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CONVIDADOS
6/06/2008 09:48:00 AM | Postado por Obra Em Progresso

Jorge Mautner e Nelson Jacobina:

 Jorge Mautner lançou-se como escritor descoberto por Paulo Bonfim em 1958 na revista “Diálogo”, de Vicente Ferreira da Silva e em 1962 ganhou o prêmio Jabuti de literatura com o livro “Deus da Chuva e da Morte“. Compõe desde 1958 e em 1965 gravou seu primeiro compacto com músicas de protesto, pela RCA, que, junto com a publicação do seu quarto volume da Mitologia do Kaos, foram apreendidos pelo DOPS. Iniciou-se seu exílio nos USA, onde Mautner trabalhou na ONU e como secretário literário do laureado poeta Robert Lowell e Paul Goodman. Em 1969, conhece pessoalmente Gil e Caetano em Londres, também no exílio, onde se tornaram amigos e aliados para sempre, sendo compostas nesta ocasião as primeiras músicas em parceria. Em 1972, os três acabam voltando para o Brasil, pois não só as autoridades do governo militar aprovaram a volta dos três, apesar do fato de estarem ainda incursos na Lei de Segurança Nacional, como ainda solicitaram para que retornassem ao Brasil para dar início à pregação, através dos shows e músicas, o fato de que realmente viria a abertura democrática e que cabia aos artistas iniciar esta conclamação. De fato em 1973 o show Phono-73 foi o início destas atividades, sendo seguido pelo show dos Direitos Humanos, no MAM sob os auspícios da ONU.

Em 1972, com Nelson Jacobina, Jorge Mautner gravou seu primeiro LP, “Para iluminar a cidade“, no selo Pirata da gravadora Polygram, hoje Universal. Mautner gravou mais dez LPs, e a continuação da obra literária e de intensa agitação social-cultural. Em 1972 e 1973 Mautner e Jacobina fizeram shows nas prisões.

Jorge Mautner foi gravado por muitos intérpretes de todos os estilos. Seus parceiros mais constantes são Gilberto Gil, Caetano Veloso e Nelson Jacobina, parceiro de “Maracatu Atômico“, musica lançada por Gilberto Gil, gravada também por Chico Science, Caetano Veloso, e inúmeras parcerias e gravações com outros intérpretes e compositores.

Em 2003, gravou com Caetano o disco “Eu não peço desculpa” e ganhou com Caetano, o Grammy Latino por este disco, e também um Grammy pela música “Todo errado” do mesmo álbum.

Jorge Mautner recebeu também o Mérito Cultural do governo brasileiro, a Cruz de honra da Cultura e da Ciência do governo da Áustria, prêmio Orilaxé do Afro Reggae, Cidadania Soteropolitana e medalha Tomé de Souza, título da Câmara de vereadores de São Paulo e da Câmara de vereadores do Rio de Janeiro.

Nelson Jacobina é também arranjador e participa intensamente como músico da Orquestra Imperial, além de compositor e agitador social. Compôs trilha para filmes, e o atual trabalho dos dois juntos tem sido um programa no Canal Brasil, “O canto do Mautner“, e o programa “Amálgama Brasil“, sobre os Pontos de Cultura, os quais Mautner e Jacobina visitam, incentivando e com eles interagindo através de shows e palestras, viajando por todo país-continente há mais de três anos.

O último CD de Jorge Mautner, de título “Revirão“, tem como músicos e arranjadores a mesma turma que gravou o “Eu não peço desculpa”: Nelson Jacobina, Kassin, Berna, Domenico e Moreno. Além disso, tem participação de todos os músicos da Orquestra Imperial tocando na faixa intitulada “Ao Som Da Orquestra Imperial”, que tem a música justamente em homenagem a esta formidável Orquestra, com a qual desde o seu início Jorge Mautner tem colaborado e integrado sempre que é chamado. Neste “Revirão” participam Preta Gil, Caetano, Ben Gil, e o próprio Gilberto Gil cantando uma de nossas parcerias, “Outros viram”, sendo a outra “Os pais”, ambas também gravadas pelo próprio Gil em seu disco “Banda-Larga-Cordel”. Nelson Jacobina neste “Revirão”, palavra inventada pelo genial pensador e psicanalista o Doutor Magno, estréia como cantor na faixa “Executivo-Executor”, que pelo título já dá para ver que se trata de uma sátira provocadora.

