos no meio da rua, além de aguçar a minha vaidade, esqueço o que tem de ruim em Salvador e louvo essa liberdade de poder namorar em público. Estive em alguns países onde isso não é comum, lugares que acabaram parecendo mais tristes para mim.
Sempre sinto angústia por meus amigos gays e afins que não usufruem da mesma liberdade.
Fevereiro 14th, 2009 at 3:13 pm
Ola a todos os blogueiros de plantão e não…
Caro amigo e blogueiroa Lacerda, podemos sim começar uma conversa sobre as canções que Caetano fez e gravou.
Amo aas regravações ou releituras de Caetano a obra de Tom, Ary, Chico, Gil, Mautner, etc… acho que Caetano tem um axé que poucos tem.
Ontem pela rede globo, passou uma reportagem sobre Salvador, e não citaram, Gil e Caetano, achei muito imbecil não citarem os ícones que trouxeram a Tropicália ao mundo e por consequência o ROCK.
Falaram sobre o mestre Dorival Caymi e o mestre Jorge Amado, agora sobre o gênio Caetano, não citaram nada, Nelson Motta, falou dos jovens e dos mortos, e esqueceu dos vivos e bons baianos.
Gostei das frases, Baiano não precisa ensaiar pois já nasce pronto e baiano não nasce estréia…rs
Frases bonitinhas á bessa.
Queria juntar num debate pra ver o que sairia dele, caetano x Jabor, e exporem seus pontos de vista sobre o governo atual no Brasil e nos Estados Unidos da América, será que algum dos presidentes sairia sem marcas…rs
Gosto de Obama, e creio que ele se dará bem nesse novo desafio, embora as barreiras que ele enfrentará não sejam fáceis, primeiro por ele ser norte americano, o que muitos mundialmente não aturam, e outra por ser negro, o que dificultará para ele, ainda mais em sua caminhada.
Odiava e odeio Bush, acho que ele não somou em nada e só contribui para o mundo ficar nessa situação, o Bush quebrou os Estados Unidos e consequentemente o mundo, com suas teorias idiotas de guerra e de vingança.
No Brasil não comento de política pois em meu antigo estado ganhou a oposição e sou crítico ferrenho a Roberto Requião, um ditador sobre pele de ovelha, se reelegeu por menos de 10 ,il votos, coisa lastimável. E de Lula prefiro não comentar, pois como a maioria é a favor, eucou contra, e não gosto e não concordo com a política pouco clara e estranha de Lula.
Agora falando em canção política, amo Juca Chaves e sua obra, de sátira, de modinhas e de piadas, o cara é outro gênio, só que no cenário político, já que não temos oque fazer ou como agir, temos que rir, e nos alegrar com o que a vida nos dá, e nos cobra.
Fora da Ordem, como Lacerda falou é linda,atual e fala de um mundo que está mais fora da ordem que nunca. Caetano tem um sexto sentido imenso a fazer canções como essa, um índio, três travestis, entre outras.
Tropicália se estivermos atentos a letra também é uma canção bonita e atual, vejamos alguns trechos dela…
” Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés, os caminhões
Aponta contra os chapadões, meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro o monumento
No planalto central do país
Viva a bossa, sa, sa
Viva a palhoça, ça, ça, ça, ça
O monumento é de papel crepom e prata
Os olhos verdes da mulata
A cabeleira esconde atrás da verde mata
O luar do sertão,
O monumento não tem porta
A entrada é uma rua ,
Estreita e torta
E no joelho uma criança sorridente,
Feia e morta,
Estende a mão”…
Ainda temos que orientar o Carnaval, Temos quer organizar movimentos, e temos que ver crianças mortas seja por conta da Fome, do Tráfico, por abandono, etc.
É triste de escrever esta dura realidade que ainda nos ronda, e só aumenta, nunca diminui, algo lastimável.
Bom por momento é isso,
Saudoso abraço a todos, de língua,
Luiz Carias.
Fevereiro 14th, 2009 at 3:13 pm
“retiro o que disse aqui há uns dois posts atrás”.
Caetano, a regra é clara: o verbo haver significando tempo decorrido dispensa o “atrás”. Você “disse aqui”, ou seja, está claro que se refere a uma ação passada; quando? há uns dois posts ou uns dois posts atrás, fim de papo. É o mesmo que subir pra cima ou descer pra baixo.
O que me intriga mesmo é a sua dita dificuldade com matemática: raciocínio lógico e capacidade de abstração você tem de sobra.
*
Salem, foi porque eu disse ao Lacerda algo sobre falar sem pesquisar, daí você falou com o Vellame algo como “deixo para quem pesquisa”, algo assim, achei que você estivesse me respondendo (equivocadamente), viagem minha, bobagem.
Fevereiro 14th, 2009 at 3:17 pm
Duda Almeida não se desculpe, não é necessário um rascunho pra daí postar aqui, posta direto como muitos fazem, inclusive eu.
Fica bonito a escrita na hora, com o pensamento e sentimento definidos e verdadeiros, fica show!
E não parece ser superficial, onde você escolheu as palavras para postar, posta o que lhe vem a cabeça e joga suas idéias aí…
Bjus da hora pra você,
Luiz Carias.
Fevereiro 14th, 2009 at 5:01 pm
Hermanita Labi,tenho a honra e a ousadia de lhe dar uma sugesta geral já que estás tinindo e trincando.Coloque em seu iTrip o último disco da incrível Patti Smith (Twelve), e continue sua catequização hendrixiana com a versão de Are You Experienced, talvez melhor que a original, coisa prá gênios raros,tais quais as versões que nosso Pai Caetano faz né?Aproveitando a carona humildemente sugiro uma leitura (ou releitura) do Contraponto de Aldous Huxley.Se a OeP fosse um livro eu acho que seria esse point counter point.Quando te leio, dá uma vontade danada de voar até o seu Beirute e tomar umas geladas contigo.
Beijos bestiais
André Prada
Fevereiro 14th, 2009 at 8:45 pm
Cristina,
cresci em Santo Amaro. Lá, entre o final dos 1940 e o final dos 1950, os namorados se beijavam na boca, agarrados e encostados em troncos de árvores ou em paredes, tal como no Rio ou em Paris. Só em São Paulo, para meu espanto e minha indiganção, fui reprimido por beijar na boca minha namorada Dedé: fomos expulsos de um ônibus (na Bahia nos beijávamos em ônibus, como todo mundo). Depois de casados, esperando um táxi na Rua Augusta, Dedé e eu, à saída do restaurante Patachou, já tarde da noite, nos beijamos na boca e fomos abordados por PMs que nos quiseram prender (embora disséssemos que éramso casados, só desistiram quando um dele me reconheceu como artista da TV). Em ambos os casos os beijos eram na boca mas eram leves: essas reafirmações de afeto que casais sentem desejo de externar quando vaga um tempo. Fiquei encucado. Depois muitos me disseram que isso se devia à moral restritiva que Snao Paulo herdara dos imigrantes europeus (sobretudo italianos), muitos deles de origem rural (ninguém me disse por que os portugueses de origem rural não tiverma influência semelhante nos hábitos cariocas. Bem, ninguém disse que Ronney e Leonardo se deram beijos escandalosos: ambos estavam conversando cum uma amiga (que, como eles, tem 22 anos), o beijo tendo sido uma mera pausa na conversação. Mas, como a Tarde corrigiu e o próprio Ronney contou aqui, eles não foram expulsos, apenas repreendidos e ameaçados de expulsão se insistissem em se beijar. Li aqui que o memso aconteceu a um casal heterossexual no Mercado Modelo. Bem, não quero ser radical mas acho que nenhum dos dois casos é para reprimendas e muito emnso expulsões. Seja como for, prefiro que a lei, mais ou menos restritiva (ou seja: mais para o seu ou mais para o meu gosto) deve ser igual para homos e héteros. Nisso concordamos.
Vellame tinha mesmo dito de coração, nos comments do post passado, que é favorável à castração das meninas em áreas da África e à proibição de uma dupla breganeja? Ou era só uma provocação para ver se alguém o acudia em sua (essa sim, sincera) busca desesperada pelo algoritmo moral?
Salem, tendo a ser mais como o Felipe do que como a Bebel: num jogo, meu olho é atraído por muitas coisas extra-bola. Na verdade, a cosciência de que estou vendo algo que tem importância para tantos me manda atentar no que acontece com a bola - e isso cresceu exponencialmente desde que notei que Tom é desses. Gozado que seu filho homem olhasse para o outro lado e sua filha mulher se ativesse à bola. Quando eu era menino, essa diferença era O índice de definição de gênero. Hoje não é mais assim. E há algo da influência americana que traz o futebol (soccer) como esporte feminino, em oposição ao futebol americano e ao baseball. Meus dois outros filhos não dão bola pra futebol. São como eu. Tom fez tudo mudar. A influência de meu pai (que era fanático por futebol) nada conseguiu, a do meu filho, tudo. Sempre vi futebol procurando ver o que havia de fitebol ali. Fui ver Ronaldo jogar em Milão, há muitos anos, e primeiro me impressionou o timbre da multidão masculina italiana: soam como um coro de ópera. Em contraste com a torcida inglesa (que vi pessoalmente ao levar Tom para ver o Arsenal - sobretudo por causa do Thiérry Henry - jogar): o som visceral, animalesco dos ingleses nada tinha a ver com coros de ópera. Mas, nos dois casos - e como sempre - tentei atentar para o jogo.
Meus comentários, sucintos e cuidadosos, sempre impressionaram meu amigo Helinho, craque de futvoley e fiel escudeiro de Edmundo, que, ao elogiar minha “precisão” e demonstração de “conheicmento”, ouviu sempre de Paulinha Lavigne: “Você está puxando o saco de Caetano: ele não entende nada de futebol”. Tom respeita meus cuidados. No jogo do Bahia, jantamos depois com meu amigo Emerson, que foi goleiro do Flamengo (quando o conheci) e do Bahia (onde fez carreira de ídolo amado das torcidas por ter salvo o Bahia de muitas investidas adversárias consideradas fatais). Hoje Emerson é comentarista. No jantar, eu disse a meu sobrinho Jota Veloso (que aliás caba de fazer um disco muito bom que deve ser lançado em breve - e que é, como o pai dele, torcedor e jogador de primeira) que o Poções me impressionara pela qualidade do seu jogo e por não ter perdido a garra depois dos gols que recebeu. Que a marcação individual se manteve até o fim, embora não fosse possível para eles ganharem do Bahia. Jota concordou. Brincou comigo que eu poderia ser cometarista e pergugtou qual seria a primeira frase que eu diria se fosse comentar aquele jogo, e eu: “o time do Poções é MUITO bom”. E gargalhamos. Quando Emerson chegou (ele estivera fazendo os comnetários no programa de rádio e TV), perguntamos como ele começara a crítica ao jogo, e ele: “O time do Poções é fraquinho demais”. E redobramos as gargalhadas.
Fevereiro 14th, 2009 at 9:23 pm
Quem conhece algum livro que aborde a História da Mentalidade no Brasil? Comparar a mentalidade de uma época remota com a atual não me parece correto.
Graciliano Ramos foi um homem bastante vivido, fruto de um tempo em que as concepções pertinentes ao homossexualismo eram extremamente conservadoras e ainda são, mesmo de modo mascarado. Época em que, aqui em Salvador, contava-se, com os dedos das mãos, quem era pederasta (esta palavra parece ter uma conotação pesada e até ofensiva e injuriosa, mas faz parte de uma época em que era habitual usa-la para indicar a inversão sexual de alguém). Eram poucos e, em geral, gente de família abastada. Época em que um importante cidadão, de família tradicionalíssima, teve que se mudar da Bahia para o Rio de Janeiro. Na capital federal fez sucesso em desfiles de fantasia, no municipal, durante o carnaval. Era um sujeito brilhante e que não aceitava ser ofendido e ai de quem o ofendesse pois ele quebrava na porrada. Diferentemente de madame Satã, era rico e branco, mas se assemelhava a este último na valentia.
Quem imagina que a lei da homofobia acabou com os preconceitos, aqui na Bahia, tá por fora e, quanto menos esclarecido o meio social, mais discriminatório se mostra. Nos meios cultos ouço, freqüentemente, gozações com homossexuais e se não for homossexual e tiver algo de feminino, cai no mesmo terreno. Ouço muito mulheres dizendo que homem educado demais é viado (escrevo assim pois veado é sinônimo de virilidade, ao contrario dos mitos que imperam por ai).
Existem tribos urbanas de jovens, cujos nomes não sei, que brigam entre si. Uma não admite o uso do mesmo tipo de botas que a outra, considerada de invertidos, usa, para não se assemelharem. Soube que esta tribo nada tem a ver como homossexualismo, mas existe uma implicância fruto da ignorância sexual.
Um invertido, em São Paulo, pode sofrer agressões de neonazistas e de outras pessoas. Essas coisas se agravam em cidades do interior.
Homem com homem era algo que víamos com pouca freqüência, mas hoje, com maior freqüência e muito mais desibinição podemos ver mulher com mulher trocando beijos de língua e no maior dos amores em qualquer canto, inclusive no Iguatemi, onde já vi acontecer, sem que ocorresse estardalhaço.Mas dai a imaginar que o preconceito não existe há uma longa distância, mesmo com a existência da lei, que deve ser aplicada pois foi feita para coibir abusos.
Eu, particularmente, não me sinto agredido, ou ofendido com esse tipo de situação, mas a maioria da população é homofobia. É uma questão cultural. O preconceito com o maconheiro é maior. Falta educação nos currículos escolares para que as diferenças sejam compreendidas e toleradas numa boa. Mas a estrada a percorrer vai ser longa e dolorosa. A morte, por assassinato, de invertidos ocorre sempre e não é objeto de investigação, mas, os autores do crime são facilmente identificados. Agora, deixem Graciliano na época dele, que a de hoje está muito mais “evoluída” em muitos aspecto, apesar dos pesares. Filhos já não são obrigados a usar batina, nem a mudar de domicilio e as meninas estão desembestadamente arretadas.
Fevereiro 14th, 2009 at 9:24 pm
exequiela,
sim, tem um “que te vaya bien” na letra. agora estou viabilizando um videoclipe para esta faixa. cê percebeu um leve sotaque porteño em uma das estrofes? pequena homenagem…
………..
progressistas em obras,
começa hoje a era de aquário! que beleza, que maravilha! “…when the moon is in the seventh house…”. vou ali não pentear meu cabelo, hahaha
Fevereiro 14th, 2009 at 9:46 pm
Caetaníssimo
Que coincidência! O meu único beijo duramente reprimido em público também foi na Rua Augusta. Ironicamente, a Augusta sempre foi um local identificado com várias formas de “transgressão”. Foi ela que a Jovem Guarda elegeu como local oficial de paquera. É na Augusta que a prostituição paulista ganhou contornos de visibilidade e exibição com em Pigalle. Também é lá que se estabeleceram os restaurantes que acolhiam os atores do Oficina e do Arena. E hoje, é na Augusta que está o Studio SP, onde escutamos as novas bandas de SP e algumas do Brasil. Foi lá que vi o Doamor pela primeira vez.
Enfim, a Augusta nasce no epicentro sexual de Sampa, num castelo chamado Cult ao lado da Praça Roosvelt e termina no Jardins, onde moram Marta e Maluf em quase-castelos de verdade assexuados.
Meu beijo foi na Fernanda, minha mulher, quando a gente ainda namorava. Estávamos no Longchamp. Uma lanchonte frequentada por artistas, putas e bebuns. Nos beijamos sentados em frente ao balcão. O gerente nos separou com as duas mãos e disse:
-Aqui não!
E eu perguntei:
-Onde, sim?
Ele me respondeu:
-Na sua casa. Lá você faz o que quiser.
Disse a ele que gostava tanto do Longchamp que me sentia “em casa” naquele momento.
Ele colocou dois chopps na nossa frente. Pedi duas cocas. Ele riu.
Trouxe as duas cocas. Eu pedi a conta. Ele disse então:
-Não vai comer nada?
E eu respondi:
-Aqui não. Vou comer na minha casa. Lá eu como quem eu quiser.
Uma resposta um tanto chula. Mas a Fernanda gargalhou e isso me encheu de orgulho masculino.
No futebol, estamos nos cruzando bor vias inversas. Pelo que sinto, Tom tem trazido a sua atenção para o jogo. E Felipe tem me mostrado o tanto de riqueza que há no entorno de uma partida de futebol.
Gosto muito de meninas que entendem de futebol. Vi ontem uma matéria no Globo Esporte sobre o crescimento da presença feminina nos estádios. E como a grande maioria se maquia, se monta e arruma os cabelos durante horas antes de ir pras arquibancadas.
Achei lindas as imagens de mulheres de batom gritando, torcendo com fúria e xingando o juiz.
Vou com muita frequência ao estádio com mulheres e crianças. Não acho violento. A violência das torcidas está nas ruas. Na saída do estádio o clima nem sempre é bom.
Seria bonito de houvesse um beijaço na saída de um jogo. Assim os nossos dois temas se uniriam. Mulheres, homens, gays e beijo em público.
Será que “os polícia” iriam sair dando cacetada em todo mundo?
Torço mesmo por você!
Hoje revi Lisbela na TV com a Bebel. Achei o filme melhor do que quando vi no cinema. As falas de Furtado na boca de Selton são colossais.
Amanhã é dia de futebol e eu não tenho muito entusiasmo. Vou ver o Santos enfrentar o Bugre com meu amigo José Roberto Toreroe jogar pingue-pongue. Meu sonho é trazer o Nando pra uma tarde dessas aqui em casa. Já lhe enviei uma raquete via sedex.
beijo na testa
salem
Fevereiro 14th, 2009 at 9:47 pm
Os portugueses que vão para o Brasil abrasileirizam-se mais facilmente que os brasileiros que vêm para Portugal se aportuguesam.
E, paradoxalmente, ou se pensarem bem talvez não, o povo italiano é mais conservador que o português…E no mundo rural se calhar pior…embora eu só tenha estado italia e ruralmente falando em Assis (de S. Francisco), onde o povo é claramente conservador!!!!…
Fevereiro 14th, 2009 at 10:59 pm
Me expressei mal, Caetano.
Quis dizer que precisamos proibir hoje mesmo a violência contra as meninas. Nada melhor para um homem que uma mulher gozando. O caso da dupla de bonitões que tomam coca-light, como vc no sonho de EXquiela, foi só brincadeira.
Concordamos em tudo sobre sexo, apesar de minha praxis convencional.
Meu problema é com as razões… O pai de Mill (estou lendo a biografia enquanto “Sobre a liberdade” não chega pelo correio) acreditava na busca do prazer como algo maior e era radicalmente contra paixões, deixava os sentimentos se infiltrarem na razão mas não acreditava em excessos de nenhuma espécie. Ainda estou entendendo.
A esposa de Mill censurou muita coisa na autobiografia.
Fevereiro 14th, 2009 at 11:06 pm
Querido Caetano,
Seus posts realmente sao infinitamente repletos de informacaoes interessantes- Eu estava assistindo umas entrevistas antigas suas no Youtube e decidi passar aqui para ler um pouqinho- matar a saudade da lingua Portuguesa, ja que vivo em Londres. Falando nisso, sera que voce volta aqui para tocar mais umas vezes? De qualquer jeito, achei essa a mais legal de todas, mesmo estando incompleta…
http://www.youtube.com/watch?v=dpOq9waMwik
Nao sei se voce ja assistiu de novo, mas ai esta. Um grande abraco para voce- Tenho orgulho de ser Baiano porque existem homems da sua tradicao e cultura.
Francois
Fevereiro 14th, 2009 at 11:27 pm
Nandíssimo
Cê viajou mesmo! E forte! Escrevi com enorme sinceridade o meu “deixo para quem pesquisa” porque foi feito um comentário do Vellame (não foi do Lacerda).
Disse:
“Não sou “a favor da pré-definição biológica da sexualidade”, nem contra, nem muito pelo contrário. Pra mim a homossexualidade não deve ser reduzida a uma opção. O resto eu deixo pra quem pesquisa o assunto.”
Estava assim deixando claro que não me sinto credenciado para ser a favor dessa tal “pré-definição” bilógica por não manjar do tema.
Estranho, você achar que esse cometário tão verdadeiro fosse uma ironia dirigida à você. Passei algumas horas degustando e lendo as pesquisas que você me enviou. Isso porque tive um respeito gigantesco pelo seu cuidado em procurar fontes consistentes para calçar seus argumentos.
Jamais mando recadinhos pra terceiros embutidos em comentários diretos. Além de leviano, seria ineficiente como comunicação. Não rola.
No mais, repare: discuti diretamente com muita gente por aqui: Luedy, Igor e Carias tiveram que suportar meus textos duros. Jamais enviei recados indiretos.
Me surpreendi mesmo com a sua suposição.
Espero que ela seja fruto de um real afeto que você possa sentir por mim. Que caso exista, é mais do que recíproco.
beijo na testa
salem
Fevereiro 14th, 2009 at 11:57 pm
neyde,
a exclamação foi para demonstrar o quanto gostei de seu comentário.
Fevereiro 15th, 2009 at 12:17 am
Finalmente, Caetano é Bahia, ou Vitória ? Tá a maior confusão no bar e todo mundo quer saber. Quem souber sai da bolha. Eu vi ele cantar o hino do Bahia, mas afirmam que ele é Vitória, ou ele está tão confuso quanto o mundo (rs)?
Tchau
Fevereiro 15th, 2009 at 12:21 am
Bom meus ultimos coments nao foram publicados mas vou insistir pq sou de uma terra que a insistencia ta no sangue, não entedi quando Caetano disse….musica meio cearence..queria que Cae vinhece comer um baião-de-dois aqui comigo na praia do Futuro, sem musica tá, conheço uma baraca otima…
Não acredito nem quero e nem posso acreditar que nos dias de hj alguem possa ser pelo menos convidado a sair de algu lugar publico pq beijou alguem, sendo hetero ou homo….meu Deus….é chegada a hora da reeducação de alguem… daqui uns dias vão proibir agente de ser feliz pq é constrangedor para com quem não é, pra mim é inadimissivel essa atitude.
Caetano que tal uma partida do Bahia com o Ferroviario? um time aqui de Fortaleza, seria muito exitante e engraçado, não que exitar é motivo de riso, se é que estou sendo compreendido.
aiaiaiai e com alegria vou indo lembrando da pequena notavel….disseram que eu voltei americanizada…bJô
Fevereiro 15th, 2009 at 12:40 am
Me olvidé de decir que me gustaron muuucho las fotos de c.s (por respeto a los sentimientos de Lucre, ni la nombro)
Glauber: Escuché “cidade subtraída…” de Teclas Pretas. ADOREI! Escuché un “Que te vaya bien”?
Tanto leer de besos… y se metieron los besos en mis sueños….
SIC
Ayer, luego de soñar que me perseguían para matarme y me escondía debajo de una mata de pastos, soñé que estaba en una fiesta en una pileta (piscina) con mis primos y aparecía o LeAozinho y yo le daba unos besos en el cuello y en la mejilla… Don´t let me be misunderstood… no había lengua, piquitos… nade eso nao!!!!!!!!!! Eran besos cariñosos (que le doy a pocas personas porque eso de andar besuqueando no me va). Luego le preguntaba: “querés tomar (beber) algo?” y leAozinho me respondía “coca cola light…” a lo que yo exclamaba: “LIGHT????!!!!!”
FIN
Fevereiro 15th, 2009 at 1:56 am
Gostei de tudo no comentário do Tomás ai em cima e mais ainda da sua banda, no entanto tendo mais pra Zambuja do que pra Lula Pena, acho mais simples, direto, na alma. Zambuja faz do jeito dele naquele ambiente, encosta na pilastra e canta baixinho, ele parece procurar um outro caminho pra manifestar a emoção, e é lindo. Fora isso é um gajo sensacional, e mora na linha. Um pração, um tremendo artista e sua interpretação pra Saudades do Brasil de Vinicius é do rabo ( como diria Ele). Fora isso, o fado está cheio de jovens bonitas cantando, Vanessa Alves é outra delas, linda, tão simples e quando canta parece que é literalmente tomada e se converte, é irresistível.
Exequiela meu amor, além de romântico sou ciumento demais, sou muito argentino mesmo…eu adorei a música que vc mandou, as fotos, o canto berrado apaixonado do cantor, fez bem pra mim Exequiela e te agradeço, foi lindo quando Maradona fez o sinal da cruz depois do segundo gol argentino contra os franceses. Maradona foi o maior do jogador do mundo, BRANCO. O PRETO foi o maior entre todos.ÊLE. Podemos viver assim. Hoje, Tevez e Messi é o que há. Vamos jantar no Faena em Porto Madero, te encanta?
Há muito tempo não via uma festa do Grammy como esta recente. Foi demais a apresentação do Radiohead, reconheço. Eles estavam bem felizes ali, caitituando e celebrando a vitória do seu álbum independente e da tour que segue e vem aí. Coldplay nem se fala…mas o bom e velha MACA, é o seguinte…e acompanhado pela bateria Grohl, inigualável, um escândalo, podia acabar tudo ali. Foi linda a festa, novos artistas, músicas bacanas, tudo certo…uma demonstração de pujança e força…e nós? cadê?
Fevereiro 15th, 2009 at 3:33 am
Caetano,
Deu trabalho prá desatar os nós da “Energia”? Não foi intencional, será?… mas, quero muito que signifique algo prá você. Ah! até agora, prá mim o Fastamão ainda é você…kkkk. Contudo, não tenho medo de fantasmas e sei que acabaremos ainda nos cruzando por aí. De tudo que aconteceu na Bahia, ainda falta você prá fechar a gestalt baiana do verão! Beijo.
Fevereiro 15th, 2009 at 4:22 am
Caetano gosta e entende de futebol mais do que eu pensava. Assistir Ronaldo em Milão e ver o Arsenal na Inglaterra é luxo só. Muito bom. Eu amo futebol.
Exequiela, querida linda, admiro e sempre admirei Diego Armando Maradona…é um de meus ídolos. Mas, os números estão aí e são amplamente favoráveis ao Pelé, que marcou mais de 1.250 gols e ganhou três Copas do Mundo. Diego marcou mais de 350 gols e ganhou (sozinho, sim e genialíssimo) apenas uma Copa.
Um jornal suíço diz que o Brasil é xenófobo. Eles estão loucos ou nunca vieram aqui. Como que um país de tamanha mistura de povos pode ser xenófobo???
Caetano e Heloisa, eu adoro esse lance de ser confuso. O mundo é, de fato, muito confuso. Eu sou tremendamente confuso e me amo assim mesmo. E amo vocês e suas confusões também.
Beijo de língua é um ato sexual? Sim, e porque não. Tudo é sexo. Todos nós somos frutos de maravilhosos atos sexuais. E sexo é carinho também. Discordo de quem aqui, acho que foi Cristina, que separou carinho de sexo e vice-versa.
O sexo é a porta misteriosa para o grande lance da vida. E da morte. Nisso, sou freudiano.
O poeta americano Walt Whitman ( que o Joaldo tanto gosta, como eu) disse que “o sexo contém todas as coisas”. Adoro essa visão de Whitman, que era gay e que exaltava o homossexualismo assim como o heterossexualismo. “O sexo contém todas as coisas”…é lindo, é holístico.
Salém, axé colofé!!!
Rafael, beijos!!!
A torcida do “Mengão” não devia pegar no pé do Ronaldo não. Devia pegar no pé da diretoia do Flamengo. A direção do Corinthians agiu mais rápido e ficou com o fenômeno. Gosto tanto do futebol de Ronaldo, que mesmo sendo eu Palestrino, torço para que ele brilhe também no Corinthians.
Agora vou tomar um Lexotan e tentar dormir. Baci!!!
Fevereiro 15th, 2009 at 4:45 am
Caetano, querido, foi num show seu em Londrina (nos tempos que Londrina ainda fazia juz culturalmente ao seu FILO) da turnê de ‘Prenda Minha’ em 1998, quando eu tinha meus 8 anos, que, acompanhado de meus pais, aprendi a amar a música e, desde então, me dedicar profundamente a ela. Sou grato e jamais esquecerei essa pedra fundamental, aguardo Zii e Zie com ansiedade. Gostaria que algum dia você escrevesse sobre Zezé Motta que é, na minha opinião, uma cantora e intérprete de uma negritude e um colorido irresistíveis, tem um sorriso delicioso e uma voz fluida e aveludada. Ela não tem, de fato, a notoriedade como cantora que tem como atriz, pelo menos não na grande mídia e público, mas eu a amo e não sei qual a relação sua e dela… Curiosidade de fã. Um grande beijo e muita saúde.
Fevereiro 15th, 2009 at 5:37 am
Labi, Exequiela, Caetano, Heloísa, Jo-AL-DO!,
Quis acessar há mais tempo o blog O&P, mas ficou insuportavelmente difícil. lento… lento … … lento zzzzz. Já fiz coinvite pra a festa de Yemanjá em Cachoeira. Era só pra ratificar. Domingo: HOJE!!! Eru yabá!
… … … … ainda lent zzzzzzzz
Conta a tradição religiosa de matriz africana que Yemanjá sentindo
seus filhos desprezados e humilhados aqui no Recôncavo, sai de África
e atravessa o Atlântico Negro em forma de baleia e, em Cachoeira,
petrifica-se. É neste lugar que por muito tempo povos africanos
escravizados faziam suas oferendas a esta deusa de nação Iorubana, que
também é rio: Yemojá.
Neste doce inferno, expressão utilizada por Pe. Antonio Vieira, em seu
Sermão XIV do Rosário, no ano de 1633, para chamar o Recôncavo, é que
se construiu esta tradição que tem na diáspora africana sua origem.
Colofé! Olorun Adkpè ô!
Té brev…
Wesley
Fevereiro 15th, 2009 at 7:13 am
WESLEY, obrigado pelo convite!
Eu adoraria mas não posso estar hoje em Cachoeira. No primeiro semestre do ano passado, passei a trabalho várias vezes por lá e é um local que me incita: ainda falarei sobre isso se possível aqui mesmo neste blog. Conte-nos em detalhes, depois, tudo sobre a festa!
Olha, também voltei a ter problemas pra acessar a OeP. No Internet Explorer, este post não termina de carregar. Neste instante, consegui somente através do Firefox, mas se eu abro mais uma aba o bicho pega. Com o Gmail também aberto, por exemplo, trava o navegador! Não há como o suporte da Allinmedia nos dizer algo e sinalizar uma solução?
____________
Em breve, o link da IMPERTINÁCIA, uma revista web viva inspirada no especial encontro de pessoas e mentalidades que está rolando através desta OeP, estará sendo repassado pra todos os que aparecem já hiperlinkados aqui, mantendo pra si algum site, blog ou página web de referência que curta.
Estamos listando todas as páginas dos obreiros em progresso desde o momento do surgimento do blog da OeP!
Para estes - mas é claro que oportunamente aqui mesmo também o faremos para quem ainda não está interlinkado - divulgaremos desde logo o e-mail oficial de nossa revista eletrônica, a fim de que nos escrevam pra receber um convite especial pra acessá-la no exato dia e instante em que será lançada na webosfera.
Estamos finalizando detalhes da contratação da equipe (de Sampa) que montará o site, pra discutirmos, enfim, o piloto, não apenas com o conceitual, incluindo ainda o modelo de sustentação financeira, como eu pensava, mas também já o conteúdo da edição 1, e outros norteamentos e suleamentos quanto às iniciativas que serão agregadas à publicação, a exemplo de uma rádio web!
Agradecimento especial a CAETANO and HERMANO, que possibilitaram a gente despertar essas idéias a partir daqui, e a todos os infocaetanautas que por outras bandas virtuais têm se entusiasmado e colaborado com esse nosso orquideário!
Sempre refriso: será uma obra aberta!
Fevereiro 15th, 2009 at 7:32 am
No soy de ir a la cancha (Estadio) a ver una partida de “futebol”, pero me agrada bastante asistir un juego por la TV. Sólo he ido al Estadio una única vez, cuando jugó mi cuadro querido NACIONAL, tricolor (vermelho, branco, azul) fue en un partido amistoso ya a varios años atrás, de selecciones veteranas, en conmemoración del aniversario del club. Fue lindo. Me acuerdo que estuve atenta no solo al juego en cuestión, sino también a todo su entorno. Ver un “jogo de futebol” es todo un espectáculo. Ver la multitud es un espectáculo aparte. Como la gente se posesiona, en cuerpo y alma, algunos “sufren” tanto, y otros no lo canalizan tanto así.
No me considero fanática en esta cuestión del “futebol”, me definiría sí, “simpatizante y entusiasta”. AH! Y siempre “contra”….rs…del otro clásico rival…que por supuesto, no pretendo nombrar, rsrs…o ni siquiera mencionarlo. No. NO insistan…rs.
Antes era bonito, y muy familiar ir a la “cancha”, no existían en mayor grado graves peligros; hoy está muy “bravo”, por causa de las rivalidades de las hinchadas. Uno, sabe que llega a la cancha, pero, no sabe muy bien si regresa “salvo” para su casa. Hayo tan lamentable esas ridículas “guerras de torcidas”, (armadas…sea arma de fuego o arma blanca), puede haber algún contra punto, claro, más de ahí a formarse guerras terribles es para mí inaceptable; algo que debería ser “disfrutable” como cualquier otro tipo de espectáculo, o juego, tenga que por lo general, “terminar” siempre en alguna tragedia. Hasta mismo ”fuera” del Estadio de futbol. Aquí las hinchadas han llegado a “destrozar” sus respectivas contrarias “sedes”. A tornado hacerse un horror. Barbarie total.
Familias que “pierden”, un “hijo”, un “padre”, un “amigo”…etc. confieso realmente que no voy a ninguna cancha, hoy por hoy, por causa de esa “violencia desatada” y absurda. Es necesario acabar con eso, de una vez por todas…pero no hay “autoridades” que valga, en fin. Por razones, prefiero asistirlo por la TV, cosa que de esta manera puedo observar: desde los carteles de propagandas….hasta las seductoras piernas, de un “jogador”. Diciendo las cosas como son: “ellas” (pernas) son bastantes sugestivas…eeehhh?…rsrs, al menos algunas pueden llegar a serlo, para unos “ojos” tendientes a una curiosa dispersión, (ojos curiosamente dispersivos) de su respectivo/a espectador/a. Se trata de divertirse no gente!?.
Con respecto al besarse en público, sean “parejas” del mismo sexo o no, también me parece “retrogrado” demás, una postura contraria. Aquí, por ahora no tengo conocimiento de prohibición alguna, se ven por la calle manifestaciones cariñosas, discretamente. Yo en lo particular no he visto a ninguna pareja del mismo sexo besarse en “público”, si he visto, tomados de las manos, y hayo bonito que lo hagan.
Tenemos sobre la rambla costera, un “lugar” especialmente para besar y….ainda mais…rsr….ubicado obviamente frente al mar, es un estacionamiento para autos, todo pasa…mmmhhh…dentro del mismo, denominado pues; “BESODROMO”,donde allí las parejas de todo “tipo” acostumbran frecuentarlo, principalmente los fines de semana. Es un sitio muy romántico!, sobre todo en la noche, (hay mucho movimiento…nao sei se vocês me entenden?.je-je!). La policía se da unas vueltas para controlar la cosa, pero con mucha levedad, son bastantes “admisibles” digamos. Bueno, eso fue lo que me contaron…aaahhh!!!…rsrsr.
Pienso si, que lo que debiera PROHIBIRSE FUERA EL “DESHAMOR” porque su “ausencia” trae desunión y más CONFUSIÓN A ESTE DESORIENTADO MUNDO. En fin, da para mucho…pero por hoy es todo.
Con muito AMOR. Vero.
Fevereiro 15th, 2009 at 12:04 pm
Bom dia (latu sensu), super-xará.
Um dia você (minha saudosa avó me obrigaria a te chamar de senhor) me chamou de xará bonito. Fiquei constrangido e intimamente alegre, como quase sempre fico quando alguém me elogia desse modo. Senti-me também inquieto, pois queria encontrar um adjetivo que lhe abraçasse, a você e a palavra “xará”. Daí o super-xará.
Fiquei triste como o quê com a intolerância do segurança-shopping-”sociedade baiana” em relação aos meninos. Sou heterossexual e respeito devidamente outras opções de se relacionar sexualmente (com restrições à tanatofilia, vista no filme “O Matador”, de Almodovar; pedofilia e necrofilia). Inclusive, penso que o narcisismo implica uma afetividade homossexual, porque sentir-se atraído, excitado(a) pela imagem refletida no espelho é desejar alguém do mesmo sexo.
Eu sou Bahia! Adoro pedalar em Pituaçu (vi a evolução da reforma)! O estádio é “mara”! - me amarrei na descrição do jogo. A torcida do Bahia significa pra mim uma das maiores declarações coletivas de amor e fidelidade que se pode haver.
Li a entrevista de Battisti à revista “Istoé” e me sensibilizei com sua luta. Aliás é a única vez que ele foi ouvido pela imprensa em toda essa novela. PAC, expropriações, denúncia, máfia, Berlusconi, perseguição, humanismo..
O que eu quero mesmo, acima de tudo, é agradecer pela homenagem que você fez ao dedicar “Genipapo Absoluto” para sua família, meu pai, Pasquale, Julio Vellame e a mim. Só de pensar me emociono.
Lembrar de Assis Valente e Caetano Veloso me desperta um orgulho, que é interiormente gritado a la torcida do Bahia:
É Santo Amaro, minha porra!
Abração.
Fevereiro 15th, 2009 at 12:56 pm
Caetano,
O paulista é tímido, sou paulistana e moro na Ilhabela, o caiçara é muito tímido em qualquer demonstração de carinho. Ver dois homens se beijando na boca em público vai causar mal estar num caiçara, nem acontece, o homossexual caiçara é também um tímido. Também é difícil ver um caiçara urinar nas ruas, pelo mesmo motivo da vergonha. O caiçara da Ilhabela descende de franceses, holandeses, portugueses e índios. O português é muito tímido. O italiano não é tão tímido, sua expressão é mais calorosa, toca nas pessoas, abraça, beija, chora, berra.
Não ligo de ver pessoas se beijando nas ruas, mas tem gente que liga. Quem tem mais direito o que tem pudor ou o que não tem pudor? O segurança pode alegar que pediu para os homossexuais pararem com os beijos, que não é homofóbico e sim beijofóbico.
Fevereiro 15th, 2009 at 1:27 pm
Ola caríssimos blogueiros, hoje venho para derrubar toda e qujalquer estrutura que seja diferente da que penso como padrão.
Esse negócio de beijo de língua ser um ato sexual e só ser levantado essa questão depois de um beijo gay ser dado em público é algo extremamente brega e ultrapassado.
Quando eu questionei aqui juventude e homossexualidade me cruxificaram vivo por meus posts minha ideologia, e agora vejo que debatem abertamente o tema aqui, e diziam que a sociedade não era preconceituosa.
CAetano e Salém já foram reprimidos por beijar em públicon nos anos 70, eu nos anos 90 já fui reprimido por beijar em um shopping famoso de Curitiba, isso que estávamosdo lado de fora do Shopping, o segurança truculento chegoe falou, aqui não é motel, nem a casa da sogra pra um casal ficar se beijando, e olhe que não beijávamos ardentemente como em 4 paredes, beijávamos de forma cúmplce, e bonita.
Assim podemos ver que a sociedade continua da mesma forma, preconceituosa, arrogante, capitalista, e imbecíl.
Acho que o ato dos homossexuais na Bahia foi um ato de dizer, estamos cansados de ser destratados, vamos mudar essa realidade e fazer com que o pessoal nos aceite e desde já se acostume com nosso estilo.
Caetano gravou ele me deu um beijo na boca, música linda, e complexa, pode retornar agora que é moda, ou está virando moda.
De todos os temas esse é o mais delicado e complexo de se lidar, pois se trata de ser humano que recreminamos por seus atos e não ligamosao sentimento que os mesmos tem.
Está na hora de mudar suas idéias.
Araços a todos e de língua,
Luiz CArias.
Fevereiro 15th, 2009 at 1:29 pm
Salem, eu sou meio noiado mesmo; desconfiado. O afeto é sincero. Só os abraços são falsos, como diria o Abujamra.
Esses que incomodam o beijo alheio,
Eles passarão (sem festa);
Por aqui, o Salem: na testa!
Fevereiro 15th, 2009 at 3:01 pm
JOALDÍSSIMO
Que bom saber que a nave IMPERTINÁCIA aperta seus últimos parafusos pra decolar! Conte comigo e, mais uma vez, quando vier a Sampa, vamos nos ver.
beijo impertinente
salem
Fevereiro 15th, 2009 at 3:19 pm
Interessante Teteco dizendo “tudo é sexo” e Cristina falando da timidez dos caiçaras de Ilhabela.
Vou com muita frequência à Ilhabela e consigo imaginar um beijo gay no Pier chocando muito mais os neo-paulistanos que fazem compras nas filiais das lojas caras, do que os caiçaras.
Há outras coisas que me chocaram na última vez que fui à Ilhabela: latinhas de cerveja na areia, som altíssimo nos carros e no bar à esquerda do Pier e preços exorbitantes na farmácia.
Claro que um beijo gay chocaria os caiçaras. Mas é assim que as coisas começam a deixar de ser “chocantes”. Do contrário, eles estariam isolados até hoje, numa espécie de demarcação das águas.
Quando Teteco disse que “tudo é sexo” me lembrei dele falando com tocante sinceridade sobre o que percebia na intimidade do PT. A minha geração politizada e os meus professores de História adoravam o bordão “todo ato é um ato político”. Achava essa uma frase de efeito. Embora, seu sentido fosse óbvio, sempre odiei ficar vendo política em tudo.
Teteco involuntariamente recriou a frase: “todo ato é um ato sexual”. Parece bem mais instigante, embora eu também não deseje ver sexo em tudo. Mas prefiro.
Fazer sexo é melhor que fazer política. Mas há quem goze com a política.
É muito esperável mesmo que o Zé Dirceu não gostasse das canções da Tropicália. Talvez mal conseguisse ver o tanto de política que havia ali. Imagino que ele gostasse de Vandré.
Quando eu era moleque havia aqui em SP um grupo musical que tocava covers de música latino-americana, chamado Tarancón. Ele fazia a trilha sonora da esquerda. Durante anos tive horror de escutar o timbre dos charangos e da flauta polifônica horizontal.
Amava apenas o tango argentino e só fui dar algum valor ao restante da música popular da Latino-América quando Milton cantou com Mercedes Sosa. Embora, ainda sentisse razoável constrangimento.
A idéia de uma música ‘de raiz”, preservada, folclórica, de resistência servia como uma luva ao pensamento anti-imperialista que vigorava.
E a idéia de uma música promíscua, “vendida” à indústria e com influências norte-americanas como a Jovem Guarda e o Triopicalismo era entendida como um gesto de adesão.
Sexo e Política nessas horas se aproximam.
in test
salem
Fevereiro 15th, 2009 at 3:44 pm
Caetano, compreendi sim e te dei razão quanto a “simetria” quando eu disse: “Por outro lado concordo com você que não podemos comparar os 2 casos sobre a questão do pedido de asilo…, Desta forma também retiro a comparação que fiz no post…”. Talvez a razão desta confusão tenha alguma coisa a ver com o que você escreveu: “Aprendi que os atletas cubanos não quiseram asilo brasileiro…”, esta afirmação é que me levou a pensar que você teria concordado com o que o ministro respondera a Merval Pereira, do Globo. De qualquer forma, creio que não interpretei bem o que você escreveu, desculpe-me.
Quanto a passagem no Mercado Modelo, este meu namorado, que era baiano e morava em São Paulo a alguns anos, fazia uma observação muito semelhante com relação a este conservadorismo paulista, ele sempre dizia que na Bahia não era assim, por isso quando fomos chamado a atenção em Salvador, senti que ele ficou um pouco desapontado, mais não se deu por vencido, foi logo justificando que esta represaria deveria ter vindo de uma denuncia de um senhor muito velho, dono de uma das lojas, que ficava o tempo todo contando dinheiro, segundo ele, o tal senhor por pura inveja, por não ter uma pessoa para beijar, teria tramado contra a gente. Não sei se isso foi verdade, mais também não tinha importância alguma, me lembro que achei graça na forma que ele falou. Foi um dia maravilhoso, completo, que me deu material para escrever um belo conto, cheio de poesia, paisagens, magias, erotismo e sensualidade. Tenho paixão incondicional pela Bahia! E pelos baianos também. A expressão de afeto entre as pessoas é sempre lindo.
Beijos
Fevereiro 15th, 2009 at 4:14 pm
Fui ver o vídeo da Bethânia e Rodrigo, e como é uma simpatia o Rodrigo, já o tinha visto em outros vídeos pelo youtube, este sorriso aberto e farto é sempre delicioso de se ver, coisas da família Veloso! Também andei vendo Pedrinha de Aruanda com Maria Bethânia, nossa quem ainda não viu tem que ver, Caetano cantando Tristeza do Zeca para mim foi inusitado e gostei muito, Dona Cano é sempre única.
Salem como o mundo é pequeno, estava lendo a respeito do Jaime Alem no myspace e vi que o grupo Tarancón também interpretou musicas de autoria dele, me chamou a atenção porque tinha acabado de ler o seu comentário. Esta coisa da flauta, de Tarancon, me fez lembrar do grupo Raízes de América.
http://www.youtube.com/watch?v=67AXSpq9mVE&feature=related
Rafael voltou com tudo, muitos passeios e muitas estórias, também acho gostoso musica na praia do jeito que você colocou, tem momentos para tudo, tem horas que você quer escutar as ondas, outras brincar numa roda de samba (praia me parece ter tudo a ver com isso), e ainda tem certas horas que escutar uma musica que a gente curte passeando pela praia é muito bom.
Cristina, particularmente, gosto muito desta forma, algumas vezes ate exagerada, de como os italianos expressam suas emoções, como eles se unem em determinados momentos, seja pela dor ou pela raiva, tem algumas vezes que parece um tsunami.
Penso que muitos italianos são conservadores, não somente os de “campanha” mais de certa forma muito os são. O Franco costuma dizer que aqui estamos na “barra da saia do Papa”, ou seja, aqui a igreja é quem controla e contribui para manutenção desta visão mais conservadora com relação ao comportamento humano, e o Santo Padre deixa isso bem claro em todos os seus sermões dominicais. Quando se pensa em fazer alguma lei que vá contra aos princípios morais da igreja, é uma loucura como se vê esta interferência, a igreja católica bombardeia abertamente, e muitas vezes impede que as “tais leis” cheguem sequer ao parlamento (união gay, divorcio em menos tempo, etc.), ou então, ao contrario, um exemplo recente disso a urgência em se aprovar uma lei para regulamentar ou impedir a eutanásia. Não quero com isso jogar a culpa do conservadorismo italiano na igreja católica, apenas estou apontando para um lado que penso ser importante, da mesma forma que não vejo somente aspectos negativos, tem um lado humano que gosto muito
Beijos a todos
Fevereiro 15th, 2009 at 5:50 pm
Joaldo,
Bela notícia!!! A Impertinácia está para sair, estamos todos aguardando, e já que mestre Caetano ainda não se pronunciou quanto à feitura do texto inicial, que tal pensarmos em um texto feito em parceria sua com Salem, já que são vocÊs dois os que escrevem os textos mais interessantes neste blog.
Caramba, que legal saber que a minha querida paulicéia desvairada, a minha Sampa, está envolvida diretamente no processo. Ando com saudades de São Paulo, já que hoje moro no Rio de Janeiro, mas sou nascido lá.
Vocês já leram “Meditações do Tietê”, a obra-prima de Mário de Andrade?
Luiz Carias,
Fico cada vez mais impressionado com as canções de Caetano. Sempre brigo com meus amigos mais próximos, quando eles dizem que Caetano só era bom na época da Tropicália. Tenho horror a este tipo de análise. Eu acho os discos da década de 90, sensacionais. E fico sempre pensando nas letras das canções, as conexões profundas com textos diversos, ou diversas formas de linguagem. Assim, “os passistas”, em que o compositor fala Salvador/Roma/Amor, associando a capital baiana a um tipo de civilização que o império Romano construiu. Desse mesmo disco, Manhatã, onde se vê passagens lindas como ” Uma canoa canoa/varando a manhã/de norte a sul. Deusa da lenda na proa/levanta uma tocha na mão. Todos os homens do mundo/Voltaram seus olhos naquela direção”. Sobre a capital do mundo contemporâneo, New York. Do mesmo modo, a canção em ritmo de “axé-music” sobre Alexandre, o Grande. São aspectos civilizatórios e imperiais que aparecem nas canções do disco, justamente um disco com a presença efetiva do afro-pop-baiano, ou axé-music.
Roma, Vanguarda em Nova York…O samba carioca, das escolas de samba, encontra-se com o samba baiano, da axé-music, a mangueira é onde o Rio é mais baiano, e a canção “Onde o Rio é mais baiano” dialoga diretamente com “Os passistas”…
Faltou sobre a obra-prima “livros”…
Fevereiro 15th, 2009 at 5:57 pm
tenho alguns vinys do “tarancón”. quando criança vi muitos shows deles no TCA.
halter maia, que fez parte do grupo nos 70s [e também fez parte de outro grupo sensacional, o "quintaessência"] foi muito importante na formação de 3 dos 5 integrantes do teclas. mora até hoje aqui em salvador. grande músico.
olha o “quintaessência” aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=XbL45s8D7rA
e o “tarancón” com halter:
http://www.youtube.com/watch?v=PoEMraUFqfU
abraço hermano e hermanos!
Fevereiro 15th, 2009 at 6:12 pm
Heloisa,
nem lembrei do lance imanentista/transcendental quando respondi a seu comment. Mas também não lembrava de ter dito aqui que sou imanentista. Devo ter dito. Comecei esse post com uma graça que queria homenagear Labi e brincar com as palavras diplomata e assintomático. Glauber Guimarães riu à beça. Depois voltei a ser racional. Adoro neblina.
Os espíritas, no livro editado pela Funarte, narram toda a vida de Assis Valente sem sequer mencionar sua homossexualidade, deixando muitos episódios como mistérios inexplicáveis (sumiços dele que duravam muitos dias, a nítida impressão que deixava nos amigos de, mesmo quando ainda solteiro, levar uma espécie de vida dupla…). Num apêndice, concluem o livro com uma reflexão que me lembrou o que Paulo Francis escreveu sobre Cole Porter quando, ao elegerem o repertório desse compositor, os ativistas que recolhiam fundos para a campanha contra a AIDS disseram de público que ele tinha sido homossexual: segundo Francis, como segundo o casal espírita, não há por que revelar esse tipo de segredo íntimo de quem o manteve guardado enquanto vivia. Acho que Millôr Fernandes citou outro dia uma frase gozadíssima de Somerset Mougham a respeito (algo sobre sobre ter sido discreto sobre sua própria veadagaem), mas Millôr estava mais fazendo mofa com a atitude de Maugham do que o contrário. Francis e os espíritas têm sua razão.Tirar as pessoas do armário depois de mortas parece aético. Gostei da biografia de Assis, chamo o casal que a escreveu de “os espíritas” porque não lhes lembro os nomes - e porque achei hilária a explicação final. Eles dizem que casos de homossexualidade se dão porque certas homens nasceram mulheres em vida passada e provavelmente tiveram vida sexual insatisfatória. Algo assim. Escrevi comentário irônico a respeito no texto do encarte de Tropcália 2. É que penso, tanto no caso de Porter quanto no de Assis, que a mesma opressão que os levou a esconder do público seus desejos e seus prazeres é que é defendida por esses observaodres conservadores. (Aliás, no caso de Porter a atividade homossexual não era escondida nem dos amigos nem de sua esposa nem de quem quer que vivesse no ou perto do ambiente do show business americano - New York ou LA - nos anos 30, 40, 50 e 60: ele escancarava e dava festas de super arromba.)
Fevereiro 15th, 2009 at 6:25 pm
Salem,
Pensei, pensei e não cheguei a conclusão alguma sobre como reformular o que já havia falado antes. Talvez de maneira muito dispersa, talvez confusa, talvez assertiva demais. De qualquer sorte, tento melhorar:
Veja que você já colocou no papo os adolescentes, mas me refiro especificamente a crianças (que hoje, obviamene, amadurecem mais cedo - por que será?). Com adolescentes, é outro papo e tudo o que você falou procede.
Creio que estejamos todos de acordo com o fato de que problemas como doenças sexualmente transmissíveis e gravidez prematura sejam, por si só, graves o suficiente para que não os ignoremos. Toda e qualquer manifestação pública (sobretudo ligadas a imagens e sons) que estimule estes fatos deveria ser considerada com cuidado.
Não ligo a exposição a música a nenhum fato - não há objetivo deliberado em atingir crianças da parte de ninguém. Citei o lance dos Mamonas, que tiraram os seios grandes e puseram as inocentes mamoninhas verdes após detectarem o fascínio das crianças com a banda. Mesmo eles sabiam que o terreno é delicado.
Rosana resumiu tudo numa frase simples e eficaz: tudo tem seu tempo.
Minha preocupação com relação às crianças baseia-se nos ciclos de desenvolvimento (setênios) e nas consequências que possam advir de uma inadequada alimentação anímica. Mas tenho consciência do quanto meu papo parece antiquado, de tão idealista que parece ser. Ao contrário do que disseram, não é manter as crianças num “limbo” (quem dera se todo limbo fosse como uma infância preservada). Cada setênio tem seus desenvolvimentos e é razoável que procuremos em cada um deles desenvolver o máximo de potencialidade possível. Imitação sem sentido não deveria fazer parte. As imagens eróticas (e também os sons) não são processadas como nos adultos, obviamente. Mas não devemos desprezar o fato de que elas fiquem guardadas no inconsciente (sabemos que prejuízos podem decorrer deste fato? - não num sentido moralista, num sentido de prejuízo ao desenvolvimento).
Além do mais, nem cheguei a entrar propriamente na análise musical: a excessiva presença do RITMO (como aqui no Brasil é empregado) por si só é algo que assusta no caso específico das crianças, pois ao contrário de levar “alegria”, leva atordoamento à formação da consciência. Os temperamentos (colérico, sanguíneo, melancólico e fleumático) funcionam de acordo com critérios muito particulares. A saúde anímica e o desenvolvimento volitivo podem, sim, ser prejudicados pela audição excessiva de uma música pautada quase que exclusivamente na parte rítmica. As crianças respondem de maneira imediata ao ritmo e isto não é à toa, tem a ver com a formação dos seus órgãos internos. Nos temperamentos o ritmo é vinculado ao temperamento colérico; se quisermos terapeuticamente tratar uma criança desanimada, devemos prepará-la para o ritmo. Se utilizarmos o ritmo numa criança já muito desperta, será over. As crianças, normalmente, já são despertas; elas se vinculam ao ritmo por identificação e é por isso que deveriam ser preservadas dos seus excessos.
A melodia corresponde ao pensar, a harmonia ao sentir e o ritmo ao querer.
Bem, o tema é longo e infelizmente não tem como escrever pouco. Se houver interesse, vamos adiante.
Abraço,
Fevereiro 15th, 2009 at 7:11 pm
pessoas….
primeira vez que comento aqui no obra em progresso, mas sempre acompanho com muito entusiasmo tudo o que escrevem por aqui, adoro salem, heloisa, gil, glauber…
talvez o que me fez ter coragem de comentar foi a surpresa que tive em ver Caetano falando de futebol..que coisa maravilhosa!!sou torcedor do sport clube do recife que recentemente ganhou um título nacional de futebol ( isso nos orgulhou muito)o mesmo sport time do coração de Ariano Suassuna paraibano que adotou Pernambuco como seu lar a anos!!!esse estado que tem Recife como capital onde Caetano vai abrir oficialmente o carnaval desse ano!!!!
imagina….Caetano abrindo o carnaval de Recife que coisa maravilhosa….estou numa expectativa só!!todas as vezes que relaciono carnaval com Caetano lembro de um carnaval não tão longe que Caetano passou aqui em Recife e Olinda, das reportagens que passaram nos noticiarios dando conta de que ele ficou muito impressionado com nosso carnaval, e que voltaria!!!!pois bem ,vai voltar!!
Caetano você poderia comentar suas expectativas para o evento que se aproxima?
Caetano, sabe uma coisa que não entendo??você sempre diz que o Brasil era um país triste antes dos anos 50 e que depois daquela década tudo mudou em relação a isso….mas nós aqui de Recife temos uma saudade desse tempo que não vivemos, uma saudade dessa tristeza, dos frevos, daqueles compositores que parecem que foram nossos vizinhos..e que no entanto nem por fotos alguns conhecemos!! não é engraçado isso??? isso faz parte de nossa identidade pós 50 ou antes ainda já tinhamos esse saudosismo???
abs a todos!!!!!
Fevereiro 15th, 2009 at 7:13 pm
SALEM and MARCOS LACERDA, aguardem, por e-mail, convocação pra vocês serem pilares da construção da IMPERTINÁCIA!
MIRIAM, AMICILUCÍSSIMA & SÓCIA EDITORIAL DA IMPERTINÁCIA - Câmbio! Depois do Carnaval, passarei a dedicação total ao nosso orquideário.
______________
Já é quase Carnavaaaaaaaaaaaal:
Noite dos Mascarados
uma canção para todas as épocas!
Fevereiro 15th, 2009 at 7:59 pm
Marcos Lacerda, em minha opinião, LIVRO é o melhor disco de sempre de Caetano
Fevereiro 15th, 2009 at 9:01 pm
Oi, Caetano e pessoal.
Não acho o texto de Verdade Tropical confuso, não. Acho que em geral ele é ponderado: expõe uma tese, desenvolve uma antítese e com frequência a síntese é o leitor é que tem de fazer. Ele é rico porque deixa lacunas para que se entenda determinadas posições de diferentes formas e leituras.
Eu só acho que se o termo “aleijão” foi dado a esse r do dialeto caipira, seria melhor corrigir para retroflexo. Porque tem gente que pode chamar os falantes de “aleijados” a partir daí.
Salém: sobre Dirceu, ele disse que na época estava mais ligado em cinema e não curtia tanto a música. Os festivais surgiram muito como reação ao rock da Jovem Guarda, que ganhava muito espaços nas TV e nas rádios.
Tiveram aura de resistência cultural universitária. Os jovens dos CPCs iam aos festivais apoiar o Vandré, dentre outros. Os tropicalistas sabiam que parte do público ou até do júri não gostava, tanto que falavam em “invadir a praia dos emepebistas”.
Fevereiro 15th, 2009 at 11:16 pm
HER-MANITO ESSE É O QUE VALE
Nandíssimo
Aqui em SP há muitas bandas mirins (de 4 a 10 anos) com trabalhos maravilhosos inteiramente calçados no ritmo. O Bate-Lata especialmente é a que mais amo. O ritmo é forte, intenso, mágico e os instrumentos lindos, todos feitos pelas crianças. A formação musical e corporal dos indiozinhos é essencialmente ritmica.
Aqui em Sampa tem também o Barbatuques que é um grupo de percurssão corporal integrado por jovens universitários e que é adorado pelo público infantil.
O ritmo é o motor da formação corporal e a sexualidade é UM dos ingredientes presentes nesse lindo processo de crescimento e maturação. Ver só a sexualidade nisso seria entrar num embaçódromo.
Você diz que: “hoje, obviamene, (as crianças) amadurecem mais cedo”. Não diria isso.
Diria que adolescem mais cedo e saem da adolescência mais tarde. O período moratório da adolescência, criado na modernidade, vem crescendo em todo planeta.
Há muitas hipóteses para o fenômeno. Gosto muito e recomendo o livrinho Adolescência de Contardo Calligaris.
Ali ele vai além do nosso papo (entender a precocidade sexual da molecada). Ele fala da “idealização” da adolescência como período desejável de prazer. Interessante que todos nós saibamos que, ao contrário de tal idealização exposta nos comerciais de TV, a adolescência é um período duro de roer.
A instituição do “ficar” é um avanço gigantesco! Um movimento natural e evolutivo de defesa do espaço sexual, do treino e da experimentação. Uma conquista da molecada! Pensemos no tabu do casamento/virgindade e comparemos com a situação atual.
O preço desse novo momento é alto mesmo. A gravidez na adolescência é uma das contas a pagar. Mas as pesquisas no Brasil mostram um fenômeno curioso: em números totais houve uma queda de adolescentes grávidas no último trênio, mas na classe média aumentou.
Misteriosamente, os adolescentes com maior acesso à informação, à prevenção e ao uso da camisinha é que estão surpreendendo nas estatísticas.
Será que é o hiper-estímulo sexual da mídia? Não acho.
Quanto aos pequeninos não sou tão fóbico não. Torço de verdade para que não virem mini-adolescentes precoces. Mas nem de longe vejo esse fenômeno de comportamento ligado à música.
No velho carnaval, homens vestidos de mulheres nunca foram interpretados como estimuladores da homossexualidade por exemplo.
As estatísticas podem se tornar amigas do preconceito. A interpretação delas é que é o bicho. Poucos fazem esse trabalho sem deslizar e cair na conclusão fácil.
No meu blog, escrevi um texto sobre a apresentadora mirim, Maísa. Gosto dela. Ela é o exemplo típico do telhado de vidro infantil. Pedagogos adoram execrá-la. Já antevêm uma adolescência problemática e uma vida adulta com muita droga e depressão.
Na mesma medida em que idealizamos a adolescência, diabolizamos a infância. Nós as vezes é que encarnamos o “boi da cara preta”.
Não acho que seria um problema se os Mamonas usassem os tais “peitões”.
Aquele brinquedinho que tem em todo Brasil com um padre que a gente aperta e vê nascer um pau enorme saindo da batina, por exemplo. Aquilo prejudicou ou prejudica a formação da sexualidade de uma criança? Eu duvido.
beijo na testa
salem
Fevereiro 16th, 2009 at 1:03 am
gil falando bem do Radiohead, em breve o link da Impertinácia, beijos, bocas, dos Anjos, futebol…
Tudo muito bonito.
Mas, hoje cedinho, fui comprar pão e dei de cara com o carão do Aécio Neves na Istoé. Que decepção…
http://www.sistemaodia.com/noticias/istoe-o-plano-de-aecio-para-2010-o-psdb-nao-pode-ter-medo-11053.html
Ele, de fato, será candidato à presidência. Que medo….
“Liberdade, essa palavra”
http://www.youtube.com/watch?v=UqEimwCupsQ
http://www.youtube.com/watch?v=H_aV9-lo8Pw
E dá-lhe beijo!
Fevereiro 16th, 2009 at 2:58 am
Boa noite a todos os blogueiros de plantão.
Discordo de Paulo Osório, o melhor disco de sempre de Caetano, é sempre o próximo.
Livro é um álbum fascinante, mais há diversos cds, e dvd´s que são obra de arte de caetano.
Um deles, é C~e com linguagem atual e bonita, e com harmonias distintas de um cantor de mpb.
Obra em progresso também parece ser algo bonito e fascinante através das obras que já vimos e ouvimos aqui.
Minha curiosidade é maior que minha vontade de ficar quieto e perguntar qual das versões da Imcompatibilidade foi a mais votada?
Em suma qual a melhor música de Caetano, eu me identifico muito com uma, que diz exatamente como eu sou, e chamase Todo Errado.
Lendo ultimamente as notícias de Guantanamo, e da base que está sendo ou foi desativada, me parece que a canção de Caetano ecoou aos americanos e a Obama como um alerta de desrespeito ao ser humano que vivia lá sobre torutra e ameaça.
Caetano quebrou a barreira do oculto e mandou ver, foi show.
Semana que vem é carnaval e Caetano vai abrir o carnaval em Recife, vai ao Rio para ver a MAngueira, e vai a Salvador puxar o trio ó pai ó, que show.
Que sonoridade e estiçlo estranho a do psirico, pela primeira vez pude ouver, ver e estranhar o som, diferente de tudo que já ouvi, sei lá meio estranho e bonito a sonoridade.
Ultimamante tenho ouvido muita coisa diferente, desde FatBoy Slim a Mallu Magalhães, e de CAetano a Banda Vexame. To fundino a cuca.
Sou conta Hugo Chavez e Morales, presidentes ditadores que se aliarem a Fidel, poderão causar grandes estragos ao mundo e as Américas.
Nessa semana vi que ta na moda, a compra de músicas pela internet, o Paralamas estará vendendo seu novo álbum pela internet, acho essa moda cafona, e não sou a favor disto. Gosto é de cd, com capa, livreto do cd, e as fotos e letras que fazem parte da capa do cd.
Só baixo música da internet em último caso, e músicas que só me interessam por momentos. Se não gosto de todo o cs, ai baixo uma ou duas.
Sou compulsivo por dvd´s e shows em dvd´s, curto desde Maná, a Sidney Magal, acho bonito ter tudo original e conseguir fazer minha coleção de obras de arte e futuramente mostrar a meus filhos o gosto distinto e complexo que tenho de músicas atuais, antigas e futuras.
Bom por momento é isso, saudações a todos,
Luiz Carias.
Fevereiro 16th, 2009 at 3:15 am
Boa noite tava relendo uns posts aqui e não concordo com o que a Cristina falor de paulistas tímidos.
Não tenho a mesma visão que a Cristina teve ao relatar, que paulistas têm de certa forma pudor ao ver beijos e que caiçaras gays são tímidos.
Ha gays e tímidos em todos os cantos do mundo, uns são mais recatados outros mais abertos, e creio que Caetano destacou bem, antigamente havia muito mais preconceito e era muito mais coibido o ato ou ser, do que é hoje.