Todos os livros de Jorge Mautner escritos entre 1956 e 2003 estão contidos em três volumes na “Mitologia do Kaos“, publicado pela editora Azougue do poeta e editor Sergio Coh. Dois novos livros foram publicados depois e, portanto, não constam nesta coletânea, são eles “O Filho do Holocausto“, pela editora Agir, e uma coletânea de entrevistas de Mautner feitas entre 1962 e 2007, publicado pela editora Azougue. Existem ainda dois filmes sobre ele, um documentário de Rodrigo Bittencourt, intitulado ”Procurando Jorge Mautner“, e outro documentário longa-metragem de André Martinez, chamado “O Gurú Selvagem“.

Além disso, dois livros sobre Jorge Mautner foram publicados: ”Proteu Ou A Arte Das Transmutações“, de Luis Carlos de Morais Junior, da HP Comunicação Editora, e “Jorge Mautner em Movimento“, de César Rasec, edição do autor.

 

Convidados do dia 11/06:

 

Arnaldo Brandão

 Desde a década de 70 - com passagens nas bandas A Bolha, Doces Bárbaros, no grupo A Outra Banda da Terra que acompanhava Caetano Veloso, e à frente do Hanói Hanói - Arnaldo Brandão inscreveu seu nome entre os principais artistas que deram ao rock brasileiro uma identidade e fez do gênero um sucesso popular.

Com Cazuza, compôs “O Tempo não Pára”, enquanto com Lobão fez, entre outras, “Rádio Blá”. Foi com Tavinho Paes parceiro mais constante - que criou “Totalmente Demais” - ícone da geração do desbunde que estourou com o Hanói Hanói e virou um clássico na voz de Caetano Veloso. Essas e outras composições estão reunidas nas 14 faixas que compõem o CD “Arnaldo Brandão - Gravado Ao Vivo no Sérgio Porto” em 2003 que sai pelo selo independente APB Música, do próprio Arnaldo, distribuído pela Tratore.

Os novos arranjos das canções, escolhidas a partir de seu primeiro Cd solo “Brandão e o Plano D”, músicas inéditas e clássicos dos anos 80 - dão ao álbum um gosto original que transita entre o bom e velho rock n` roll, baladas e outros gêneros. Com um violão turbinado por pedais, incursões na eletrônica e miscigenação com ritmos nordestinos, o álbum inova na sonoridade e foge da obviedade mesmo nas releituras. O CD confirma também a intimidade de Arnaldo com o violão eletrificado adotado, por hora, no lugar do baixo. Jeff Maiato Mariano (teclados), Fausto Prochet e Diogo Fonseca (percussão), Kiko Ramos (baixo) formam o quarteto que acompanha o show de Brandão.

O segundo álbum solo de Arnaldo Brandão Ao Vivo cai como uma luva para os saudosos dos anos 80 e fãs da boa safra do rock n´ roll de hoje. Arnaldo atualiza seu som em letras contemporâneas que - num discurso vociferado - tratam de temas como sexo, convenções sociais e imbecilização, pontuado por um instrumental afiado e instigante.

 

 

 

Karina Zeviani

 A vida itinerante de Karina Zeviani reflete-se em uma música rica em sons e cores dos quatro cantos do mundo. Nascida em Jaboticabal, uma pequena cidade do interior de São Paulo, o rádio e a sanfona tocada de ouvido por seu avô materno eram suas fontes de música durante sua infância.

Foi assim que Karina começou a desenvolver raízes que ainda hoje são marcas registradas de sua música. A presença vivaz e abundante de Karina no palco floresceu enquanto ela foi balisa da Banda Marcial, de sua cidade, com cerca de 80 músicos, dentre eles diversos membros de sua família. Seu pai e seu tio eram presidentes e vice-presidentes da banda, respectivamente.

Aos 15 anos de idade, Karina foi convidada pela agencia Ford Models para trabalhar em São Paulo e, pouco tempo depois, rumou a sua primeira viagem a Europa. A carreira de modelo durou até seus 19 anos, quando se mudou para a Alemanha. Certo dia, em um impulso, subiu ao palco de um bar brasileiro que freqüentava e cantou acompanhada da banda da casa. Permaneceu cantando na noite por quase outros três anos.

De volta ao Brasil, desta vez tendo escolhido viver no Rio, Karina se apresentou pela primeira vez com sua própria banda e gravou suas primeiras composições. Sua busca, que havia apenas começado, teve como próximo destino a cidade de Londres, onde durante um ano esteve bastante exposta a musica eletrônica, elemento que se tornou indispensável à formação de sua sonoridade.