Há tempos vi na Folha de São Paulo Caetano chamando Paulo Francis de bixa amarga, em uma discussão ou uma crítica que francis fez a Caetano pelos shows em New York.
Acho que o segurança do shopping errou ao abordar e ao pedir para que o casal parasse de se beijar.
Joaldo visitei seu blog, espero que retribua a visita, quer dizer que tu é poeta então, gostei do que vi lá no blog, os poemas e tudo mais, pena que não tem como comentar, então comento por aqui, muito bacana a esfera de seu blog, gostei mesmo do que vi. Parabéns.
Estou com saudades de argumentar com Salém e provocá-lo ao extremo para cairmos naquela discussão bacana sobre pontos de vista.
Me sinto um andarilho no sederto, pois caminho e não vejo nada na imensidão, só areia e sol, e as idéias não surgem mais para nada. Acho que já estou delirando a ter uma paisagem única na testa, que diz Go alone.
Até breve a todos,
Luiz CArias.
Fevereiro 16th, 2009 at 3:48 am
Olá, Caetano!
Isso do “há (…) atrás” é mesmo controverso. Não acho que seja nada muito grave, mas a reiteração implica numa redundância, porque ao dizer “há”, flexionando o verbo haver, já se coloca a idéia do passado. O “atrás”, portanto, fica como apêndice pleonástico.
Seria como escrever: “o disco será lançado daqui a dois meses adiante” (desculpe o exemplo tosco).
Claro que para muita gente isso pouco importa, mas eu sou um desses bocós que cometem erros desse tipo (como quando escrevi “o óculos” e voltei aos comentários para ME corrigir). E às vezes noto que você também se policia.
As pessoas zombam de quem procura saber as formas corretas, sei disso. Mas não ligo, e acho que você também não liga.
Só espero que ninguém da Caros Amigos nos esteja policiando nesta conversa. Eles odeiam as normatizações lingüísticas e defendem o livre-conhecimento quase anárquico, embora adorem ostentar todos os títulos acadêmicos sempre que assinam um artigo.
Já reparou?
Beijos a todos.
Fevereiro 16th, 2009 at 3:51 am
(e não venha com esses olhinhos de bandido e sorriso santamarense dizendo que é há de “haver os posts”)
Fevereiro 16th, 2009 at 4:54 am
Sobre Assis Valente: Valeu, Caetano! Vou atrás desse livro, finalmente. Já havia lido sua menção a ele no encarte do Tropicália 2. Eu tinha, então, 13 anos. Li a expressão “clima de obscurantismo e subterfúgios”, como vc escreveu, e pensei “Porra, esse livro deve ser o diabo!”. Assis é foda.
Parêntesis: perdoem-me os palavrões; mas morando fora, percebi que talvez nós, baianos, xinguemos mais e mais naturalmente que os outros brasileiros. Aliás, já havia pensado sobre isso quando assisti a um jogo de futebol no Beira-Rio, em Porto Alegre: Inter/RS X Cruzeiro. Não ouvi UM xingamento sequer durante o jogo, e pensava: como é possivel?! De maneiras que: a conversa incrementada com alguns palavrões é sinal de que a gente provavelmente está à vontade. Mas é isso mesmo, morar fora é uma experiência legal pra gente se sentir bem mais pertencente ao lugar de onde viemos, por assim dizer.
Fecha parêntesis.
Dizia eu: Assis Valente é foda. “Meu moreno fez bobagem” é uma das coisas mais lindas do mundo.
Sobre Emerson: O meu xará foi um dos melhores goleiros, um dos melhores jogadores que eu vi em ação no Bahia; um grande ídolo. Lembro do grito ritmado da torcida (lá vem palavrão): Puta que pariu! É o melhor goleiro do Brasil! Ao que me consta, ele continua vivendo em Salvador, mesmo tendo deixado o Bahia e posteriormente o Vitória. De vez em quando eu o via pelas ruas de Salvador. Um brinde a ele!
Sobre beijo em público: rola muito isso aqui no Rio; casais nos muros, nos postes, nos bancos de praça, na praia, por toda a parte; trocando, além de beijos, abraços e muitas outras demonstrações de carinho. E acho isso absolutamente lindo, dá uma vontade bem grande de fazer a mesma coisa. Lembrei de uma música de Tom Jobim e Chico:
Eu vi o grande amor no claro olhar da minha amada, eu vi
Que todo grande amor ainda é pouco, ainda é nada, eu vi
Amores que jamais verei
Meninos, eu vivi
Vivendo a poesia de verdade
Também vi a cidade incendiada, eu tive medo
Eu vi a escuridão
Eu vi o que não quis
Amei mais do que pude, eu fiquei cego de paixão
E acho que enfim eu vi um homem ser feliz
Juro que um dia eu vi um homem ser feliz
Eu vi o grande amor escancarado em cada cara, eu vi
O amor evaporando pelos céus da Guanabara
Amores de imortal verão
Meninas, como eu vi
Vivendo a poesia de verdade
Eu vi uma cidade enfeitiçada, e tive medo
Eu vi um coração
Molhando o meu país
Amei mais do que pude, eu fiquei cego de paixão
E acho que enfim eu vi o homem ser feliz
Mas… Só vejo pela rua beijos heterosexuais. Homossexuais, muito mais entre meninas e só em alguns locais específicos, como o Circo Voador.
Sobre Caetano: toquei outro dia pra minha namorada a Oração ao Tempo, que ela não conhecia, e foi um momento especialíssimo. De foder. Obrigado, Caetano!
Sobre Exequiela: seu jeito de escrever é muito lindo. Com todo respeito, um tesão. Como é tesão em espanhol?
Abraços!
Fevereiro 16th, 2009 at 5:28 am
Bueno, bueno. Creo que se aplicó la censura con algo que envié el viernes. Me conecté hoy lunes y no los veo. A decir verdad no lo comparto aunque esto es lo que deben pensar todos cuando le censuran algo. Eran algunos “cuentitos” de Eduardo Galeano acordes a los temas tratados por Caetano en este post. Uno refería al Mundial de 1950 y lo comenté en el post anterior, el de DB & CS por “miedo” y si se quiere también por diversión.
¿Porqué uno debe seguir rigurosamente los tiempos de Caetano?. Acepto que es su página y debo cumplir las reglas pero ¿no puedo ir para atrás y comentar en otros lugares, en fechas más viejas?. ¿Y si yo no quería que Caetano cambiara tan rápido de post y sigo escribiendo mis comentarios allí por los siglos de los siglos?. ¿Está prohibido?.Ya dije cantidad de veces que soy lenta y no miento. Recién este año comencé a usar celular por razones de fuerza mayor y mi primer mensaje de texto lo mandé hace más o menos un mes. En mi casa no hubo teléfono común hasta que cumplí 18 años, no tuve televisor como hasta los 12 años y el primero en colores lo compraron mis padres en el año 1992, recién en el año 2004 “descubrí” internet, jamás use el messenger o cosa parecida y hace como un mes que estoy por crearme una cuenta en Orkut para contactarme con Joaldo, Exequiela y Vero, estando todavía en veremos.
En fin, no me enojé por supuesto, pero me hizo gracia ya que si no fuera por esas 3 personas que nombré y por Caetano obviamente, diría que en esta OeP soy invisible. Sinceramente si yo me encontrara con esos mamotretos que mando tampoco me leería. Me agoto solo de pensarlo. Pero pienso que cada uno encuentra aquí su lugar, algunos haciendo amigos, otros entrando en polémicas interesantes, otros también escribiendo mamotretos y de todo como en botica.
Los “cuentitos” seleccionados SI que estaban de acuerdo con el tema tratado por Caetano y se pueden encontrar en la red como todos los videos de youtube que manda la gente por lo que voy a insistir nuevamente. Sería imposible para mi escribir ni remotamente nada parecido y de una manera tan linda como lo que escribió Galeano en PECES. Lo voy a copiar nuevamente porque no creo sinceramente que tanga nada de “malo” y es mi manera de decir presente con respecto a este tema.
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PECES
¿Señor o señora?. ¿O los dos a la vez?. ¿O a veces él es ella, y a veces ella es él?. En las profundidades de la mar, nunca se sabe.
Los meros, y otros peces, son virtuosos en el arte de cambiar de sexo sin cirugía. Las hembras se vuelven machos y los machos se convierten en hembras con asombrosa facilidad, y nadie es objeto de burla ni acusado de traición a la naturaleza o a la ley de Dios.
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Bueno, los otros “cuentitos” me los reservo por las dudas para no ser amonestada nuevamente. Sinceramente el del Mundial del 50 me encanta y no se si a estas alturas es algo que siga teniendo tanta importancia en Brasil. Caetano ya había nacido pero era un niño cuando se jugó y la mayoría de los que lo vivieron vaya uno a saber donde están hoy en día pero que para muchos fue un día horrible, trágico, no hay dudas. Para las nuevas generaciones debe ser solo una anécdota de “viejos”, de la prehistoria.
Con respecto a los besos, bueno, me encantó como Caetano describió su beso censurado, beso de pareja de tiempo, de reafirmación de cariño. Recordaba la anécdota de Verdad Tropical pero creo que no había dado mayores detalles y me identifiqué totalmente con ese tipo de beso. Ando mucho en ómnibus y me ha pasado más de una vez que en el asiento de adelante haya alguna pareja (siempre jóvenes) que están en su mundo, perdidos en un beso interminable al que le sigue otro y luego otro y a decir verdad me empiezo a poner nerviosa y no se por que. No me molesta pero no me deja indiferente y miro de reojo de a ratos pero con cierta inquietud que muchas veces estoy segura que comparte mi compañero/a de asiento. Me vine calor, siento que mis mejillas se ponen coloradas y me digo ¿no se ahogarán?. Si voy con mi esposo, nos reímos, seguimos en lo nuestro, y pienso que el piensa que yo estoy pensando ¿te acordás?, y al mismo tiempo yo pienso que el está pensando ¿te acordás?.
En fin, nunca vi que reprimieran a nadie por esto. Ahora, parejas del mismo sexo no es muy común y tengo que hacer memoria. Recuerdo una pareja de chicas en la facultad que andaban de la mano pero nada más. Nunca tuve experiencias con chicas pero a decir verdad no me horrorizan como a veces escucho a algunos. Nunca se me dio pero no soy de decir ni loca, que asco.No. Es más, a veces entre nosotras (somos 4 amigas del alma) hacemos chistes sobre esto y decimos que deberíamos probar entre nosotras pero todo queda en el chiste.
Se ha hablado de personas del mismo sexo besándose pero también me parece que hay un tabú con respecto a los “mayores”. Que los jóvenes se besen, aunque sean de disitinto sexo, bueno, vaya y pase. Pero, ¿cuántos quisieran censurar, se horrorizarían y pondrían el grito en el cielo si se cruzan con un par de “mayores” (y no se a partir de que edad se es “mayor” para estas demostraciones en público) en un shopping lleno de gente?. Creo que esto para muchos, y específicamente para muchos “jóvenes” sería un “atentado violento al pudor”, algo desagrdable, esos viejos, por favor, que ridículos. No leí los comentarios y no se si alguien comento sobre esto.
Me incluyo quizás en los que se sorprenderían de por ejemplo ver a “mayores” en un ómnibus dándose un beso interminable de lengua. Me soprendería pero me encantaría al mismo tiempo y también me incomodaría un poco, supongo. Y ni que hablar si además de viejos son del mismo sexo. Bueno, esto ya sería “intolerable” para muchos, rozaría la depravación.
Bueno el asunto de los besos da para mucho por cierto. Yo puedo hablar de este tema con propiedad porque tengo gran experiencia. He besado en toda mi vida a ¡2 personas!. Ya dije que era lenta. Estoy esperando por el tercero pero no me decido. Tiene que ser alguien super recontra plus ya que esperé tanto tiempo pero sinceramente no aparece nadie super recontra plus para que me decida. Sigo esperando. Pero a no engañarse, no, no. En mi cabecita he dado cada besos que sólo de pensarlo me pongo nerviosa. Dejémoslo por acá.
VERO:
Vero, ay. Vero. ¿Torrado?. Con razón te gusta la música brasilera. Me acuerdo de él y prometo visitarte por Orkut para ver si te reconozco. Con respecto a “nuestro” tema sobre Caetano. No decidamos todavía. ¿Que parte es más importante?. Por lo pronto yo me conformo con una mano para que siga viendo las cosas como las ve, un ojo para que siga escuchando las cosas que escucha, un oido para que siga escribiendo las cosas interesantes que escribe, un pie para que siga cantando como lo hace…… pero con lo no “divisible” ¿que hacemos?, ¿quien se lo queda?. No, no me convence. Intenté ser generosa pero el asunto es que en lugar de Caetano me siento que si hago esto tendría a un “monstruo” y no a tu “Caemio”. No decidamos por ahora, ¿ta?. Igual acepto que Catano te diga esas palabras para tí.
Que tema Pelota al medio y el “Choncho” Lazzaroff. No se me ocurrió pensar en esa canción. Enseguida pensé en Galeano con el tema del futbol y no se porque. Y soy de Defensor. Un beso.
EXEQUIELA:
Que discreta que es Ud. mi amiga. Así me gusta. Usted entiende enseguida como se debe tratar a una mujer “herida”. ¿No son mejores las minúsculas en estos casos?. Pienso que concuerda conmigo. Y yo concuerdo con Usted en que las fotos están muy buenas pero sus primeros trabajos fueron realmente impactantes y abrieron un camino para las generaciones futuras de fotografos/as. Creo que Caetano se quedó corto cuando habló de c.s. Tampoco soy una necia y debo reconocer que es una gran artista y no me refiero a artista mujer, digo ARTISTA en general. Realmente es alguien que ha tenido una influencia inmensa en otros artistas, dicho por especialistas y hoy en día es considerada una “star” dentro del mundo del arte. Aunque estas “listas” siempre vienen elaboradas por “entendidos” del norte por cierto. Este tema da para mucho también y no es precisamente mi tema. Pero bueno, cuando le pregunté a mi esposo si conocía a cs. y me dijo que ¡cómo no la iba a conocer! tuve que aceptar que “existía” y acá estoy “herida” de muerte pero todavía con vida. Estuve pensando y en realidad Caetano debió haber escrito CINDY SHERMAN & david b. Esto hubiera sido lo más acertado y hubiera hecho justicia a las “importancias” e influencias actuales en el mundo de cada uno. Como ve mi querida amiga, hoy me atacó por el lado de la defensa de género. ¡Arriba las mujeres!. Y gracias por su consideración. Me pregunto porque hoy la he tratado de Usted. No sé, me salió así. Disculpe la formalidad. Y creo que nos parecemos, soy bastante “araña” y no me gusta que me toqueteen y besuqueen a cada rato. No, necesito mucho aire para respirar. Pero oh sorpresa, en mis sueños soy “otra”, a veces parezco un “chiclet”, depende del afortunado en cuestión. ¿Cual seré realmente?. No lo se.
Fevereiro 16th, 2009 at 5:37 am
Hermano e equipe, vale esse. Desculpa… Abração.
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Caetano,
seria o livro: “A Jovialidade Trágica de Assis Valente” de Francisco Duarte Silva e Dulcinéia Nunes Gomes ?
Encontrei este artigo publicado em 13 de abril de 1989:
Funarte vai à luta e lembra Assis Valente
http://www.millarch.org/artigo/funarte-vai-luta-lembra-assis-valente
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Um amigo meu (espírita) uma vez me disse:
“Minha sexualidade só interessa a quem quero levar pra cama.”
Achei isso o máximo, depois duvidei e voltei a gostar. No fundo, no fundo é isso. Ninguém precisa sair por aí dizendo que é hétero. Acho que a liberdade sexual samba para esse lado. A não necessidade de ser uma coisa ou outra, o não precisar proclamar para os quatro cantos aquilo que se é sexualmente quando se deseja amar, trabalhar, etc.
Prefiro o que os espíritas falam sobre esse assunto do que a negação imposta pela igreja católica e muitas evangélicas.
Deixo aqui um trecho da entrevista do Ney Matogrosso para a revista Piauí (maio de 2008):
“EU tinha horror a homossexuais, era um fantasma que me assombrava. O dormitório do quartel ficava fora do prédio principal. Numa noite quente, sem conseguir dormir por causa do calor, saí para uma varanda. Ali, vi dois remadores do quartel, homens másculos abraçados. Um estava sentado na mureta e o outro, em pé, encaixados num abraço que ia muito além de sexo. Tinha um amor ali. Era como se eles estivessem dentro de uma bolha, desligados do mundo. Vislumbrei o que eu temia. Pensava que um homem tinha que virar mulherzinha para namorar outro homem, e esse era o meu pavor. Quando vi dois homens fortes completamente entregues um ao outro, tive um choque. Me comovi com a verdade daquele amor, mas fiquei profundamente incomodado. Talvez ali eu tenha admitido a possibilidade de um outro caminho. Quando me lembrava dessa cena, pensava: nunca vou fazer só por fazer; vou fazer com quem eu encontre a possibilidade daquele amor.”
bjs.
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*Beijão para a Mirian, pro Teteco e para o Glauber.
Fevereiro 16th, 2009 at 6:16 am
Labi: nos meios guêis que conheço em Porto Alegre, “dar a Elza” significa “tomar emprestado sem avisar”. Ou roubar, digamos. Mas não é um roubar; acho que é mais uma coisa de cleptomania, sei lá. Algo mais elegante e não acintoso (?). Em Salvador, acho que ouvi isso de amigos guêis também. Mas nunca imaginei essa crase (dar à Elza), porque pra mim ninguém dava nada a Elza alguma. Se assim fosse, a coisa toda ganharia ares de Robin Hood, restando mais do que nunca descobrirmos quem é/foi Elza. Quando eu ouvia isso, era mais para se referir a alguém que estivesse agindo “tal como” Elza, tipo: “dar uma de Elza”. Enfim, a curiosidade persiste.
***
Mas esse assunto do shopping aí, bah… Vi a frase de um amigo no MSN, convocando para um “beijaço no igaytemi”, e já imaginei o que havia acontecido. Não é muito difícil… e o movimento é bem organizado em Salvador.
Não há dúvidas de que algumas demonstrações heteroafetivas também sejam reprimidas em locais públicos, quanto mais, as “ousadas”, e quanto mais, em locais ortodoxos, ou seja: onde o medo de amar se faz lei. Aliás, lembro agora de uma placa que vi num restaurante em Itabira, terra de Drummond, daquelas que proibia “entrar sem camisa”, “manifestações de afeto” e etc., mas com a maravilhosa justificativa: “(…)este é um ambiente de família”. Claro. Família e afeto, nada a ver. Serão os 80% de ferro nas almas, como escreveu o poeta? Bem, não é privilégio de itabirenses (aliás me fez muito bem a passagem por lá, cidade de gente acolhedora, em que pese aquele cartaz, rs).
E justamente por tudo isso, me parece óbvio: o segurança do shopping soteropolitano agiu daquela forma somente por se tratar de um beijo homoafetivo, sim. Espere aí — homoafetivo? Sim, isto existe! Que descoberta esta, a de uma sociedade homofóbica: as homossexualidades também querem sentir e trocar afetos! E, em meio aos rostos surpresos, que vêem muito mais “ousadia” (?) nos afetos homo do que nos héteros, acabamos por lembrar os padres - afinal, o pecado era todo “da carne”, meio desalmado (exceções a alguns padres libertináceos e não homofóbicos, como Boff).
Convivo em uma cidade (Porto Alegre) que, julgo eu, têm mais abertura à instituição do machismo e da heteronormatividade do que Salvador. Flagrar-se-iam mais facilmente homens e mulheres agindo como se estivessem sendo invadidos… por um afeto. E o que é mais triste: elas (as pessoas mais ou menos homofóbicas) estão, de fato, sendo invadidas por um afeto. Pessoas homofóbicas em geral têm mais dificuldade em perceber a afetividade implícita de uma libido correspondida. É como se fossem dois opostos: corpo e coração (ao invés do corpo/cérebro cartesiano). Há um quê de entender sexo como uma função: isso foi feito pra isso, não foi feito para aquilo. Sentir? (Não vou procurar na bíblia, mas será que deus também não ‘viu que era bom’, para além da função de conceber?)
Então:
- É homofobia reprimir o beijo homossexual num lugar público?
- Sempre! Porque a homofobia é a demonstração máxima do medo diante da possibilidade de afeto entre dois seres humanos. Motivo pelo qual as mulheres homofóbicas costumam ser menos interessantes, eu diria.
- Qual é a punição?
- Bem,
Que seja um crime sentir medo de um afeto, convenhamos, já é algo bem absurdo. Mas, absurdamente, isso pode ser um bom dispositivo, diante de respostas mais violentas que certas pessoas amedrontadas protagonizam contra guêis, lésbicas e travestis. Algumas até matam, e não é nenhum brinquedo, é morte violenta mesmo, é pôr fogo, é esfaquear setenta vezes; não para matar, mas para acabar com tudo que simbolizava aquela vida. Então, já que estamos falando de vários absurdos dentro de um absurdo maior, e já que virou lei mesmo, nada como tratarmos essa questão (sempre que se têm a $orte de recorrer) através da boa e velha linguagem monetária, em cujos absurdos se farão entender, os (literalmente) mal-entendidos.
Diga-se de passagem: a Olaria, shopping/cervejaria metida a besta da Cidade Baixa de Porto Alegre, recebia de bom grado a presença cada vez maior de clientes guêis - desde que fossem bons consumidores. Aos guêis pobres, os seguranças é que faziam as vezes da recepção. A um certo ponto, não sei se rolou “beijaço”, mas houveram retratações por parte das pessoas e dos movimentos LGBT. Não quero parecer um marxista ortodoxo, mas as questões de classe persistem ainda diante das questões de liberdades individuais. Movimentos de lutas sobre o direito ao próprio corpo, como o feminista e o antiproibicionista (aborto ou usos de drogas) que o digam. É como no financiamento do Banco Mundial para ações no combate ao HIV no Brasil: a mão que afaga é a mesma que apedreja. Então, devemos “punir” com ações educativas, para o resgate da cidadania? No papel, é bonito. Mas me engana que eu gosto: não se resgata o que nunca se teve. Ação educativa, pra mim, é incentivar as pessoas diretamente atingidas (em especial as pobres) a lutarem pela jurisprudência, e fazerem valer, diante dos cegos e dos caretas, todos os seus direitos.
PS: Joaldo, seu impertinaz: o que você nos diz a respeito, enquanto advogado? rs
Abraços!
Fevereiro 16th, 2009 at 6:29 am
Existem profissões e cargos homofóbicos ?
Jogadores de futebol estão sempre fora das listas de homossexuais famosos.
É instigante pensar que,em mais de 100 anos de futebol profissional jogado no Brasil,jamais tenha surgido um craque que gostasse de levar uma bola nas costas,fora das quatro linhas.
_____x_____
Por que o Brasil nunca teve um presidente assintomático ?
Fevereiro 16th, 2009 at 8:06 am
Há poucos caiçaras de raiz na Ilhabela, houve um cre$cimento econômico, que o caiçara ainda se indaga se é bom ou ruim, todo este progre$$o. Moro num lugar de contrastes, o civilizado e o selvagem se misturam, o sentimento do índio é muito forte. A cultura caiçara entra em atrito com a cultura baiana, principalmente no que tange à música alta e comportamentos escandalosos, mas as culturas se mesclam - o caiçara vira baiano e o baiano vira caiçara, e há também o mineiro, mais parecido com o caiçara, os caras são enrustidos. O povão da Ilhabela é composto por caiçaras, paulistas, baianos e mineiros, sendo o caiçara minoria. Talvez o caiçara não reprimisse o beijo gay, até para reprimir o caiçara é tímido, mas ele teria um sentimento de vexame.
Eu separo carinho de sexo. Muitos casais de namorados adoram se beijar na frente de todo mundo, beijo de língua, constantemente e freqüentemente, eu não falo nada, mas, para quem convive muito com o casal, é chato olhar amor explícito, é constrangedor, eu acho falta de educação, nós temos que respeitar o espaço do outro. Não sei como é a relação do homossexual com o pai, se o gay pode namorar em casa, no caso dos gays do shopping center houve conflito com a figura de autoridade, que provavelmente era um segurança bem ignorante. A maior homofobia pode acontecer dentro da família. Um filme bom que aborda homossexualidade é “Running with scissors – Correndo com as tesouras”, neste filme a pessoa mais saudável é o adolescente homossexual, o pai alcoólatra, machista e violento, a mãe viciada em remédios, completamente louca, o menino vai morar com o psiquiatra da mãe, o mais louco de todos, crescendo dentro de um ambiente maluco o menino é o mais equilibrado de todos.
Fevereiro 16th, 2009 at 9:50 am
Ola todos, curto muito caetano e essa obra. Queria dar e compartilhar umas opiniões.
Apesar de não usar muito a expressão, e pelo que já ouvi por aí, a Elza é a Soares. “Dar a elza” se refere ao fato dela ter “roubado” garrincha de sua mulher. ‘Dar’ ali é ‘agir como’, ‘baixar o santo’.
Quanto ao beijo: acho que beijo de língua não chega a ser um ato sexual, mas é, sem dúvida, uma atitude sexual. Em público é meio cafona, quase arrogante, porque não parece um beijo de amor, mas de pirraça, de rebeldia, de jovem.
Um dos dois, com certeza, ficou de olho aberto para checar quem estava observando. Estes rapazes devem andar de mãos dadas também, outro hábito esquisito, abundante em ipanema, e meio ridículo até. Mas é um tipo democrático de posicionamento social.
Voltando ao beijo gay público, se ninguém chamar a atenção, não tem graça. Vai ver, é de amor mesmo.
abraços
Fevereiro 16th, 2009 at 10:20 am
“A melodia corresponde ao pensar, a harmonia ao sentir e o ritmo ao querer.”
Nando,
Explique(-me) essa frase aí? Assim;… Ficou parecendo chute ou informação pela metade.
De qualquer maneira, seu comentário, muitas vezes, se esquece de que é relevante pensar na criança como alguém que pode ou não interessar-se por algo(s).
Quando criança, eu adorava bonecos (Comandos em Ação) e odiava carros e tudo o que se relacionasse àquele universo. Quando chegou lá em casa o cd do “Mamonas” e o do “Gera Samba” eu entendi pouca coisa, mas gostei. Mas preferia muito mais “Spice Girls” (que também entedia pouquíssima coisa). E adorava ouvir minha mãe tocando Debussy no piano.
Pelo que me lembro da minha infância e da de todos os meus amigos, certas coisas não faziam muita diferença. Música, por exemplo. Não me lembro de falar com ninguém sobre música na infância, mas eu ouvia e tocava. Ouvi Gera Samba, Soweto, Negritude Júnior, SPC, Exalta Samba, Spice Girls, Skank. Mas meu pai ouvia Clara Nunes e Tião Carreiro e Pardinho. Minha mãe cantava seresta e tocava Chopin. Meu irmão era Hendrix e Vaughan. Minha irmã, Marisa Monte e Daniela Mercury. Depois, (até hoje) é que eu fui escolher o que era bom ou ruim, feio ou bonito, esquisito, legal……………….
Agora, me lembro de achar o máximo um cigarro na boca (meu pai é fã do Humphrey Bogart).
Acho que a discussão fica meio rala quando a música surge como forma de subversão infantil. Já pensou nas crianças que crescem dentro do candomblé, qual sua relação com o “ritmo”?
No post anterior você me disse que era falta de estudo ou pouco relevante relacionar Jesus/ igreja/ patriarcas/ família… Mas já parou pra pensar que a maior parte dos casos de ‘gravidez precoce’ acontecem por falta de informação e repressão religiosa e moral?
Você vê alguma relação?
Os signos na cabeça de uma criança são outros, muito mais fantasiosos. Na infância eu chamava caqui de “bocetinha” e meus irmãos mais velhos riam a beça. Eu, realmente, achava que aquela fruta se chamava assim. E pra mim soava bonito aquele nome. E na minha adolescência isso não fez com que minha cabeça virasse ao contrário.
Falai Nando.
Fevereiro 16th, 2009 at 10:31 am
O papo é esse:
Barack Obama, todo mundo sabe, é filho de africano, conviveu com muçulmanos, cresceu na Indonésia e aparece como o mais viajado dos presidentes americanos. Timothy Geithner, seu secretário do Tesouro (ministro da Fazenda), passou parte de sua vida na África e na Ásia, fala mandarim e japonês e trabalhou na diretoria do Fundo Monetário Internacional, pregando aos países em crise, inclusive ao Brasil, as virtudes do livre comércio.
Apesar do cosmopolitismo da dupla, coube a Geithner dar voz à primeira advertência protecionista formulada pelo presidente Obama: não podemos aceitar que a China desvalorize o yuan para dopar suas exportações. O aviso soou como um aval às teses de congressistas que propugnam um aumento de tarifas sobre as importações chinesas nos EUA.
Por enquanto, Pequim se ateve ao protesto verbal. O primeiro-ministro, Wen Jiabao, responsabilizou Washington pela crise, apontando “o fiasco da supervisão financeira” exercida pelas autoridades americanas, incluindo Tim Geithner, presidente do Federal Reserve, na unidade de Nova York, nos últimos anos.
Pouco depois, o pacote de estímulo à economia da Câmara dos Representantes incorporou cláusulas “buy american” [compre produtos norte-americanos], vetando o uso de aço e ferro estrangeiros nas obras de infraestrutura nos EUA.
A iniciativa foi atribuída ao lobby da AFL-CIO, maior organização sindical americana e aliada histórica do Partido Democrata. No Senado, o princípio “buy american” foi praticamente suprimido, graças a vários senadores, entre os quais se destacou John McCain.
Para muitos analistas, o presidente Obama hesitou, e uma colunista do “Washington Post” o chamou de “imaturo”, fórmula usada para classificar incompetentes que têm menos de 45 anos.
Observadores pessimistas viram nesses incidentes a confirmação de uma velha tendência americana: a saída dos republicanos, abertos ao livre comércio, traz de volta o protecionismo à Casa Branca, pela mão dos democratas, mais sensíveis à pressão dos sindicatos.
Reservado até agora aos presidentes latino-americanos, o epíteto “populista” foi colado pelos republicanos nas costas de Obama durante a campanha eleitoral e continua pautando comentários sobre sua política assistencialista e seu viés alegadamente protecionista. No outro lado do Atlântico, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao anunciar o pacote de 5,5 bilhões em favor da indústria automobilística francesa, exigiu “contrapartidas” para manter os empregos no país. Num ataque à Peugeot, criticou as montadoras francesas que abrem fábricas na República Tcheca para exportar carros para a França. Dias antes, a ministra da Fazenda do país, Christine Lagarde, havia declarado: “O protecionismo pode ser um mal necessário”. Depois a ministra se retratou, mas a frase ressoou longe.
Procurando acalmar os outros países europeus, o primeiro-ministro, François Fillon, garantiu à Comissão Europeia (órgão diretor da União Europeia) que Paris não faria pressão para as fábricas francesas se reinstalarem na França.
Mas a República Tcheca protestou, e espoucaram manifestações em Valladolid, na Espanha, onde há boatos de que a produção da fábrica local da Renault será transferida para a França. Aproveitando a derrapada da França, Alistair Dairling, ministro da Economia britânico, declarou que “é preciso ser muito duro contra o protecionismo”, propondo-se a defender essa política na reunião dos ministros de finanças do G7, neste fim de semana em Roma.
Apesar dessas proclamações, o Reino Unido também joga suas cartas protecionistas no setor bancário, onde, segundo a “Economist”, as manobras para proteger o mercado nacional são mais fortes do que no setor industrial.
Nacionalizados pelo governo do primeiro-ministro Gordon Brown, os bancos RBS e Lloyds TSB obedecem a diretivas para aumentar seus empréstimos na Inglaterra, retirando-se, se for preciso, dos mercados estrangeiros. Um aspecto mais maligno do protecionismo surgiu na refinaria de petróleo de Lindsey, no leste do país. Furiosos contra uma empreiteira italiana que -dentro de toda legalidade e de acordo com a legislação europeia- trouxe seus operários especializados italianos e portugueses para ampliar a refinaria, os operários ingleses entraram em greve.
No meio da nevasca, dezenas deles desfilaram na frente da refinaria carregando cartazes onde estava escrito: “Emprego britânico para trabalhadores britânicos”.
Caos bancário, estagnação econômica, tensões sociais, protecionismo, xenofobia. Em escala desigual, estas etapas reproduzem os primeiros desdobramentos da crise de 1929. Mas há ainda uma chance de consertar os estragos: todo mundo sabe que esse encadeamento fatal explodiu numa grande conflagração mundial.
(LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO)
bem…nosso mosqueteiro agora com suas observações do século retrasado ( TFP, camisas, integralismo), como é que fica?
Nossa música vive de lembrança…mas o Raidiorrédi vem aí…um mimo.
Fevereiro 16th, 2009 at 11:10 am
Paulo Osório,
Gostei de você ter escrito que o melhor disco de Caetano é “Livro”. Eu adoro este disco, do início ao fim. Acho a canção “livros” uma obra-prima, por vários motivos. Gosto muito de ” São livros e o luar contra a cultura “. Engraçado, existe uma melancolia que paira sobre grande parte dos discos de Caetano, uma espécie de solidão, às vezes até incomunicabilidade, mas sempre uma busca, ora desesperada,ora cheia de ternura, pelo outro. A solidão do poeta da canção “Peter Gast” é a mesma que se vê “só eu velho/eu sou feio/e ninguém” da belíssima “Odeio” que ecoa em versos como “Eu sou só, eu só, eu só, Eu” de “O Ciúme” e continua reverberando em versos como ” Enquanto espero/Só comigo e mal comigo/No umbigo do deserto” ( José ), ” Estou sozinho, estou triste, etc…( etc.), ” Nu com minha música, afora isso somente amor/Vislumbro certas coisas de onde estou” (Nu com minha música ), ” O grande escândalo sou eu, aqui, só” ( escândalo ), e tantas outras…
Joaldo,
Aguardo, ansioso, o e-mail.
Carnaval, doce ilusão…
Fevereiro 16th, 2009 at 1:33 pm
Fico pensando por que alguém perde tempo num shopping prestando atenção em quem está se beijando se tem tanta coisa da seara da segurança pra se preocupar. Ontem mesmo fomos assaltados na sinaleira em frente ao Iguatemi. Coisa que está acontecendo ali com frequência. Se os seguranças do shopping deixassem os meninos se beijando e dessem um pulinho na porta, veriam que tem assaltante fazendo ponto ali pertinho. Poderiam não agir diretamente, mas fariam um grande serviço avisando à polícia.
Mas no caso do beijo, acho que o shopping é responsável. Tem que orientar seus funcionários. Pra não discriminar, não maltratar e tratar com respeito a todos. Faça amor, não faça a guerra não devia sair de moda…
Fevereiro 16th, 2009 at 2:43 pm
Rafael,
também prefiro a explicação espírita ao julgamento católico e protestante. O que achei gozado no livro do casal foi a omissão total se seguir de uma justificativa que desfaz a omissão.
Deu vontade de ler a entrevista de Ney toda (vou fazê-lo). Mas lembrei de uma de Antonio Cicero em que ele dizia que sexo sem amor é, para ele, algo mais pensável do que amor sem sexo.
Fevereiro 16th, 2009 at 2:58 pm
a vida é fora do armário.
e joão gilberto já disse (http://www.youtube.com/watch?v=8qMV3c56vnw): caetano é o futuro.
adorei hermes e renato gozando a turma indie. nesse final de semana pude acessar vários links disponíveis na oep.
e vi no youtube exequiela goldini cantando: coisa mais linda sua voz.
tb já me chamaram a atenção sobre esse negócio de beijo em público. nunca vi problema. se quando adolescente podia fazê-lo por que hj não posso. me disseram que não pegava bem um homem da minha idade beijando na boca no meio da rua.
a mim me parece mais uma dessas regras anacrônicas-silentes, como aquele que inibe as mulheres com mais de 40 de terem cabelos grandes e grisalhos.
poisé, apesar de minha formação jurídica (ou talvez por conta dela) não entendo nada de regras.
Fevereiro 16th, 2009 at 3:15 pm
Ola a todos os blogueiros,
Queria dizer aqui que Salém enfim caiu em contradição ao postar sobre os jovens.Salém cê disse assim óh:
“O preço desse novo momento é alto mesmo. A gravidez na adolescência é uma das contas a pagar. Mas as pesquisas no Brasil mostram um fenômeno curioso: em números totais houve uma queda de adolescentes grávidas no último trênio, mas na classe média aumentou.
Misteriosamente, os adolescentes com maior acesso à informação, à prevenção e ao uso da camisinha é que estão surpreendendo nas estatísticas.”
Tudo isso que Salém disse acima já tinha reafirmado nos posts anteriores, e fui cruxificado por Salém, que agora de certa forma reavalia uma das citações que falava nos posts anteriores a este, e de certa forma concorda.
Não sabia que tu tinhas blog Salém com certeza irei visitá-lo e me tornarei um freuqentador continuo, pois os posts de Salém e creio que seu blog devem ser algo ilustre.
Discordo novamente de Cristina que insiste em falar um timidez, e tudo mais, minha família descende de Italianos, e sempre foi e será uma geração de mente aberta e conservadora, embora hoje com a mistura de etnias que paira na família ela tende a reciclar-se sob o olhar do mundo contemporâneo.
Labi, não acho o livro indicado por ti, mais quero ter idéias do que habita nele, de seu conteúdo…continuarei minha busca por ele.
De livros espíritas e não espíritas, há muitos que abordam o tema homossexualidade, como doença, como uma coisa abominável, e obscura, não gosto disso.
Os maiores g~enios mundanos, e figuras que fazem parte da história, foram homossexuais, estranho a história querer maquiar a realidade, seria por conta da Igreja católica??
Volto a discordar de Lacerda que o álbum Livro é o melhor, pois não é.É um álbum fascinante com toda certeza, mais não é o melhor, longe disso. Gosto muito dele, mais gosto de Noites do Norte também. prenda Minha é show, Omagiio um italiano é fenômenal.
Mais como disse o melhor disco ou cd de Caetano é sempre o próximo. A obra de sempre a obra poética, a obra do gênio Caetano.
Concordo com Júlio Vellame, e já disse isso há posts atrás, a Sociedade ainda encara tudo com muito pré-conceito, com muito nojo, e muita desnaturalidade, tudo como algo artificial e reprimem isso de forma horrorosa.
Caro Marcos Lacerda, Outras Palavras, onde tu citou nu com a minbha música, gema, vera gata, eu quero um baby seu, são faixas tremendamente irresistiveis e tem uma certa nostalgia no ar, mais são faixas bonitas…Tempo de estio é algo que me fascina: “Rio tempo de estio, eu quero suas meninas, o Rio está cheio de Solanges e Leilas, Dunas e rios, Sõnias e Malenas…”Obra prima.
Bom recado a Sociedade brasileira, o maior castigo que eu te dou, é não te bater pois sei que gosta de apanhar.
Um saudoso abraço a todos, de língua, pois gosto de sentir minha língua,roçar a língua de Luis…
Luiz Carias.
Fevereiro 16th, 2009 at 3:20 pm
Oi, Caetano e pessoal.
Eu acho essa mania de reprimir pleonasmos deselegante e deveria ser combatida por Bagno e Possenti. A nossa linguagem não é só pleonástica como composta em boa parte de palavras que são como metáforas mortas ou moedas gastas que os poetas e músicos como Caetas revitalizam e fazem brilhar.
Fevereiro 16th, 2009 at 3:48 pm
Não acho que gravidez surpresa (na adolescência ou não) aconteça por falta de informação. Hoje, a grande maioria dos jovem ou adultos sabe que deve usar camisinha e/ou tomar algum contraceptivo. Acho mesmo que as causas são outras.
Nos adolescentes vejo que um dos motivos é a necessidade de correr riscos, própria dessa fase, sem que ainda se tenha descoberto que as suas atitudes geralmente têm consequências. Pergunte a qualquer adolescente (pobre ou rico) o que fazer para evitar filhos e DST e todos saberão responder. Na famosa “hora do vamo ver”, em geral as meninas não querem desagradar e os meninos se acham invencíveis. Ambos correm riscos maiores do que podem arcar.
Não vamos esquecer que a maternidade ainda é um meio de afirmação da mulher (jovem ou adulta). na maioria dos ambientes (pobres, médios e ricos) mulher só é mulher de verdade depois de ser mãe. Conheço mulheres que a cada troca de namorado (sim, entre as mais pobres)um novo filho vem. É uma forma de “segurar e agradar o macho”. Na verdade nem agradam nem muito menos seguram!
Bjs
Fevereiro 16th, 2009 at 4:59 pm
Não Caetano,não Rafael.Prefiro o verdadeiro julgamento católico ou evangélico a falsa e “simpática” explicação sobre quaisquer neblinas ou ilusões.Não se tem que “aceitar” o homosexualismo muito menos buscar explicações embasadas no fantástico das recriações da mente humana.A neblina esta ali no alto de um cume,no pouco,no muito ou no eterno que seu caminho experimente de frescor ou de cegueira.Mesmo que o Kardecistas amenizem os receios e pareçam mais evoluídos como se gabam,não se livram jamais da “culpa”,no projeto de reencanar n vezes quantas forem possíveis para livrarmos de “erros”,neblinas e ilusões.
Fevereiro 16th, 2009 at 5:18 pm
César Lacerda,
Quem me dera ter esse chutômetro.
Para espiar:
http://www.ouvirativo.com.br/rede/geral/inicial.htm
Para ler:
“Os Três Primeiros Anos da Criança” - Karl König
“Terapia Artística” - Margarethe Hauschka
“A Educação Musical na Escola Waldorf” - Carl Albert Friedenreich
“O Equilíbrio do Temperamento Através da Música” - Gregório José Pereira de Queiroz
Indico para você, em vez de “explicar”, pelo mesmo respeito que dirigi ao Salem. Você tem um olhar inquieto e intenso, vai saber navegar nessas águas aí.
_________________________________________
Salem,
Não sou tão otimista quanto ao “ficar”. Vejo muita superficialidade, pouca densidade e muitas conquista avulsas (inclusive com sensacionais concursos de “quantos(as) eu beijei ontem”). Isto está indo contra a plenitude da riqueza que é um relacionamento. É como ver um pedaço de vários filmes ou ouvir um trecho de várias músicas. Liberdade? Sim, liberdade. O problema é que a falta de orientação e de maturidade está transformando essa liberdade num fardo. Pode não ser perceptível agora, mas dê um tempinho aí que cê vai ver (ou melhor, segundo a Veja que está nas bancas, nem precisa esperar tanto assim; se bem que Veja depõe contra qualquer argumento…).
Salem, leia com calma, pense um pouco. Você é esperto, malandro, sabe das coisas. Nem tanto ao preto, nem tanto ao branco: há várias nuances de cinza pedindo para serem observadas. Você olha para o objetivo, eu olho para o subjetivo. Você vê o visível, eu estou lutando para olhar para o invisível. Entendo seu otimismo, sua saudação às conquistas, seu senso de perspectiva histórica. Mas tá faltando você perceber algumas coisas que tenho escrito e pelas quais você tem passado batido. Aproxime a lupa.
Abração,
PS: Certa vez, no pátio da escola, fui reprimido ao beijar aquela por quem eu perdia todos os sonos - e após sucessivas e fracassadas investidas. Maldito Osvaldo. Dois tapinhas nas costas e um lacônico: “Aqui dentro do colégio, NÃO”. Afff… “Que bom que eu não tinha um revólver”, como cantava o Frejat.
Fevereiro 16th, 2009 at 5:20 pm
Caetano,
Nas aulas de literatura portuguesa, sob regência de Francisco Lima, tudo era um milagre! Mas quando o professor especulava acerca da sexualidade do Fernando Pessoa, parte do encanto se acabava. Gostava mais da beleza da poesia:
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio! (Álvaro de Campos)
Joaldo,
Tive de levar minha mulher para fazer a prova de seleção para psicóloga da SESAB, neste domingo, em Salvador. Cheguei tarde em Cachoeira, mas a tempo de ver o Jeje Nagô, principal remanescente dos Tincoãs, cantando sambas de roda: “Moinho da Bahia queimou, queimou, deixa quimar…” e de ver os amigos Damário Dacruz, no Pouso da Palavra, João de Moraes Filho e Fábio Abelha. Há dois meses, almocei com Mateus Aleluia que é de lá, também, e que quando não está no Brasil está em Angola. Perguntei-lhe sobre uma curiosidade antiga, o fato da literatura angolana que conheço - Pepetela, Luandino, Agualusa - não fazer nenhuma referência ao candomblé. Ele me disse que não havia necessidade de. Era o mesmo que a literatura brasileira ter que, obrigatoriamente, falar de samba e feijoada. Entendi melhor. Ele me disse ainda que é comum em Luanda, que os patriarcas, reunidaos com suas famílias na primeira refeição do dia, divida um Obi - sagrado fruto da África - e o distrubua entre seus pares. Enquanto mastigam o Obi amargo, conversam normalmente sobre outras coisas. Sabem que aqule é um ritual sagrado e natural da razão de existirem, por isso o fazem de modo quase automático. O pessoal do Reggae é diferente, mesmo em Cachoira estão mais atentos a Jah do que a Yemanjá. Na Ladeira da Ajuda,cumprimentei o Edson Gomes, que joga no time do meu tio, Sine Calmon, que ciumou de mim com uma namorada dele e Nengo Vieira.
precisaria de mais concentração para fazer o extraordinário relato mnemônico que você faz de suas viagens.
Lenartei,
Conversei com Waldir Jubiabá, membro do conselho GLBTT, e ele me dsse que deu, por telefone, as coordenadas para o beijaço no Iguatemi, já que estava em Cruz das Almas. Disse ainda que foi amante de um bicheiro riquíssimo em Salvador (não me disse o nome)com quem viveu, também no Igatemi, um episódio marcante. Ele teria chegado ao terceiro piso do shopping, entrado numa loja e perguntado à vendedora por uma peça de roupa. Ela respondera, com ironia e desdém: Custa caro!Sabendo do ocorrido, o bicheiro teria ido à loja acompanhado por Jubiabá, mandado chamar a gerente e pedido que ela aguardasse enquanto ele se dirigia à loja da frente. Saira de lá com mais de 30 pacotes de roupas e teria dito à gerente da outra loja, ainda a esperar: Foi o que a senhora deixou de vender! Jubiabá disse que no dia seguinte a vendedora não trabalhava mais lá. Espero que ele não esteja sonhando com Uma linda mulher.
Té breve,
Wesley
Fevereiro 16th, 2009 at 5:22 pm
Caetano, uma outra coisa que me incomoda e vai nesse sentido (da sexualidade revelada após a morte de quem a preservou) são os livros de correspondências, publicados após a morte de quem as guardou.
Não gosto desses livros, acho que invadem a privacidade dos mortos. Por maior e mais valiosos que sejam os tesouros literários, tenho um grande pudor quanto a mexer nisso.
E isso não tem a ver com sexo, até porque nem sempre se fala sobre sexualidade ou coisa do gênero, mas sim pela vontade de que aquilo permanecesse guardado.
Não acho honesto que se exponham as pessoas, após a morte - e olha que sou cético, não acredito em espírito, deus ou coisa alguma. Mas respeito a vontade, mesmo depois da morte.
ps - claro que muitos livros de correspondências não tratam de missivas secretas, de modo que faço a ressalva para não parecer um repúdio generalizado.
Fevereiro 16th, 2009 at 5:27 pm
Boa tarde a todos
Estou com pouco tempo para ler e escrever bonito.
Como vocês estão falando em demonstrações públicas de afeto ,eu acho muito bonito e as considero muito carinhosas contanto que se demonstre ternura e não apelo sexual abusivo.Isto é belo entre homens mulheres,velhos e crianças .Quanto a beijos calorosos tem hora e momento apropriado para não parecer exibicionismo,que não gosto.
Falando em armário ou fora dele,liberdade!
Autor de biografia diz que John Lennon era bissexual.
Alguém tem algo a comentar?
Rafael,que bom que está de volta para seu aconchego!
Beijos TERNOS para todos.
R S
Fevereiro 16th, 2009 at 5:58 pm
Caetano
Para o cozinheiro por vocação comer e tudo o que envolve é um ato transcendental. Alguns cozinheiros falam ou escrevem sobre esse tema maior de suas vidas para deleite da sociedade. Todos comemos, contudo para alguns comer é algo maior como disse antes.
Todos nós somos seres sexuados. Em determinado momento a humanidade criou o tabu sobre o sexo, possivelmente como um artifício no processo de dominação do homem pelo homem.
Para alguns o sexo se destaca na vida como algo maior, trancedental. Quando nos privamos de debater sobre isso (não tirando do armário) empobrecemos. (calma! Não estou defendendo tirar do armário a viadagem alheia, muito menos contra a vontade em vida, só estou mais uma vez confuso. Mas é fato insofismável que nos empobrece).
A sexualidade fica no armário como proteção contra a agressão por parte da sociedade. Duvido que de outro modo ficaria.
Vamos abrir nossas mentes de merda ou vamos trancar nossas intimidades no armário?
As duas coisas, vamos com calma, sempre evitando a indesejável vulgaridade.
Os verdadeiros sentimentos são mais importantes que tudo isso.
Somos mais do que isso, mais do que só o que somos.
Cristina
Vc disse: “é chato olhar amor explícito, é constrangedor, eu acho falta de educação, nós temos que respeitar o espaço do outro.”
Vc quer dizer seu espaço de visão?? e o espaço de quem se beija? onde termina a liberdade deles se beijarem e começa a sua de não querer ver?
Fevereiro 16th, 2009 at 6:16 pm
A única vez que me lembro de ser reprimida, num ato de amor, foi por um tio, marido da irmã da minha mãe, nascido em Santo Amaro da Purificação, terra de Caetano, vai ver até que é parente. Não dá para saber se a pessoa que reprime manifestação de amor em São Paulo é mesmo um paulista tímido. Eu estava com um namorado no apartamento do meu tio no Guarujá e ele chegou sem avisar, minha tia, meus primos, me pegaram no maior flagra com este namorado que era surfista, ia todos os finais de semana para a praia, meus tios contaram para o meu pai, nunca mais pude ir para o Guarujá sozinha, e a mãe do namorado era italiana, católica apostólica romana, depois ficou amiga deste meu tio baiano, também católico, enfim o nosso amor era impossível.
Fevereiro 16th, 2009 at 6:26 pm
Hermano,pode explicar o porque desta barra carregando indicando 80%,no início do blog?Meu filho viu agora e perguntou o que vai acontecer quando chegar a 100%?Será que seremos despatriados?
Com carinho
Réa Silvia
Fevereiro 16th, 2009 at 7:07 pm
amor sem sexo é um vazio no mundo
amor com uns, sexo com outros é que é confusão mesmo
o rio de janeiro continua lindo, e o sul chama firme e forte
“o rio de janeiro continua fazendo-me sangrar fora do tempo. que karma danado de atravessado!”
Fevereiro 16th, 2009 at 7:33 pm
CUBANOS - BATTISTI - STF - CONSTITUIÇÃo
Realmente não há simetria entre o caso dos cubanos e o de Battisti. E acho que a questão não passa por essa discussão, tendo ou não tendo simetria, não caberia ao executivo se pronunciar agora, é uma decisão que compete ao STF. O Direito Brasileiro, em atenção ao disposto em normas de Direito Internacional, veda a extradição de estrangeiros sabendo que estes podem sofrer sanções que são vedadas pela Constituição pátria, tais como, pena de morte, e prisão perpétua. Desse modo, penso que, se realmente o Brasil quer se firmar como um pais sério na comunidade internacional, não deve se submeter a pressões externas, e sim mostrar ao mundo que cumpre suas diretrizes constitucionais, não entregando um individuo de bandeja para sofrer uma pena que o “povo” brasileiro entender ser injusta para os seus.
Fevereiro 16th, 2009 at 8:17 pm
Esqueci, valeu Caetano, referir o livro dos espiritas, publicado pela funart.
Fevereiro 16th, 2009 at 10:28 pm
Nando,
Osvaldo do Salesiano?
Fevereiro 16th, 2009 at 10:42 pm
Adam çê disse isso sobre o beijo em público:
“…é meio cafona, quase arrogante, porque não parece um beijo de amor, mas de pirraça, de rebeldia, de jovem. Um dos dois, com certeza, ficou de olho aberto para checar quem estava observando.”
E, em seguida. sobre rapazes que andam de mãos dadas:
“…outro hábito esquisito, abundante em ipanema, e meio ridículo até.”
Achei gozado você se chamar Adam. Imagino se no seu Paraíso pssoal, ao lado de sua Eva, seria cafona beijá-la em público ou andar de mãos dadas com ela.
Putz, Nando.
Fiquei chocado com a sua analogia ao “ficar”:
“É como ver um pedaço de vários filmes ou ouvir um trecho de várias músicas.”
Cacilds! Você imagina que a experimentação afetiva e sexual já nasça como um longa-metragem? Ou uma obra sinfônica?
E depois sou que quem “olha para o objetivo” e você que tem o dom medi-ÚNICO de olhar “para o subjetivo.”
Não, Nando. Eu e você (espero) também fizemos nossas experimentações gozozas. A diferença é que, no dia seguinte, era difícil se confrontar com a garota na entrada da escola e fingir que aquela coisa “feia” não aconteceu.
“Ficar” não é uma invenção da pós-modernidade. É apenas a aceitação social de algo que já existia e que é necessário.
Quando você me pediu para usar uma “lupa”, me lembrei de uma piada típica da molecada. Você levantou pra eu cortar, né?
Não quero lupa nenhuma, quero os meus olhos, com seus possíveis embaços e ilusões de ótica. Não leio a VEJA, nem com lupa, nem de olhos tapados.
E começo a ter arrepios ao ver que esse blog se coloca acima da molecada. Tô fora desse papo, definitivamente.
Só a palavra “juventude” já está me dando alergia. Não dá pra só ficar lendo pesquisas e promovendo um festival de inferenças.
Gosto muito de você, pra aceitar essa conversa microscópica.
beijo na lupa
salem
Fevereiro 16th, 2009 at 11:01 pm
De gato pra ganso:
Luiz Tatit (meu eterno mestre) ao lado de Ivã Carlos Lopes está lançando um belíssimo livro:
ELOS DE MELODIA E LETRA
No livro eles analisam e desvendam as seguintes canções: Terra e Fora da Ordem, de Caetano Veloso, Olê, Olá e As Vitrines, de Chico Buarque, e A Felicidade e Eu Sei Que Vou Te Amar, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Tatit está longe de pensar a canção na forma crítica tradicional. Ele desvenda os mistérios de uma canção pela sua gênese oral.
“Por isso o Brasil é tão bom na canção, porque é um país oral.”
Tatit ao lado de Wisnik é leitura fundamental pra gente sair do plano do gosto relativista e entender algumas descobertas de valor absoluto na carne biológica das canções (as nossas “bonecas semióticas).
Depois de tanto futebol e sexo, eu “fico” com a música popular. Glauber!!! Cadê ocê? E o Divino Conteúdo? Não fujas! Para onde vais aliás?
beijo na fresta
salem
Fevereiro 16th, 2009 at 11:50 pm
gil,
gostei do seu comment. compartilho de suas preocupações [ou como queira chamar]. só acho que não se pode combater as injustiças com outras. usar a arma do “inimigo” é tiro no pé. nem 8, nem 800. depois voltarei aqui com mais tempo. abraço a todos, carnavalescos verborrágicos do espaço sidero-virtual! touché!
Fevereiro 17th, 2009 at 1:29 am
é farinha pouca, meu pirão primeiro! nacionalismo, fortalecimento do Estado , protecionismo…com o agravamento da crise os sinais são esses. Pouco crédito, quase nenhum, portanto não há negócios, cada vez menos, desemprego em massa. Caem as exportações, cada um se segura com o que tem em casa, no seu mercado interno. EUA, Rússia e China alargando seus espaços…e nós? Pra onde vamos? Vamos ver o show do Reidiorrédi, a Madonna já vimos, quem mais? Vamos bater palma…mas antes: beijaço que ninguém é de ferro.
A questão do sexo está no aborto e na aids, está na saúde pública? O que importa dedo, mão, língua, perú, bunda, tem mais? E a vida?
Não há reprodução nem desenvolvimento , nem ovo nem galinha, temos que estabelecer uma nova plataforma para a circulação da música brasileira, e vamos esperar o que? Estamos diante de um mar de estrelas solitárias brilhando no firmamento sem conexão entre si, amor sem sexo…alo alo alguém na linha? Caetano ainda não sabe do Itunes devidamente, isso é grave, temos de ser capazes de colocá-lo na frente do gol dessa questão. Se vamos admitir que estamos perdidos, melhor então olhar para o que estão fazendo pelo mundo…a cultura e a civilização, elas que se danem…ou não…( de novo)( mais uma vez) ( quantas vezes forem necessárias)
Fevereiro 17th, 2009 at 2:38 am
vianna, também não gosto desse papo kardecista. só concordei que tentar explicar é mais brando do que vetar. freud também tenta explicar. e não é assim tão menos sombrio. só um pouquinho.
gravata, nem sei se é controverso, acho engraçado. há algo atrás ou não há algo atrás? sinto o quase-pelonasmo. mas concordo com quem disse que possenti e bagno devem desprezar essa onda. preciso escrever urgente a luedy (via eloísa!): li o segundo livro do bagno. mas só com tempo. depois do carnaval?
Fevereiro 17th, 2009 at 2:50 am
gil, o texto de luís felipe de alencastro é bacanérrimo.
estou mais perto do vellame no papo sobre armário.
salem, nando, et al: sempre desconfio de quem deseja voltar ao século 19, alegando que havia melhor ambiente para se construir uma personalidade. as meninas que eram obrigadas a casar aos 14, 15, 16, com homens que elas não escolheram; as 17 famílias que viviam bem em londres, enquanto milhares de operários (inclusive crianças) não tinham nem fim-de-semana nem direito a greve, enterrados em minas, enfiados em fábricas imundas. a fase útil da vida, útil ao próprio indivíduo vivente, cresceu: começa mais cedo e termina mais tarde. não eram só as crianças que tinham que estar longe do sexo (sempre mais perto do que se supunha: creio que o desabrochar precoce de hoje se deve mais ao direito de demonstrar que sabe do que ao saber em si): dos velho tampouco se esperava que tivessem atividade sexual. tenho minhas dúvidas sobre waldorf, pre-adolescentes sem espinhas. billie holliday mesntruou aos 8. o que, para meu papo, é um contra-exemplo: ela estava exposta à vida na vizinhaça de bordéis - e foi uma adulta tremendamente infeliz. ainda assim, não me sinto atraído por essas encenações de vida século 19.
Fevereiro 17th, 2009 at 9:01 am
Viana Vana Caravana,
não entendo de espiritismo, mas o fato de ouvir opiniões diferentes sobre esse assunto me deixa mais tranquilo do que pensar numa negação absoluta. De qualquer maneira não me interesso pelo espiritismo e tenho fugido do cristianismo.
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Muitos jovens fazem sexo sem camisinha sabendo muito bem o que poderá ocorrer depois.
Tenho várias amigas que com o namorado fazem sem e com os amantes ou peguetes fazem com. Também tenho amigas que preferem não utilizar a camisinha, apenas por não utilizar mesmo… faz uma vez e nada acontecendo, faz outra com o mesmo parceiro ou outro; depois manda ver com outro…
Não tem a ver com pobre ou rico, mas sim com o senso de responsabilidade. E é exatamente isso que tem faltado nesta era virtual, responsabilidade.
Já viram o filme “Juno”?
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Caetano,
“sexo sem amor é, para ele, algo mais pensável do que amor sem sexo.”
Gostei disso que foi dito pelo Antonio Cicero!
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cristina,
caiçaras de raiz?
Ando me descobrindo caiçara. Pensei muito sobre isso no final do ano passado e início deste, na verdade é uma coisa sempre presente em minha cabeça. Não tenho pais e nem outros parentes pescadores, mas tenho um sentimento caiçara. Lá em Cabo Frio tem um bairro chamado Jardim Caiçara. Cabo Frio foi e ainda é uma cidade que vive da pesca. Cresci sentindo o cheiro da maresia. Sou tímido por fora, mas não deixo de ser forte por dentro. Costumo falar que sou um ator a paisana.
Mas não concordo com o que você disse sobre o “sentimento de vexame”. Penso que isso pode ser sentido em qualquer cultura.
É mais possível que um homossexual seja feliz num ambiente como esse do que na capital. Há casos e casos e o contrário também vale.
Tenho amigas mães que dizem que não gostariam que os filhos fossem gays para que eles não sofram com a sociedade.
A pior homofobia é aquela que acontece entre os próprios gays. Sempre tem um para criticar o comportamento de um travesti, de um outro mais afeminado, de um, de um, de um… Isso que é pior, quando as próprias vítimas são os algozis dos seus semelhantes.
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Nunca fui reprimido por beijar em público porque foram poucas as vezes que fiz isso. Foram poucas as vezes que sai de mãos dadas com minhas namoradas ou namorados. Na rua, gosto dos toques leves, sutis, quase sem querer e logo em seguida buscar o olhar dele ou dela.
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bjs.
Fevereiro 17th, 2009 at 10:25 am
Depois de tanto ler aqui sobre a repressão dos beijos lembrei-me da boate gay, Sótão, muito famosa aqui no Rio, principalmente nas décadas de 70/80. Por lá passou gente famosa como, Mick Jagger, Liza Minnelli,
Fred Mercury, entre outros.Pois bem, lá também era proibido o beijo. Durma-se com um barulho desses!
Abcs, Eduardo.
Fevereiro 17th, 2009 at 10:54 am
Bom dia pessoal!!!
Réa tb fiquei curioso com relação a barra!
chequei até a conjecturar coisas como: Se fosse uma obra em produção, assim que estivesse pronta chegaria a 100%, se bem que nem uma obra se completa né? Ou será que sim?Talvez ela sempre esteja em progresso como o nosso mais ilustre torcedor so Bahia muito bem escreveu.
baraços carinhosos e curiosos(COM RELAÇÃO A BARRA) a todos!!!!
Fevereiro 17th, 2009 at 11:08 am
Desculpem-me quiz dizer ABRAÇOS!Mas talvez tenha sido um ato falho , pois baraços lembra braços ou embaraços.Talvez eu pense no blog como um braço que viabiliza diversas reflexões e as vezes alguns esclarecimentos que nos deixam embaraçados{no sentido de confusos-(acredito que é o significado mais a ver com a palavra mas não sei se é isto)}, como por exemplo a questão da barra!
Fevereiro 17th, 2009 at 11:27 am
Caetano falou e disse:
“creio que o desabrochar precoce de hoje se deve mais ao direito de demonstrar que sabe do que ao saber em si)”
E eu havia falado e dito:
“Ficar” não é uma invenção da pós-modernidade. É apenas a aceitação social de algo que já existia e que é necessário.”
Direito de demonstrar = aceitação social.
Elza Soares se casou aos 12 obrigada pelo pai que a viu dando um amasso (ficando).
Só voltei ao papo porque a fala do Caetano me aliviou. Me sentia uma voz solitária no meio de adultos supostamente centrados e resolvidos sexualmente.
Ainda vejo mistério na minha sexualidade. Se não visse mais, brochava.
beijo, só beijo
salem
Fevereiro 17th, 2009 at 11:33 am
Em se falando em beijo,está na pagina do UOL Notícias”Beijaço” mexicano busca recorde e transmitir recado de paz”
” 16/02/2009 20h13 (1min16s)
O México reuniu 20 mil casais para se beijarem e entrarem no livro dos recordes. No entanto, para muitos mexicanos e para os organizadores, o evento também serviu para enviar uma mensagem de paz em resposta à recente onda de violência que atingiu o país. ( http://noticias.uol.com.br/ ) .
.
No vídeo tem beijos entre homens e mulheres e entre homens e homens.Não vi beijo na boca de mulher com mulher.
Este beijaço seria em pró da paz”.E assim caminha a humanidade.Com beijos e muitos.
Se não extrapolarem,muito bonito.
Gostei da intenção .Pessoalmente sou contra manifestações calientes em lugares públicos.Sou de família de origem italiana.Gosto de manifestações de afeto e ternura sempre.Sexo depois é muito melhor! Li num comment de Joana” amor sem sexo é um vazio no mundo
amor com uns, sexo com outros é que é confusão mesmo”.
Beijos com ternura para todos
Réa Silvia
Fevereiro 17th, 2009 at 11:52 am
Rodrigo Sá
Li agora o que escreveu.Acontece que o nosso mais ilustre torcedor do Bahia disse também que este blog seria somente para a feitura do “Zii e Zie”.Temos que ficar antenados.Mas fico despreocupada pois nosso ser mutante não vai nos abandonar tão cedo.Está se doando tão ávidamente a nós todos aqui e acho, está gostando e enquanto for bom e produtivo ele manterá para lém de 100%como faz com tudo.
Afinal ele é
Transtudo!
Abraços e baraços carinhosos para você também.
Réa Silvia
Fevereiro 17th, 2009 at 11:55 am
Bom dia a todos os blogueiros de plantão,
Entando no ramo pontos de vista distintos, discordo de tudo e da maneira que Cristina cita Caiçaras tímidos e de descendência holandesa, japonesa, italiana, etc. Achei tudo que ela disse sem sentido algum, embora tenha entendido onde ela quis chegar.