Deixando Londres e mudando-se para Nova Iorque, Karina em pouco mais de um ano espalhou seu canto como em um passe de mágica. Tendo como seu parceiro indispensável o produtor belga Frederik Rubens montou sua banda (Brazilian Girls, Forro in the Dark, Pharaos Daughter), que se apresentou em diversos clubs e bares em Manhattan, abriu para um show de Gilberto Gil que aconteceu na Organização das Nações Unidas, abriu para Nouvelle Vague, entre outros.

Logo em seguida, foi indicada por David Byrne, que conhecera seu trabalho através de um amigo em comum, a cantar com a banda Thievery Corporation e desde então Karina os acompanha em suas turnês. Em 2006, Karina saiu em turnê com sua banda e tem recebido uma reação muito satisfatória em cada lugar que passa. Recentemente, teve oito páginas publicadas na “Rolling Stones Turquia” sobre seu trabalho solo.

Em Paris, em um reencontro inesperado durante um show seu, foi convidada a cantar no próximo álbum da banda Nouvelle Vague. O álbum será lançado em Janeiro de 2009. Foi também convidada a acompanhá-los em turnê, e farão seus primeiros shows em conjunto em julho deste ano.

Além das colaborações e turnês com as bandas Thievery Corporation e Nouvelle Vague, que estão prestes a começar, Karina estará em turnê pela Europa com seu próprio projeto, conciliando com as agendas das outras bandas.

Visite a Home do Blog e veja o vídeo onde Caetano fala sobre seus convidados

Convidados do dia 04/06

 

Teresa Cristina e Grupo Semente

Teresa Cristina é apontada como uma das responsáveis pela revitalização e pelo movimento cultural de reinvenção da noite da Lapa, sendo considerada pela crítica e pelo público um dos maiores nomes da nova geração do samba.

A carreira de Teresa Cristina e do Grupo Semente começou em 1998 se apresentando no Bar Semente, que acabou dando nome à banda que a acompanhava. Depois do sucesso no Semente, passaram a tocar em outras casas noturnas da Lapa, como o Carioca da Gema e o Centro Cultural Carioca, para um público cada vez maior, transformando o bairro num pólo de atividades culturais e num dos locais de maior visibilidade da noite carioca.

O reconhecimento da crítica veio com a gravação do primeiro CD, “A música de Paulinho da Viola“, uma homenagem aos 60 anos do cantor, que rendeu à Teresa o prêmio Rival BR e Prêmio TIM de música, como cantora revelação, e a indicação ao Grammy Latino de melhor disco de samba de 2003. Em 2004 gravaram seu segundo CD, “A vida me fez assim“, a estréia de Teresa como compositora e viajaram com a caravana do Projeto Pixinguinha se apresentando nas capitais do Nordeste do Brasil. Em 2005 lançaram seu primeiro CD e DVD ao vivo, “O mundo é meu lugar“, gravado no Teatro Municipal de Niterói.

A cantora também caminha para uma carreira promissora no cenário internacional. O sucesso de Teresa Cristina e Grupo Semente ultrapassou as fronteiras brasileiras, e levou o legítimo samba de raiz para países como Japão e Alemanha (aonde participaram da Copa da Cultura à convite do ministro Gilberto Gil). Em 2005, participaram das comemorações do ano do Brasil na França, em Paris. Em 2007 Teresa Cristina e Grupo Semente foram escolhidos pelo Itamaraty para serem os representantes da nova safra da música brasileira e se apresentaram na Índia e México, durante a visita oficial do presidente Lula, e Equador, aonde realizaram um show a convite da Embaixada do Brasil em comemoração aos 185 anos de Independência. Ainda em 2007 se apresentaram na Espanha, Holanda e Itália.

Neste mesmo ano lançaram seu primeiro CD pela EMI Music, “Delicada“, que traz composições de Teresa Cristina como “Cantar” e “Delicada”, parceria com Zé Renato, que dá nome ao disco, além de regravações de clássicos, como “Gema”, de Caetano Veloso. O CD teve grande destaque na imprensa nacional e recentemente foi lançado no México, alcançando 14º lugar na parada “World Music e Crossover“. No Brasil, CD “Delicada” já vendeu mais de 20 mil cópias.

Em 2008 Teresa e Semente completam 10 anos de carreira e deram inicio às comemorações em um show no Canecão, que contou com a participação especial de Seu Jorge, que gravou em parceria com Teresa a música “Me deixa em paz”, que está na trilha da novela “Beleza Pura”.