Não sou o Presidente do mundo nem o pretendo ser, mais acho que Salém oisou na bola, ao se referir sobre gravidez na adolescência, pois quando disse isso no post título anterior a este, Salém foi o que mais me contestou quando me referia a preocupação da sexualidade e gravides de jovens hoje em dia.
Depois de vários posts meus serem censurado por Hermano, espero que este entre, e espero explicações do porque o anterior não foi postado.
To com saudades da Labi,do Luedy, por onde será que andam estas pessoas?
Bom por momento é isso, um saudodo abraço a todos,
De língua,
Luiz CArias.
Fevereiro 17th, 2009 at 11:57 am
HERMANITÍSSIMO. ESSE VALE QUANTO PESA.
O último comentário do Caetano me fez sorrir novamente.
A História anda pra frente, mesmo quando parece andar pra trás. Ao invés da lupa do Nando, prefiro o meu retrovisor. Gosto de olhar para o que passou. Mas sei que passou. Claro que há abismos e catástrofes pela frente, no caminho. Mas a idéia de estacionar a História para repensá-la e tomar suas rédeas é ilusória. Só podemos abstrair o passado, vivendo o presente, que já não existe mais.
A História é repleta de sexo. Dos gregos ao charuto de Bill Clinton. E as nossas histórias pessoais são diversas, quanto o assunto é amor, afeto e sacanagem.
Gosto muito da maneira que Mario de Andrade descrvia o desejo sexual em Macunaíma. O personagem era um “ficante”. Um brincalhão sexual, sem que nisso houvesse a sublimação do afeto.
Os embates internos da sexualidade tem a ver com a História e a cultura e é um contrasenso imaginar que houve retrocesso. São muitas vivências, são trilhões de anos de dificuldades múltiplas, de repressões e descobertas.
Negar a História quando o assunto é sexo parece mesmo uma defesa do passado.
As condições que os meus filhos têm hoje (tá bom, pessoal, eles são de classe-média) são infinitamente mais favoráveis à uma vida sexual mais livre.
O que piorou? Algumas leituras desse novo momento. Como há (e sempre vai haver) consequências indesejáveis, mesmo no avanço, tende-se a pensar no passado como algo melhor. Equívoco e medo. Hora em que alguns se angustiam e tentam parar o carro.
Raramente uso a minha história pessoal como exemplo quando discordo dos meus filhos, a não ser quando o assunto é “respeito”. Um conceito que vem permeando a História e se aprimorando. O respeito ao outro e a capacidade de se colocar no lugar do outro é algo que se fez necessário em todos os períodos atravessados pela História. Serve de bússola, ou GPS.
O “Sabonete” do Psirico é adorado pela molecada. E aí? Vamos escondê-lo na saboneteira da História?
beijo na testa
salem
Fevereiro 17th, 2009 at 12:33 pm
“Me segura que eu vou dar um troço”.
Minha vontade era mesmo versar a temática homoerótica das canções de Gil e Caetano.Neste espaço não há porque fazê-lo. Mesmo assim, eis algumas reflexões que fiz ao longo de algumas investidas acadêmicas que me parecem pertinentes (evidentemente é apenas um jeito de olhar as canções, e, especialmente quando falo de Caetano, é um modo de pensar o pensar do artista).
Desde “Pai e Mãe” de Gil, alguma coisa já soava diferente: Eis o excerto de Gil:
“Eu passei muito tempo/aprendendo a beijar/outros homens/ como beijo meu pai/eu passei/ muito tempo/ pra saber que a mulher que eu amo/que amei/que amarei/será sempre a mulher/como é minha mãe/ (…)Como vai minha mãe?/Como vão seus temores/meu pai/como vai?/Diga a ele que não se aborreça comigo/quando me vir beijar outro homem qualquer/Diga a ele que eu quando beijo um amigo/Estou certo de ser alguém como ele é/Alguém com seu carinho pra me proteger/Alguém com olhos e coração bem abertos pra me consolar”
Poderia citar “super-homem, a canção” que, em minha opinião “a dobra do sentido único possível do macho insensível desdobra-se no homem/mulher numa verdadeira queda do macho. Evidentemente, os não entendidos apressaram-se ao cercamento identitário-sexual à persona do compositor”; tem também “Lente do Amor” no “Luar”:
“Pela lente do amor/uma grande angular/vejo o lado acima e atrás/Pela lente do amor sou capaz de enxergar/ toda a moça em todo o rapaz”
No trabalho “Extra” as reflexões de Gilberto Gil sobre a questão da homossexualidade estará presente na canção O veado, numa associação do homossexual e o porte altivo do animal: “ser veado, ter as costelas à mostra/e uma delas tê-la extraído das costas/tê-la Eva bem exposta/tê-la Eva bem à vista”.
Em Caetano há tantas outras que levantam a questão: veja-se por exemplo “Eu sou neguinha?”
Plurisexualidades pós-modernas ou conflitos-identitários nele diluídos em terceiro sexo, terceiro mundo, terceiro milênio?
“Eu tava encost’ali minha guitarra
No quadrado branco vídeo papelão
Eu era o enigma, uma interrogação
Olha que coisa mais
Que coisa à toa, boa, boa, boa, boa
Eu tava com graça
Tava por acaso alí, não era nada
Bunda de mulata, muque de peão
Tava em Madureira, tava na Bahia
No Beaubourg no Bronx, no Brás
E eu eu e eu e eu e eu”
“Tem ainda “o namorado”, entre “outros tipos de amor que não podem dar certo à luz da manhã” abrangendo esse universo homoerótico. O épico Alexandre: com Hepestião seu amado, seu bem na paz e na guerra, correu em busca de Pátroclos, os dois corpos, junto ao túmulo de Aquiles, o herói enamorado o amor.
“Implicam, estas composições, num projeto de vida do próprio Caetano que se lançou publicamente sob a égide dessa ambigüidade, e, evidentemente, provocou um certo temor, mas, também, simpatia. Mas o termo é duvidoso. Os escândalos públicos (programa do Jô) quando tentavam o identificar como bissexual sempre foram desmentidos por Caetano , recusando-se a um revelar identitário-sexual.
Caetano nunca negou o entusiasmo pela temática, mas não parece ser partidário de identidade sexual, ou o revelar sexual voltado para a verdade do sujeito. Quero dizer que ao fazer estas canções revelava o lado perturbador da homossexualidade no sentido da amizade entre os indivíduos. A imagem comum da homossexualidade é questionada. Possivelmente as temáticas do “aphrodisia” em Caetano e em Gil, ao invés de puramente exaltar a homossexualidade apontam para a possibilidade de convivências que descodificam o quadro normativo e, ao meu ver, indicam possibilidades para que as outras formas possíveis, a própria heterossexualidade, descubram modos mais poéticos e flexíves de existência, diferenciados de uma verdade do indivíduo pela sexualidade, ou, uma identidade sexual. Algo que contrarie, por exemplo, o que Caetano diz sobre os Americanos.
“Para os americanos homem é homem, mulher é mulher, bicha é bicha e viado é viado”.
É tudo muito fechado, encerrando-se num único modo de ser mulher ou homem. É claro que a crítica está não para uma ou outra forma de vida ou de gênero. Muito mais é questionar a visão binária da heterossexualidade que dispensa o homem e a mulher como possibilidades múltiplas de “ser homem” ou “ser mulher”. Mas o alerta de Caetano sobre o papel atual dos homossexuais frente à contenção do vírus HIV, especialmente, os grupos homossexuais de São Francisco estará na canção Americanos:
“Viados americanos trazem o vírus da aids
Para o Rio no carnaval
Viados organizados de São Francisco conseguem
Controlar a propagação do mal
Só um genocida em potencial
– De batina, de gravata ou de avental –
Pode fingir que não vê que os viados
– Tendo sido o grupo-vítima preferencial –
Estão na situação de liderar o movimento para deter
A disseminação do HIV”
Percebemos que em Caetano e Gil já havia uma política não dissociada do prazer, desde os tempos do “tropicalismo”.
“A estratégia política não está dissociada da alegria e do prazer. É assim que outras preocupações, e não somente a fome, preocuparam os tropicalistas numa política que buscava romper com padrões, valores e conceitos não mais aceitáveis. Em seu livro Verdade Tropical, Caetano comenta falando de sua adolescência que
“não apenas a pobreza vista sempre tão de perto me levava a querer pôr o mundo em questão: os valores e hábitos consagrados estavam longe de me parecer aceitáveis. Era impensável, por exemplo, ter sexo com as meninas que respeitávamos e de quem gostávamos; as moças pretas de famílias que beiravam a classe média tinham que ter seus cabelos espichados para que pudessem se sentir apresentáveis; as mulheres e moças “direitas” não deviam fumar; um cara com ar de cafajeste que comia os garotos (mas repetia-se sempre no ginásio que “quem começa comendo acaba dando” e esse mesmo cara já era tido como uma espécie de “fase de transição”) encontrava um ambiente de cumplicidade masculina no botequim onde se insultavam os veados (ou quem quer que ao grupo de freqüentadores parecesse levemente efeminado); os homens casados eram encorajados a manter ao menos uma amante, enquanto as mulheres (amantes ou esposas) tinham que ostentar uma fidelidade inabalável etc.etc.(VT - p. 25-6)
“Os valores e hábitos presentes na fala de Caetano foram discursos produzidos sobre normas de condutas, ou sobre determinados padrões culturais diretamente ligados aos comportamento humanos. Imediatamente percebe-se que algumas questões podem ser contempladas na citação acima, o homossexualismo, o papel secundário das mulheres, a sexualidade, o machismo. Pululava-se discursos inquisitórios, conforme depreende-se da citação de Veloso, possibilitando um dialogismo com Foucault quando comenta em seu livro A história da sexualidade: a vontade de saber, historicamente delimitando no século XVIII - mas cruzando gerações e nações - uma incitação política, econômica, técnica, a falar do sexo, “aparelhagem para produzir discursos sobre o sexo, cada vez mais discursos, susceptíveis de funcionar e de serem efeito de sua própria economia”. Estão subjacentes esses mecanismos microfísicos de poder, não para uma teoria geral da sexualidade mas uma forma de análise, de contabilidade, de classificação e de especificação, através de pesquisas quantitativas ou causais”, levando em conta não apenas um discurso moral, mas racional sobre o sexo”.
Tudo isto para fazer uma associação com a temática dos beijos entre as pessoas de “mesmo sexo” ou “sexo oposto”
O medo que assusta os mais perturbados não são os atos propriamente. Dirá Foucault:
É uma das concessões que se fazem aos outros de apenas apresentar a homossexualidade sob a forma de um prazer imediato, de dois jovens que se encontram na rua, se seduzam por um olhar, que põem a mão um na bunda do outro, e se lançando ao ar por um quarto de hora: Esta é uma imagem comum da homossexualidade que perde toda a sua virtualidade inquietante por duas razões: ela responde a um cânone tranqüilizador da beleza e anula o que pode vir a inquietar no afeto, carinho, amizade, fidelidade, coleguismo, companheirismo, aos quais uma sociedade pouco destrutiva não pode ceder espaço sem temer que se formem alianças, que se tracem linhas de força imprevistas. Penso que é isso que torna “perturbadora” a homossexualidade: o modo de vida sexual muito mais que o ato sexual mesmo.
( FOUCAULT, Michel. Da amizade como modo de vida: Entrevista a R. Ceccaty, J. Danet e J. le Bitoux. publicada no jounal Gai Pied. n. 25, abril de 1981, pp. 38-39. Tradução de Wanderson Flor do Nascimento. Acesso por meio digital: http://.www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/amitie.html )
Fevereiro 17th, 2009 at 2:22 pm
rodrigo e réa,
quando chegar em 100%, o blog acaba. e o disco, “zii e zie”, será lançado. e daí vem show…porque o ômi é que nem o tempo: não pára! hahaha
…………..
salem,
tô aqui, meu compadre! ói, coloca suas músicas no myspace. é mais prático pra gente ter uma idéia do que cê anda fazendo. caetano me falou que tá querendo ouvir suas coisas e eu também!
…………….
caetano,
o que seria da arte não fossem os diplomatas! assintomáticos ou não, hahaha
…………….
é issaí, minha gente boa…telecoteco [dos anjos] ziriguidum! lendo tudo por aqui. abraço rafael! filosofia de boteco virtual: sexo é foda. hahaha
Fevereiro 17th, 2009 at 3:12 pm
Mais uma de censura:
É mais perturbador ainda que uma homossexual seja proibido de entrar em algum lugar público. O presente caso ocorrera com um amigo meu e de minha mulher que à época usava shorts curtos e camiseta regata, numa ligeira insinuação andrógina; mas não era nada absurdo pois tanto homens e mulheres usavam roupas curtas e além do mais nosso amigo era um loiro alto, bonito e de um gosto estético bem mais apurados que os boçais que por lá freqüetamvam.
Numa comemoração natalina na casa de minha mãe havia um parque “das palmeiras” onde resolvemos passear um pouco, e qual foi nossa surpresa quando nosso amigo foi barrado sem explicações, simplesmente não podia entrar. Voltamos à casa de minha mãe e colocamos a canção “barracos” do Gil e da janela de casa cantávamos e dávamos de dedo aos “censores”; em breve retormamos ao parque e não mais nos barraram. Mas foi mesmo péssimo ver tal comportamento, por isso apelamos.
Fevereiro 17th, 2009 at 3:25 pm
ALEGRIA,ALEGRIA!!!
ARTE é vida(um velho mote da Geração 80/RJ,mas sempre atual).E VIDA é sexo.Daí a complexidade dessa equação, ARTE/VIDA.
Deixo aqui, afinal de contas é Carnaval, a chamada : “O grande hit potencial do Carnaval de 2009, que promete embalar os salões, agitar os trios elétricos, camarotes, micaretas e bailes é “Cadê Xoxó”, a singela música carnavalesca composta por Marcelo Quintanilha. Confira o vídeo deste que promete ser o hit do verão de Salvador, Rio de Janeiro e imediações.”
Em sendo Carnaval, sempre bom lembrarmos: Se beber, não dirija.E, se for o caso,
Camisinha!Vamos exercer a nossa cidadania e melhorar as estatísticas do carnaval!!
Para Caetano, Hermano e todos aqui do blog, um ótimo carnaval.Que enfim se inicia.Com muita música, alegria e folia!!!
Saudações Momescas para todos.
PS:Hermano.O site continua(caramba) com problemas.Tá extremamente difícil de acessar(fica atualizando o tempo todo) e tbém de enviar o comment(espero ter conseguido enviá-lo).Dá uma olhada no vídeo da música do Quintanilha.Gráficamente perfeito e bem dentro(vídeo e canção) do espírito do carnaval.Divertidíssimo!
Fevereiro 17th, 2009 at 3:28 pm
A barra em 80% não é porque a Obra ainda está em Progresso?
Fevereiro 17th, 2009 at 3:38 pm
Hermano. O link para “Marcelo Quintanilha” e “o vídeo” não entram no comment que acabei de, com muita dificuldade,mandar.O jeito é ir pelo Google.O que está acontecendo com o site???
Fevereiro 17th, 2009 at 3:38 pm
Para variar mil coisas, e idéias. Vou começar por este negocio de “ficar”. Uma vez meu ex marido levou na casa de minha mãe uma moça, estávamos ali tomando um café na cozinha e chegou uma amiga e fui apresentar a moça e disse: esta é a namorada do Jone. A moça me interrompeu e disse: não sou namorada dele, ele é só um “ficão”. E todas rimos muito. Eu não acredito que hoje as coisas sejam diferentes, as pessoas sentem e se amam da mesma forma, este negocio de ficar é uma outra coisa, faz parte da diversão, você vai sair, curti, dançar, dar uns beijos e pronto. Uma vez sai com as meninas, minha filha e minhas enteadas, uma delas ficou com um garoto beijando a noite toda, quando chegou a hora de irmos ela veio então perguntei e daí como chama o carinha? Ela me olhou rindo e disse: sabe que esqueci de perguntar! Na hora confesso que fiquei meio querendo entender, mais depois elas argumentaram que as vezes se quer somente dar beijinhos nada mais. Isso não as impediu de encontrarem seus parceiros afetivos, de terem seus filhos e suas próprias historias de vida.
Beijos
Fevereiro 17th, 2009 at 3:41 pm
Aurélio e Cristina ainda bem que Hitler se matou, já imaginou se ele tivesse fugido para o Brasil, quer dizer que teríamos que aceita-lo, foi isso que entendi? Ou não vamos exagerar, talvez vamos encontrar um outro que tenha matado menos, quem sabe 1 ou 2, vai ver que ai pode, só não pode matar mil ou 2 mil? Eu estou perguntando porque não entendo o que passa na cabeça das pessoas que falam isso que vocês falaram, porque para mim 1 vida ou mil vida não importa, tem o mesmo valor e significado, ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa. Mais isso sou eu que não gosto de guerra ou violência armada. Imagino que quem fale assim é porque “graças a Deus” nunca teve uma pessoa da família ou amigos vitimas deste tipo de ação, daí a coisa fica fácil. O pior comentário que já li a este respeito foi uma opinião de uma moça no painel do leitor que comparava Battisti a Fernando Gabeira e Betinho, isso sim é uma ofensa para os brasileiros, porque estes 2 brasileiros ai nunca mataram ninguém, desculpa, mas isso para mim é falta de bom senso.
E para completar, foi exatamente por causa da existência destas leis de extradição que o Salvatore Cacciola (cidadão italiano, nascido em Milão) esta ai no Brasil hoje e não creio que seja errado ele responder por seus crimes, e pela forma com que o governo brasileiro fez de tudo para traze-lo de volta (atento para o detalhe, ele não matou ninguém) vai ver que pensa assim também. A impunidade é o maior mal da humanidade, a falta de consequência é o pior exemplo para as crianças.
As vezes penso que falo demais, é que tem coisas que nao da para nao falar
Beijos e desculpas
Fevereiro 17th, 2009 at 4:04 pm
Caro Salém,
“Adão e Eva, Eva e Adão”. Ouvi esse refrão de uma música, que não recordo o ritmo, tipo axé ou xaxado, numa boate lá em Lima Duarte, MG.
Claro, o que eles cantavam era “A-dão-e-E-va-é-vi-adão”. Não lembro o contexto nem se a “letra” era a favor ou contra homosexuais. Ou só um trocadilho divertido. E só escrevi isso para ilustrar.
Conheci o “Sótão” no final dos anos 70, a mais famosa boate gay do rio, onde não entravam mulheres (não VIPs ou desacompanhadas), nem os rapazes podiam beijar (!). Chegava a ser engraçado ver os garçons apartando os clientes mais afoitos, regra que só foi abolida bem próximo ao declíneo e ocaso do night-clube, final dos anos 80. Perguntei a um dos donos na época o porque da proibição, e ele me disse que “se todo mundo ficar se beijando ninguém bebe nada”. Afinal esse era o porque do negócio.
Claro que já andei de mãos dadas, tanto com meninas quanto com meninos. E beijei sem constrangimento muita gente em público. Talvez seja um resmungo saudosista.
Quando comentei a visão que tinha na mente, dos rapazes de mãos dadas na Farme, traduzi o gesto como “ele é meu!”, e não ” ele é o meu amor!”. Deve ser isso o que me incomoda, e o que acho cafona no ato.
De qualquer forma, o que sinto não é obviamente preconceito, é só uma questão de criação. Pontual, como se diz atualmente, temporária e moldável.
O bom é poder sacodir lembranças neste blog e repensar ideias. Grato.
Fevereiro 17th, 2009 at 4:10 pm
Salem, o que eu quis dizer é que quem só conhece um pouco de muita coisa, não conhece muito de nada - em qualquer época. Perdoe a analogia “chocante”. Mas não pense que eu só veja traços negativos onde você vê conquistas da juventude atual. Não acho que ninguém aqui tenha se colocado “acima da molecada”. Você vive dizendo “tô fora”. Isso também não é se colocar “acima” de quem se acha “acima da molecada”?
***
Vellame, esse mesmo!!!
***
Caetano, não entendi nada quanto à relação com o século 19, muito menos com Billie. Gostaria que você explicasse isso aqui: “tenho minhas dúvidas sobre waldorf, pre-adolescentes sem espinhas(…)”. Que dúvidas?
Quanto a mim, estou plenamente satisfeito com a educação escolar que meus filhos têm recebido numa escola Waldorf. No currículo temos música (flauta, violino, kântele), idiomas (além de português, aprendem alemão e inglês), trabalhos manuais (tricô e marcenaria, para ambos os sexos), noções de agricultura (com o cultivo de uma horta); brinquedos de madeira, ferro, alguns feitos pelas próprias crianças; culinária (as crianças se deliciam em comer o pão feito por elas mesmas no forno a lenha presente na sala); nada de alfabetização antes do momento adequado; nada de computação; nada de brinquedos de plástico nem eletrônicos; nada de uniformes; reuniões periódicas entre pais e professores (não apenas de “emergência”) num clima amigável, divertido, muitos pais criando vínculos afetivos que extrapolam a mera convivência escolar; professores visitam os alunos em casa e os alunos se visitam entre si.
Talvez tudo isso, junto com os outros atrativos presentes no currículo das escolas Waldorf, seja um fator inibidor de espinhas.
Fevereiro 17th, 2009 at 5:33 pm
Alguns versos de Fernando Pessoa (Será que ele estava no armário?) sobre a sexualidade:
“Contar àquele pobre rapazito / que me deu tantas horas tão felizes,” (Soneto já antigo);
“Os braços de todos os atletas apertaram-me subitamente feminino, / E eu só de pensar nisso desmaiei entre músculos supostos.” (Passagem das horas);
“Freddie, eu chamava-te Baby, porque tu eras louro, branco e eu amava-te…” (Passagem das horas);
“A minha feminilidade que vos acompanha é ser as vossas almas!” (Ode Marítima);
“Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,” (Poema em linha reta).
há ainda “Antinous” de 1918 em inglês:
http://purl.pt/13961/2/l-78094-p_PDF/l-78094-p_PDF_24-C-R0150/l-78094-p_0000_capa-capa_t24-C-R0150.pdf
Antinous foi amante do imperador romano Adriano.
Por sugestão de Réa Silvia, Caetano cantando trecho de “Fez Bobagem” de Assis Valente:
http://www.youtube.com/watch?v=XC4j3XbcrOs
Beijos e Abraços …
Fevereiro 17th, 2009 at 8:41 pm
Caetano,Rafael,mistérios estão ai e a coisa de apenas “aceitá-los” podem torná-los frágeis e bem longínquos do que possam trazer de sublime e satisfatório que é o que importa.”Aceitar”é muito pequeno,soa impositor,esta muito ligado ao efeito da rejeição,do medo.É fragmento.Compartilhar é a palavra que eu escolheria.Também fujo horrores do Cristianismo,mas nas questões do inexplicável costumam julgar antes de condenar.No Kardecismo adoram dizer que não julgam,fácil,pois voce já é um condenado.Caetano não precisa explicar né?:”Qualquer maneira de amor vale pena”.Sempre!
Fevereiro 17th, 2009 at 10:02 pm
Caetano,
procurando a entrevista do Cicero, encontrei uma outra bastante interessante.
*Herdeiro da Razão*
(Revista Sui Generis, 1997. Ano III nº 26 - pags. 40-43). Texto Gilberto de Abreu.
O poeta e filósofo carioca Antonio Cicero - conhecido do grande público como o parceiro musical da cantora e irmã Marina Lima - defende essa teoria desde a adolescência, quando ao apostar na liberdade sexual acabou por descobrir a autenticidade de seus desejos eróticos.
” O que ocorre é que a verdadeira arte e o verdadeiro artista abominam os rótulos. Dizer-se homossexual talvez seja útil politicamente mas tem algo de auto-restritivo que, como todo esquema que sufoca a vida, é abominado pelos artistas.
No limite, todo artista sabe que cada ser humano tem uma sexualidade única, sui-generis — como é o nome maravilhoso da sua revista — uma sexualidade irredutível a categorias como a de homossexual ou a de heterossexual ou mesmo a de bissexual. ”
http://www2.uol.com.br/antoniocicero/sui1.html
—————————
Achei este link também:
Uma síntese do homoerotismo na literatura brasileira
(Antonio Naud Júnior)
http://www.uvanavulva.com.br/blog/homoerotismo-na-literatura-brasileira
bjs.
Fevereiro 17th, 2009 at 10:04 pm
Vianna Vana Caravana,
concordo contigo.
bj.
Fevereiro 17th, 2009 at 10:54 pm
FUTEBOL.
Andando pela biblioteca encontrei o livro “Negro, Macumba e Futebol”, do Anatol Rosenfeld. Achei interessante o pouco que li ao folhear.
bjs.
Fevereiro 17th, 2009 at 11:02 pm
Estou cada dia mais impressionado com estas coincidências.Não é que esotu lendo/relendo a revista CULT número 127 ( Agosto de 2008 ), justamente com uma entrevista genial ( um genial diferente do Fantasmão e Psirico ) do José Miguel Wisnik sobre o livro Veneno Remédio ? e ele diz com sua elegância sobrenatural sobre os dilemas da modernização brasileira: “O potencial quase milagroso dos horrores brasileiros como capazes de saltar para seu contrário, que reconheço esse terceiro paradigma também em Darcy Ribeiro,Glauber e no movimento tropicalista “. Falo isso porque as torcidas de futebol produzem belezas e tragédias. Hoje no Shopping Salvador um jovem e uma jovem foram expulsos por estarem se beijando demais…Mas já é carnaval , cidade !
Fevereiro 17th, 2009 at 11:04 pm
Nandíssimo
Respondedo à sua pergunta:
“Você vive dizendo “tô fora”. Isso também não é se colocar “acima” de quem se acha “acima da molecada”?”
Não. Isso é se colocar “de fora”, com está escrito. É se recusar a se colocar “acima”. Nem acima, nem abaixo. Às vezes é preciso sair do centro de uma discussão, para olhá-la de fora. Acho essa uma postura serena.
Claro que a expressão “tô fora” soa agressiva! Mas é preciso saber a hora de sair de quadro. Já saí muitas vezes. Em geral, faz um bem danado a mim e aos outros que estou perturbando.
O fato é que uma discussão pode perder o eixo quando se polariza de forma desengonçada. Pode perder a graça. No assunto sexo e molecada, como na gramática, saí no momento em que o tom virou aquele dos Ciclo de Debates ou dos Diálogos Impertinentes que passam à 2 da madruga na TV.
Não me encaixo nesse esquema réplica, tréplica. Ela produz falsas polaridades. Acho que somos bem mais parecidos do que imaginamos. Nós, a nossa molecada e as nossas escolas.
Uma discussão pode iluminar um tema. Mais o excesso de luz pode ofuscar a visão. As pupilas e as opiniões se dilatam. E isso me afasta da minha guitarra.
beijo na testícula
salem
Fevereiro 17th, 2009 at 11:16 pm
Hermano Teteco! Ahhh Pelé habrá metido mucho más goles pero… no importa la cantidad sino la calidad. Pelé era un atleta… el Diego es un artista che!!
Estoy de acuerdo con que el sexo contiene todas las cosas… incluso la muerte. No es que los franceses llaman al orgasmo “petite mort”? Y paradójicamente, el sexo sirve como remedio frente a la muerte.
El sexo contiene todas las cosas…pero… todas las cosas contienen al sexo?
Gil: podés creer que no conozco al Faena??!!!
Tuve un sueño gotejante con leAozinho. Puxaaa LeAozinho, basta de meterte en mis sueños!!!!
En el último sueño jugábamos al carnaval tirándonos agua con el bombero loco. JAAAAAAA-HAAAAAAAAAAAAA. Estoy teniendo unas pesadillas tan mortales que si no apareciese algún leoncito, caballito, elefantito, etc en mis sueños …. me despertaría todos los días con mucha tensión… (que no es lo mismo que con mucha tesao..aunque se escriban parecido).
Allá tienen al bombero loco? http://www.teacordasde.com.ar/image/bombero-loco.jpg
OK, la imagen es un poco tétrica pero yo me divertía mucho con el bombero….loco….
Acá en Buenos Aires no hay gran tradición de carnaval… aunque hay algunas murgas y corsos barriales. El sábado vi un poco el de San Telmo, la mayor diversión era tirarse con espuma… En otras épocas me parece que se festejaba a lo grande y ahora se está tratando de volver a la tradición. Anyway, lo que recuerdo yo del carnaval de mi infancia son las bombitas de agua… que podían ser muuuuuuy dolorosas cuando los mal paridos le ponían aire o incluso arena. Eran chicos contra chicas y nos daban sin piedad!!!!! Obvio, también recuerdo al bombero loco…. pero si estabas en una guerra de bombitas de agua y aparecías con el bombero loco… saben dónde te metían al bombero?? UY… sí!!! ahí!!!! Claro que en el sueño con LeAo… el bombero loco no era introducido en ningún lugar extraño …pues no había bombitas de agua. Seguro que Vero y Lucre comparten estos recuerdos de carnaval. Y allá en Brasil quizás es igual….bombitas de agua, espuma, bombero loco.
Fevereiro 18th, 2009 at 2:33 am
Exequiela meu amor, é muito lindo vc fazer a distinção entre o atleta e o artista sugerindo a este mais qualificação …muito argentino.
Vivemos um tempo onde o atleta é mais afamado, querido, almejado que o artista. A Copa de 1966 ganha pelos ingleses e interrompendo a série consecutiva brasileira trouxe a máxima do futebol força se impondo sobre o futebol arte. Já não bastava a perícia e a técnica, era preciso energia e preparo físico, os espaços no campo ficaram reduzidos pela correria. De lá pra cá ganhamos mais 3 copas, uma delas de maneira deslumbrante com Pelé em campo, outra com o pequenino Romário no comando muito bem acompanhado do genial, e franzino, Bebeto, e a mais recente com a combinação fenomenal de força e talento de Ronaldo. O futebol tem seus mistérios. A cabeçada de Pelé superando o defensor italiano no seu gol na final da copa de 70 revela um impulso atlético excepcional para um homem de 1,70 m contra outro de 1,90 m. Mas a técnica de acertar a bola no espaço-tempo e colocá-la no canto da baliza fora das possibilidades do goleiro é arte pura, pode crer. Atleta e Artista numa manifestação combinada produzindo beleza e fulgor.
O pique extraordinário de Dom Diego partindo do seu campo em direção ao gol inglês driblando em sequência quem aparecia pela frente e culminando, para o êxtase, com o drible no goleiro antes de colocar a bola no destino é de fato, e também, dessas manifestações inesquecíveis. A Copa foi ganha ali, de direito.
Mas seus olhos e seus sonhos…Exequiela meu amor, vamos ao Faena (dos eunucos de olhos vermelhos do Philippe Starck) falar de arte, vamos…
Fevereiro 18th, 2009 at 2:45 am
em tempo Exequiela…Faena ( dos unicórnios com olhos vermelhos de Philippe Starck…)
Fevereiro 18th, 2009 at 3:37 am
glauber, você tem razão: arte sem diplomacia não dá. e sexo é foda.
nando: crianças protegidas contra cenas eróticas eram as do século 19 e início do 20. eu vivi isso. espinhas e menstruação vinham mais tarde. tenho dúvidas de se isso era melhor. como você não entendeu? billie e o resto é só ilustração barroca (eu sou assim, há quem chame de “confuso”…).
Fevereiro 18th, 2009 at 3:59 am
Boa Noite Gente Boa!
Boa Noite Pai Caetaníssimo!
Boa Noite Hermanérrimo! E aquele suco que faz um bem horrível, querido, cadê? Conte-me tudo, não esconda nada!
People estou prá lá de cansada. Mas é um cansaço bom porque é um cansaço de quem trabalhou bastante. Olha, tenho tantos amigos desempregados que toda vez que saio do restaurante onde trabalho agradeço a Deus por ser do jeito que sou, com todos os sintomas impossíveis que se possa imaginar que sejam sintomas, e ainda assim não me faltar trabalho. O preconceito é violentíssimo, mas no meu caminho santos fortíssimos abriram portas belíssimas e tudo sempre deu certo. Graças a Deus!
Na volta do trabalho resolvi dar carona pro Renatão. Gente, o homem não parou de mexer comigo. E ia assim, fundo na alma. Eu com a cabeça no meu argentino e ele dizendo: I’ve been working all day. I’ve been thinking a lot. When will you return? Ai, ai. Tanta beleza em meio a tanta tristeza.
Mas essa é festa, quase carnaval:
http://www.youtube.com/watch?v=xxqbrUXxj5U
Andre Prada muito obrigada pela sugestão amore! Eu também sou fã de Patti Smith e uma das músicas que mais gosto dela é Free Money. Vou comprar o disco que você recomendou assim que puder. Quanto ao livro, estou curiosíssima! Adoro ler. Não sei o que acontece, mas desde pequena leio de tudo. Mas não é tudo que entendo não. Eu sou assim: começo a ler, se a leitura tá complicada ou estranha eu paro e deixo de lado. Tudo a seu tempo né querido, afinal, Labi está longe, longe de ser uma Caetana. Mas chego lá sim.
Lenartei foi muito esclarecedora sua explicação. Agora entendi direitinho. Esses cariocas… Cê acredita que os caras lá do Rio disseram que minha amiga deu a Elza e eu imaginei uma coisa completamente pornográfica? Ai que vergonha! Que mente poluída. Eu nem vou dizer o que comentei na hora, depois de ouvir a expressão. Os caras ficaram me olhando com uma cara de espanto…Aff! Por isso coloquei a crase. Pra ninguém ler o comment com olhos de espanto.
Quer dizer que a coisa já foi parar em Porto Alegre Lenartei? Mas bá, tchê! Será que a expressão surgiu em POA?
E com certeza lindo, depois da explicação percebi, com efeito não há crase na expressão. Muito obrigada pelo esclarecimento.
Gente enquanto escrevo isso tem uma lua branquinha sorrindo pra mim! Linda, linda!
Rafael adorei o trecho da entrevista do Ney Matogrosso que você colocou! Em outra entrevista Ney disse que não gostava de guetos. Ele dizia que seria legal ver as pessoas convivendo harmoniosamente, independentemente da vida sexual de cada um. Ney disse, para ilustrar sua opinião, que se recusaria a participar de um cruzeiro gay. Ele explicava que preferia participar de um cruzeiro onde não apenas gays fossem aceitos e onde houvesse respeito entre todos. Eu digo: Seria muito bom se isso fosse possível. É bom conviver na sociedade sem ser discriminada, sem ser vista como anormal. Acho que devemos todos trabalhar neste sentido. No sentido de viver a verdadeira diversidade. E é por isso que eu falo: Com licença gente boa, mas eu também quero participar!
E digo mais: aqui deve ter um lugarzinho para outras Labis que querem seguir vivendo, uai! E vão, por que não? Por que não?
Li tudo sobre o papo acerca da homofobia, beijo em público, sexualidade. Gostei. Li comentários interessantes. Tenho aprendido muito. Na verdade tenho tido pouco tempo para participar. Mas eu consegui ler tudo. OeP é muito legal.
Bem, diante das circunstâncias, eu não vou mandar beijo porque quer queiram ou não estamos em público, alguém pode reclamar e, além disso, não quero comprometer ninguém. Então mando um fraterno abraço (isso pode?) para Vero Veriño, Lúcio Jr, Luiz Carias, Vianna Vana Caravana, Glauber Guimarães, Rosana Tibúrico (minha amada Rô, que eu gosto muito, mesmo), Paulo Osório (Belenenses é muito bom querido, mas Cruzeiro é Cruzeiro, cê sabe…), Tomás, Teteco dos Anjos (eu sei que você no fundo reconhece a supremacia do Cruzeiro, Pai Caetano nem questionou), André Prada (vamos tomar a cerva sim hein!), Wesley Correia e Lenartei.
Já para o Salém eu faço questão de dizer que achei lindamente poético o beijo especialíssimo que ele mandou para o Nando no comment 197. Mando um beijo igualzinho pra você Salém! Gosto muito das coisas que você escreve.
Por fim mando beijos lobulares para Pai Caetano e
Hermaninho.
Labi Barrô, lembrando que a gente se olha, se beija e se molha de chuva, suor e cerveja!
Até depois do Carnaval Gente Boa, vou carnavalizar por aí! E como diz a outra na televisão…BEIJANDO MUITO! Minha fantasia já está pronta: este ano vou de SCARAMUCCIA em versão Drag, pode? Eu que inventei.
Fevereiro 18th, 2009 at 4:18 am
Hermano, a página do blog estava muito louca e só agora, depois de três dias, consigo enfim acessa-la sem “erros”.
Adorei do Paralamas “te vejo em Taubaté ou em Santos”.
O mascote do glorioso Esporte Clube Taubaté (hoje na terceirona do Paulista…sorry, sorry) é o “Burro”. Sempre achei linda aquela torcida caipira gritando em côro “Burro…Burro..”, como forma de incentivo e não xingamento. Quando pequeno, vi Serginho Chulapa, que jogando pelo São Paulo, entrou no estádio do Taubaté puxando um “burrinho” de verdade. Era o nosso mascote, que vivia no clube. A torcida foi ao delírio, ainda mais quando o burro parou para mijar no gramado, com aquele seu pau enorme, enquanto os jogadores riam da cena.
Exequiela, primeiramente preciso dizer que troco qualquer eternidade com Pelé ou Maradona por alguns minutos infinitos com você, minha linda. Sou seu fã. Besitos!!!
O “Verdade Tropical” não é, pra mim, um texto confuso. É um texto sincero e tamanha sinceridade nos confunde. Não, não estou puxando o saco do Caetano não. Zaratustra disse que os poetas turvam suas águas…mas ali eu vi que Caetano fôra sincero. Principalmente quando diz que poderia sim ter ‘virado’ bicha na juventude. Eu também passei por momentos em que duvidei de minha predominância heterossexual na juventude e acho isso absolutamente normal.
Homossexualismo no futebol: Ah..o Léo Jaime tem uma versão divertidíssima de Chuck Berry (Jonny be Good) falando sobre um caso de amor homossexual na geral do Maracanã. O Ney a gravou. É assim:
era uma tarde de domingo
tinha muito sol
jogo do Flamengo e Fluminense, legal
Jonny viu anunciado no jornal
e foi para o “maraca” assistir na geral
e pela primeira vez sentiu a sensação de um gol
e foi gol
foi gol..gol do mengão foi gol
gol do mengão foi gol
gol do mengão foi gol
e Jonny Pirou…
Jonny é executivo de uma multi-legal
e mora em suíte presidencial
mas naquela tarde tudo tudo mudou
quando um negão sua cintura agarrou
e com uma voz muito grossa
em seu ouvido gritou…”foi gol”
foi gol, gol do negão, foi gol
gol do negão foi gol
gol do negão foi gol
e Jonny pirou…no negão
Pirou…pirou no negão pirou…
de repente o ponta pelo beque passou
e com muito charme pra área lançou
o goleiro atarantado nem sequer reparou
quando entre suas pernas a bola entrou
e o negão então novamente a Jonny agarrou
e beijou…
foi gool, gol do mengão, foi gol
gol do mengão foi gol
gol do mengão foi gol
e Jonny pirou…no negão
pirou, pirou no negão pirou
pirou no negão, pirou…
Salem, eu também não vejo sexo em tudo, embora concorde com Whitman genial em “o sexo contém todas coisas”. E contém mesmo.
Osho disse que a primeira atividade de um animal é o sexo, no momento de sua fecundação. Segundo ele, é a última também. Ao morrer o corpo “goza”. Eu prefiro as coisas de Osho do que as coisas de Allan Kardec, assim como prefiro muito mais o “sufismo” que as retóricas católica ou protestante.
Eu tenho uma tendência orgânica e metafísica e transcendental por “liberar geral”. Sacam?! Tenho medo de tudo o que é repressor em todas as categorias das relações humanas ou não-humanas.
Meu amigo Toninho Mattos, músico experiente que já trabalhou com Hermeto, Sérgio Dias, Ricardo Cristaldi, entre outros, vive teimando comigo que “Deus tem uma forma”. Eu digo que “não”. Deus não pode ter forma alguma. Dar forma a Deus é o mesmo que reprimi-lo. Deus é o silêncio disforme e canatnte em todas as coisas. Falo de Deus porque quando falo de Deus lembro de sexo e vice-versa. Me parece tudo tão religioso, de fato.
bom Carnaval pra todos!!! Beijos!!!
Fevereiro 18th, 2009 at 5:36 am
Acho que a Obra ta sempre em Progresso assim como o blog.
Discordo dos que acham que o ficar de hoje em dia é normal.
Vejo o ficar de hoje em dia como uma maneira enrustida de dizer quero sexo sem compromisso.
Acho estranho o fato de alguém ficar só pra ver o que rola, ou se é isso que a pessoa quer.
Sou careta ao extremo, e prefiro ser taxado assim ao ser taxado de um jovem atual.
Prefiro e sempre preferi lances mais sérios, namoros longos e duradouros, e assim encaro a vida.
Um careta maluco como eu, não acredita em ficadas, mais sim acredita no amor verdadeiro, e será que ele ainda existe?
Vejo que os casamentos tradicionais acabaram, e que os casamentos atuais, são pura aventura, pois não são duradouros o suficiente.
Uma série de fatores interferem nisso tudo…mais uma delas é a que mais acho estranho, a falta de confiança.
Homens infiéis, mulheres vingativas, e assim caminha a humanidade e os casais contemporâneos.
Como sempre em tudo que digo, a as excessões, mais 90% dos casais que EYU conheço são assim, e acabaram pelo motivo que citei.
Hoje em dia é raro você ver um casal com 20 anos de casado, 10 anos de casado.
Como diz a canção: ela pensa em casamento, e eu nunca mais fui a escola, e sem lenço sem documento, eu vou…
Sábio Caetano, vou levando a vida do jeito que dá e o futuro é desconhecido.
Saudações a todos, e de língua e duradouro,
Luiz Carias.
Fevereiro 18th, 2009 at 10:54 am
eXequiela, tô contigo.
Pelé era atleta. Diego, artista. Síntese prefeita. E os dois foram gênios com a redonda aos pés.
Caetano cantou Pelé, Manu Chao cantou Maradona. Segue lindo sítio do Chao: http://www.manuchao.net/.
Jerry Lee Lewis teve a carreira boicotada porque se apaixonou pela prima de 13 anos. Isso diz um pouco (ou muito) sobre o país.
Para americano, branco é branco, negro é negro, bicha é bicha e viado é viado.
Morre o amor, morre a arte, morre o risco, morre a vida em nome da lei e da ordem.
Guido,
Muito bom seu texto/análise.
Abraço!
Fevereiro 18th, 2009 at 11:16 am
Amigos,
Vocês precisam banhar de humildade à prepotência, se livrar da pior espécie de vaidade que existe, furar a bolha que os separa convenientemente e covardemente da realidade, e escutar Edson Gomes.
Farei o mesmo.
Abraços, Felipe.
Fevereiro 18th, 2009 at 12:01 pm
Caetano, estamos todos aqui ansiosos pela sua aparição na abertura do carnaval do REcife nesta sexta-feira, em que os tambores do maracatu vão soar orquestrado por Naná Vasconcelos. Inúmeras nações farão a festa. Seja super bem vindo.
Já preparei a minha peruca black power, ou melhor azul “power” e tudo mais.
Um dia desses entrei num supermercado e lá estavam-se ouvindo músicas antigas de carvanal, e ao parar´para ouvir melhor, era sua voz com uma canção super antiga que eu já fiz de tudo para lembrar e nada. coloquei algumas frases no google( “estamos na rua de novo meu bem”..” eu sou batutas e como eu não tem igual.) e nada, não consegui, só saía o hino oficial dos Batutas, mas não era essa música não.
Alguém sabe?
Então tá, é isso.
seja bem vindo novamente ao REcife Caetano.
Maria
Fevereiro 18th, 2009 at 12:07 pm
Não sou ateu porque não consigo, não é minha praia, desde muito jovem “comecei” a me dizer ateu, mas foi barca furada, não era a minha; no entanto, se fosse me dizer simpatizante de alguma religião, creio que o ateísmo seria uma das escolhidas (embora haja ateus chatíssimos), tenho meus motivos, as religiões não tem feito muita coisa de útil à humanidade, é uma “marmelada” só; porém, creio que o espiristismo, se aprofundado, pode nos revelar aspectos ético-filosóficos que ultrapassam a versão simplista do tipo “condenação”.
Na verdade, várias religiões tem sua beleza e podridão.
Agora, um Deus antropomófico, não dá mesmo.
Sou mais por um panteísmo místico que contemple a possibilidade de, chamarei de luz pra facilitar, mas pode ser, prana, nous, espírito santo ou quanta impregnado todas as coisas, algo do tipo,
O DEUS QUE MORA NA PROXIMIDADE DO HAVER AVENCAS.
O Caetano se diz ateu, mas pra mim o Caetano está para um “ateísmo” que carece de explicações profundas. Não consigo ver um ateísmo, ao menos na visão corrente, em Caetano. Posso até ver um politeísmo, mas um ateísmo, sei não…
Fevereiro 18th, 2009 at 12:10 pm
…aliás, este lance de DEUS existe, ou não existe, é muito chato.
Melhor é trocar a palavra crença, por conhecimento, e aí tudo estará OK!
Fevereiro 18th, 2009 at 12:42 pm
HERMANITO. ESSE QUE VALE!
ABI
Consegui ver daqui a lua branquinha sorrindo procê. Ela deve fazer um esforço danado de bonito pra sincronizar o sorriso com a sua saída do restaurante. É nessa horas que a vida é cinema.
TETECO
Nesse papo de sexo, e as formas físicas (ou geométricas) que Deus pode ter, eu penso muito parecido com você. Deus apareceu como lua branquinha pra Labi. Nossos deuses são “cabeça de bebê sem touca”.
Muito bom você lembrar que VERDADE TROPICAL não é um livro confuso. Entre os muitos valores literários do livro um deles se revala na capacidade narrativa de Caetano. São muitos os momentos em que ele desvia temporariamente o curso da narração com uma pequena história paralela e volta para o eixo com maestria.
Disse no início desse blog que gostava do jeito fragmentado que Caetano escreve (aqui) e que caracteriza muitos dos seus antigos textos como os do Pasquim. Um estilo não-linear (isso não quer dizer confuso) adorável em textos curtos.
Verdade Tropical tem uma pegada diferente. Há a liberdade da livre-associação, mas sem jamais perder o fluxo narrativo central. É um livro muito generoso nas explicações e com grande valor literário. É límpido e extremamente compreensível.
Há sim uma confusão com a palavra “confusão”. Caetano a usou com certo humor e deixou uma fresta. É óbvio que seu texto raramente é confuso, no sentido da incerteza e da imprecisão. Ele até prima por uma excelência explicativa. Um texto pode causar “confusão” sem ser confuso. E isso às vezes é bom.
CARIAS
Ó só que cê disse, meu: “Vejo o ficar de hoje em dia como uma maneira enrustida de dizer quero sexo sem compromisso.”
Enrustida? Ora, “ficar” é maneira menos enrustida de dizer quero sexo sem compromisso. É sincera, explícita e consisa. Ou você imagina um garoto ou garota dizendo pro outro/a: “Oi, gostaria de fazer quero sexo sem compromisso com você”. Fica e pronto. Às vezes dá a impressão que você coloca os neurônios pra trabalhar, até quando eles pedem férias. Dá um descanso.
GIL
Adoro Diego e não o comparo a Pelé. Como disse ao Teteco, Deus pode aparecer de formas diferentes. Na minha infância apareceu na forma de um preto com 1 e 73 de altura chamado Pelé. Agora, o Edson de hoje é mesmo outro carinha.
CAETANO E NANDO
Sou muito próximo ao grupo de meninas da classe da minha filha. Almoçamos eu e elas (6 garotas) todas as sextas. Falamos de tudo. É engraçado. Um sujeito quarentão com 7 adolescentes lindas comendo comida orgânica num restaurante perto da escola. Eu adoro esse momento semanal. Sei a idade que cada uma das meninas menstruou. Elas falam abertamente e sem constragimento sobre o tema que agora tem certa distância no tempo. Uma delas sofreu porque menstruou aos 8. Outra, porque menstruou só aos 15. As duas sofreram. Hoje, nenhuma das duas sofre por isso. Bebel tinha 12 e ficou melancólica. Ela tava em casa e eu no meu estúdio gravando. Foi falar comigo. Nos abraçamos com carinho e eu deixei que ela chorasse no meu colo até a Fernanda chegar do trabalho.
Quero dizer com tudo isso que não me atenho apenas ao fenômeno em si, no calendário e na agenda das discussões dos psico-pedagogos. Me aprofundo no fato e no afeto. Com cada um acontece de um jeito.
Sofri com a demora pra que meus pêlos (preciso ainda do acento diferencial) aparecessem. Depois sofri quando apareceram em abundância. Não bastasse o atraso, vieram com o furor celular de um quase-Tony Ramos. É assim.
Claro que vivemos em um tempo. Que ele deve ser pensado. Mas pensá-lo dentro dele é melhor. Vivê-lo e decifrá-lo dentro das nossas histórias pessoais é uma tarefa bem mais instigante. E ela que faz as coisas mudarem no prazo longo da grande História.
na testa a todos
salem
Fevereiro 18th, 2009 at 1:06 pm
Já chamei a atenção do meu enteado quando ele tinha 15 anos, falei para ele que é falta de educação, exibicionismo, agarrar a namorada no colégio, se ele quisesse agarrá-la que o fizesse num lugar íntimo, e que usasse camisinha, que sexo faz bebê. A minha irmã aos 35 anos dava altos malhos no namorado na frente de todo mundo, era constrangedor ficar olhando, como eu não queria começar uma briga não falava nada, mas eu sentia vergonha, vexame, talvez eu seja uma tímida, como a maioria dos caiçaras da Ilhabela. Tenho uma amiga portuguesa que teve de vir para o Brasil para conseguir namorar uma mulher. Os mais discriminados são os bissexuais, alguns são bastante enrustidos. No caso dos namorados do shopping, pelo que entendi estavam apenas trocando carícias, não eram beijos de língua, não era sexo explícito, como acontecia com meu enteado e minha irmã, eu achei que eles estavam dando altos malhos e que houve uma briga com o segurança. Francamente acho exagero envolver a polícia na discussão com o segurança do shopping, poderia até envolver a imprensa, mas começar um processo público por homofobia contra um segurança ignorante, sei lá, não sei. Vai ser difícil acabar com o machismo dando queixa na polícia, instituição machista, e ainda por cima são os mais fascistas. Ter fobia de polícia é crime? Sou policiofóbica.
Em São Paulo há o shopping Frei Caneca, também conhecido como Gay Caneca, é o reduto dos GLSs da cidade, onde todos podem andar de mãos dadas, se beijar, namorar sem nenhum constrangimento.
Concordo com Caetano Veloso, no que concerne à mudança dos costumes. Antigamente a moral judaico-cristã preponderava no mundo ocidental, foi no século XX que ela começou a ser questionada. Cientistas descobriram que a histeria em mulheres era causada pela repressão sexual. Eu acho que há um exagero para o outro lado, não há dúvidas que há uma explosão demográfica, e as mulheres precisam pensar melhor no jeito que elas estão parindo seus filhos, se é amor ou sexualidade instintiva. A mulher se curou da histeria, mas a sociedade está doente. A moral católica ainda tem força no Brasil, os políticos pressionados pelo Igreja Católica não liberam o aborto, as meninas ficam grávidas cedo e não podem abortar, são obrigadas a parir.
Fevereiro 18th, 2009 at 1:59 pm
Tem umas coincidências que chegam ate a serem engraçadas, a gente aqui discutindo de beijos e suas proibições e vi no noticiário na TV no norte da Inglaterra a moda é proibir beijos na estação de trem, colocaram um cartaz do tipo deste é proibido fumar, com um casal se beijando e um traço vermelho indicando a proibição. Dizia a reportagem que na Inglaterra isso não é uma novidade, que na década de 30 somente casais legitimamente casados podiam se beijar nas ruas, qualquer outro casal era multado e respondia processo por ato obsceno. Vi na entrevista que, da mesma forma que acontece aqui, as opiniões estão bem divididas.
http://quotidianonet.ilsole24ore.com/pazzo_mondo/2009/02/17/152138-baci_proibiti_alla_stazione.shtml
Caro Carias, este negocio de “ficar” é antigo pacas, o que acontece hoje é que as mulheres fazem abertamente o que os homens já faziam, muitas vezes meio “escondidinho” (tinha ate aquele negocio de dizer: peguei uma mina gostosa hoje). Talvez hoje se tenha essa impressão de que as coisas estão meio fora do controle, mais não é verdade, a estória que contei sobre as “minhas meninas” foi a pelo menos 12 anos atrás. Acredito que o “ficar” de hoje é uma coisa muito mais honesta do que a vontade de ficar de ontem e a preocupação por parte das meninas com “o que vão pensar de mim”, ou ainda aquele negocio de “ser considerada fácil”. Hoje as garotas usam os garotos da mesma forma que estes as usam, para satisfazer um desejo imediato, uma atração, um tesão, que seja. Da mesma forma que quando rola uma química legal as pessoas passam a se encontrar numa outra esfera, com outros compromissos. Faz uns dois anos eu fiquei preocupada com meu filho que vinha perdendo muito peso rapidamente, coisas de mãe, daí perguntei para minha filha se ele estava com algum problema (drogas por exemplo) e ela me respondeu que ele estava com os hormônios a mil e que as meninas tinham descoberto ele e que agora o que ele queria mesmo era dar beijinhos, que não era para que eu me preocupasse que ele estava muito bem. Achei curioso esta coisa dela dizer que ele foi “descoberto pelas meninas” e não o inverso, mais acho que é por ai mesmo. Então caro, relaxe e deixe que as meninas descubram você e se deixe usar por elas, não seja tão egoísta (brincadeirinha, não fique zangado comigo viu!).
E por falar em carnaval e beijinhos ta ai a Carla Visi… e beijem que beijar é bom demais!
http://www.youtube.com/watch?v=KgBmY-yM484&feature=related
Beijos!!!
Fevereiro 18th, 2009 at 3:18 pm
Bom dia, super-xará!
“Jenipapo Absoluto” é de arrasar!
Tenho ouvido todos os dias e para mim, de tua obra, que prima pela beleza, esta música é a obra-prima mais linda e emocionante.
Cezar me disse que foi contigo à loja de discos e entre os que vc comprou, um foi “Axé Babá”, de Alexandre Leão.
Gostaria de saber qual a tua impressão?
Eu adoro!
Tb gosto de Fantasmão!
Com moderação, de Psirico…e ainda mais moderadamente por causa de “Pranchinha”.
Adoro “Amélia”, “Feijoada completa”, mas acho que a atmosfera de cada época se impregna nas músicas e uma música como “Pranchinha”, hoje, me chega com muita violência, soa discriminatória..
Abraço e Axé!
Ou melhor:
Aquele Frevo-Axé (que adoro!)!
Fevereiro 18th, 2009 at 3:51 pm
Assis,que foi Valente no nome,sucumbiu às agruras da vida.
O sofrimento é foda.
Uma foda cáustica.
Ele é o autor da mais linda canção de natal de todos os tempos.Tocada e admirada no mundo cristão inteiro.Incluindo os países que não entendem a língua portuguesa,e passam alheios à beleza e rebeldia de sua letra.
Que outra canção de natal,além de “Boas Festas” contesta os podres poderes outorgados pelo capitalismo selvagem ao papai Noel,afirmando que “felicidade é brinquedo que não tem ?”
E a desigualdade social “ eu pensei que todo mundo fosse filho de papai Noel ?”
Ouvi o poeta e jornalista baiano,Fernando Leite Mendes,contar,num programa de rádio,que Assis Valente venceu,com esta canção,um concurso de músicas de natal,promovido pela prefeitura do R.J.
Ganhou mas não levou.E o motivo alegado pelo prefeito,na ocasião,foi a “inconformidade” da letra ao espírito do natal !!!
Assis foi Valente,ao desafiar a banda dos contentes.
Castello,
desejando boas festas o ano inteiro.
Fevereiro 18th, 2009 at 3:53 pm
Pra Maria:
Pra ser batuta é preciso só cantar
AS GLÓRIAS
Porque, na noite da folia
Troco a noite pelo dia
Eu digo quem sou
E come é
Isto vai dar o que falar
Bom é batuta e como eu não tem igual
Não vou procurar o vinil mas é uma coletânea de canções de Carlos Fernando (espero ter citado corretamente, especialmente frevos, onde tem Caetano, Gil e Jackson do Pandeiro, Elba Ramalho, As Sereias e muito mais, bem legal.
Beijos
Fevereiro 18th, 2009 at 4:03 pm
Cara Miriam, e caro Salém, hoje em dia vejo tudo de olhos fechados, aliás não vejo, sinto tudo que se passa a minha volta e acho feio e estranho o que acontece.
Não sou o dono da verdade nem o rei do mundo, odeio os qu me julgam assim.
Gosto de ser decretado de careta e sou, sob alguns pontos de vista, preferindo ser contra aqueles jovens que defendem a liberação da maconha, sou contra, voto contra,assino contra esa grande massa, e preifor não me parecer e nem ser próximo a estas pessoas.
Só eu jovem sou feio e ninguém.
Saudoso abraço a todos,
Luiz Carias.
Fevereiro 18th, 2009 at 4:43 pm
Pro Alemão:
Obrigado pelo “muito bom seu texto análise”.
Este blog nos faz dizer/ler coisas que até Deus/deuses entram em transe.
Abraços.
Fevereiro 18th, 2009 at 6:00 pm
Costumo ler todos os comentários e apesar de quase nunca fazer referências diretas a esse ou aquele, simplesmente adorei o comentário do Guido acima.Achei tudo de bom e me deu vontade de continuar nessa linha da análise dos trabalhos e comportamentos dos artistas sobre o tema homoerótico.
É meio recorrente dizer que os artistas estão sempre a frente de seu tempo, mas é a mais exata constatação. Tanto, que estamos comentando e tentando entender Caetano e Gil (impossível falar de Caetano e não lembrar de Gil) no seu amplo espectro de criação.
É claro, há artistas e artistas. Caetano e Gil sempre se expuseram sem restrições, o que em várias ocasiões os tornaram vitrines, ora da ditadura militar, ora da esquerda ortodoxa.
Na questão do homoerotismo então, sempre foram e são objeto de polêmica, especialmente na classe média, a mais careta e reacionária das classes sociais.
Em nossa contemporaneidade, gente como Cazuza, Cassia Eller, Renato Russo, Ângela Rô Rô e Ney Matogrosso fizeram e fazem história. É interessante quando a gente constata que nenhum deles fez disso militância, foram como são. E olha que isso ajuda a avançar e como!
Cassia Eller em
Rubens - Mário Manga
Eu nunca quis te dizer
Sempre te achei bacaninha
O tempo todo sonhando
A tua vida na minha
O teu rostinho bonito
Um jeito diferentão
De olhar no olho da gente
E de criar confusão
O teu andar malandrinho
O meu cabelo em pé
O teu cheirinho gostoso
A minha vida de ré
Você me dando uma bola
E eu perdido na escola
Essa fissura no ar
Parece que eu tô correndo
E sem vontade de andar
Quero te apertar
Quero te morder e já
Quero mas não posso, não, porque:
- Rubens, não dá
A gente é homem
O povo vai estranhar
Rubens, pará de rir
Se a tua família descobre
Eles vão querer nos engolir
A sociedade não gosta
O pessoal acha estranho
Nós dois bricando de médico
Nós dois com esse tamanho
E com essa nova doença
O mundo todo na crença
Que tudo isso vai parar
E a gente continuando
Deixando o mundo pensar
Minha mãe teria um ataque
Teu pai, uma paralisia
Se por acaso soubessem
Que a gente transou um dia
Nossos amigos chorando,
A vizinhança falando,
O mundo todo em prece
Enquanto a gente passeia,
Enquanto a gente esquece
Quero te apertar
Quero te morder, me dá
Só que eu sinto uma
Dúvida no ar:
- Rubens, será que dá?
A gente é homem
O povo vai estranhar
Rubens pára de rir
Se a tua família descobre
Eles vão querer nos engolir
Rubens, eu acho que dá pé
Esse negócio de homem com homem,
Mulher com mulher
Delícia a Cassia Eller!Tenho como tese que se a gente pudesse abstrair a influência dos padrões de comportamento sexual judaico/cristão/mulçumano, a grande maioria poderia ter as mais variadas experiências sexuais.
Bjs, Eduardo.
Fevereiro 18th, 2009 at 7:07 pm
SALEM:
ESCREVE UM LIVRO ! suas histórias (pessoais inclusive) são ótimas..e vc as escreve de uma maneira deliciosa de se ler.
Fico na torcida!
Abração!
Fevereiro 18th, 2009 at 7:26 pm
Maldito Osvaldo!
- fazendo coro com Nando, falando da mesma época que, assim como Salém, eu estava totalmente neurótico com a demora de crescimento dos meus pêlos.
Emerson, está em 80% não só porque está em progresso. É tb porque vai acabar.
Verdade tropical é SUPER claro e bem estruturado, parece Cony. Any way, mesmo quando Caetano escreve confusamente é totalmente claro para quem, assim como eu, teve toda a formação de pensar fortemente influenciado por ele. É como se ele sempre fosse da família.
JOALDO, KD o lançamento bicho? vai ter festa? estamos ansiosos!!
Fevereiro 18th, 2009 at 7:28 pm
Boa noite blogueiros de plantão,
Estamos próximos ao Carnaval e no carnaval parecemos que ficamos dias hipnotizados com os dias que passam.
A tradição brasileira de carnaval, é onde o brasileiro esquece de seus problemas e de sua vida e se entrega a essa coisa mágica que é o CArnaval, essa festa alegre e complexa que temos, que simboliza a festa da carne.
Quem é ateu e viu milagres como eu, não sou ateu, e não tenho religião, e não gosto muito dessa cosa de ser religioso, apenas creio em Deus, e mais nada. Não sou fã de crer em lendas ou estórias, mais gosto delas.
Gosto muito do que leio aqui, aliás fora daqui também, Joaldo e Salém tão de parabéns seus blogs são shows.
Saudações a vocês, abraços,
Luiz CArias.
Fevereiro 18th, 2009 at 7:48 pm
Vellame, você também sofreu na mão dele?! Má-rapaz, e ainda tinha a Ana Nilma: a gente jogava bola no corredor, ela tomava e trancava na Secretaria, “aqui não é lugar de bola”; bola de meia, ela tomava; bola de papel, ela tomava; tampinha de garrafa, ela tomava; aí a gente fingia que jogava, bola invisível, só pra ver a cara dela procurando a bola, toda nervosa hahaaaaa.
***
Caetano,
Entendi só agora.
Mas veja: a infância como a conhecemos hoje não existiu desde sempre, you know. Como a conhecemos na modernidade ela existe há uns 400 anos. Festas de aniversários de crianças têm uns 200 anos. A infância como conceito passou a existir a partir de Gutemberg. E começou a desaparecer a partir de Morse (o do Código); é o que defende o Neil Postman, com argumentação consistente e indo lááá atrás, desde os gregos, passando pela Idade Média etc.
Contextualizações à parte, o que me interessa no que ele diz é o seguinte: se uma criança de primeira série pode ter acesso aos mesmos conteúdos que uma de oitava, por que a divisão por séries? Não parece óbvio que o acesso ao conhecimento (sobretudo àqueles mais delicados) se deva dar por etapas? Não parece óbvio que não só imagens eróticas mas conteúdos densos referentes a estados de espírito, por exemplo, devam ser cuidadosa e progressivamente apresentados? Lautrèamont é coisa para crianças? Velvet Underground é coisa para crianças?
Uma outra coisa, grave e delicada, é o seguinte: a relação da criança de confiança com aquilo que ela supõe seja o “auto-controle” dos adultos em relação aos seus (dos adultos) impulsos; sejam eles impulsos egóicos, violentos ou eróticos. A perda de confiança, neste caso, gera desestruturação interna, incerteza, desrespeito e desesperança na crença das crianças quanto ao seu (delas) próprio futuro. Que espécie de adultos somos nós, incapazes de filtrar coisas comprovadamente nocivas para a infância? O que vocês imaginam que sejam imagens eróticas HOJE EM DIA? Uma “penetração”, como na revistinha do Salem?
Grande abraço,
Fevereiro 18th, 2009 at 8:28 pm
Boneca de pano
gingando no Cabaré
Poderia ser bonequinha de louça
Tão moça
Mas não é…
“Boneca de pano” cantada pelo “Quatro ases e um coringa” é a melhor coisa do mundo. Assis valente foi um dos mais importantes compositores de música popular brasileira. Há canções que alguns interpretam como mensagens “implícitas” da sua homossexualidade, sobretudo aquelas que se referem a algum objeto fálico, em “uva de caminhão” existe uma porção de menções desse tipo.
Curioso como o papo sobre homossexualidade e liberdade individual alcançou questões sobre a juventude contemporânea, sexualidade, infância, hábitos modernos, namoro, enlaces efêmeros, etc.
A juventude é apenas uma palavra.
Fevereiro 18th, 2009 at 10:47 pm
Obrigadíssima Guido Spotti. Quer dizer, é Spotti ou Spolti?, como veio escrito no seu último comment.
Obrigada pela lembrança da música. Você sabe todas , né? que beleza. Vou pedir a um amigo fanático para gravá-la para mim, agora já sei como falar.
E o Carlos Fernando é um dos homenageados do Carnaval do REcife.