Convidado do dia 28/04:

 

Jaques Morelenbaum

 

Jaques Morelenbaum iniciou sua carreira musical como integrante do grupo A Barca do Sol.
Participou como violoncelista de produções fonográficas de Antonio Carlos Jobim, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Milton Nascimento e Chico Buarque, entre outros tantos, totalizando até hoje atuações em quase 600 álbuns. Entre 1992 e 1993 gravou para a ECM Records em Oslo, Noruega, os álbuns “Infância” e “Música de Sobrevivência”, ambos de Egberto Gismonti. Em 1994, como integrante da Nova Banda de Antonio Carlos Jobim, gravou o álbum “Antonio Brasileiro”, vencedor do Grammy. Entre 1995 e 1996 gravou em Nova York os CDs “Smoochy”, e “1996″, ambos de Ryuichi Sakamoto, com quem fez tournée mundial para o lançamento deste último álbum. Em 2001 colaborou com o cantor e compositor Sting na gravação de seu álbum/DVD “All this time…” gravado ao vivo na Toscana, Itália, com uma banda internacional. Neste mesmo ano foi agraciado com o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, pela produção de “Livro“, de Caetano Veloso.
Em 1995 formou o Quarteto Jobim Morelenbaum juntamente com Paula Morelenbaum, Paulo Jobim e Daniel Jobim. Este grupo excursionou diversas vezes pela Europa, além de inúmeras apresentações nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Argentina e na Coréia do Sul, durante a Copa Japão/Coréia 2002, levando a todos esses palcos uma visão camerística e intimista da música de Antonio Carlos Jobim, obtendo sempre enorme sucesso de crítica e público. Em 2001, o QJM realizou uma temporada no Teatro Alfa em São Paulo tendo como convidados o pianista e compositor Ryuichi Sakamoto e o cantor, violonista e compositor Gilberto Gil. Esta série de concertos motivou o surgimento de um outro grupo dedicado à obra de Jobim, o M2S (Morelenbaum2Sakamoto), formado por Paula Morelenbaum, Jaques Morelenbaum e Ryuichi Sakamoto. Este grupo produziu o álbum “Casa” em 2001, gravando-o na residência do compositor, no Horto, Rio de Janeiro, onde teve a chance de usar o piano em que Antonio Carlos Jobim compôs todo o repertório deste disco.

Em 2002 formou o Jaques Morelenbaum Cello Samba Trio, com o qual tem excursionado por todo o mundo, com a participação de Lula Galvão e Rafael Barata.

Jaques participou como arranjador, de diversos álbuns de Antonio Carlos Jobim, Caetano Veloso, Gal Costa, Beto Guedes, João Bosco, Paula Morelenbaum, Ivan Lins, Barão Vermelho, Vanessa da Mata e Skank, entre outros, além do álbum “Piazzollando”, este último realizado em homenagem à obra de Astor Piazzolla, no qual Morelenbaum acumulou as funções de regente, violoncelista e produtor.

Em 2004 participou como regente e arranjador da tournée mundial de lançamento do álbum “A Foreign Sound“, de Caetano Veloso, dirigindo orquestras locais em Paris, Londres, Roma, Madrid, Barcelona, Nova York, Miami, Buenos Aires, além das principais capitais Brasileiras.

Como regente, dirigiu alguns dos mais importantes conjuntos sinfônicos do país, incluindo-se a Orquestra Sinfônica da Bahia, a qual regeu em 1995 no Teatro Castro Alves, em Salvador, e a Orquestra Sinfônica de Brasília, ainda em 1995, no concerto inaugural da posse do Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Produziu um total de 50 álbuns, incluindo “Tom canta Vinícius” e “Passarim” (eleito pela revista Jazzis entre os melhores da década de 80), ambos de Antonio Carlos Jobim.

Nos últimos anos, Jaques tem sido um dos arranjadores mais requisitados na indústria fonográfica brasileira e, recentemente, tem expandido sua arte escrevendo arranjos e orquestrações para artistas do ‘além-mar’ como as cantoras Mariza e Dulce Pontes, o compositor Rui Veloso e o grupo Madredeus, todos de Portugal, os grupos japoneses Gontiti e Choro Club, a cantora caboverdeana Cesária Évora, o compositor angolano Paulo Flores, o compositor norte-americano David Byrne, a cantora espanhola Clara Montes e o grupo Presuntos Implicados, também espanhol, para o qual escreveu e regeu um naipe de cordas em gravação realizada no lendário “Studio Two” de Abbey Road (The Beatles), em Londres.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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