Confira a entrevista que ele concedeu ( abaixo) para o jornalista José Teles.. Ele fala sobre o seu estilo de frevo e que foi gravado pelo Caetano, Gil, Elba Ramalho. Também comenta sobre o carnaval do Recife e da Bahia. vale a pena conferir.
http://www.nordesteweb.com/not01_0309/ne_not_20090208c.htm
beijinhos a todos e bom Carnaval.
Aqui a folia já começou. Ontem Moraes Moreira tocou em Olinda e falou na TV que também é pernambucano. muito legal.
beijos
Maria
Fevereiro 18th, 2009 at 10:56 pm
Acabo de ouvir “A raça humana”, de Gil, demais aquela construção poética/musical que ele faz, não?
Fevereiro 18th, 2009 at 10:57 pm
DIZ O I CHING, DIVINO É SABER.
Fevereiro 18th, 2009 at 11:09 pm
Kaytanow e obremproguesseiros,
Diplomacia e Arte: Muito Vinicius, claro. Sugiro que pesquisem Brasilio Itiberê, esse cara tem até estatua em praça na Belgica - ele era um diplomata brasileiro e sua maior ação eram os saraus! Grandes saraus!
Exequiela: Muy buenas sus informaciones del Carnaval porteño, chegeui a ver um corso perto do Teatro Cólon, mas já na correria de aeroporto… Como Buenos Aires é surpreendente!
Feliz Carnaval, moçada!
Fevereiro 18th, 2009 at 11:41 pm
caetano,
acho que fui eu que escrevi que bagno e possenti não devem gostar de pagode - pelo menos tanto quanto nós aqui.
adorei o “pelonasmo” - não nos libertaremos jamais dos typos.
escreva urgentemente para heloisa para eu saber do que se trata.
abs
luedy
ps. Carias, tô de volta ao batente
mas também sinto falta de vocês e das conversas todas.
Fevereiro 19th, 2009 at 12:12 am
eu sou mesmo argentino, por aqui tem essa coisa de Edson de hoje…Maradona na Argentina e pra sempre um amor incondicional, isso sim!
Salém, tô fora desse papo de Edson de hoje, nem me interessa, eu tenho amor e orgulho por Pelé todos os dias e para sempre, é meu Rei…eu adoro tudo nele e acho ele sempre certo…é incondicional entende? Sou argentino, pra mim ele é ÊLE e ponto.
que mané esse Edson de hoje o que meu irmão…
kiss my ass
Fevereiro 19th, 2009 at 12:13 am
oi skindô oi skindô hein…eu e vc , vc e eu…juntinhos…tra lá lá lá….beijinho beijinho da xuxa…
Fevereiro 19th, 2009 at 1:00 am
Nando, sofri nas mãos de Osvaldo e principalmente Itana.
Vc sabia que eles tinham (tem) uma sala cheia até o teto dos milhares de tipos diferentes de bolas tomadas dos alunos?
Maria Luiza (minha filha, 11 anos) estuda lá tb. (pois é, reclamamos e continuamos lá…)
Pois esses dias ela resolveu fugir do transporte escolar. Foi aquela loucura e fui lá correndo. Depois de muita confusão quem aparece com ela não mão?
Osvaldo
Ainda me disse com aquele sorriso dele:
- Vellames!….
Fevereiro 19th, 2009 at 1:05 am
Caetano,
Muito legal a torcida do Bahia chamar o estádio de PITUAÇU de Pituaço. É evidente que os torcedores tricolores assim o chama para fugirem da rima e ao mesmo tempo fazem também uma alusão ao chamado tricolor de aço. O Vitória vai jogar como mandante na nova praça de esporte no mês de março em duas oportunidades e os torcedores do Leão da Barra para escaparem da rima estão chamando Pituaçu de PITUACÍVEIS. Como sabemos existe um caso parecido em Milão: Os torcedores do Milan chamam o estádio de San Siro e o da Inter de Giuseppe Meazza. Inté…
Fevereiro 19th, 2009 at 2:05 am
ahhh futebol futebol…. Pele…Maradona…
Exequiela me parece maravillosa a través de sus comentarios, pero aquí tengo que pararme el la vereda de enfrente de su comentario 199. Sí, Pelé es un atleta, pero no es sólo eso, es magia con la pelota en sus pies, Pelé É O MELHOR JOGADOR DO MUNDO. Maradona…y sé que sonará controversial para mis compañeros de lengua hispana de este blog, pero Maradona fue un ‘86….y….y un 86….y…..y bue, después sufrió su adicción a drogas que le quitaron lo que pudo tener de magia. Alguna alegría dió, y ahora tiene el regalo de ser Dt de la selección….
maradona artista, mmmmmm, me deja mucho que desear
he visto más jugadores con extraordinaria capacidad de manejo de la pelota que Maradona, pero bueno, son opiniones, vió mi querida EXE, no se me vaya a enojar, son opiniones…
SEXO SIN AMOR…AMOR SIN SEXO
lo último es más raro sí, pero no difícil o imposible, acaso todas las meninas de este blog no nos hemos apaixonado por nuestro Cae ??? É amor, sim, e longe de ser sexo, salvo esos sueños de EXEquiela que ya están al borde de la concreción jajajaja, invitame CHE!
besos para todos!
Ju.-
Fevereiro 19th, 2009 at 2:34 am
PESSOAL,
Quiero contarles un poco sobre el Carnaval de Uruguay.
La murga es, por un lado, un género coral-teatral-musical y, por otro, la denominación que se le da a los conjuntos que lo practican.
La murga uruguaya es interpretada por un coro de unas 13 a 17 personas, que, acompañados por una “batería de murga” integrada por bombo, platillos y redoblante, entona canciones y realiza cuadros musicales con personajes y línea argumental.
La temática principal ronda alrededor de los acontecimientos salientes del año, con crítica política y social.
Las murgas son uno de los principales atractivos del carnaval uruguayo.
Éste es el carnaval más largo del mundo y convoca durante 40 días (hasta más) a decenas de miles de personas,(por causa de los concursos que se realizan en un teatro al aire libre, se ven obligados a suspender sus actuaciones, cuando llueve), llegando a vender más entradas que el fútbol en todo el año. También se fomenta como atracción turística hacia países extranjeros.
A diferencia de los carnavales en el resto del mundo, caracterizados por sus desfiles callejeros, en Uruguay el carnaval está concebido principalmente como un gran festival de teatro al aire libre, en el que las murgas cumplen un rol central. En los mismos escenarios actúan también otras categorías de agrupaciones.
Anualmente la Intendencia Municipal de Montevideo y la Asociación de Directores de Espectáculos Carnavalescos Populares del Uruguay (Daecpu) organizan las festividades del Carnaval uruguayo.
Dentro de las actividades que se desarrollan se encuentra el Concurso Oficial de Agrupaciones de Carnaval. El mismo se lleva a cabo en el Teatro de Verano Ramón Collazo ubicado en el barrio Parque Rodó de Montevideo. En dicho certamen participan conjuntos que representan cinco diferentes estilos: Sociedades de negros y lubolos (Comparsas), Revistas, Parodistas, Humoristas y Murgas.
Un jurado de cinco miembros otorga los puntajes dentro de cada categoría. Se evalúa la letra, la orquesta, los disfraces, el maquillaje y los motivos, en cada una de las categorías mencionadas. El premio a la mejor murga de la temporada es el galardón más importante de la competencia, el más codiciado, siendo la revelación de su ganador la más esperada por el público.
El público concurre a dicho evento o a los distintos “tablados” (escenarios), distribuidos en todos los barrios de la capital y del país, para disfrutar y aplaudir las actuaciones que ha preparado cada murga durante todo el año.
Llevar adelante una murga puede ser una empresa muy costosa, pero en caso de éxito también puede ser muy redituable.
Las murgas que ganan el concurso anual, además de conseguir prestigiosos sponsors suelen obtener contratos para grabar discos y hacer actuaciones en el exterior, sobre todo en países con gran cantidad de inmigrantes uruguayos como Argentina, España, Estados Unidos y Australia. También existen escuelas de murga uruguaya, tanto en Uruguay como en Argentina.
Desde hace unos años se lleva a cabo también el carnaval de las promesas, donde compiten exclusivamente agrupaciones de jóvenes. El evento Murga Joven, comprendido dentro de la Movida Joven, evento cultural y artístico organizado por la Intendencia de Montevideo, ha sido en los últimos años un renovador de la murga incluyendo en mayor número a los jóvenes en este género y agregando nuevas propuestas.
Link de la Murga Agarrate Catalina, vencedora 2008,(teatralizando una burla a Chávez).
http://www.youtube.com/watch?v=1gh4Ewes2GA&feature=related
Exequiela,
Ooohhh que recuerdos!, batallas de bombitas de agua, terminábamos todos no sólo empapados sino que también bién! machucadas/os, te daban con “alma y vida”, pero era muy divertido.
Algunos de mis amigotes…aquellos…a los que se les atacaba lo mal parido…a los autos que circulaban por la cuadra les lanzaban bombitas de agua por la ventanilla, y en esas teníamos que salir todos corriendo, porque alguno paraba para relajarnos a todos. No todas las personas entraban en clima né!?
Parecía un hecho inocente, pero pensando bién era bastante peligroso hacer esas travesuras, pues podiamos causar un accidente, sin quererlo.
Acá no teníamos el “bombero loco”, ah! aparte de las bombitas, usabamos los “pomos de agua”, imagino que sí los llegaste a usar también. Valío el recuerdo. Beso.
LUCRE,
También no me está convenciendo nada eso de “dividir” a Caemío.
Si lo “divides”, ya no sería Caetano en “naturaleza” y en toda su esencia, me refiero a lo permanente e invarible en ellas.
Lo quiero como es, en donde dentro de su “naturaleza” también lo conforman lo “variable” (ecléctico).
Mmmm! con lo “indivisible”?, te refieres a lo “invisible”?, mmmmhh! creo que “eso” ya está desde siempre instalado en mí.
Sigamos decidiendo.Entonces.Beso.
PD: Aquí en estos dias siempre dan un programa de TV, que pasa la otra “cara” del carnaval. Llamado Rio en Carnaval, enviando un periodista uruguayo (más que periodista es un “viajero”, el conductor del programa es un “apaixonado” del carnaval de Rio, como será que hace ya como 25 años que realiza ese programa de TV. Trasmitiendo todo, todo, desde o Sambodromo, camarotes, ruas…e ainda mais…até os bailes de Drag(fantasías)e Chico Chicarei?
Yo me confieso: GOSTO MUITO MAIS DO CARNAVAL DO BRASIIIUUUU!!.
¡VIVA O CARNAVAL BRASILEIRO!.
CAEMÍO,¡Feliz carnaval!, un beso GRANDEEE con serpentinas, pito, matraca, sol, lluvia ,sudor, cerveza…y todo lo que más quieras agregarle…o sacarle!?.
Siempre queriéndote más que ayer, pero menos que mañana. Veriño.
FELIZ CARNAVAL PARA TODOS!!.
Fevereiro 19th, 2009 at 10:34 am
Oi Carias, esse negócio de esquecer tudo e se largar no Carnaval, depende muito de como está a vida da pessoa naquele momento. Eu vejo o Carnaval, pelo menos o daqui do REcife, uma oportunidade de participar de uma diversidade cultural muito grande. Esse ano teremos desde Maria Rita e Pitty, Fred Zero 4 e Nação Zumbi, até às orquestras de frevo. Ontem o CAetano ensaiou no Marco Zero. Veja o que saiu num jornal local:
PS: Guido Spolti, leio sempre que posso o I Ching, mas não entendo muita coisa.
beijinhos, Maria
Caetano declara paixão pelo Carnaval pernambucano
Publicado em 19.02.2009, às 01h19
Caetano ensaia com Naná e declara amor à folia local
Do Jornal do Commercio
Caetano Veloso, principal atração da abertura do Carnaval do Recife, esteve no Marco Zero na noite dessa quarta-feira e se encontrou com o músico pernambucano Naná Vasconcelos, com quem divide palco nesta sexta-feira, a partir das 19h, quando será dada a largada oficial para a folia.
O baiano declarou-se um apaixonado pelo Carnaval pernambucano e disse que o repertório para a grande festa já está praticamente definido. Entre as músicas que prometem levantar a multidão no Bairro do Recife, estão “Alegria, alegria”, “Meia lua inteira” e “Lua de São Jorge”.
Caetano contou que, há três anos, passou o Carnaval no Estado e ficou encantado. “Já troquei o Carnaval da Bahia pelo de Pernambuco uma vez. Vim como folião. Brinquei nas ruas, até a Quarta-Feira de Cinzas. Fiquei maravilhado”, disse.
O baiano volta a Salvador no sábado, para tocar com o bloco afro Ilê Aiyê. “Fiquei com pena de não poder ficar para o Galo da Madrugada”, lamentou. Caetano e Naná cantarão com 600 batuqueiros de 14 nações de maracatu.
Fevereiro 19th, 2009 at 11:33 am
sobre manifestações públicas de afeto e sexo esta festa centenária numa pequena cidade do interior nordestino me deixou deveras impressionado:
http://www.overmundo.com.br/overblog/a-festa-do-rio-o-paradoxo-da-beleza
Fevereiro 19th, 2009 at 12:26 pm
Interessantíssima, a FESTA DO RIO, sem pecado e sem juízo!
Fevereiro 19th, 2009 at 1:31 pm
Sensacional a Festa do Rio!
No dia da padroeira da cidade.
Glauber
não é de graça, não. A matéria diz:
“A noite vai chegando e elas começam a dança de insinuações, caminhando por entre os grupos para que os homens ofereçam seus lances.”
E não tem segurança pública ou privada.
Salve a Festa do Rio!
Fevereiro 19th, 2009 at 1:35 pm
Pelo que entendi elas transam em troca de grana.
Fevereiro 19th, 2009 at 1:42 pm
Pelé é o maior artista do futebol, o time do Santos com Pelé jogava futebol arte, encantava as pessoas com um carisma contagiante e excelente preparo físico. Pelé fazia jogadas incríveis e desconcertantes.
Uma manifestação de torcida que me emocionou foi a recepção do Ronaldo no Corinthians. Ronaldo, outro grande artista do futebol, falou no microfone que era o mais novo louco do bando e a torcida respondeu num coro: “Ronaldo é mais um louco para jogar no Coringão”, e o Fenômeno tem se empenhado na preparação física, emagreceu, o afeto da torcida estimulou o jogador, mais que o dinheiro.
Eu vivi o final da repressão sexual, e prefiro sexo liberado, não fez mal para o meu enteado começar uma relação de namoro e sexo aos 15 anos, seria pior começar com prostitutas, na minha época de adolescente era comum a mulher casar virgem, o sexo era cercado de mistérios, a repressão me atrasou, eu poderia ter me divertido mais na juventude, ter perdido menos tempo com dilemas morais.
Fevereiro 19th, 2009 at 1:44 pm
Hermano!
Puta que o pa Rio!
E nóis aqui na cyber-fita debatendo sexo antroposófico, enquanto os cabra mergulham de cabeça no corrimento das águas.
Isso é que é festa, merimão! O resto é masturbation-beat!
Eu adoro o Brasil!
Sempre tem alguma coisa rolando na outra margem. Marginais geniais e genitais.
Me sinto um nerd… Ou um merd.
beijo no Rio
salem
Fevereiro 19th, 2009 at 1:48 pm
mas ô gente pra gostar duma sacanagem, é tudo peter pan mesmo her mano, foi alguém tocar no assunto e pronto, só se quer falar de putaria e sacanagem, é, sexo é foda mesmo, o pessoal não se lambuza nunca…o mundo derretendo e a moçada só quer saber de que? é o calor, é o calor, todo mundo quer logo tirar a roupa, excitação, ê gente excitada…as mina lá do sertão é tudo CC, creative comum né/ papo reto, toma lá dá cá ou tudo de grátis, nesse comércio a gente num precisa de nada mermo né? nós sumo professô…é homi cum homi, homi cum bicho, mulé cum mulé , hom e mulé, e tem criança também, tem padre, tem professô, tem de tudo…é nós porquêra
Fevereiro 19th, 2009 at 2:16 pm
Glauber, acho que elas vendem mesmo, acho que vi isso no texto. Mas depois de uma comunhão tão incrível, um evento tão congregador, sei lá se lembram de dinheiro, hein?
Galera, vcs viram que a advogada Paula Oliveira falou que aquele papo todo era só isso mesmo: papo? Quando lhe perguntaram sobre os motivos, ela respondeu: “Pergunte a um psiquiatra”. Puta que pariu…
Fevereiro 19th, 2009 at 3:35 pm
Boa tarde blogueiros de plantão,
Que bom que voltaste Luedy estava com saudades de ti…
Interessante a matéria sobre Caetao e o carnaval pernambucano.
Muito bom saber que o carnaval pernambucano é encantador, alegre, bonito e animado.
Acho que independe no carnaval o estado de espírito, todos no carnaval querem viver, curtir, ficar, e só lembrar da vida, após caminhar Km atrás de um trio elétrico, sob chuva, suor e cerveja.
Quarta feira de cinzas que é o triste do carnaval, pois marca seu fim, e marca também a dura volta a realidade.
Hoje estamos na véspera de toda festa, eu embora trabalhe em todo o período do carnaval, também não deixarei de me divertir e pular, pois amo o carnaval de rua, exatamente com chuva,sor, cerveja, muita música e festa.
Pena aqui o carnaval não ter grade expressão cultural mas sim de massa.
Bom por momento é isso,saudações carnavalescas,
Luiz Carias.
Fevereiro 19th, 2009 at 3:38 pm
Perdoe quem não gosta da palavra: CARACA!!!
Hermano, qual é mesmo a cidade e o dia dessa padroeira dos desconsolados ???
Ô gente de mente poluída, né pra mim não! é um primo meu, tadinho… rsrsrsrs
Fevereiro 19th, 2009 at 3:42 pm
putz! o link de hermano fundiu minha cuca, bicho. ISSO é que é “carnaval”, o resto é conversa…saúde pública? eu hein…mundo doido. eu me achava prafentex…qual nada! sou careta pra caramba, hahaha
Fevereiro 19th, 2009 at 3:47 pm
só uma dúvida: as mulheres se oferecem de graça? tipo assistência social?
Fevereiro 19th, 2009 at 4:00 pm
A festa do Rio
Que loucura!!!
“Sempre tem alguma coisa rolando na outra margem. Marginais geniais e genitais.”
Fevereiro 19th, 2009 at 5:05 pm
Vellame, mas o Salé é o Salé, né não? Que bom que outra geração Vellame está por lá! Rapaz, depois de uns quinze anos eu reencontrei minha turma de terceiro ano, saímos para um café da manhã, bicho eu chorei demais, é um negócio… sem palavras.
Agora trauma mesmo foi ter sido campeão de totó (aka pebolim), eu e meu chapa Mickey sacrificando durante umas duas semanas o horário do recreio, e Evilásio ter nos prometido uma medalha de ouro. Você recebeu a medalha, Vellame? Nem eu. Imagina a relíquia que me seria hoje, uma medalha de… totó!
*
“Sexo antroposófico”. Eu mereço.
*
Nem Pelé nem Maradona. O melhor de todos chama-se Arthur Antunes Coimbra, o Zico, o Camisa 10 da Gávea (grande Jorge Ben, que homenagem maravilhosa!!!).
*
Tô com o gil nessa aí at 1:48pm, Peter Pan comanda. Sexo é foda mesmo. Foda-se todo mundo!
Fevereiro 19th, 2009 at 5:49 pm
Brincando de Odeon.
Quando o cotidiano é subitamente abençoado pela imortal chama da criatividade humana.
http://www.youtube.com/watch?v=zY8bWmY-xok&feature=related
Castello.
Fevereiro 19th, 2009 at 5:59 pm
Ai, ai, 600 batuqueiros de 14 nações de maracatu..e Naná..e Caetano…e eu tão longe do Recife!
Maria, Mariazinha, aproveite bastante por mim.
Bom Carnaval para todo mundo!
Fevereiro 19th, 2009 at 7:50 pm
Amigos blogueiros do O e P.
A nossa Heloísa me pediu,e um pedido dela é uma ordem (pelo orkut), para eu contar tudo sobre a apresentação do Caetano amanhã, no Marco Zero, aqui no Recife.
Muita responsabilidade, mas vou ver o que posso fazer. Os outros blogueiros do O eP em Recife, tam´bem podiam mandar os seus recados para o restante dos amigos que não estão no Recife.
Este ano não estarei em nenhum lugar vip, mas vai ser bom saber a opinião da galera lá de baixo da platéia.
Então tá, pode deixar Heloísa, não vou deixar passar nada.
beijinhos a todos e até sábado.
Maria
Fevereiro 19th, 2009 at 7:56 pm
Caro Caetano,
Ao esquivar-me das rotas viciadas no ciberespaço, eis que me deparo, em uma de minhas cyberperambulações, com o seu blog. Tenho que informá-lo que agora seu espaço se fez um vício em meu caminho. Bom ler textos desvinculados e desatados.
Bem, sou vítima da boa influência musical. No sentido roteiristico da coisa. Sempre visualizo historias através de canções, ou encaixo canções em minhas imagens. Isso é recorrente com Mautner, Benjor, Nação Zumbi e alguns outros arquitetos musicais.
Quando ouvi a faixa “O Herói”, do disco “Cê” não pude deixar de associá-la a um vídeo que fiz em 2004, “O Fim do Homem Cordial” ( http://www.youtube.com/watch?v=xB1XEZgDaAE) . Esse filme foi proibido tolamente pelo Governo Carlista, o que fez com que ele tivesse uma enorme visibilidade na internet. A sintonia e o tom marginal desses dois trabalhos me encheram de entusiasmo. A sensação é que o protagonista do filme é o mesmo que discursa em sua canção. Estou escrevendo um roteiro de longa-metragem com a mesma verve.
A festa de Yemanja foi maravilhosa. Para compensar a manhã nublada, a rainha do mar enviou um verdadeiro toró dando um brilho singular as personagens do festejo. Captei momentos celestes com minha câmera. A Umbanda “Deus Dará” do conselheiro Elias Gomes Moreira é extasiante.
Bom, por agora é isso.
ps. Abaixo o link do blog sobre o filme que estou fazendo sobre Jayme Fygura.
http://curtaosarcofago.blogspot.com
Fevereiro 19th, 2009 at 8:35 pm
Ontem fui assistir “Foi Apenas um Sonho” (Revolutionary Road) - o título em português é horrível!
Como cheguei cedo para a sessão fui fazer hora na livraria, entre os livros que vi e achei bacana foi o “Histório do amor no Brasil” da Mary Del Priore.
“RESENHA
O que é o amor? Sentimento imutável ao longo da História ou manifestação vinculada ao seu tempo? As pessoas namoram e se beijam hoje da mesma forma que faziam durante o período colonial? A historiadora Mary Del Priore - autora de ‘História das mulheres’ e ‘História das crianças’ - responde a essas questões percorrendo, com competência e leveza, 450 anos de idéias, práticas e modos amorosos no Brasil. Da rígida família patriarcal até a ‘desordem amorosa’ propiciada pela pílula e pela revolução feminista, do amor-paixão ao amor que leva ao casamento, do flerte à paquera, a autora aborda séculos de vida amorosa no Brasil. Ricamente ilustrado, ‘História do amor no Brasil’ é dirigido a mulheres e homens que querem entender - e viver - o afeto mais cantado da História. ”
http://www.editoracontexto.com.br/livro.php?livro_id=303
bjs.
Fevereiro 19th, 2009 at 9:19 pm
Maria, eu já estava certo de ir assistir Caetano em Recife mas Bebete, a gata de minha filha foi atropelada e estou cuidando dela. Grava numa câmera fotográfica qualquer e bota para agente ver no youtube.
Nando, vejo que eu tinha mais moral com Evilásio que vc. Fui vice-campeão de ping pong e campeão de futebol de salão (sem ter jogada uma partida, pois não jogo nada, me colocaram na brodagem) e ganhei as duas medalhas.
Fevereiro 19th, 2009 at 9:35 pm
Não me contive e fui obrigado a ver o vídeo que o Hermano indicou, rapaz, que coisa sensacional.
A mim parece ficção, não pode ser verdade aquilo…se for tem que virar moda e se espalhar pelas cidades..rs
Realmente é de fundir a cuca mesmo…
Abraços a todos os carnavalescos de plantão, e abre alas que eu quero passar…
Luiz CArias.
Fevereiro 19th, 2009 at 11:50 pm
“Me sinto um nerd… Ou um merd.”
hahahahahahahahaha. salem sensacional!
nando tem um ponto. equilíbrio.
saquei o lance da festa daspu. lóki.
moçada, um belo carnaval pra todos. não façam nada que eu não faria! hahahaha
Fevereiro 19th, 2009 at 11:59 pm
Não gosto de Carnaval. Pelo menos do brasileiro. O português então é quase ridículo. Eu, mesmo amando de verdade o Rio de Janeiro, onde sempre estive das 4 vezes que fui no Brasil, nunca na vida iria à Cidade Maravilhosa nessa altura.
Adoro o Carnaval de Veneza, onde somente estive uma vez. É o oposto do carnaval brasileiro. Frio. Elegância. História.A gente não cansa de percorrer todas as ruelas e canais, dar de cara com pessoas de todo o mundo, a maioria fantasiadas.Desfiles de fantasias a toda a hora e em todo o canto. Uma atmosfera tão especial que eu tenho dificuldades em descrever. E nada de porcarias.
É isto que torna belo o Mundo: a diversidade cultural. 2 culturas, 2 formas de Carnaval totalmente diferentes. Uns gostam mais de um. Outros gostam mais de outro. E ainda bem que é assim.
É exactamente pelo facto (óbvio) destas diferenças culturais profundissimas que, por exemplo, algo pode funcionar num sitio e não em outro.Uma lei por exemplo. E é isto que algumas pessoas (deste blog) parecem (por vezes)não entender…
Fevereiro 20th, 2009 at 1:37 am
Por falar em carnaval, deixa eu agradecer ao Caetano pelo belíssimo post anterior sobre os grupos baianos. Acho que faz bem para a saúde da música baiana ter palavras tão belas a seu respeito proferidas por quem lhe tem tanto amor. Discordo delas mas elas não deixam de ser belas por causa disso. Enchi bastante a paciência do Caetano aqui mas acho que valeu a pena. Que suas palavras ecoem pela Castro Alves, pela Barra, pelas ondas do mar da Bahia. Que a música baiana (em todas as suas cores e sons, Glauber!) destoe da neutralização e possa avançar esteticamente mais e mais. Nosso mestre, com olhar amoroso e carinho irrestrito, endossa. Desconfiado, aceito. Não preciso amar o que Caetano ama para amá-lo. Sou pinkfloydiano; sou atormentado. Vejo decadência onde você vê cubismo e modernismo. Mas é óbvio que remodelo meu decadentismo a partir de um paradigma tão mais saudável, tão mais… possível. Sim, Caetano, você disse aqui ser imanentista (ao falar sobre o carnaval). Só podemos estar felizes.
Ótimo carnaval a todos. Se beber, já sabe. E o casaquinho, não esqueçam. Vai no pandeiro aê, gil, ô skindô, skindô, skindô!
Fevereiro 20th, 2009 at 1:58 am
Putz Nando
Eu fiz uma piada! Uma piada entre amigos, que até poderia ser gongada pela moderação. Eu não ficaria chateado. Cê pode achar sem graça, mas a expressão “sexo atroposófico” era uma tirada pra mim mesmo, você e Caetano que falavamos da Waldorf. E nesse mesmo ambiente, de repente o Hermanito envia o video bizarro. Achei graça. Disse que gosto do Brasil por esse jogo de contrastes e de humor. Só isso E terminei o textículo me dizendo um “merd”. Cacilds! Esse seu lado noiado, me surpreendeu de novo!
mas vamo nessa… gosto docê. Vou tentra me auto-moderar pra não mexer mais com seus melindres.
beijaço
salem
Fevereiro 20th, 2009 at 2:17 am
Não estou conseguindo acompanhar os comentários, e estou de malas prontas pra Goiás… O que me leva é a saudade e o que me trouxe aqui tb é saudade.
Na reta final do meu trabalho de mestrado fiquei acuada e sem tempo, mas nas canções que ouço (seja o milionário e José Rico, ou a trilha do castelo Ra tim bum) levo um pouco de muitos aqui comigo.
Bj na testa de todos!
PS: Joaldo e o Grande encontro?
Fevereiro 20th, 2009 at 2:29 am
Ainda Guido, que disse ter escolhido ser ateu e depois votou atrás. Achei engraçado isso, porque sou ateu desde criancinha e me sinto muito à vontade no ateísmo até porque a questão religiosa para mim não tem qualquer prioridade na minha vida. Fui criado numa família católica apostólica romana, fui até crismado, mas tinha horror da crucificação de Cristo e da semana santa.Tinha horror da culpa de tudo, pecado também.Aprendi a ser ateu sozinho.Apesar de concordar com Gil que “mistérios sempre há de pintar por aí” isso, na minha opinião não tem nada a ver com Deus e coisa e tal.É claro que respeito qualquer sentimento religioso e não discuto essas questões com pessoas religiosas.A gente tem que aprender a viver com a diferença.Acho a fé em dogmas um pé no saco.É como você ter que pagar uma prenda para seus pedidos serem atendidos por uma entidade. Isso para mim é chantagem, não é sadio.
Fevereiro 20th, 2009 at 3:44 am
Boa Noite Gente Boa!
Eu só queria dizer que assim como os ateus não acreditam em Deus, eu não acredito nos ateus.
Valha-me Deus! Nossa Senhora! O que é aquilo no vídeo que você mostrou Hermaninho? Mas será o Benedito Gente Boa?
Senhoritas acautelai-vos!
De repente surge um filho sacrílego aqui outro acolá… E a ideia da comunhão plena da vida? Será que permanece? Mateus cuida dos teus!
Olha, eu sou como titia e procuro demonstrar uma escrupulosa pureza moral, um austero e rígido respeito pelos princípios e zelo pelos costumes. Resumindo, sou rigorista (e piadista!). Mas quer saber Gente Boa, adorei a cidadezinha.
A donzela assassinou o reptil e mostrou o isntrumento com o qual tirou a vida do monstro. Eu é que não quis ver o tal instrumento. Já me basta ver o monstro morto.
Eu não corro pro violão num lamento, mas como canta Bethânia em música de Pai Caetano, deve ser bom poder tocar um instrumento!
Hermaninho I love you boy!
Depois ainda dizem que é a bicharada que vai arder no fogo do inferno. Aff… Eu vou parar por aqui porque hoje eu bebi! Eu também sou filha de Deus, uma coisinha aqui outra ali a gente bebe né?
Não briga comigo não Caetano, hoje estou falando besteira. Só hoje viu gente! Vou dormir. Um beijo!
Fevereiro 20th, 2009 at 8:49 am
A Festa dos Rios.
No Rio de Janeiro,turistas são filmados peladões fazendo sexo na varanda dos hotéis de luxo,enquanto uma platéia de transeuntes urra e aplaude.
No interior,a tal festa do rio.
É a degradação ampla geral e irrestrita pra todos os gostos e classes sociais.
Insinuar que tais abominações seriam frutos da união entre o sagrado e o profano – no caso da festa do interior – ou do sexo sem pecado e sem juízo – na do RJ – e desejar que se espalhem por ruas e avenidas,mundo à fora,é prova de que a sociopatia alcançou níveis irreversíveis.
Foi assim no Egito dos últimos faraós.E na Roma dos derradeiros Césares.
Um fim de ciclo apodrecido e gasto.
E antes que alguns “moderninhos” venham lançar-me na lista dos preconceituosos,ultrapassados,e outros bordões,devo afirmar que :
Foi nas Entranhas da Mulher que o Raio do Esplendor Divino assumiu a Forma Humana de Vida,com seus vários nomes,Krsna Krsto Budha,Rama…
Tratado dentro dessa perspectiva,o órgão feminino é deveras genital e genial.
Castello.
Fevereiro 20th, 2009 at 11:07 am
Ola. “600 batuqueiros de 14 nações de maracatu.” … espero que “falando” a mesma língua. Ou não, idealizando o maravilhoso caos. Unidos de Vila Babel.
Leio isso e viajo no tempo. Para quando a humanidade descobriu poderes supra-humanos ao rufar tambores.
Imagino Caetano e Naná no meio desse estrondoso dínamo sonoro, vibrando suas células em níveis jamais imaginados por Steven Halpern em “Som Saúde”. O autor deve ter pesquisado pouco.
Fevereiro 20th, 2009 at 11:37 am
Salem, não são melindres, são coisas importantes pra mim, cara. Pô, eu emprego meu tempo (todo mundo, óbvio), envio fontes, procuro ser cuidadoso na abordagem, paro pra pensar, refaço meus argumentos, a gente tentando chegar a algum lugar, de repente entra um “vídeo bizarro” e sou obrigado a aceitar que tudo não passou de um papo sobre “sexo antroposófico”? É de foder com a tabaca de tchôla, como se diz na Bahia.
Uma vez aqui você subiu num banquinho, bateu no peito e gritou que tinha dedicado 15 anos da sua vida para o trabalho com a Vexame (ou fazendo o que a Vexame fazia, não lembro) que não podia admitir isso e aquilo etc. Fiquei até com medo. É natural que a gente reaja assim às vezes, com coisas que nos são valiosas. Mesmo aceitando as diferenças (como disse aí o Paulo Osório muito bem dito).
Chega de seriedade! Auto-moderação é querer beber pouco e ainda dirigir?
Já é carnaval, cidade, acorda pra ver!
Mão na bunda aê, fica esperto, Salem!
Fevereiro 20th, 2009 at 12:01 pm
Então Eduardo, na verdade eu nunca desisti de ser ateu, pois nunca fui, foi apenas uma disposição contra-mística; eu fiz a tal da primeira comunhão, mas me recusei à crisma; e acho verdadeiramente “abomináveis” os dogmas religiosos, sejam católicos ou outros mais; agora, como você mesmo disse, o fato de mistérios não tem nada a ver com Deus (e aí a busca da terminologia DEUS, creio que Aristóteles esteja imbricado em sua definição, deva ser vista com outras nuances) porém uma definição de leis cósmicas aplicáveis, uma erguida no véu da matéria, esteja diretamente ligada aos tais mistérios.
Há que se considerar que no ateísmo a negação da possibilidade da existência de DEUS (não este Deus antropomórfico que controla tudo de um ponto qualquer de um universo finito e estúpido) é ao mesmo tempo uma dúvida profunda arraigada de sua aceitação.
Por exemplo, o que leva uma pessoa como Nietzsche, pirar no final de sua vida assinando seus escritos como O Cruxificado?
Mais um exemplo: acho legal esta coragem da negação, justamente para olhar mais para o umbigo do homem, e aí sacarmos uma certa pequenêz, ou grandeza, quando olhamos por entre as estrelas (se são tantas só mesmo amor)e deixamos penetrar o indizível… Precisa-se pensar em Deus quando fizemos isto? para alguns sim, para outros não, e no entanto aquilo é… E QUANTO MAIS LONGE DA TERRA, QUANTO MAIS LONGE DE DEUS.
Um poeminha Pessoa/Caeiro que gosto muito, que copiei do google: (todos conhecem, mas é lindo)
Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada
Há metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que idéia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
“Constituição íntima das cousas”…
“Sentido íntimo do Universo”…
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
BEIJOS ESOTÉRICOS.
Fevereiro 20th, 2009 at 1:48 pm
HER-MANOSO ESSE VALE
Ói Nando, cê disse assim:
“Pô, eu emprego meu tempo (todo mundo, óbvio), envio fontes, procuro ser cuidadoso na abordagem, paro pra pensar, refaço meus argumentos, a gente tentando chegar a algum lugar, de repente entra um “vídeo bizarro” e sou obrigado a aceitar que tudo não passou de um papo sobre “sexo antroposófico”?
Cacilds! Eu disse o mesmo, em uma frasesinha.
E me incluí nisso! Pô… Eu disse “a gente”. Afinal, cê sabe que li todos os argumentos e pesquisas que cê enviou. Elogiei sua postura. Gostei de alguns artigos e citei-os com o devido respeito.
Meu comentário (olulo) foi a respeito do contraste deste blog (que reflete muito do Brasil). Do convívio entre o sério e o desrecalque do humor.
Você parece querer apenas o lado sério. Eu gosto de rir da minha seriedade de vez em quando. Não faço isso com os outros. Costumo me incluir nas minhas graças. Não faço chacota de gente que admiro. Brinco apenas. Mas você não é de brincadeira, eu já avisei que vou respeitar esse limite. Pronto. Mas, na mesma medida, acho saudável que você compreenda meu estilo.
Eu nunca subi “num banquinho” bati no peito e gritei que tinha dedicado 15 anos da sua vida para o trabalho com a Vexame e que não podia admitir isso e aquilo etc.”
Volte lá, se quiser, e releia. Esse foi o tom que você viu num comentário que dizia justamente o que eu disse acima: o humor que fazíamos com a canção chamada de brega, não era depreciativo. Era celebrativo. Assim como o humor que dirigi a nós e à seriedade do blog. Você fez mistureba. Eu sou lá de subir em banquinho e gritar? Nem me imagino desse jeito. Esse foi o jeito que você me imaginou ao me ler. Paciência.
O negócio da FESTA DO RIO foi tão instigante que produziu reações variadas e surpreendentes:
Do Carias:
“Não me contive e fui obrigado a ver o vídeo que o Hermano indicou, rapaz, que coisa sensacional.”
Do Castello:
“É a degradação ampla geral e irrestrita pra todos os gostos e classes sociais.”
Achei que Carias iria lembrar da sua tese de que a molecada só pensa em sexo e violência. Não o fez. Achou aquilo sensacional e “de fundir a cuca”.
E Castello chamou de “abominação”, uma palavra esquisita que já coloca no substantivo um adjetivo (abominável).
A minha piada era justamente sobre esse momento em que o Brasil “funde a cuca” de muita gente. Liberais reagem com rigor. E rigorosos reagem com humor. Gosto dessa hora em que o racicínio fratura.
Comemoro esses momentos. Rio (verbo e substantivo).
Você falo sério e, no final, disse:
“Chega de seriedade!”
E era isso que eu havia feito antes do seu pedido. Mas você tava sério e não entendeu.
Eu nem pedi “chega de seriedade”. Já fui logo rebolando. Agora, mandar recados sérios e depois dizer “chega de seriedade” é estratégia conveniente, mas pouco leal.
Você me fez ficar sério de novo. E eu já tava no clima do skindô.
Sou mesmo um merd.
Pode tirar essa mão da minha bunda.
salem
Fevereiro 20th, 2009 at 1:55 pm
O melhor verso sobre carnaval e religiosidade:
O CARNAVAL É A INVENÇÃO DO DIABO QUE DEUS ABENÇOOU”
Isso é refrão, slogan, out-door, para-choque de caminhão, oração, placa, prosa. poesia, dito, tese, piada, piaba.
Coisa de gênio.
Fevereiro 20th, 2009 at 2:42 pm
Ontem vi uma entrevista em que o maestro Fred Dantas dizia que o que há de novo no Carnaval da Bahia é o tal novo pagode. Aqueles que Caetano falou no comentário anterior: Psirico, Parangolé, Fantasmão…
Fevereiro 20th, 2009 at 3:07 pm
foliões cinéfilos,
vi “o leitor” ["the reader"]. excelente!!! kate winslet, ralph fiennes e lena olin são incríveis, mas quem me chamou atenção mesmo foi david kross. muito bom ator, esse carinha. vejam.
“revolutionary road”, apesar das boas atuações de winslet e dicaprio e de sam mendes na direção, não dá liga. sei lá, não rolou. mas vale a pena ver. sempre vale a pena ver kate winslet…aah, kate, kate…lovely creature, hahaha
amanhã verei “a troca”. êee, carnaval animado…
Fevereiro 20th, 2009 at 3:21 pm
tô longe da Carnavália, por aqui o auê é outro: começou o jugamento dos fundadores do The Pirate Bay, acusados de facilitar a infração de Copyright pela Warner Bros, MGM, EMI, Colombia Pictures, 20th Century Fox, Sony BMG e Universal.
O Pirate Bay, sueco, é o maior facilitador de trocas de arquivos no mundo e existe desde 2003. Este é o maior julgamento no caso de compartilhamento de arquivos da história, tanto que fora do tribunal em Estocolmo ingressos para entrar estão sendo vendidos por cambistas…o barraco é grande. Enquanto isso, depois do Grammy foi a vez do Brits Award acontecer e confirmar a boa temporada musical para a única música do mundo que é produzida, difundida e comercializada de forma moderna e atual, a anglo americana. As demais, estão descalças pelas ruas do mundo…e ninguém sabe nada?
Céu azulzinho e quentinho lá fora no cantinho de melhor clima da europa. lenine, maria bethânia e simone anunciados nas próximas semanas, pra onde vai a música brasileira?
Rui Reinho soa na rádio marginal cantando cazuza, ele diz e conserta o português: vejo-te na escola e encho tua bola…faz bonitinho faz parte do meu show com muita bossa. Marco Rodrigues é outro fadista que dá gosto de ouvir, jovem, bonito e talentoso. Vale conferir. galões, pães de leite, cara paus, água de pedras, grãos, açorda, arroz doce, vinho e bacalhau…mátria.
Fevereiro 20th, 2009 at 3:53 pm
Guido,
Adorei o poema do Pessoa.Aliás, esqueci de dizer que também não acredito no Diabo. É muito delicado falar de religiões e principalmente de Deus.Só me manifestei porque o público aqui me pareceu mais cabeça aberta. Ainda bem!
Mas, continuando, acho que rola, mesmo em alguns casos estranhos como em Nietzsche, citado por você, uma expiação dos males reais e irreais da vida que podem acometer a qualquer um de nós. Ás vezes a barra pesa e aí é cada um por si e Deus contra todos.Pois é, nessas horas você(quem acredita) procura por ele e babau!É fodíssimo”
Não gosto definitivamente das religões monoteístas como o judaísmo,cristianismo e mulçumana para citar as mais conhecidas.
Já de religiões mais ligadas às forças da natureza e portanto aos homens, como Candomblé e Budismo, por exemplo, me são mais simpáticas.
Somos animais,só que desenvolvemos (Viva Darwin e seus 200 anos!)a consciência.A nossa pequenez frente ao universo é tão acachapante que qualquer pensamento de termos sido “criados” à semelhança de Deus, por si só, já não resiste a uma análise mais séria.
Agora, obviamente,”Há mais coisas entre o céu e a terra, do que pode sonhar a nossa vã filosofia.”, citando Shakespere em Hamlet.
Prefiro a capacidade de sonhar e entender o sonho, ainda que leve muito tempo.
Tem um ateu que eu gosto muito que é o Lennon e que reproduzo uma de suas letras, “God” que considero fantástica:
“God is a concept,
By which we measure
Our pain.
I’ll say it again.
God is a concept,
By which we measure
Our pain.
I don’t believe in magic
I don’t believe in I-Ching
I don’t believe in Bible
I don’t believe in Tarot
I don’t believe in Hitler
I don’t believe in Jesus
I don’t believe in Kennedy
I don’t believe in Buddha
I don’t believe in Mantra
I don’t believe in Gita
I don’t believe in Yoga
I don’t believe in Kings
I don’t believe in Elvis
I don’t believe in Zimmerman
I don’t believe in Beatles
I just believe in me
Yoko and me
And that’s reality.
The dream is over,
What can I say?
The dream is over
Yesterday
I was the dreamweaver,
But now I’m reborn.
I was the walrus,
But now I’m John.
And so dear friends,
You just have to carry on
The dream is over.”
Bom carnaval a todos!Eu vou pro mato!
Abraços galáticos.Eduardo
Fevereiro 20th, 2009 at 3:56 pm
Encontrei estes trechos na Revista Bravo de Janeiro de 2005 / ano8:
”
Bunda - e não “nádegas”, que é uma expressão plural. Bunda é o conjunto. É o “milagre de ser duas em uma, plenamente”, como dizia Drumond, acrescentando: “A bunda é a bunda, redunda”. E é com ela que o Brasil requebra em todas as suas festas. Nada de nádegas, nada da fesse (”fenda”) dos franceses. A bunda brasileira, formada graças à herança genética africana, é massa carnal rebolante - e não bipartição, fenda ou vazio. E, se temos uma estética da bunda, cânones dessa ondulação corporal sedutora, a bunda também remete a uma estética. E esta - como bem viu Jean-Luc Hernnig em sua “Breve Histótia das Nádegas” - é barroca. Sim: a bunda é barroca. Curva e plenitude. (…) Mas, além do corpo, existe a visão desse mesmo corpo. O nosso modo de lidar com ele. Daí que a nossa alegria, manifestando-se em nosso corpo e sua bunda, seja também inseparável da informalidade brasileira (vide Sergio Buarque), com o seu horror às normas e às distâncias interpessoais.
”
(Antônio Risério/ Cor, som e sexo - nota sobre a bunda e a alegria brasileira).
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>>>Como o sexo aparece em sua obra?
Jorge Mautner:
O tempo todo, se quando comecei a escrever, em 1956, a quando comecei a gravar, em 1965. Como disse Caetano (Veloso), o sexo é a graça divina. Está em todas as canções do mundo. Sou meio freudiano. Para mim tudo é sexo. Isso invade toda a natureza. Penso em três coisas: comer, sobreviver e fazer sexo.
José Celso:
O sexo é minha obra. Não existiria se não fosse sexo. Minha obra é sex - suada. suada no sexo. Isso desde a época de “O Rei da Vela”, que foi de libertação sexual. Eros, o deus da potência e da vida foi muito humilhado pela Igreja Católica. Eu trabalho com a máquina do desejo.
Fernanda Torres (na época ela estava em cartaz com “A Casa dos Budas Ditosos”):
Em “A Casa dos Budas Ditosos”, o sexo é a obra em si, o sexo e a memória. O sexo é como a música, é um estímulo sobre o qual não se tem controle consciente, que entra pelos poros e avança sobre a imaginação. Não há representação, nenhum orgasmo, ninguém se esfrega em ninguém, é só a fala.
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bjs.
Fevereiro 20th, 2009 at 4:16 pm
Ai Vellame, não vai dar para levar câmera para dentro do agito do Carnaval. Mas vou ver se alguém aqui tem coragem de levar.
Adam, não entendi nada o que você falou.
Heloísa, chegarei bem cedinho na festa para não perder nenhum detalhe.
seguem mais algumas notícias da abertura do carnaval do Recife, com uma fala do nosso Caetano.
O texto foi tirado do site oficial da prefeitura do recife.
beijinhos a todos.
Maria
19/02/2009 19:46:40
Tocam os tambores para abertura do Carnaval Multicultural
No Bairro do Recife, uma grande cerimônia religiosa marcada para esta sexta-feira, às 18h abre oficialmente o Carnaval Multicultural do Recife 2009. Mais uma vez, quem comanda a festa é o batuqueiro Nana Vasconcelos à frente de 14 nações de maracatus e com um total de 600 batuqueiros. Este ano, o percussionista vai contar com as presenças especiais de Caetano Veloso e do jovem pianista Vitor Araújo. A solenidade conta com a presença do prefeito do Recife João da Costa que entrega a chave da cidade ao Rei Momo e à Rainha do Carnaval.
A noite começa com a concentração dos maracatus na Rua da Moeda, que saem em cortejo, exibindo os toques das alfaias pelas ruas, anunciando que chegou a hora de exaltar a Momo. Na celebração, Naná homenageia o povo nagô e suas tradições através de duas personalidades, Dona Santa, conhecida como a eterna rainha dos maracatus e Mãe Menininha do Gantois, ialorixá mais importante do Brasil. Para abrilhantar ainda mais e abrir passagem para a folia , o Rei e a Rainha do Carnaval, estarão, também, presentes na festa, seguindo uma clarinada composta por 20 clarins, além do Bloco Batutas de São José.
O momento da apoteose acontece às 19h, quando as nações se juntam para acompanhar o cortejo. Logo depois, Naná chega ao palco e recepciona os artistas convidados. O primeiro a se apresentar é o grupo Voznagô, seguido do pianista Vitor Araújo e do cantor Caetano Veloso, um dos ícones do movimento tropicalista, mostrando que é responsável por uma cisão no frevo, ao compor, em 1969, a canção Atrás do trio elétrico. “Amo o repertório de ritmos que se cristalizaram no Brasil desde a vinda de escravos africanos”, comenta Caetano. O Coral Edgard Moraes e maestro Marco Cézar finaliza o primeiro momento da programação.
Fevereiro 20th, 2009 at 6:49 pm
Rafael citou José Celso e me lembrou de As Bacantes, e adivinhem quem foi agarrado e puxado ao palco pelas atrizes/bacantes: CAETANO VELOSO ( A Festa do Rio perde)!
http://www.youtube.com/watch?v=8VNe1YFybZw
Fevereiro 20th, 2009 at 7:05 pm
Eduardo, compartilho com tudo que você mencionou, é por aí mesmo, e deixemos os (a)teímos para lá!
um Grande Abraço!
Fevereiro 20th, 2009 at 8:33 pm
Oi Maria. Obrigado pelo alerta. Gosto muito do ritmo maracatu, acho cerimonioso, introspectivo, mântrico.
Rascunhei uns pensamentos e acabei publicando assim mesmo. Lia naquele momento sobre a relação entre som e saúde, coisas do tipo: “Nossos corpos são bio-osciladores vivos … sistemas de partículas atômicas vibratórias. Nossas células ressoam automaticamente com as vibrações sonoras recebidas.”
Justamente quando eu ‘aprendia’ a diferenciar som de barulho, e seus efeitos nos organismos animais e vegetais, entram em cena os 600 batuqueiros, batucando.
Fiquei imaginado as consequências (sequelas?) que, segundo o livro, toda aquela vibração provocaria na estrutura molecular das células de Caetano Veloso. Do Naná também.
Meu delírio incluiu um batuqueiro saindo do ritmo, e levando consigo outros 599. Ouça que loucura! Moléculas sofrem …
Pensei mais coisas, mas, não me leve a mal, hoje é carnaval.
Fevereiro 20th, 2009 at 9:03 pm
Estou no Recife. Anteontem ensaiei com Naná e os 600 batuqueiros. Encontrei Vitor Araújo. Fiquei mais uma vez deslumbrado com a beleza do Marco Zero - e do Recife at large. Mais ainda com os maracatus. Ontem fui a Olinda (realmente uma linda situação para se construir uma vila), já em pleno carnaval, com blocos de frevo passando pelas ruas bonitas, tudo. E fui ao Quanta Ladeira. As letras que cantei com Lenine, Pedro Luís, Vitor Araújo, Moska, Max Viana, Carlos Rennó e grande elenco são divinas mas impublicáveis mesmo aqui em nosso tão liberal cantinho. Vou estudar um meio de contar sem parecer grosso (lá nada parece grosso: é o trnascafajeste angelizado). Havia meninas lindas na platéia.
Fevereiro 20th, 2009 at 9:08 pm
Boa Tarde Blogueiros de plantão…
Gostei de teu post Rafael, falando sobre Mautner, Fernandinha Torres, etc.
Carnaval bombando já nos 4 cantos…eu só espero que os indicies de acidentes nas estradas sejam menor que do ano passado.
Quero saber notícias do show do Caetano, por favor Maria nos avise e nos conte em todos os detalhes como foi, queremos ouver, ver e imaginar a obra em progresso carnavalesca.
Valeu a todos e bom carnaval aew.
De língua,
Luiz CArias.
Fevereiro 20th, 2009 at 9:35 pm
Estou de malas prontas para o animado carnaval caipira de São Luiz do Paraitinga. O Bloco Juca Teles do Sertão das Cotias sai sábado as 12h pelas ruas estreitas da cidade histórica ( fruto do luxo dos barões do café no Vale do Paraíba no século 19) dizendo a todos que “do céu, do purgatório e do inferno ninguém escapa. Sabem por que?? Porque hoje é Carnaval”.
“O carnaval é a invenção do Diabo, que Deus abençoou..” (Caetano Veloso).
Labi, sua ‘lôca’ rs
bjs!!!
Maria, que privilégio ver Caetano, Naná Vasconcelos e 600 batuqueiros de maracatu em Recife. Curta todas e não perca o Galo da Madrugada.
“Ilê Ayê, como você é bontio de se ver” (Caetano/ Moreno).
Fevereiro 20th, 2009 at 9:40 pm
Olinda, primeira cidade do Brasil…”…realmente uma bela situação para construir uma vila…” Naquela época os portugueses tinham visão…
Muito bonita, muitas igrejas, muitos repentistas. Já estive lá (e em Recife também, claro).
Guido: Muito bom o poema do Pessoa/Caeiro
Gil: onde está você?
Fevereiro 20th, 2009 at 10:40 pm
Caetano, caro:
como faço para fazê-lo conhecer um grupo musical chamado “Argonautas” que, no meu entender (e de uns bons amigos entusiasmados por música brasileira) faz hoje a melhor música de sua geração no país?
Fevereiro 20th, 2009 at 10:50 pm
Fernando Salem,
Meu caro, não podemos estar à mercê dos estados de espírito e das intenções uns dos outros, advinhando piadas, psicografando intenções. Isto vale para todos nós. Não, não quero apenas o lado sério da vida - ainda mais com quem manda beijo em tudo quanto é lugar. Na bunda, inclusive. Na testícula (trocadilho, é óbvio, entre testa minúscula e testículo). Até carinha/emoticon (emoticom ou emoticon? Sei lá, em bagnês tanto faz) te mandei. Mas, com você, não brinco mais. Retiro a brincadeira; me desculpe. Desculpe pelo banquinho e pelo bater no peito. Talvez Labi adorasse isso. Preciso aprender tanto com Labi. Desculpe por não ler você no tom adequado. Desculpe pela mistureba. A pouca lealdade é leitura sua. Mas, ainda assim, desculpe pela deslealdade. Desculpe pela seriedade ter voltado. Faltou algum item? Desculpe pelo que faltou também.
Tá cheio de papo interessante por aqui, agora chega dessa viadagem.
Desculpa aos demais, também.
Fernando Fontes Azevedo.
Fevereiro 20th, 2009 at 11:42 pm
no quanta ladeira senti falta foi de bráulio tavares.
glauber, cinema no carnaval é bom à beça. vi “the reader”. sou fã total de kate winslet. ela não me decepcionou. mas o filme tem aquelas cenas a mais de todos os filmes americanos das últimas décadas (menos os de woody allen, god bless him for this, even if it is just for this) e a maquiagem de nossa kate está um pouco sarapa. o que impressiona, o que realmete arrebata é o garoto. que ator!
Fevereiro 20th, 2009 at 11:49 pm
noite de quarta feira no rio de janeiro, 80 mil pessoas no maracanã para ver flamengo e bonsucesso, estádio cheio, o time rubro negro revivia os melhores dias do futebol carioca e a maior torcida do mundo comparecia em massa para ver, torcer e celebrar o esquadrão vitorioso, em campo só craques e dentre eles, êle, o galinho de quintino.
noite linda, o maracanã à noite iluminado durante os jogos é uma catedral e repleto é consagração.
um jogador atrasa a bola para o goleiro, este quica a bola três vezes e sem olhar dá uma corridinha e chuta o balão para o céu…platéia em silêncio…a pelota viaja e completa a hipérbole descaindo velozmente, no campo os jogadores se posicionam prestes a recomeçar a peleja…a bola caindo parece que procura por êle, e vai direto se aninhar no pé direito do craque, e desmaia…pára ali, como se nunca estivesse estado em qualquer outro lugar, morre ali. O estádio em silêncio observa a ação e um murmúrio amplificado de 80 mil torcedores produz um leve e intenso..oooooooooohhhhhhhhhhhh…Zico matou a bola, matou uma bola improvável, de primeira, quem estava lá viu e compreendeu a delicadeza da autoridade no trato do craque com a bola, a audácia de imaginar o lance e a perícia de realizá-lo com perfeição….e o estádio gemeu, gozou, tremeu…ooooooohhhhhhhhh….Zico, o amor total.
Fevereiro 21st, 2009 at 2:49 am
NANDO
copy and paste da minha frase. Releia com os olhos de carnaval.
“E nóis aqui na cyber-fita debatendo sexo antroposófico, enquanto os cabra mergulham de cabeça no corrimento das águas.”
Reparou no ” nóis”? A frase diz que você é “obrigado a aceitar que tudo não passou de um papo sobre “sexo antroposófico”?
Sexta pré-carnaval em SP. Noitão. Cidade deserta. Nenhum eco de tamborim. Ninguém de fantasia na Alemeda Santos. Fui ver Marcelo Adnet no Teatro. Adnet foi o meu carnaval. Ri pra cacete. Talento desopilante. Tinha certo preconceito com os stand-ups brasucas. Mas Adnet é de uma agilidade atômica. Uma profusão de associações inteligentes e rápidas.
A vida real vale a pena.
Não sou de carnaval pela minha tradição paulista reclusa. Mas ouço quase todos os sambas enredos daqui e do Rio. Todos os anos. Já compus um pra Unidos do Tatuapé, cujo tema era Salvador. O carnaval me interessa, embora não tenha hábitos de folião. Sou tarado por marchinhas. É genético. Mas o mais bonito do carnaval paulista é o silêncio e a escuridão.
Só pulei carnaval mesmo em Salvador há mais de 20 anos. Chorei ao ver os Filhos de Gandhi. Na praça Castro Alves, o encontro dos trios de Dodô e Osmar e dos Novos Baianos. Lembro de ver Caetano sentado com amigos em volta de uma mesinha. Salvador tinha um forte cheiro de cerveja. Minha memória olfativa consegue recupera-lo agora. Não tenho saudades, porque me lembro bem. O suficiente pra gostar de lembrar e não querer de novo. Carnaval da muito sono pelas manhãs mesmo pra quem não pula. Sou fraco no quesito fantasia. Mas ao contrário de bons amigos paulistas, não fico melancólico no carnaval. Me introverto.
beijo nas testas
salem
Fevereiro 21st, 2009 at 4:07 am
Pôxa Salem !
Você queimou o saque,ao descontextualizar minhas frases,maifrém.
Colocadas desse jeito,sem-pé sem-cabeça,eu não vi o meu rosto.
Entendi o que você quis dizer,mas vejo diferenças significativas entre o liberal e o libertino.
Pena que,a melhor frase do meu comentário,passou batida por você.
Eu a colhi numa publicação independente da SBE :
“Foi nas Entranhas da Mulher que o Raio do Esplendor Divino assumiu a Forma Humana de Vida,com seus vários nomes,Krsna Krsto Budha Rama”…
E tem outra,por minha conta e risco :
O CARNAVAL É A INVENÇÃO DE DEUS QUE O MERCADO AMALDIÇOOU !
Castello,
Com o axé do afoxé Filhos de Gandhi.
Fevereiro 21st, 2009 at 4:18 am
Aperfeiçoando a frase,Salém.
Afinal,também somos uma Obra em Progresso,né,hehe.
O CARNAVAL É A INVENÇÃO DE DEUS QUE O CAPETALISMO AMALDIÇOOU !
Castello.
Fevereiro 21st, 2009 at 12:06 pm
CASTALLEZA
Li sim, com a devida atenção o seu comentário. Achei bem escrito e coerente. Quando pincei a sua frase, quis mostrar ao Nando como uma nova informação arremessada aqui no blog (no caso a Festa do Rio) quebrava de forma sadia os esquemas de discussão que se constróem com o tempo.
Quis dizer que gosto disso. Que gostei tanto do que você disse, quanto do que Carias disse, porque o link que o Hermano enviou provocava reações fora da quadratura óbvia. Tudo começou com um bem-humorado comentário que titulei “Puta qui Pa Rio” que comemorava a entrada de um link “provocativo” do Hermano. E que, de tão insólito, desfazia um esquema viciado, no qual me incluo.
Não diria que você é liberal, nem libertino, nem liberado. Diria que você é livre. Também não diria que Carias é rígido, nem rijo, nem ríspido. Diria que é revolto. Gosto de vocês. Gosto daqui. Fui genérico. Tudo era um elogio ao blog e ao Brasil. Mas foi lido de forma pessoal.
A conclusão que tiro é que nos admiramos, todos. Mas não somos tão íntimos assim. Senti o poder do limite, sobretudo em relação ao Nando (que gosto tanto). E me propus a tomar cuidados para não prejudicar a comunicação específica que tenho com ele. Respeitosa e afetuosa.
Mas de forma generica (a todos os outros daqui) mantenho o que escrevi, porque a natureza do comentário não foi depreciativa. Foi humorada. Quem afina com esse registro, okay. Quem se sente ofendido tem o direito de reclamar.
Gostei das tuas 2 paródias ao verso de Caetano. Mas a inclusão do “capitalismo” e do “mercado” despoetiza o original. Ele é atemporal, perene.
Nando
Só as desculpas sinceras me interessam. Não tinha entendido o “subir no banquinho e bater no peito” como piada.
Gil
Que linda narrativa do Galinho. Pensei no quanto sou privilegiado por ter visto Pelé, Zico e Maradona ao vivo. Vi Zico no estádio pela primeira vez naquele amistoso no Morumbi entre Brasil e Ajax. Zico foi vaiado pelos paulistas. Senti vergonha. Ele respondeu com 3 golaços, deixando mais de 70 mil paulistas perplexos. Eu era adolescente e decidi gostar do Zico de forma incondicional e irreversível. Bom saber da homenagem do Nando. Artur é um nome lindo. E o filho do Nando tenho certeza que também é.
Por aqui, em SP, nem Festa do Rio, nem Festa da Ria. Nem Menino do Rio, nem Menina da Ria. O desbarulho dá lugar ao som das maritacas. É impressionante como tem passarinho urbanóide. Que beleza ouvi-los abrindo alas. Pardais cinzas na comissão de frente e uma linda ala de sabiás laranjeiras fazendo alegorias.
Verdade que coloco as coisas sem pé nem cabeça, Castello. Mas gosto de samba. E sei que não sou ruim da cabeça e nem doente do pé.
beijos sinceros ao Nando, Castello e Gil
salem
Fevereiro 21st, 2009 at 1:42 pm
gil, que belíssima descrição, cara, arrepiei geral aqui. Deixei de acompanhar futebol há muito tempo (desde a Copa de 82, mais precisamente). Mas coisas assim eram incomparáveis, você foi muito feliz, poesia pura. Meu filho se chama Arthur em homenagem a Zico (e a Rimbaud).
*
Eduardo Adauto, Guido, Labi e Castello: a respeito de crenças e descrenças, vejam que curioso este vídeo - uma cientista (Jill Bolte Taylor) sofre um avc e volta pra contar o que viu:
http://www.youtube.com/watch?v=ur7MsKQU0vk
Fevereiro 25th, 2009 at 12:35 am
A propósito da Lula Pena: é, para mim, a mais interessante das jovens cantoras do meu país. Assisti às suas primeiras actuações, em Barcelona, nos anos 90. Maravilhosa. Tanto pela sua voz como pela re-interpretação de temas clássicos do fado (nomeadamente da grande Amália Rodrigues), mas sobretudo pela forma experimentalista como tenta “fusões” com músicas brasileiras, chegando a adaptar a sua forma de cantar ao sotaque brasileiro, brincando com as nossas “diferenças”.
É um desperdício não editar novo disco - o seu primeiro é uma raridade, está esgotado há muito tempo, e (que eu saiba…)não foi re-editado. Oxalá a Lula prossiga o seu promissor caminho. Que bom ter lido aqui que se interessou por ela. Bem-haja.
Março 2nd, 2009 at 1:09 pm
Nando
Vi o video da meurologista.Já passei por algo semelhante ao desmaiar por causa de um intoxicação.O cérebro é muito poderoso.A gente não tem a menor idéia do que é capaz.
Guido.Combinado,até o próximo post. Abcs, Eduardo.
Ceatano - Vi você no carnaval cantando Alegria,alegria.Que alegria!
Abcs, Eduardo Adauto.
Março 3rd, 2009 at 12:05 pm
Nando
Acho que fui meio econômico no comentário sobre o video da pesquisadora do cérebro.
Não entendi muito bem, onde ela quis chegar.Tirando o jeito americano de transformar tudo em showbiz com auditórios enormes, platéias participativas e um tom de pastor protestante dos palestrantes, não identifiquei se ela estava acentuando a questão científica ou a experiência sensorial.
Achei confusa a narrativa, ora emocionada e ora debochada em certos trechos.Uma coisa ou outra, ela não me passou a sensação exata do que ela estava sentindo. E olha que eu me esforcei bem!
Na minha comcepção, tudo o que ela sentiu foi produto do cérebro dela mesmo.
Quando eu citei que tinha passado por algo parecido foi isso mesmo. Uma sensação de paz agradável acima de tudo e um desconforto muito grande ao acordar e me deparar com a realidade.
Não consegui fazer ligação com alguma coisa metafísica no caso dela nem no meu.
Obrigado pela informação.
Abcs, Eduardo.
Março 6th, 2009 at 12:52 am
Caetano,
O Bahia é mesmo o máximo. Compareça ao BaVi do dia 22. Será muito bem-vindo, afinal és um tricolor pé-quente e artista espetacular. BORA BAHÊA!
Um grande abraço,
Saudações Tricolores!
Março 28th, 2009 at 12:04 pm
Poções é uma cidade colonizada por italianos. Tem o pão mais famoso da Bahia e para o gosto de Luiz Gonzaga o pão mais saboroso do Nordeste. É realmente uma delícia!!!